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NOÇÕES DE

ANATOMIA
HUMANA

Prof. Fábio Moreira


Anatomia

Ciência que estuda a estrutura


macroscópica e microscópica do corpo
dos seres vivos.

ANATOME derivado do grego

ANA – em partes

TOME - cortes
OBJETIVO DA ANATOMIA

Estudar a estrutura do corpo humano nos


diferentes sistemas: esqueléticos, muscular,
artrologia, nervoso, hormonal, linfático,
digestório, respiratório, circulatório, urinário,
reprodutor e órgãos do sentido.
ANATOMIA SISTÊMICA
Sistema esquelético (Osteologia)
Sistema Articular (Artrologia)
Sistema Muscular (Miologia)
Sistema Nervoso ( Neurologia)
Sistema Tegumentar (Dermatologia)
Sistema Circulatório (Angiologia)
Sistema Disgestório ou Digestivo (Gastroenterologia)
Sistema Respiratório (Pneumologia)
Sistema Urinário (Urologia)
Sistema Endócrino (Endocrinologia)
Sistema Reprodutor
POSIÇÃO DE DESCRIÇÃO ANATÔMICA
(POSIÇÃO ANATÔMICA)

Olhar dirigido Face voltada para


para o horizonte frente

Membros superiores
estendidos aplicados
ao tronco e com as
palmas das mãos
voltadas para frente

Membros inferiores
unidos, com as pontas
dos pés dirigidas para
frente
Planos Anatômicos

• Ventral

• Planos que delimitam o corpo • Dorsal


(Tangenciais), superfícies • Laterais
planas imaginárias.
• Superior ou Cranial
• Inferior ou podálico

• Sagital Mediana e ou sagital


• Secções (cortes) que
atravessam o corpo • Coronal ou Frontal
• Transversal ou Horizontal
Planos que delimitam o corpo
Cranial ou superior

Dorsal ou posterior
Ventral ou
anterior

Lateral esquerdo e
direito

Inferior ou podálico(de
podos = pé)
Secções (cortes) que atravessam o
corpo

Crânio
de um
feto em
vista
superior
para
localizar
a sagitta

Plano de secção mediana que divide o corpo em


duas metades – direita e esquerda
Plano de secção frontal: São paralelos aos
planos ventral e dorsal, é tangente a fronte do
indivíduo.
Plano de secção transversal: São paralelos aos planos
cranial, podálico e ou caudal são horizontais, a secção é
transversal.
Os planos dividem o corpo de várias maneiras e produzem
secções
Qual plano divide o encéfalo em lados esquerdo e
direito iguais?
EIXOS PRINCIPAIS:
Eixo longitudinal:(vertical) (5)= na
posição de pé situa-se em ângulo
reto em relação ao solo.

Eixo transversal ou látero:


lateral(horizontal)(6)=dispõe-se em
ângulo reto em relação ao eixo
longitudinal

Eixo sagital ou Antero-posterior:


(7)= Forma um ângulo reto com
ambos os eixos, anteriormente
mencionados.
SISTEMA ESQUELÉTICO
Cada osso do nosso sistema
esquelético é um órgão individual. Quais os
tecidos
associados
Osteologia: É o estudo dos aos ossos?
ossos.

Ósseo,
cartilaginoso,
conjuntivo
denso,
epitélio,
sangue,
adiposo e
nervoso.
Funções do esqueleto:

Sustentação, Proteção, Movimento, Armazenamento


e homeostase mineral (especialmente cálcio e
fósforo), Local de produção de células do sangue,
Armazenamento de lipídios.
CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS
Ossos longos:

Epífise
proximal

Diáfise

Ex. fêmur, úmero,


rádio, ulna,fíbula,,,
Epífese
distal
Osso laminar ou plano:
Osso do
Comprimento e largura quadril
equivalentes, predominando
sobre a espessura.

Ex. Ossos do
crânio, como o
parietal, frontal,
occipital a
escápula e os Escápula

ossos do quadril.
Osso curto:
É aquele que apresenta equivalência das três dimensões.
Os ossos do carpo e do tarso.
Existem ossos que não podem ser
classificados em nenhum dos tipos
descritos anteriormente, são colocados
dentro de uma das categorias
seguintes:
Osso irregular:
• Apresenta uma
morfologia complexa
que não encontra
correspondência em
formas geométricas
conhecidas

Osso temporal
Osso pneumático:
Apresenta uma ou mais cavidades de volume
variável, revestidas de mucosa e contendo ar. Estas
cavidades recebem o nome de sinus ou seio. Estão
situados no crânio: frontal, maxilar, temporal,
etmóide e esfenóide.
Ossos Sesamóides: Desenvolvem-se na
substância de certos tendões ou da cápsula fibrosa que
envolve certas articulações. Ex. patela.

patela
Tipos de substâncias ósseas

Substância óssea
compacta Lamínulas
ósseas

Disco
epifisiário

Substância óssea
esponjosa
Corte transversal ao nível da diáfise de um osso
longo.

