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Faculdades INTA
Curso de Medicina
Módulo: Sistema Nervoso

Embriogênese da Medula
Espinhal

Professor: Jackson Costa


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Objetivos

- Explicar os principais eventos embrionários na formação


da medula espinhal.

- Correlacionar alterações do desenvolvimento


embrionário da medula espinhal com manifestações
clínicas.
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Introdução
- O sistema nervoso é dividido em:

 Sistema Nervoso Central (SNC): derivado do tubo


neural; consiste em encéfalo e medula espinhal.

 Sistema Nervoso Periférico (SNP): derivado da crista


neural; consiste em neurônios fora do SNC e nervos
cranianos e espinhais, que unem o encéfalo e a medula
espinhal às estruturas periféricas.
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Introdução
- O sistema nervoso é dividido em:

 Sistema Nervoso Autônomo: possui partes tanto do SNC


como do SNP, consiste em neurônios que inervam
músculo liso, músculo cardíaco ou glândulas;

- Dividido em dois componentes: Simpático e


Parassimpático.
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Desenvolvimento do Sistema Nervoso

Tubo neural

Placa neural

• Espessamento do ectoderma
neural

• 3ª semana  4º ao 6º par de
somitos

• Induzida pela notocorda e


mesoderma paraxial
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Desenvolvimento do Sistema Nervoso


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Desenvolvimento do Sistema Nervoso


• Placa neural
 Elevação das suas bordas laterais
(pregas neurais)  Sulco neural

 Pregas neurais aproximam-se,


fundem-se  TUBO NEURAL

 22º e 23º dia

 Tubo neural se fecha


primeiramente na região medial
do embrião.

 As extremidades ainda abertas são


denominadas neuroporos.
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• 2/3 superiores  encéfalo

• 1/3 posterior  medula espinhal


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Desenvolvimento do Sistema Nervoso


• Neuroporo rostral  fechará por volta do 25º dia;

• Neuroporo caudal  fechará dois dias mais tarde.

• Lúmen do tubo neural  Canal Neural

Cavidade amniótica
 Cavidade do tubo neural  preenchida por líquido amniótico.
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Desenvolvimento do Sistema Nervoso

 Com o fechamento dos neuroporos  Preenchida por líquido


ependimário.

O termo líquido cerebroespinhal só é usado quando surgem os


plexos coróides.

• Céls Neuroprogenitoras do tubo neural  encéfalo e medula.

• Canal Neural  ventrículos encefálicos e canal central da


medula
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


NEUROEPITÉLIO: origina Neurônios e céls da Glia
Epitélio Colunar Pseudoestratificado

• Glioblastos são células de sustentação primordiais, provenientes


de células neuroepiteliais.
 Originam os astrócitos e oligodendrócitos.

• Células ependimárias
 formam o epêndima: revestem o canal central da medula
espinhal.

• Células Mesenquimais
 Células microgliais: que fazem parte do sistema mononuclear
fagocitário.
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


• Medula espinhal composta pelas seguintes zonas:

 Zona Ventricular: constituída por células neuroepiteliais


da parede do tubo neural, dão origem a todos os neurônios
e células macrogliais da medula espinhal.

 Zona Intermediária: formada por neuroblastos,


provenientes das células neuroepiteliais em divisão da zona
ventricular. Neuroblastos se tornam neurônios.

 Zona Marginal: composta pelas partes externas das células


neuroepiteliais. É a futura substância branca da
medula espinhal.
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


• Zonas da Medula Espinhal
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


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Desenvolvimento da Medula Espinhal


• 8 a 10 semanas  Medula espinhal é parecida com a do
adulto.

• Espessamento das paredes laterais


 Placas: alares e basais
 Sulco limitante
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


- Desenvolvimento dos Gânglios Espinhais
• Raiz dorsal

• Neurônios Unipolares  Crista Neural


 Inicialmente bipolares  processos fundem-se  unipolares

 O prolongamento periférico das células do gânglio espinhal


 terminações nervosas sensoriais em estruturas somáticas ou
viscerais.

 Os prolongamentos centrais penetram a medula espinhal 


constituem as raízes dorsais dos nervos espinhais.
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


- Desenvolvimento dos Gânglios Espinhais
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


- Desenvolvimento das Meninges Espinhais
• Dura-máter: mesênquima que circunda o tubo neural.
• Pia-máter e a Aracnoide: células da crista neural.

 Dura-máter: externa
 Leptomeninges: Pia-máter + Aracnoide = pia-aracnoide

O líquido cerebroespinhal (LCE) embrionário  formar


durante a 5ª semana
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


- Mudanças na Posição da Medula Espinhal

8ª semana 24ª semana

Neonato
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


- Mielinização das Fibras Nervosas
• Bainhas de mielina
 Inicia durante o período fetal tardio
 Até o primeiro ano pós-natal

Oligodendrócitos (no SNC) Células de Schwann (no SNP)

Crista Neural

• Raízes motoras são mielinizadas antes das raízes


sensoriais.

• Coloração esbranquiçada
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Desenvolvimento da Medula Espinhal


- Mielinização das Fibras Nervosas
Alterações no Desenvolvimento da
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Medula Espinhal
- Defeitos do Tubo Neural (DTN)
• Falha na fusão dos arcos neurais das vértebras

 Afetam: meninges, arcos neurais, músculos e pele.

