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Anatomia I

Facultade de Medicina Geral


ISCTEM
Dr. Augusto Aguirre Palacios
Objetivos
Conhecer a estrutura do esqueleto humano.
Identificar as diferentes partes do mesmo e
numero de ossos
Saber as características dos diferentes tipos de
ossos.
Reconhecer as diferentes estruturas externas e
externas do esqueleto.
Aprender os princípios e características da
vascularização e inervação dos ossos.
Dominar o fundamental da ossificação
desenvolvimento e crecimento ósseos.
Identificar os diferentes tipos de cartilagens.
Geralidades do Esqueleto

 Introdução

 Conceito: Estructura formada por varios


tecidos entre os quais predomina um tecido
conectivo especializado chamado osso, que
junto com a cartilagem, forma um suporte com
diversas funções
Aspecto Geral do Esqueleto
 Superposição de peças ( vértebras)
 Forma a Coluna vertebral que constitui
um eixo vertical.
 Em direção cefálica sustem o crânio.
 Em direção caudal estão o sacro e o
cóccix.
 Do eixo mediano da CV separam-se as
costelas que se fixam no esterno
conformando assim a caixa torácica
 Cíngulo escapular: Clavículas e
escápulas fixadas ao esqueleto axial. Nele
articulam-se os membros superiores.
 Cíngulo Pelvino: Sacro, Ossos coxais e
cóccix. Nela articulam-se os membros
inferiores.
 Membros Superiores: 3 segmentos;
braço (Úmero); antebraço Ulna e Radio);
mão ( Carpo, Metacarpo e Falanges).
 Membros Inferiores: 3 segmentos ;
coxa (Fémur); perna ( Tíbia e Fíbula), pé
( Tarso, Metatarso e Falanges)
Divisão do esqueleto e número de Ossos
Tipos de Ossos
 Longos: Predomínio do comprimento sobre a largura e o
espesor.
 Cortos: de forma cuboide.
 Planos: De espessor reducido sobre o qual predominam o
comprimento e a largura.
 Otros são: elongados, arqueados, radiados, papiráceos,
sesamoideios e pneumáticos.
Ossos Longos
• Tem o comprimento maior que a
largura e são Constam de 3 partes;
diáfise ( corpo), 2 epífises (
extremos) unidos pela metáfise.
• São um pouco encurvados, o que
lhes garante maior resistência. O
osso um pouco encurvado absorve
o estresse mecânico do peso do
corpo em vários pontos, de tal
forma que há melhor distribuição
do mesmo.
• Os ossos longos tem suas diáfises
formadas por tecido ósseo
compacto e apresentam grande
quantidade de tecido ósseo
esponjoso em suas epífises.
• Exemplo: Fêmur, Úmero, etc
Ossos Curtos

• 3 eixos fundamentais,
geralmente de forma cuboideia
tendo seus comprimentos
praticamente iguais às suas
larguras.
• São compostos por osso
esponjoso, exceto na superfície,
onde há fina camada de tecido
ósseo compacto.

Exemplo:
Ossos do Tarso.
Ossos Laminares (Planos)
• De espessor reducido sobre o
qual predominam o
comprimento e a largura.
• Compostos por duas lâminas
paralelas de tecido ósseo
compacto, com camada de osso
esponjoso entre elas.
• Apresentam paredes e
cavidades com amplias
superfícies de inserção
muscular.
• Garantem considerável proteção

Exemplos:
Frontal Escápula, Ocipital,
coxale Parietal
Ossos Alongados

• São ossos longos,


porém achatados e
não apresentam
canal central.

Exemplo: Costelas.
Ossos Pneumáticos
• São osso ocos, com cavidades cheias de ar e
revestidas por mucosa (seios), apresentando
pequeno peso em relação ao seu volume.

Exemplo: Esfenóide.
Ossos Irregulares
• Apresentam formas complexas e não podem ser agrupados em nenhuma
das categorias prévias.
• Tem quantidades variáveis de osso esponjoso e de osso compacto.