Osso
compacto
Canal medular-
Osso
medula óssea
esponjoso
amarela
MMSS = Membros Superiores

Posição Anatômica: MSD = Membro Sup. Direito


MSE = Membro Sup. Esquerdo

Linha Média

Linha Transversal

MMII = Membros Inferiores


MID = Membro Inf. Direito
MIE = Membro Inf. Esquerdo
Planos Anatômicos:

Têm o objetivo de separar o corpo em


partes para facilitar o estudo e nomear as
estruturas anatômicas com relação
espacial. Ou seja, através dos planos
anatômicos podemos dividir o corpo
humano em 3 dimensões e assim podemos
localizar e posicionar todas estruturas.
Plano Sagital:

É o plano que corta o corpo no sentido antero-posterior,


possui esse nome porque passa exatamente na sutura
sagital do crânio; quando passa bem no meio do corpo,
sobre a linha sagital mediana, é chamado de sagital
mediano e quando o corte é feito lateralmente a essa linha,
chamamos paramediano. Determina uma porção direita e
outra esquerda.

Também nos permite dizer se uma estrutura é lateral ou


medial. Dizemos que é lateral quando a estrutura se afasta
da linha mediana e dizemos que é medial quando ela se
aproxima da linha mediana.
Por exemplo: observe nas figuras abaixo, podemos dizer
que o mamilo é medial e que o ombro é lateral.
Plano Coronal:

É o plano que corta o corpo


lateralmente, de uma orelha a outra.
Possui esse nome porque passa
exatamente na sutura coronal do
crânio. Também pode ser chamado de
plano frontal. Ele determina se uma
estrutura é anterior ou posterior.
Plano Transversal:
É o plano que corta o corpo
transversalmente, também é chamado
de plano axial. Através desse plano
podemos dizer se uma estrutura é
superior ou inferior.
Termos de movimento
Flexão: Extensão:
diminuição do aumento do
ângulo de uma ângulo de
articulação ou uma
aproximação articulação ou
de duas afastar duas
estrutura estruturas
ósseas. ósseas.
Rotação medial / Adução: aproximar
Interna: o membro do eixo
gira a face anterior do sagital mediano.
membro para dentro.
Abdução:
Rotação lateral / afastar o membro
Externa: do eixo sagital
gira a face anterior do mediano.
membro para fora.
Mão:
Rotação medial = pronação.
Rotação lateral = supinação.

Pé:
Adução + Supinação (rotação medial) = inversão.

Abdução + Pronação (rotação lateral) = eversão.


SISTEMA LOCOMOTOR

Sub-dividiremos o estudo de tal sistema em


Esquelético e Músculo-Ligamentar.

O primeiro representa a estrutura de


sustentação de todo o corpo, tanto como base
à movimentação, quanto para proteger órgãos
vitais.

O segundo possibilita justamente os


movimentos do corpo e a força aplicada nos
diversos segmentos, bem como a velocidade e
precisão de tais movimentos.
Sistema Esquelético

A título de organização do estudo deste sistema, o mesmo


pode ser dividido em 3 partes fundamentais:
Cabeça, Tronco e Membros.

- a cabeça, na extremidade superior do esqueleto,


sustentada pela coluna vertebral;

- o tronco, na região central do corpo, abrangendo a coluna


vertebral e as costelas;

- os membros, superiores e inferiores, compreendendo,


acima, os braços, antebraços, punhos e mãos e, abaixo, as
pernas e pés;

- as cinturas, escapular (acima) e pélvica (abaixo).


Zigomático

Mandíbula
Mandíbula
1) CINTURA ESCAPULAR

Localiza-se na parte superior do


tronco, representando o conjunto de
elementos anatômicos que formam o
COMPLEXO ARTICULAR DO OMBRO.

É comum lesões originadas por


problemas de inadequação ergonômica
na região.
É constituída por:

1. Vértebras do tórax,

2. Arcos costais,

3. Esterno,

4. Clavícula,

5. Escápula,

6. Parte superior do úmero,

7. Articulação gleno-umeral.
2) CINTURA PÉLVICA

Localiza-se na parte inferior do tronco, representando o


conjunto de elementos que formam a PELVE (BACIA).

É constituída por:

Dois amplos ossos, cujas regiões subdividem-se em


ILÍACO, ÍSQUIO e PÚBIS, além da região central, na
qual localizam-se o SACRO e o CÓCCIX.

A área da articulação coxo-femoral, formada pela


cabeça do fêmur com a cavidade acetabular é bastante
pesquisada pela Ergonomia, assim como a região
inferior do ísquio.
3) MEMBROS SUPERIORES

São formados pelo conjunto, de cima para


abaixo, dos principais ossos, ou seja, o
ÚMERO, o RÁDIO e o ULNA, o CARPO e os
DEDOS das mãos.

As articulações são bastante estudadas


pela Ergonomia, principalmente a nível da
região do EPICÔNDILO (cotovelo) e CARPO
(punho).
4) MEMBROS INFERIORES

São formados pelo conjunto, de cima para


baixo, dos principais ossos, ou seja, do
FÊMUR, da TÍBIA e da FÍBULA, além do
TARSO e dos dedos dos pés.

Principais articulações estudadas:


o JOELHO e o TORNOZELO.
5) ARTICULAÇÕES

É a união entre dois ossos, possibilitando maior


gama de movimentos ao segmento corporal destes.

No ponto de união, o tecido ósseo externo é


revestido por uma cartilagem que apresenta
características específicas, a CARTILAGEM
HIALINA, compacta, extremamente lisa e,
geralmente, arredondada, a fim de facilitar ao
máximo que as superfícies que entram em contato
deslizem uma sobre a outra, diminuindo o atrito.
Entre os dois ossos que formam uma
articulação, encontra-se uma membrana
protetora fibrosa que se estende para
cada osso.

