Você está na página 1de 13

Platão de Atenas

Platão nasceu em Atenas. Aos 18


anos, conheceu Sócrates, que foi
seu mestre.
Sócrates, Platão e seu discípulo
Aristóteles formam as bases sobre
as quais se desenvolveu a filosofia
ocidental.
Platão através de suas obras,
procurou entre muitas outras
coisas, opor-se ao relativismo dos
sofistas, demonstrando que existe
conhecimento independentemente
de fatores circunstanciais.
Uma das principais contribuições
de Platão é a sua teoria dos dois
mundos:o das idéias (inteligível)
e o das sombras (sensível). Para
ele, o verdadeiro mundo, o
inteligível, esta no mundo das
idéias.

Platão defende a idéia de que a


alma é anterior ao corpo. Por
isso, antes de aprisionar-se no
corpo, ela pertenceu ao mundo
das idéias.
A política e a filosofia

Com a morte de Sócrates, Platão concluiu que é impossível ser justo numa cidade
injusta, onde a Filosofia possui uma missão muito importante: a de educar o ser
humano e reformar a sociedade e o estado ajudando –o encontrar a Verdade.
O sentido da Filosofia é o de levar o ser humano à visão das idéias verdadeiras,
iluminadas pela idéia suprema: o Bem.
O estado tem como objetivo fazer o individuo feliz, facilitando-lhe a vida das
virtudes. Ele divide-se em três classes sociais: os filósofos, únicos capazes de
desempenhar cargos públicos; os guerreiros, incumbidos da defesa social; e os
operários, encarregados das sua subsistência material. Só os filósofos ocupavam
cargos públicos, pois eles consideravam-se mais puros e autênticos.
Alegoria da caverna e o
conhecimento
Platão, apresenta a alegoria da caverna, ou “mito da
caverna”,como ´´e conhecida com o objetivo de ilustrar a passagem
dos graus inferiores de conhecimento aos superiores. O mito
mostra que a passagem de um grau para o outro se da muito
lentamente com grande esforço e que exige extraordinária
mudança de mentalidade das pessoas.
Neste mundo,a maioria das pessoas percebe apenas as imagens,
vitima dos preconceitos do ambiente e da educação. Um ou outro
se liberta dos preconceitos e vê primeiro coisas sensíveis,
acompanhada da confiança na realidade dos objetivos apreendidos
pelos sentidos.
As pessoas vêem apenas as aparências, ilusões, por causa da
apreensão através das impressões sensíveis, dos desejos,
paixões, interesses, hábitos, etc.
A caverna representa o mundo
sensível, a prisão, os juízos de
valor em que só se percebem as
sombras ou as copias imperfeitas
das coisas.
O filosofo, é capaz de atingir o
verdadeiro conhecimento, a
episteme, “ciência”, quando a
razão ultrapassa o mundo do
sensível e atinge o mundo das
idéias. Este é o único
verdadeiro.Platão é idealista, o
que significa, conforme sua teoria
do conhecimento, que as idéias
são mais reais que as próprias
coisas.
A educação consiste, assim, em
levar o ser humano do mundo
sensível ao mundo do ser; e em
conduzi-lo gradualmente a avistar
o ponto mais alto do ser, que é o
bem.
Conforme Platão, faz parte de missão do
filosofo o regresso à caverna, pois após
a reavaliação e o conhecimento do
mundo humano à luz do que se viu fora
desse mundo poderá ajudar os outros a
fazer o mesmo caminho.
Sintetizando as idéias de Platão, ele
queria dizer que somente poucos
consegue adaptar-se ao conhecimento à
realidade e à Filosofia, percebendo que o
mundo onde vivera até agora era irreal,
feito apenas de ilusões.
Essa é, no entanto, a missão do filósofo:
tirar das pessoas as correntes da
alienação e favorecer o conhecimento
sobre a realidade em que estão
inseridas. Esse processo não é rápido
nem fácil, mas deve ser encarado sobre
pena de ficar apenas vendo as sombras
dos fatos que acontecem e não o
significado real.
Mundo das idéias
Doutrina metafísica: mundo das
Idéias (únicas coisas permanentes e
verdadeiras). Formas puras e modelos
universais de todas as coisas. Mundo
do qual o nosso não passa de uma
cópia imperfeita. Daí a importância que
ele dá à matemática. No pórtico da
Academia está escrito: não é permitida
a entrada de quem não souber
geometria.
A República – O Estado platônico
Para Platão a sociedade e os sistemas
políticos do seu tempo são todos
imperfeitos (iníquos). As idéias que vai
projetar serão, em conseqüência, para
alguns, sempre utópicas, não se referindo
a qualquer realidade. Ele propõe,
entretanto e com convicção, um modelo
aristocrático. Não uma aristocracia do
dinheiro ou da família, mas da inteligência:
o governo dos filósofos, os únicos
capazes de ver o mundo verdadeiro, de
terem uma visão dialética.
A aristocracia da alma
Platão tem uma visão comum
do homem e das cidades,
atribuindo-lhes atributos
analógicos. Eis o esquema que
serve tanto para os indivíduos
como para as cidades:
Cabeça (rascível) Governantes
Intelectuais
Conhecimento (Sophia)

Tronco (irascível)
A emoção Guerreiros ou Cavaleiros
Elemento impulsivo

Membros inferiores(apetitiva)
(Baixo ventre)
Apetites concupiscentes Artesãos e produtores
O desejo
Estado Ideal
O Estado platônico é ideal, embora
alguns afirmem ser uma perspectiva
realmente almejada por ele. O Estado ideal
atende a uma imposição ética, é
apresentado de forma diretiva. Logo essa
idealização não fica presa à constrição e
rigidez formal do direito. No Estado platônico
não haveria leis. Seriam desnecessárias.
Nele haveria uma comunidade de bens e de
mulheres. A educação das crianças seria
restrita ao Estado. Platão abole, nessa
idealização, a família e torna os
nascimentos são cientificamente planejados.
Estado e Justiça
O Estado ideal platônico descrito
sistematicamente na República é
apenas meio de realização da justiça.
A Constituição desse Estado é apenas
instrumento da justiça, estabelecendo
uma ordem jurídica.