 Denominados  Espinha Bífida


Alterações no Desenvolvimento da
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Medula Espinhal
Saco cístico

L5
S1

Espinha bífida oculta Espinha bífida com meningocele

Associado a
Meroencefalia

Espinha bífida com meningomielocele Espinha bífida com mielosquise


Alterações no Desenvolvimento da
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Medula Espinhal
- Risco: 1 em cada 800 gravidezes.

- Fatores: genéticos, ambientais e nutricionais

- Uma ingestão insuficiente de folato (400 µg/dia de ácido fólico)


pela mãe durante a gravidez aumenta a probabilidade de ter
uma criança com espinha bífida.

- Defeito congênito do desenvolvimento do embrião que se


desenvolve na fase inicial da gravidez. A espinha bífida é causada
por um defeito de fechamento do tubo neural embrionário.
Alterações no Desenvolvimento da
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Medula Espinhal

Espinha bífida oculta Espinha bífida com meningocele

Espinha bífida com


meningomielocele Espinha bífida com mielosquise
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Dúvidas?
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Bibliografia

- MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia


básica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.

- MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia


clínica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
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Faculdades INTA
Curso de Medicina
Módulo: Sistema Nervoso

Embriogênese do Sistema
Nervoso Periférico e Autônomo

Professor: Jackson Costa


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Objetivos

- Explicar os principais eventos embrionários na formação


do sistema nervoso periférico: nervos espinhais e
cranianos.

- Explicar os principais eventos embrionários na formação


do sistema nervoso autônomo: sistema nervoso
simpático e parassimpático.
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Introdução
O sistema nervoso periférico (SNP):
 Nervos cranianos
 Nervos espinhais
 Nervos viscerais
 Gânglios cranianos
 Gânglios espinhais
 Gânglios autônomos.

Origina-se principalmente (mas não somente) da crista


neural.
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Cels Sensoriais Periféricas  bipolares
- Periférico (sensorial)
unipolar - Central (encéfalo e medula)

 Exceções: Nervo vestíbulococlear (permanece bipolar)

• Células satélites: cels de Schwann  formam uma cápsula que


envolve o corpo dos neurônios aferentes.
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- No encéfalo em desenvolvimento
• Céls a crista neural formam gânglios sensitivos dos nervos:
 trigêmeo (V)
 facial-intermédio (VII)
 vestibulococlear (VIII)
 glossofaríngeo (IX)
 vago (X)

• Crista neural origina ainda os neurônios multipolares dos


gânglios autônomos e as células cromafins (células
associadas aos gânglios simpáticos).
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- As fibras motoras – originadas nas placas basais – que
saem da medula espinhal pelas raízes ventrais dos nervos
cranianos começam a aparecer no fim da 4ª semana.

- Elas formam, juntamente com a raiz dorsal sensitiva, o


nervo espinhal misto, que depois se ramifica anterior e
posteriormente.

- No início do desenvolvimento, vários ramos ventrais são


unidos por alças de fibras nervosas, principalmente as que
suprem os membros.
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Ramo Primário Dorsal: musculatura axial dorsal, vértebras,
articulações intervertebrais posteriores, parte da pele das
costas.

- Ramo Primário
Ventral: membros,
região ventrolateral
da parede corporal.
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Plexos Nervosos Principais:

• Plexo cervical
• Plexo braquial
• Plexo lombossacral
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Nervos Cranianos
• 12 pares de nervos cranianos
• Formação: 5ª e 6ª semanas

• De acordo com sua origem embriológica, classificam-se em


três grupos:

 Nervos Cranianos Somáticos Eferentes;


 Nervos dos Arcos Faríngeos;
 Nervos Sensoriais Especiais.
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Nervos Cranianos
 Nervos Cranianos Somáticos Eferentes
• Nervo troclear (IV)
• Nervo abducente (VI)
• Nervo hipoglosso (XII)
• Grande parte do nervo oculomotor (III)

Possui axônios distribuídos para os músculos derivados


dos miótomos da cabeça.
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Nervos Cranianos
 Nervos dos Arcos Faríngeos
• Nervo trigêmeo (V)
• Nervo facial (VII)
• Nervo glossofaríngeo (IX)
• Nervo vago (X)

Inervam os arcos faríngeos do embrião


Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Nervos Cranianos
 Nervos Sensoriais Especiais
• Nervo olfatório (I)
• Nervo óptico (II)
• Nervo vestibulococlear (VIII).
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Periférico
- Nervos Cranianos
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Autônomo
Parassimpático Simpático
Craniossacral Toracolombar
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Autônomo
- Sistema Nervoso Simpático
• Fibras originam-se na região toracolombar do sistema
nervoso segmentar.

• 5ª semana

• Pares de massas (gânglios simpáticos) celulares formados


por células da crista neural se formam dorsolateralmente à
aorta.

• A interligação entre tais gânglios é feita pelos troncos


simpáticos. Alguns gânglios, no entanto, vão se formar em
outros locais, como é o caso dos gânglios pré-aórticos.
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Autônomo
- Sistema Nervoso Simpático
Desenvolvimento do Sistema Nervoso
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Autônomo
- Sistema Nervoso Parassimpático
• As fibras pré-sinápticas originam-se nas regiões craniais e
sacrais da medula.

• As fibras do tronco encefálico saem através dos nervos


oculomotor (III), facial (VII), glossofaríngeo (IX) e vago (X).

• As fibras pós-sinápticas situam-se próximas ou dentro da


estrutura inervada. Ex. pupila, glândulas salivares.
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Dúvidas?
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Bibliografia

- MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia


básica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.

- MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia


clínica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.