Ao redor desta membrana temos uma


cápsula articular externa, que protege
todo o conjunto interno.
Dentro da cápsula há uma pequena quantidade de
líquido sinovial, que serve como lubrificante da
articulação.
SISTEMA MÚSCULO –
LIGAMENTAR

É o responsável pela
movimentação do corpo humano,
sendo formado pelo conjunto de
MÚSCULOS e suas inserções nos
ossos, através de TENDÕES E
FÁSCIAS.
MÚSCULOS

Os músculos são tecidos que se caracterizam por


ampla flexibilidade, por contração e alongamento de
suas células, conhecidas por MIOFIBRILAS.

Estas, são especialistas em retirar energia


química, proveniente dos alimentos que ingerimos e
transportada pelo sangue, em energia mecânica.

O trabalho produzido pelos músculos é


possibilitado pela vasta vasoirrigação que lhes
garante a devida alimentação, dentro de
determinadas condições.
A contração dos músculos recebe duas classificações
básicas:

- Contração Isotônica ou DINÂMICA: o tamanho do


músculo é alterado, mas não há aumento de tensão em
sua parte interna. Exemplo: Fletir o antebraço sobre o
braço.

- Contração Isométrica ou ESTÁTICA: ocorre o


contrário, ou seja, não é alterado o tamanho do músculo,
mas há um aumento de sua tensão interna. Exemplo:
Sustentar uma carga com a mão, enquanto o braço
permanece estendido.

Tal classificação é muito importante, pois as diferentes


contrações implicam num consumo diferenciado de
oxigênio pelo músculo.
Assim, a contração DINÂMICA implica em maior consumo
de oxigênio, mas possibilita um fluxo sangüíneo facilitado aos
tecidos musculares, pois neste tipo de contração, há períodos
intercalados de contração e relaxamento dos músculos.

Já na contração ESTÁTICA, há um aumento de pressão


muscular externa sobre as artérias e vasos capilares,
deixando-os parcial ou totalmente fechados, diminuindo muito
o fluxo sangüíneo, sem que haja relaxamento durante a
atividade.

Com esta diminuição do fluxo sangüíneo, a taxa de


oxigênio nos tecidos cai e, ao mesmo tempo, aumenta a taxa
de ácido lático, que é responsável por dores musculares.
Dependendo do tempo de duração da
contração, para realizar-se a atividade,
haverá também a presença de tremores
musculares, que prejudicam a precisão dos
trabalhos.

Outro detalhe muito importante


relacionado à alimentação dos músculos,
seja qualquer a contração por eles
apresentada, refere-se à CARGA
HEMODINÂMICA, relacionada à coluna a ser
vencida pelo fluxo sangüíneo, quando um
membro está elevado.
Um ótimo exemplo é o do braço
estendido acima do nível da cabeça,
desenvolvendo alguma atividade (apertar
parafusos com uma chave combinada,
muito comum para mecânicos).

Com os braços elevados, o fluxo de


sangue encontra enorme dificuldade em
subir até a extremidade (ponta das mãos),
resultando em dormência no braço.
Também nesta situação haverá, portanto,
diminuição da taxa de Oxigênio nos tecidos.
TENDÕES

São feixes de fibras colágenas, formadas num


tecido conjuntivo denso e modelado, vez que tais
fibras encontram-se orientadas em direções bem
definidas, de modo a oferecer resistência alta em
relação às forças que atuam sobre o tecido.

Os tendões são estruturas anatômicas VISCO-


ELÁSTICAS, ou seja, possuem um certo grau de
elasticidade, mas este é inferior à elasticidade
apresentada pelas fibras dos músculos, cuja
capacidade de contração e expansão é muito
maior.
Uma das características mais importantes
dos tendões, a nível de fisiologia, refere-se
ao TEMPO DE REPOUSO necessário para
que o tecido que forma estes consiga
retornar ao seu estado natural, ou seja,
VISCO-ELÁSTICO.

Quando se sobrecarrega um tendão,


solicitando em demasia, o mesmo tende a
sofrer lesões nas fibras do tecido conjuntivo,
pois o limite de elasticidade é facilmente
ultrapassado.
Tal problema é grave na medida em que um tendão
lesionado possui recuperação bastante lenta, pois são
estruturas não diretamente vaso-irrigadas, mas de
alimentação indireta (alimentam-se de substâncias nutritivas
presentes em tecidos vizinhos, este últimos, vaso-irrigados).

Os tendões são responsáveis pela transmissão de forças


atuantes nos músculos, conferindo movimento aos
segmentos corporais, pois servem de elemento de ligação
entre o corpo central do músculo e os ossos.

Outro detalhe anatômico muito importante relacionado


aos tendões se refere ao desenvolvimento e fortalecimento
diferenciado entre os primeiros e os músculos.
O músculo possui grande facilidade de
hipertrofiar-se, o que já não ocorre com o
tendão.

Assim, deduzimos que o desenvolvimento


muscular e seu fortalecimento não são
necessariamente seguidos pelos tendões que
atuam em conjunto, o que pode produzir
lesões nos pontos de inserção do tendão,
quando solicitado.
Determinados grupos musculares, como os que atuam
nos membros superiores e inferiores, possuem feixes de
tendões que se movimentam dentro de bainhas (túneis),
conhecidas por BAINHAS SINOVIAIS.

