SEMINÁRIO DE CAPACITAÇÃO EM

CONTABILIDADE E FISCALIDADE
3ª EDIÇAO
21 e 22 DE FEVEREIRO DE 2018

2018/03/05

Uma realização:

Em parceria com:

Lei de Investimento

Lei Nº 3/93, de 24 de Junho

 Dcreto NR 43/2009, de 21 de agosto;
Lei nr 04/2009, de 12 de Janeiro;
Decreto Nr 56/2009, de 07 de
Outubro

no prazo de 120 dias contados a partir da notificação da decisão. • 3. Registo do investimento directo estrangeiro (Artigo 22. nos termos previstos na regulamentação desta Lei. da LI) • 1. dos valores declarados para efeitos do respectivo registo • .O investidor estrangeiro deverá. bem como ao registo de cada operação efectiva de importação de capitais que realizar. • 2. Os registos preconizados neste artigo far-se-ão sem prejuízo da verificação e confirmação. A não efectuação dos registos estipulados neste artigo poderá determinar o não reconhecimento do direito á exportação de lucros e à reexportação do capital investido. proceder ao registo do seu empreendimento envolvendo investimento directo estrangeiro junto da entidade licenciadora de importação de capitais.

devendo. considerados investimento directo estrangeiro quaisquer pagamentos efectuados no exterior sem que seja apresentado documento comprovativo de entrada. apresentar borderaux emitidos pelas instituições bancárias nacionais ou documentos visados pelas autoridades aduaneiras. igualmente. O investidor estrangeiro deve efectuar o registo do investimentodirecto estrangeiro junto do Banco de Moçambique. . As transferências de numerário que não tenham sido efectuadas através do sistema bancário nacional não serão consideradas como parte do investimento directo estrangeiro efectivamente autorizado no âmbito do projecto. consoante a natureza ou a forma do respective investimento. Registo do investimento directo estrangeiro ( Art. no território nacional. para o efeito. após a autorização do projecto. 2. no período de noventa dias. 3. 15 do RLI) 1. de bens em valor correspondente a esses pagamentos. Não serão.

• A isenção. do CBF. as medidas que implicam a isenção ou redução do montante a pagar dos impostos em vigor. 2. • As deduções a colecta. São benefícios fiscais. 2. aprovado pela Lei Nº 04/2009. com o fim de favorecer as actividades de reconhecido interesse público. os previstos neste Código. • As amortizações e reintegrações aceleradas. nomeadamente : • As deduções a Matéria colectável. . Conceito de Benefícios Fiscais ( art. Consideram-se benefícios fiscais (BF). bem como incentivar o desenvolvimento económico do país. e • A redução da taxa de imposto e o diferimento deste. • O crédito fiscal por investimento. de 12 de Janeiro) 1.

Lei 04/2009. 2018/03/05 . de 12 de Janeiro) • . aprovado pela . 4. do CBF. •Os Benefícios Fiscais específicos previstos neste Código não são cumuláveis entre si. sem prejuízo os casos previstos neste código.Cumulação dos BF ( art. nem com os benefícios genéricos.

o despacho e os termos de autorização que os comprove e a cópia do início de actividade.Reconhecimento dos Benefícios Fiscais ( artigo 8. os respectivos beneficiários devem apresentar junto da DAF competente. Regulamento do CBF. 2018/03/05 .Para efeitos de reconhecimento dos Benefícios Fiscais relativos aos impostos internos. aprovado pelo decreto nr 56/2009. de 7 de Outubro) • 1.

com indicação do número da factura. nome do fornecedor. de 7 de Outubro) • 2. indicando o valor do investimento realizado e a origem das compras e despesas que dão lugar as deduções. os titulares devem apresentar junto à declaração de rendimentos de que tratam os Códigos do IRPC e IRPS. Regulamento do CBF. aprovado pelo decreto nr 56/2009. importância e montante total a deduzir.Reconhecimento dos Benefícios Fiscais ( artigo 8. uma declaração de modelo apropriado.Tratando-se dos BF relativos aos impostos sobre os rendimentos. bem como as amortizações aceleradas efectuadas. 2018/03/05 .

declaração apropriada donde constem os benefícios usufruídos em cada exercício fiscal. • 2. no momento da entrega da declaração de rendimentos referida no nr 2 do artigo 8. Para efeito da determinação da DF. 2018/03/05 . Determinação da Despesa Fiscal (DF) ( artigo 14. os titulares dos projectos de investimentos devem apresentar. A não entrega da referida declaração referida no nr anterior implica a suspensão automática dos BF e pagamento integral dos impostos devidos no exercício fiscal subsequente. Regulamento do CBF) • 1.

a actividade principal é a constante da declaração de início de actividade. do RCBF) 1. 13. para efeitos de gozo dos BF considera-se apenas a actividade principal. Para efeitos de nr 1. 2. 2018/03/05 . Quando o investimento é em actividades mistas. Investimento em actividades Mistas (art.

Beneficios Genericos .