Exemplo: Vértebras.
Ossos Sesamóides

• Estão presentes no interior de


alguns tendões em que há
considerável fricção, tensão e
estresse físico, como as palmas
e plantas.
• Podem variar de tamanho e
número, de pessoa para pessoa,
• Não são sempre completamente
ossificados,
• Medem apenas alguns
milímetros de diâmetro.
Exceções são as duas patelas
Ossos Suturais

• São pequenos ossos


localizados dentro de
articulações,
chamadas de suturas,
entre alguns ossos do
crânio.
• Seu número varia
muito de pessoa para
pessoa.
Configuração externa ( Contornos e
acidentes)
 Eminências ou salientes
• Articulares:
• regulares, esféricas ou
elipsoideias.
• - Cabeça

- Côndilos

- Facetas

• Ex. As cabeças do úmero e do


fémur e cóndilos
Proeminências articulares
Nome Definição e exemplo

Cabeça Uma extremidade articular globosa


redonda
Ex:Húmero,Fémur e Metacarpo

Côndilos Projecção articular de grande porte,


de aspecto arredondado.
Ex: Mandíbula, Occipital, Fémur

Trolcea Projecção articular com forma de


roldana
Ex: Húmero, Talo, Falanges
Proeminências extraarticulares

• Relevos, resaltos ou
saliências
• Muito variáveis, irregulares e
rugosas, frecuentemente sáo
sítios de insersão muscular ou
tendinosa.
Proeminências extraarticulares
Nome Definição e exemplos
Bossa Saliência difusa.proeminência óssea difusa
menos marcante Ex: Parietal, Frontal
Eminência Saliência mais elevada que bossa,com base
bem delimitada Ex: Arquata, Mentoniana,
Mamilares, iliopúbica
Espinha Projecção delgada e pontiaguda Ex:
Spix, Nasal, Ilíaca
Tubérculo Proeminência pequena e arredonda
Ex: Conoide , Zigomatico , costal , escaleno
Tuberosidade Proeminência grande e arredonda Ex:
Deltoidea, Bicipital, Glútea
Protuberância Elevação maior que tuberosidade Ex:
Occipital interna e externa
Proeminências extraarticulares
Nome Definição e exemplos

Crista Saliência estreita e alongada.


Ex : Occipital interna e externa, crista
ilíaca , obturador
Processo Proeminência óssea marcante
(Apófise) Ex : odontoidea, mastoidea,
Olecraneana, Estiloide, zigomática,
acromial
Linha Bordos menosa proeminentes Ex:
Miloidea, áspera do fémur
Trocanter Apófise massiva Ex: Fémur
Maleolo Ex: Tíbia e Fibula
Epicôndilo Projecção acima de um côndilo
Depressões articulares

• Depresões esferoidais,
elipsoidais ou cupuliforme
que encaixam numa saliente
e acolhem uma eminência
articular:
• Cavidades

- Acetábulo

- Fóvea
• Ex. Cavidades glenoideia,
cotiloideia
Depressões articulares

Nome Definição e Exemplo


Fosseta Pequena depressão articular
Ex: Atlas e Radial
Glenoidea Cavidade superficial mais ou
menos oval ou redonda,.Ex:
Temporal, Atlas, Escapula ,
Tíbia
Acetabular Cavidade profunda Ex:
Coxal
Depressões Não articulares
• De forma variável se distinguem:
 De inserção: lhe são fixados
determinados músculos.
 De ressecção: assento de artérias,
veias, tendões, órgãos e nervos.
Tem forma de canais, sulcos,
condutos, fossas, selas.
 De ampliação: são divertículos,
celas, ou seios intraósseos na
vizinhança das cavidades da cara (
seios paranasais) ou no osso
temporal ( ap da audição, células
mastóideas)
 Forâmenes Nutrícios: transmissão
de uma cavidade fechada
 De comunicação com o exterior.
Ex. Forâmen magnum
Depressões extraarticulares
Nome Definição e Exemplo
Fóvea Depressão pequena , Ex: Cabeça
do Fémur
Fossa Depressão grande , Ex: Pituitária
(esfenóide),
Sulco Depressão alongada na foram de
linha , Ex. Sulco Bicipital
Seios Cavidade ou espaço oco , Ex:
Frontal, maxilar, esfenoidal, etimoidal
Depressões extraarticulares
Canal Pequena passagem tubular Ex:
Optico , Hipoglosso, pterigoideo
Foramen Buraco de transmissão, para
passagem de vasos e nervos.
Ex . Oval , Redondo , Estilomastoide
Alvéolo Fosso ou encaixe profundo.
Ex:Alveolo dentário
Fissura Abertura estreita tipo incisão
Ex: Fissura orbital superior
Depressões articulares
Canal Pequena passagem tubular Ex:
Optico , Hipoglosso, pterigoideo
Foramen Buraco de transmissão, para
passagem de vasos e nervos.
Ex . Oval , Redondo ,
Estilomastoide
Alvéolo Fosso ou encaixe profundo.
Ex:Alveolo dentário
Fissura Abertura estreita tipo incisão
Ex : Fissura orbital superior
Configuração Interna
Ao corte se
reconhecem duas
porções:
Osso compacto: Capa
superfîcial e continua de
contenção.
Osso esponjoso:
Lamelas ou trabéculas
que delimitam areolas
comunicantes e
albergam à medula
óssea.
Configuração interna dos ossos longos