O nome deriva-se do fato de tais bainhas serem


constituídas por TECIDO SINOVIAL, que apresenta duas
importantes características :

1) é liso e possui células secretoras de um líquido


lubrificante, o LÍQUIDO SINOVIAL. Tal característica facilita
a livre movimentação do tendão no interior da bainha;

2) possui capacidade fagocitária, ou seja, de eliminar


resíduos metabólicos presentes na região, limpando-a.
Por fim, de se ressaltar que os
tendões podem passar por regiões
nas quais há um estreitamento
natural do organismo, determinado,
por exemplo, pela presença de
ossos ou músculos.
FÁSCIAS :
São lâminas de tecido conjuntivo que envolvem
os músculos e possuem três funções básicas:
1) como lâminas elásticas de contenção, as
fáscias auxiliam no trabalho de tração muscular,
quando da contração dos músculos, limitando-os
num local restrito:
2) como possuem uma superfície lisa, as fáscias
existentes ao redor dos músculos possibilitam que
estes deslizem facilmente entre si;
3) algumas fáscias musculares possuem uma
terminação que serve para prender o músculo ao
esqueleto, como no caso da musculatura da região
dorsal e lombar, cujas terminações se inserem nos
processos transversos das vértebras.
ESTRUTURAS PRINCIPAIS
PARA AS DOENÇAS OCUPACIONAIS
1) COLUNA VERTEBRAL
A coluna vertebral é uma estrutura flexível
composta por 33 vértebras, localizadas em quatro
regiões distintas, a saber (de cima p/baixo):
Região Cervical, Região Torácica ou Dorsal,
Região Lombar e Região Sacro-coccígena.

As curvaturas que a coluna vertebral apresenta,


quando vista lateralmente:
A Lordose Cervical, a Cifose Dorsal e a Lordose
Lombar.
Entre as vértebras, observa-se uma
articulação cartilaginosa, conhecida como
DISCO INTERVERTEBRAL, composto por:
Um ANEL FIBROSO e um NÚCLEO
PULPOSO.

Este último cumpre uma importante


função, a de amortecimento das pressões
que incidem sobre a coluna, sendo auxiliado
pelo anel, que lhe dá uma sustentação
flexível, cujas fibras se deslocam
lateralmente conforme as necessidades
posturais adotadas pelo indivíduo.
Assim, percebemos que a COLUNA
VERTEBRAL, no ser humano, cumpre 3 finalidades:

- SUSTENTAÇÃO da parte superior do corpo;


- AMORTECIMENTO de forças que incidem
sobre o esqueleto;
- MOBILIDADE da parte superior do corpo, a
partir da cintura pélvica.

As duas últimas características merecem


destaque, em função de uma série de reações
apresentadas pelo sistema em questão e de
algumas limitações apresentadas por alguns
elementos anatômicos que fazem parte deste
sistema.
AMORTECIMENTO DE FORÇAS

Tal finalidade é desempenhada pelos DISCOS


INTERVERTEBRAIS.
Os discos promovem uma proteção essencial às
vértebras, na medida que impedem que estas sofram
fraturas. São também os discos que promovem a ligação
fibrosa entre todas as vértebras, uma à uma, auxiliando que
a coluna se torne uma estrutura rígida, quando assim o
desejamos, ou flexível, quando necessário.

O amortecimento das pressões exercidas sobre o


conjunto é desempenhado essencialmente pelos Núcleos
Pulposos (NP’s), que distribuem radialmente a pressão
recebida.
Isto equivale a dizer que o núcleo, que se
encontra dentro dos anéis, tende sempre a
aumentar seu diâmetro quando recebe a carga de
cima para baixo, fazendo pressão sobre as
paredes dos anéis que o envolvem, enquanto
diminui de altura.

Ocorre que o disco intervertebral apresenta


uma degeneração natural que se acentua a partir
dos 20 anos de idade, época em que as artérias
que alimentam a região da coluna vertebral
começam a se fechar, interrompendo a vaso-
irrigação (alimentação).
Assim, o disco passa a receber
alimentação de líquidos nutrientes que se
encontram na região, principalmente
aqueles que permanecem no tecido
esponjoso que reveste as faces superiores e
inferiores dos corpos vertebrais. Contudo,
claro está que quando a coluna recebe uma
carga sobre o conjunto de vértebras, o
líquido será expulso da região na qual se
encontra naturalmente, dada a pressão ali
concentrada. O comportamento é similar a
uma esponja.
Tal fato é muito importante, vez que podemos
concluir que, pressionada, a coluna vertebral não
se alimenta e que tal situação facilita ainda mais a
degeneração dos discos intervertebrais. Sem
alimentação, a característica fibro-elástica destes
tende a diminuir, o que inicia um processo de
rompimento das paredes dos anéis que envolvem
o NP, toda vez que este tenta se deslocar de sua
origem.

A função de amortecimento, pois, vai


diminuindo à medida em que a idade do indivíduo
aumenta. Situações agudas, que promovem
rompimento repentino de grande número de anéis
fibrosos, causam lesões da coluna vertebral.
- MOBILIDADE DA COLUNA VERTEBRAL

Como já vimos, a coluna é composta por 33


vértebras, cada uma apoiada sobre um disco que
está sobre a vértebra imediatamente abaixo da 1ª .
Esta característica possibilita a todo o conjunto uma
mobilidade extraordinária, dentro de limites
impostos pela própria estrutura anatômica de cada
região da coluna.

Região cervical apresenta a maior mobilidade


(flexibilidade) de todo o sistema, seguida pela
região lombar e dorsal, até atingirmos a região
sacro-coccígena, que apenas rotaciona sobre o eixo
da cintura pélvica.
A mobilidade do conjunto, entretanto, representa
não apenas flexibilidade útil para o desenvolver de
inúmeras tarefas efetuadas pelo ser humano, mas
alguns riscos à região da coluna vertebral.

