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Violência, globalização e crise do Estado de Bem-Estar Social

A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a


liberdade do ser humano.
- As mudanças econômicas, políticas e sociais que ocorreram a partir
dos anos de 1960 terminaram por desenhar um novo “paradigma da
violência”. ( Michel Wieviorka )
“A violência não é a mesma de um período a outro”
-A partir da década de 50 até 80 surge a violência política ( Preservação
do Estado e movimentos sociais.)
- Declínio do movimento operário (perda da força dos sindicatos) >>
desemprego.
"A urgência no Brasil, como na maioria dos países do planeta, é lutar em todas as
direções não contra os criminosos, mas contra a pobreza e a desigualdade.“
(Loic Wacquant)
- A etnografia como instrumento de ruptura e construção >>> estigmatização
territorial.
“Uma sociedade precisa refletir não somente a respeito de como os indivíduos devem
ser punidos, mas sim sobre questões mais amplas, como a política penal afeta
comunidades, opiniões políticas, economia e cultura da sociedade de maneira geral.”
(David Garland)

- Obra > Punição e Sociedade Moderna : A história de estratégias penais e cultura do


controle.
- Há usos políticos óbvios da punição, que operam na arena política. Por exemplo, a
promessa de punições severas é usada para distinguir um candidato que defende
políticas muito duras de combate ao crime de um candidato com políticas mais
amenas.
- Se as pessoas aprendem a agredir com impunidade, isso é um convite para o caos e
maus comportamentos. Mas qualquer efeito intimidador da punição usualmente
acontece porque os criminosos acreditam que serão pegos, e não porque receberão
uma sentença longa e terrível. Certeza é mais importante que severidade.