A diáfise está constitutida


por tecido compacto por fora
do canal medular e as
epífises por tecido esponjoso
dentro e uma delgada capa
de compacto exterior.
Configuração interna dos ossos planos

Nos ossos da bóveda craniana


o tecido esponjoso ( diploe)
dispôem-se entre duas láminas
de tecido compacto ( tabelas
interna e externa).
Configuração interna nos ossos cortos

 Estão formados por tecido esponjoso rodeado


por uma lámina de tecido compacto, similar a
o que acontece nas epífises dos ossos longos.
A medula óssea e o periostio
 A medula óssea:
 Situada no canal medular e nas
cavidades do tecido esponjoso.
 Possee uma marcada actividade na
hematopoiese mas não intervem na
vida do osso normal pelo que pode
ser considerada um organo aparte.
 O periostio:
 Membrana fibroelástica que rodeia
a superficie exterior dos osssos,
excluindo o cartilago articular e
sitios de inserção tendinossa.
 Ricamente vascularizada e inervada
adire-se de modo variável.
Participa activamente no
crecimento e vascularização ósseas.
Disco epifisiârio cartilagíneo

Nos ossos longos dos jóvenes


estam presentes e visíveil numa
radiografía simples e muitas
vezes confundido com uma
fractura.
Permitem o crecimento em
comprimento.
É subistituido por osso entre
os 20 e 22 anos de vida.
Vascuralização
Nos permite comprender a
estructura óssea e interpretar a
consolidação das fracturas, os seus
retardos e defeitos.
Se produce a travez dos
forámenes nutricios que podem ser
de tres dimensões:
 1er ordem. Leva os vassos
principais à diáfise dos ossos
longos e à cara dos planos
 2do ordem. Epífise dos ossos
longos, bordos dos planos e
superfîcie dos cortos.
 3er ordem. Superficies não
articulares dos ossos
Arterial
Constituida por 3 sistemas bem definidos
nos ossos longos:
Diafisârio: a artéria nutrícia vai por um
forámen de 1er ordem aos tecidos
compacto e espojoso com a medula ate as
metáfises.
Perióstico: Artérias da proximidade (
músculo, ligamentos) formam uma rica
rede vascular perióstica.
Epifisiometafisario: Saem das artérias
articulares músculo-tendinossas vecinas e
outras próprias das epifises e metáfises.
Perfuram a cortical e chegam à esponjosa
das epífises dividem-se em grupo para a
placa subcondral e para diáfise
anastomossandose com a artéria nutrîcia.
Arterial
Artérias da medula
óssea: Procedem da
nutrícia, capilarizam-se
para continuar nos
sinosoides e se ligar à
um seio venoso central.
Irrigam a medula
osteogénica.
Os tres sistemas
intercomunicam-se
entre si
Venosa
A artéria nutrícia vai
acompanada de uma ou duas
veias que emergem do centro
cavitário único ou ramificado
na profundidade do osso.
Com origem num sistema de
coleitores avalvulados
encargados de drenar o osso.
Muito desenvolvida nos
longos
Nos cortos se origina a partir
de lagos centrais ou senos
dilatados.
Inervação
oFibras vasomotoras provinentes del sistema nervoso autónomo dos
nervos cranianos ou espinales.
oOcorrem através dos canais de Havers (longitudinais) e dos canais de
Volkmann (transversais), por onde passam vasos sangüíneos e nervos.
oChegan ate a medula dispoem-se rodeando aos vasos sanguíneos
terminando nas camadas musculares lisas destes.
oTambém nervos sensitivos responsáveis pela dor, especialmente á
tração e à pressão, distribuidas na profundidade do osso e no periostio.
oIsso explica a dor nas periostitis e nos processos inflamatorios e
tumores de crecimento itraósseo.
Desenvolvimento, Ossificação e
Crecimento.
 Geralidades
 Proliferação do mesenquima que apaerece cedo no periódo embrionário.
 Aumento do tecido conectivo.
 Nos ossos membranáceos ( dermais ou de
revestimento) que incluin a mandíbula, o maxilar, a
clavícula e alguns ossos do crânio, as células
diferenciam-se em osteblastos que depositam uma
matéria orgânica chamada osteóide.
 São depósitados saes ósseos na matriz.
 Alguns osteoblastos ficam retidos na matriz e se
tornam osteócitos, otros continuam a se dividir e
formam mais osteoblastosna superfície.
 O osso crece asim por aposição.
Nos ossos cartilagíneos ( maioria)