Os discos degeneram com o passar do tempo,


perdendo a elasticidade necessária. Com isto, a
capacidade de amortecer pressões diminui e há
uma tendência do NP extravasar-se da região
central que originalmente ocupa.

Tal situação é agravada ainda mais quando a


coluna vertebral sai da posição em que suas
curvaturas naturais são mantidas.
A lordose lombar desaparece,
possibilitando que a coluna tome o formato de
um “C”.

Tal mobilidade torna a região lombar


particularmente propensa à lesões nos discos
intervertebrais, justamente pela disposição
agora adotada entre as vértebras e os discos
que as interligam.
EXEMPLO:

A pessoa inclinou o tronco para baixo


com o objetivo de erguer uma caixa que
pesa uns 30 quilos, mantendo as pernas
eretas (sem flexão).
No momento em que, nesta postura, a
pessoa levanta a caixa, a pressão
equivalente à carga de 30 quilos será
transmitida para a coluna, principalmente na
região lombar, que está servindo como
ponto de apoio à alavanca necessária à
operação (erguer a caixa).
No mesmo exemplo, percebe-se que o
braço da alavanca entre a lombar e a caixa
é muito maior que o braço formado entre a
lombar e os músculos que recobrem a
região lombar.

Esta situação representa uma


sobrecarga para a qual tal musculatura não
está preparada, causando-lhe lesões. Isto
se deve, basicamente, ao fato de que os
músculos da região lombar se encontram
inseridos nos processos transversos da
coluna vertebral por meio de tecidos
conjuntivos chamados de FÁSCIAS.
As Fáscias são apenas uma fina
camada de tecido, muito diferente de
outros ligamentos presentes no corpo
humano, como os TENDÕES, que
possuem maior resistência quando
estimulados pela movimentação do
organismo.

Assim, quando sobrecarregadas, as


Fáscias tendem a inflamar e provocar
fortes dores na região em estudo.
PATOLOGIAS MAIS COMUNS NA
COLUNA VERTEBRAL
RELACIONADAS
AO TRABALHO
Disco intervertebral:
Núcleo Pulposo
Anéis fibrosos
Anel cartilaginoso

Desenho de vértebra lombar evidenciando o arco posterior,


formado pela lâmina e eminências ósseas
Desenho do disco intervertebral e do corpo da vértebra visto
de cima (axial).
Detalhe da coluna, evidenciando duas vértebras lombares
separadas pelo disco intervertebral, em flexão e extensão,
revelando o movimento permitido.
Desenho da coluna lombossacra, mostrando os ligamentos
estabilizadores anteriores e posteriores, bem como a saída
das raízes nervosas pelos orifícios intervertebrais, o sacro e
o cóccix
Os principais ligamentos da
coluna vertebral são:

1. Ligamento longitudinal
anterior;
2. Ligamento longitudinal
posterior;
3. Ligamento amarelo;
4. Ligamento
supraespinhoso;
5. Ligamento interespinhoso.
• PROTRUSÃO DO NP (Núcleo Pulposo)

1. Núcleo Pulposo arremessa-se para a extremidade


posteriormente,

2. Rompimento os anéis fibrosos que o envolvem,

3. Aproxima-se da região periférica do disco,

4. Aumento do volume dessa região,

5. Pressão no ligamento que percorre a coluna de cima


para baixo (Ligamento Posterior),

6. Presença de terminações nervosas (fortes dores no


indivíduo, acompanhadas de espasmos musculares).
A protrusão discal é um problema
grave. Ocorre quando a postura
inadequada se repete com freqüência
nas atividades rotineiras de um
trabalhador ou, quando eventuais,
mas nos indivíduos que já
apresentam degeneração nos discos
inter-vertebrais.
• HÉRNIA DE DISCO

1. Extravasamento do Núcleo Pulposo


de dentro do anel cartilaginoso,

2. Expulsão do disco intervertebral,

3. Pressão sobre os tecidos da região:


medula espinhal, terminações
nervosas, ligamentos, fáscia muscular,
vasos sanguíneos.
A hérnia de disco é um problema
ainda mais grave que a protrusão
discal.
Esta lesão se verifica mais na região
lombar, principalmente quando o
indivíduo flexiona o tronco para erguer
cargas e o roda lateralmente,
movimentando a carga da direita para a
esquerda, por exemplo.
Região de maior incidência:
O ligamento longitudinal posterior que
reveste a coluna vertebral vai diminuindo
de largura à medida que passa pela região
lombar, até chegar ao SACRO.

No caso da sobrecarga imposta à região


lombar, (ex.: quando o trabalhador deve
erguer a carga) a região encontra-se
desprotegida de ligamento que realiza a
contenção, facilitando a expulsão do NP do
interior do disco, provocando a herniação.
• OSTEÓFITOS (Bico de papagaio)

1. Conseqüência derivada principalmente


da hérnia de disco.

2. Caracteriza-se pela formação de


protuberâncias ósseas nas paredes
externas do corpo da vértebra (mais
precisamente em locais onde há contato de
um corpo de vértebra com outro, ocasião
em que os dois entram em atrito).
O tecido ósseo quando submetido a
pressões concentradas em
determinados pontos inicia um
processo de multiplicação de suas
células, formando um CALO ÓSSEO.