2018/03/05 . Âmbito de Aplicação ( art. 13 do CBF) Os benefícios genéricos previsto neste capítulo aplicam-se aos investimentos que não sejam destinatários de benefícios específicos previsto no presente código.

Levados a cabo na Cidade de Maputo beneficiam-se durante 5 exercícios fiscais. No caso dos projectos de investimento realizado nas restantes províncias. na parte respeitante a actividade desenvolvida no âmbito do projecto. a percentagem estabelecida no nr 1 é de 10%. . 2. Os invest.Crédito fiscal por Investmento ( art. de dedução de 5% do total do investimento efectivamente realizado na colecta do IRPC. 15 do CBF) 1. até a concorrência deste.

a contar da data do início do investimnto para projectos em funcionamento e de início de exploração para os projectos novos. • 5 – Para efeitos do disposto nos números anteriores so se considera abrangido o investimento em activo imobilizado corpóreo. • 4 – A parcela do crédito fiscal não utilizada num exercício fiscal pode ser deduzida nos anos subsequentes. 15 do CBF) • 3 – Tratando – se de IRPS.Crédito fiscal por Investmento ( art. na parte respeitante a actividade desenvolvida geradora de rendimento pertencentes a segunda categoria. . a dedução do crédito fiscal por investimento referido no número anterior deve ser efectuada até a concorrência deste. expirando a sua utilização no quinto exercício. afecto a exploração do projecto no território nacional e que tenha sido adquirido em estado novo.

c) Equipamentos sociais. c) Mobiliários e artigos de conforto e decoração. • 7 – Para efeito deste codigo. b)Viatura ligeiras. considera-se : a) Início de investimento. 15 do CBF) • 6 – Não se aplica o disposto neste artigo quando o investimento em activo imobilizado corpóreo resulde de: a) Construção. e) Outros bens de investimento no directa e imprescindivelmente associados à actividade produtiva exercida pelo projecto. . aquisição. considerado de tecnologia de ponta. nos termos deste código. Crédito fiscal por Investmento ( art. reparação e ampliação de quaisquer edifício. d) Equipamento especializado. o momento em que inicia as operações tendentes a obtenção de rendimentos que dão a sujeição a imposto. o momento em que se inicia os procedimentos para a obtenção dos BF. após a aprovação do projecto de investimento b)Início de exploração.

16. Amortizações Aceleradas ( art. CBF) 1– É permitida a reitegração acelerada dos imóveis novos utilizados na procecução do projecto de investimento. 2 – o estabelecido no nr anterior é ainda aplicável nas mesmas condições aos imóveis reabilitados. máquinas e equipamentos destinados as actividades industrial e/ou agro-industrial. . que consiste em incrementar em 50% das taxas normais legalmente fixadas para o cálculo das amortizações e reintegrações consideradas como custos imputaveis a exercício na determinação da matéria colectável do IRPC ou do IRPS.

. Modernização e Introdução de Novas Tecnologias ( Art. O valor investido em equipamento especializado utilizando novas tecnologias para o desenvolvimento das actividades dos projectos de investimento beneficiam durante os primeniros cinco anos a contar da data do ínicio de actividade de dedução à matéria colectável. do CBF) 1. mas apenas em relação aos rendimentos provenientes das actividades pertecentes a segunda categoria. para efeitos do cálculo do IRPC. até ao limite de 10% da mesma. 17. A dedução referida e nas mesmas condições previstas no numero anterior é aplicável quando se trate do IRPS. 2.

Decreto 56/2009. RCBF. de 07 de Outubro) Compete ao Ministro que superintende a área de Ciências e Tecnologia a avaliação e qualificação do equipamento especializado. 17. utilizando novas tecnologias para o desenvolvimento das actividades dos projectos de investimento. Modernização e Introdução de Novas Tecnologias ( Art. para efeito de gozo de BF relativos a dedução à matéria calcetável dos Impostos sobre o rendimento do valor investido .

• 4 – Os custos de investimentos a que se referem os números anteriores não incluem os equipamentos e demais activos da empresa afectos à formaçao profissional. referido no artigo anterior. até ao limite máximo de 5% da matéria colectável. mas apenas em relação aos rendimentos provenientes da actividade pertencentes à segunda categoria. • 3 – As mesmas deduções e nas condições previstas nos números anteriores são aplicaveis quando se trata do IRPS. a dedução à matéria colectável para efeitos do cálculo do IRPC é até ao limite máximo de 10% da matéria colectável. durante os primeiros cinco anos a contar da data de início da actividade. Formaçao profissional (Artigo 18. . CBF) • 1 – O montante dos custos de investimentos realizados com a formação profissional de trabalhadores moçambicanos é deduzido a matéria colectável para efeitos de cálculos do IRPC. • 2 – Quando se trata de formação profissional para utilização de equipamentos considerado de novas tecnologias.

deduzem 50% dos valores dependidos. . energia eléctrica • b) nas condições da alínea anterior . a contar a partir da data de início de exploração. 19) • 1. os investimentos elegíveis ao gozo dos benefícios fiscais podem ser considerados como custo para a determinação de matéria calcetável do IRPC os seguintes limites: • a) no caso de empreendimentos levados a cidade de Maputo é considerado o valor correspondente a 110% dos valores despendidos com todas despesas que realizem na construção e na reabilitação de estradas caminhos de ferro. Despesas a considerar como custo fiscal ( art. durante 5 exercícios fiscais. as deduções para as restantes províncias e de 120% • c) compra para o património de obras consideradas de arte e outros objectos representativos da cultura nacional moçambicana. aeroportos correios telecomunicações.