As proliferações mesenquimais


condrificam-se.
As células depositam matriz
cartilagínea.
Formam cartilágens hialinas que
tem a conformação dos futuros
ossos.
Estas são substituídas por osso
Periodos da Maturação do Esqueleto

I. Período Embrionârio:
Nas oito primeiras semanas do desenvolvimento,
comença ossificar a clavícula, mandíbula, maxila,
úmero, rádio, ulna, fêmur e tíbia.
I. Periódo fetal:
depois das oito semanas, quando o comprimento
vertice-nádegas atingiou os 30mm, començam ossificar:
escápula,ilio, fíbula, falanges distais superiois, frontal.
Durante a primeira mitade da vida intrauterina
continuam a maioria dos ossos do crânio, e das diafises,
ossos cortos e planos.
III. Período infantil: Desde os dois primeiros anos até a
adolescência. A maioria das epífises dos membros, ossos
do carpo, tarso e sesamoideios. Nas meninas dois anos
antes que nos rapazes.
IV. Adolescência: Desde a pubertade ate a maioria de
idade. Desde os 13 +- 2 nas meninas dois anos antes. A
maior partedos centros secundários das vertebras, escapula
e o quadril comença a se ossificar. Afusão dos centros
epifisiais ocorre comunmente na segunda ou terceira
décadas.
V. Maioridade: A epífise próximal do úmero,o centro par a
cresta iliáca, a junção esfeno-ocipital e as suturas da calvária. .
Cartilagem
 È um tecido conectivo diferênciado, resistente e elástico
composto por células e fibras implantadas numa matriz
intracelular firme e gelatinoide.
 Os condrocitos, a suas células, situadas em lacunas, as vezes
isoladas mais a miúde em grupos.
 Desenvolve-se dos condroblastos numa matriz de
mucopolisacáridos.
 Na idade adulta carece de nervos e vassos.
 A nutrição é por difusão, precária quando está calcificado.
 As fibras são elásticas ou colágenas. A natureza das mesmas
determina a classificação da cartilagem: hialina, elástica e
fibrosa.
 Rodeado por uma membrana de tecido conectivo, o
pericôndrio, similar ao periostio m estructura.Crece por
aposição numa constante substitução de condrocitos.
 Crece vagarosamente en o reparo ou regeneração é inadecuado
Cartilagem Hialina

È o mais característico,
de aparência cristalina,
translúcida devido a sua matriz com
o mesmo indice de refração que as
fibras colágenas.
Os modelos de cartilaginágem no
embrião são hialinos, igual que os
discos epifisiais . Também são a
maioria das articulares, costais, da
traquéa, brônquios, nariz e laringe.
A cartilagem não articular tem
tendência a ser substituido por osso.
Fibrocartilagen e cartilagem elástica
 A fibrocartilágem são fibras colágenas visíveis ao
microscópio comum.
 A quantidade de matriz é menor do que na cartilagem
hialina e os condrocitos se acham dispersos.
 Esta presente na articulaão temporo-mandibular.
 A elásticas só se diferência da hialina pelo facto de ser as
suas fibras elásticas, quer dizer difícil de ossificar embora
avançe a idade. Está presente na orelha, tuba auditiva, e
laringe.
Bibliografía

 Gray’s Anatomía para estudantes, 39ª edição portugues, 2005


 Gray’s Anatomía para estudantes, 4ª edição portugues, 1975.
 Latarjet, Ruiz Liard, Anatomía Humana, 3ª edição, 1997.
 Vicente de Castro, Anatomía Fundamental. 3ª edição, 1985.
 Esperaça Pina, Anatomía Geral e Disseção Humana, 2001.
 Snel, R, Clinical Anatomy for Medical Student, 3ª edição, 1986.
 Sobotta, Atlas de Anatomía Humana, 21ª edição, 2000.
 Spaltenolz, Spanner, Anatomía Humana atlas e texto, edição
universitâria, 2006.
 Vigué, Martin, Atlas do Corpo Humano, 2004.