Tal processo verifica-se quando há


uma fratura num osso, o que possibilita
que as duas partes separadas sejam
reunidas.
Reação de defesa do tecido ósseo
(quando não controlada) causa a
calcificação indesejada de
protuberâncias conhecidas como
OSTEÓFITOS MARGINAIS, podendo
resultar em problemas de coluna,
conhecidos popularmente como
BICO DE PAPAGAIO.
Formação do Osteófito:

1. Transmissão de forças na coluna vertebral

2. Esmagamento do anel fibroso existente entre


as duas vértebras, diminuindo-se a distância
entre elas,

3. Com o decorrer do tempo, uma vértebra


começa a encostar na outra, entrando em
atrito e produzindo a reação de formação de
osteófitos.
LER/DORT

“Muitas doenças designadas fatais hoje já são


controladas pelo avanço tecnológico da ciência e
da medicina, porém os casos de LER/DORT vêm
aumentando a cada ano que passa, isso porque
os fatores causadores das LER/DORT são
multifatoriais e complexos, por isso que é
chamada o mal do século”
• LER – Lesão por Esforço Repetitivo
• DORT – Distúrbio Osteomuscular
Relacionado ao Trabalho

O termo LER/DORT é o termo utilizado pelo


INSS
Ler – Conhecido pela sociedade em geral
DORT – Conhecido pelo meio Técnico-
profissional
• DORT’s são conjunto de doenças relacionadas
com o trabalho que têm uma evolução
patogênica gradativa, em que a lesão vai se
alastrando e tomando conta dos tecidos
envolvidos até chegar à incapacidade funcional
do trabalhador.

• Cerca de 70% de todos os 62 mil casos de


doenças ocupacionais registrados entre 2001 e
2003 pela Previdência Social são desse tipo e
deixam inválidos, em média, cinco mil
trabalhadores por ano.
• Em 1891, nos EUA já eram feitas referências a
“entorse das lavadeiras”
• Em 1895, Fritz de Quervain, na Suiça, descreveu
um tipo de lesão de punho que recebeu seu
nome
• Em 1920, Bridge relatou patologia semelhante,
classificando-a como doença dos tecelões
• A partir de 1958, no Japão, foram descritos
casos de Desordem Ocupacional Cervicobraquial
em perfuradores de cartão, operadores de caixa
registradora e datilógrafos.
• Em 1973, no Brasil, durante o XII Congresso
Nacional de Prevenção de Acidentes de
Trabalho, o INSS reconheceu a
tenossinovite ocupacional nas lavadeiras e
engomadeiras
• Em 1998 o INSS escreveu um documento
instrutivo sobre as LER/DORT, onde foram
definidas todas suas características,
atualizadas em 2003
• Termos utilizados:

• LTC – lesão por Trauma Cumulativo


• DCO – Doença Cervicobraquial Ocupacional
• SSO – Síndrome de Sobrecarga Ocupacional
• LER – Lesão por Esforço Repetitivo
• DORT – Distúrbio Osteomuscular Relacionado
ao Trabalho
• LER/DORT – mais recente
• Conceito:

Entende-se por LER/DORT uma síndrome


relacionada ao trabalho, caracterizada pela
ocorrência de vários sintomas
concomitantes ou não, tais como: dor,
parestesia, sensação de peso, fadiga, de
aparecimento insidioso, geralmente nos
membros superiores, mas podendo
acometer membros inferiores.
• São resultados da combinação de
sobrecargas das estruturas anatômicas do
sistema osteomuscular com a falta de
tempo para sua recuperação.

• Causas:

• Força, repetitividade, posturas ruins e


inadequadas e compressão mecânica
• Sinais e sintomas:

- Dor
- Edema
- Choques
- Perda de força
- Câimbras
- Dormência e formigamento
- Dificuldade de dormir
Algumas Patologias
• Bursite do Cotovelo (Bursite Olecraniana)
Mecanismos de trauma direto por meios de
pancadas e quedas ou indiretos
ocasionados pela compressão do cotovelo
contra superfícies duras.
• Dedo em gatilho:
Movimentos repetitivos de compressão palmar,
flexão das falanges associada à realização de
forças, como por exemplo: apertar alicates e
tesouras, manusear revolver, construção civil,
etc.
• Epicondilites do cotovelo:

Movimentos com esforços estáticos de punho e


preensão prolongada de objetos, principalmente
com o punho estabilizado em extensão e nas
prono supinações com utilização de força.
Ex.: apertar parafusos, desencapar fios, tricotar,
operar motosserra jogar tênis e golfe, lavar e
torcer roupas, digitação contínua, e outros.
• Síndrome do canal (Túnel) cubital:
Pode ocorrer por meio de mecanismo traumático
direto, decorrentes de pancadas e quedas na
região de cotovelo ou por mecanismos indiretos
consequente de movimentos que exijam flexão
extrema de cotovelo com ombro abduzido.
• Síndrome do canal (Túnel) de Guyon:
Ocorre por traumas diretos como pancadas na
região de punho ou indiretos como compressão
da borda ulnar do punho em superfícies rígidas.
Ex.: carimbar, escrever, manusear mouse, outros.
• Síndrome do desfiladeiro torácico:

Ocorre pela compressão das estruturas


neurovasculares do plexo braquial (região de
clavícula). Mecanismos indiretos como
transportar ou sustentar objetos sobre o ombro,
fazer movimentos de flexão lateral do pescoço,
movimento de elevação do braço.
Ex.: trocar lâmpadas, pintar paredes, lavar
vidraças, apoiar telefone entre o ombro e a
cabeça, outros com elevação e ombro acima de
90 °.
• Síndrome do túnel do carpo:

Ocorre por meios de mecanismos de


traumas direto como pancadas ou indireto
por meio de uma hipertrofia dos flexores
de dedos e inflamações de estruturas
locais diminuindo o espaço do túnel. Ex.:
digitar, fazer montagem industrial,
empacotar, manusear facas, outras.
• Tendinite da porção longa do bíceps:
Ocorre por mecanismos diretos decorrentes de
pancadas na região de ombro ou indiretos como
manutenção de antebraço supinado e fletido
sobre o braço, sustentação do membro superior
em abdução e sustentar pesos.
• Síndrome do impacto:
Ocorre na grande maioria das vezes por
mecanismos indiretos por via de elevação com
abdução dos ombros associado à força, carregar
pesos sobre o ombro e trabalho estático com
ombro elevado.
• Síndrome de De’ Quervain:

Ocorre por mecanismos diretos como pancadas


em cima do tendão do abdutor longo do polegar
ou indireto por movimentos repetitivos do
tendão e por contração estática. Ex.: manusear
facas, apertar botão com polegar, digitação,
outros.
SISTEMA SANGÜÍNEO OU SISTEMA
CIRCULATÓRIO

Tem como função principal levar nutrientes


e oxigênio às células do organismo, retirando
os resíduos produzidos pelo metabolismo e
levando-os até os órgãos que são
responsáveis por sua eliminação. O sangue
que circula pelos tubos do sistema (artérias,
veias e capilares) também leva células
específicas que são organismos de defesa
contra substâncias estranhas ao corpo
humano.
O principal órgão do sistema é o
CORAÇÃO, músculo oco que atua
como uma bomba contrátil-propulsora,
na qual chega sangue venoso e do
qual sai sangue oxigenado, que
passou pelo processo de HEMATOSE,
ou seja, pela troca de CO2 por O2. O
sangue venoso circula pelas VEIAS e o
sangue já oxigenado, pelas ARTÉRIAS.
O sistema é vital ao nosso organismo, na
medida em que percebemos que qualquer
tecido que constitui os órgãos de nosso
corpo, necessita de alimentação e também
da retirada de resíduos metabólicos.

Do coração parte verdadeira tubovia de


artérias que à medida que se afastam do
músculo principal do sistema, se ramificam e
estreitam de diâmetro, atingindo as regiões
mais periféricas e superficiais do corpo, já na
condição de vasos capilares.
Justamente quando chega aos capilares é que o
sangue alimenta os tecidos do corpo humano,
removendo as impurezas e retornando, pelas
veias, para passar pelos pulmões.

Os capilares também desempenham uma


importante função junto aos tecidos conjuntivos,
quando sofremos um corte ou uma contusão.

Células com propriedades coagulantes


(plaquetas) atuam de imediato no caso de cortes,
além de que o plasma sangüíneo é passado para a
região que está inflamada, sendo esta embebida,
transformando-se num EDEMA.
A recuperação de tecidos
lesados também se dá graças à
alimentação proveniente do
sangue, sem falar que o mesmo
leva os leucócitos aos locais
necessários, a fim de combater
bactérias e microorganismos
estranhos.
SISTEMA RESPIRATÓRIO

É composto pelos pulmões, corpos localizados na


região do tórax, cada qual de um lado do coração e
pelas vias aéreas. Juntamente com o sistema
circulatório é responsável pelo suprimento de
oxigênio a todos os tecidos do corpo.

O sistema é protegido pelas costelas e o conjunto


inteiro é conhecido como caixa torácica. Esta última é
revestida por um tecido em fina película, conhecido
como pleura.

Sua missão é facilitar que os órgãos do sistema


deslizem suavemente um de encontro ao outro.
• Falando mais concretamente, o sistema respiratório é
formado pelo nariz, boca, garganta, laringe, traquéia e
os brônquios, os quais constituem as vias respiratórias.
• Por outro lado encontram-se os pulmões, cuja
missão é enviar o oxigênio ao sangue e este de
transportar o oxigênio a todas as células do corpo.
• É esta uma das principais funções do aparelho
circulatório, de transportar o oxigênio através do corpo
humano em suas artérias e de recolher o produto da
reação ou seja, o dióxido de carbono - CO2, e levá-lo
até os pulmões para ser expelido.
• Integrando este sistema está também o diafragma
e os músculos do peito, os quais têm por objetivo
provocar os movimentos respiratórios normais.
nariz
epligote
boca

laringe esôfago

traquéia

brônquios

pulmão pulmão
direito esquerdo
A tarefa principal do sistema é a da respiração.
Tal atividade é desenvolvida principalmente pelo
diafragma, membrana que se encontra abaixo da
caixa torácica, constituída por tecidos musculares
resistentes.

O diafragma é auxiliado pela atuação dos


músculos abdominais (quando um está
tensionado, o outro está relaxado).

O cérebro é o encarregado de regular a função


respiratória. Quando o cérebro necessita mais
oxigênio, envia estímulos aos músculos do peito e
o diafragma por meio dos nervos, fazendo-os
funcionar com maior aceleração e vigor.
O mecanismo da respiração implica na
passagem do ar externo ao organismo através da
inalação: o ar entra pelo nariz, passa pela
traquéia e atinge os brônquios, duas ramificações
que se derivam da traquéia.

Dos brônquios, o ar vai ramificando-se ainda


mais, passando pelos bronquíolos, até chegar aos
alvéolos, minúsculas bolsas de ar revestidas por
capilares.