Benefícios Específicos Zonas Francas Industriais (ZFI) .

Actividades autorizadas (art. 15 do Decreto 43/2009. . pelo menos setenta por cento (70%) do volume da sua produção anual seja destinada a exportação. de 21 de Agosto) Serão autorizadas nas ZFI. todas as actividades de natureza industrial desde que.

• 3 – A isenção referido nos números 1 e 2 deste artigo é extensiva ao IVA. nas condições previstas no Código do IVA. Isenção de direitos aduaneiros e de Imposto sobre o Valor Acrescentado (Artigo 45˚. equipamentos e acessórios. máquinas. • 2 – As empresas das Zonas Francas Industriais gozam de isenção de direitos aduaneiros na importação de bens e mercadorias destinadas a implementação de projectos e exploração de actividades para as quais tiverem sido actualizadas nos termos do regulamento das Zonas Francas Industriaias. CBF) • 1 – Os operadores das Zonas Francas Industriais gozam de isenção de direitos aduaneiros na importação de materiais de construção. incluindo o devido nas aquisições internas. peças sobressalentes acompanhantes e outros bens destinados a prossecução da actividade licenciada nas Zonas Franca Industriais. .

67. consideram-se exportações.Fornecedores locais ( Art. do RLI) As vendas de bens e serviços pelos fornecedores locais para as ZFI destinadas à prossecução da actividade licenciada de uma Empresa ou Operador de ZFI. .

Os operadores e empresas ZF beneficiam-se a partir da data de emissão do respectivo Certificado dos seguintes incentivos em sede de IRPC: • a) Isenção nos primeiros 10 anos. do CBF. 46. do 6˚. • b) Reduçao da taxa em 50%. Exercicio fiscal. • b) Redução da taxa em 50% . pela vida do projecto. aprovadas nos termos do regulamento de Zonas Francas. do 11º ao 15º exercício fiscal. • c) Reducao da taxa em 25%. ao 10˚. • c) Redução da taxa em 25%. • 2 – As empresas de Zonas Francas Isoladas. pela vida do projecto. beneficiam dos seguintes incentivos em sede do IRPC: • a) Isençao nos primeiros cinco exercicios fiscais.Imposto sobre rendimentos ( art. de 12 de Janeiro) • 1. . aprovado pela Lei 04/2009.

mediante pedido fundamentado nesse sentido feito pela EZFI interessada. o IVA e ICE. do Regulamento da Lei do Investimentos. 65. 4. aprovado pelo Decreto nr 43/2009. . de 21 de Agosto). As EZFI estão autorizadas a vender para o mercado local ate 30% do volume da sua produção de conformidade com o seu plano anual de produção. Vendas para o Mercado Local. Da Lei de Investimentos) 1. incluindo os direitos aduaneiros. quando aplicáveis . com parecer favorável do GAZEDA e da Autoridade Tributária de Moçambique que.( art. devendo para tal pagar todas as imposições fiscais devidas. art. 65 do Reg. (nr 1. A percentagem autorizada no número um deste artigo poderá ser alterada pelo Ministro que superintende a área de Planifi cação e Desenvolvimento. deverão emitir instruções claras contendo os critérios gerais de elegibilidade a esta alteração.

• 2. . as transgressões ao disposto no presente diploma ficam sujeitas a sanções impeditivas. • 3. Sem prejuízo de outras sanções previstas na legislação fiscal e aduaneira em vigor. Suspensivas ou Extintivas dos Benefícios Fiscais • 1. de acordo com a gravidade da infracção. a não observância de um ou mais pressupostos previstos no artigo 8 do presente Código. São Infracções sujeitas a sanções suspensivas : • A falta de entrega de impostos aos cofres do Estado dos impostos a que estejam sujeitos desde que ocorra uma vez.Sanções Impeditivas. suspensivas ou extintivas dos BF. São infracções sujeitas a sanções impeditivas.

. desde que não sejam consideradas graves. sem prejuízo do preceituado na Lei 2/2006. A reincidência na pratica das infracções referidas no nr anterior ficam sujeitas a sanções extintivas. • 4. • b) A prática de infracções de natureza fiscal e de outras infracções. • c) A inobservância das condições impostas no despacho de concessão. de 22 de Março.• a) A falta de entrega da declaração prevista no nr 3 do artigo 2 do presente Código.

Gratos pela Atenção dispensada! .