As paredes dos alvéolos são extremamente


finas, o que possibilita a passagem do ar que ali
se encontra para dentro dos capilares, cujas
paredes são permeáveis. Assim é que se dá o
processo de HEMATOSE.
É importante o conhecimento
de como atua o sistema
respiratório, na medida em que
sabe-se que determinadas
posturas prejudicam o
funcionamento de tal sistema e
que o modo como um trabalho
pode ser organizado altera o
ritmo respiratório dos
trabalhadores.
A respiração depende do aumento e da diminuição do
VOLUME da caixa torácica, estando este diretamente
relacionado ao funcionamento do diafragma e ao mecanismo
da INSPIRAÇÃO. Esta última ocorrendo, determina uma
diminuição na pressão interna da caixa torácica, com duas
conseqüências:

1) penetração de ar pela traquéia até os alvéolos;


2) aumento da pressão da circulação venosa para o
interior do lado direito do coração, com boa chegada de
sangue venoso à parede alveolar, em contato com ar
renovado e rico em oxigênio.

Daí concluirmos como é importante para a manutenção


da HEMATOSE a inspiração facilitada por uma postura
correta.
O ar atmosférico que nos envolve, o ar natural
(aqui considerado seco) pode ser representado
em números redondos, em porcentagem por
volume de:
21% OXIGÊNIO
1% GASES NOBRES
ARGÔNIO
DIÓXIDO DE CARBONO

78% NITROGÊNIO
A deficiência de oxigênio no ambiente,
a inalação de produtos prejudiciais à
saúde, bem como, um estado fisiológico
impróprio do ar atmosférico, como por
exemplo: pressão, temperatura e
outros, podem causar prejuízos ao
organismo humano.
• Ar respirável significa:

• Conter no mínimo 19,5% em volume de oxigênio.


• Estar livre de produtos prejudiciais à saúde, que
através da respiração possam provocar distúrbios ao
organismo ou o seu envenenamento.
• Encontrar-se no estado apropriado para a
respiração, isto é, ter pressão e temperatura normal,
que em hipótese alguma levem a queimaduras ou
congelamentos.
• Não deve conter qualquer substância que o torne
desagradável, por exemplo: odores.
• Conhecimento dos perigos respiratórios

• Pelas características da formação do corpo


humano, os materiais tóxicos podem penetrar
no corpo por 3 (três) diferentes caminhos:

Sistema respiratório

Sistema Respiratório

Gastro- intestinal
(boca)

Pele
(Poros)
• Classificação dos riscos

Os riscos respiratórios classificam-se normalmente, por:


• Deficiência de oxigênio;
• Contaminação por gases: Imediatamente perigosos à
vida, ou não.
• Contaminação por aerodispersóides (poeiras, fumos,
etc...);
• Contaminação por gases e aerodispersóides:
imediatamente
• perigosos à vida, ou não.

O conteúdo normal de oxigênio no ar atmosférico é


de aproximadamente 21% em volume.
Principais doenças
respiratórias
relacionadas com o
trabalho
Pneumoconioses

As pneumopatias relacionadas etiológicamente à


inalação de poeiras em ambientes de trabalho
são genericamente designadas como
pneumoconioses (do grego, conion = poeira).
São excluídas dessa denominação as alterações
neoplásicas, as reações de vias aéreas, como
asma e a bronquite, e o enfisema.
Apesar de esse conceito englobar a maior parte
das alterações pulmonares envolvendo o
parênquima, alguns autores apontam para o fato
de que o termo pneumoconiose pode não ser
adequado quando aplicado a determinadas
pneumopatias acometidas por processos de
hipersensibilidade atingindo o parênquima
pulmonar, como as alveolites alérgicas por
exposição a poeiras orgânicas e outros agentes, a
doença pulmonar pelo berílio, ou a pneumopatia
pelo cobalto (elemento químico classificado
como metal), por exemplo.
As pneumoconioses podem, didaticamente, ser
divididas em fibrogênicas e não fibrogênicas de
acordo com o potencial da poeira em produzir
fibrose reacional. Apesar de existirem tipos
bastante polares de pneumoconioses
fibrogênicas e não fibrogênicas, como a silicose e
a asbestose, de um lado, e a baritose, de outro,
existe a possibilidade fisiopatogênica de poeiras
tidas como não fibrogênicas produzirem algum
grau de fibrose dependendo da dose, das
condições de exposição e da origem geológica do
material.
As ocupações que expõem trabalhadores ao risco
de inalação de poeiras causadoras de
pneumoconiose estão relacionadas a diversos
ramos de atividades, como mineração e
transformação de minerais em geral, metalurgia,
cerâmica, vidros, construção civil (fabricação de
materiais construtivos e operações de
construção), agricultura e indústria da madeira
(poeiras orgânicas), entre outros.
As pneumoconioses são doenças por inalação de
poeiras, substâncias que o organismo pouco
consegue combater com seus mecanismos de
defesa imunológica e/ou leucocitária,
diferentemente do que ocorre com
microorganismos que podem ser fagocitados,
digeridos ou destruídos pela ação de anticorpos e
de células de defesa por meio das enzimas
lisossomais e outros mecanismos.
Para ter eficácia em atingir as vias
respiratórias inferiores as
partículas devem ter a medida do
diâmetro aerodinâmico inferior a
10µm, pois acima deste tamanho
são retidas nas vias aéreas
superiores.

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