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CINTURA PÉLVICA

Prof. Marcelo Jota


COMPOSIÇÃO

- 3 PEÇAS ÓSSEAS:
- 2 ossos ilíacos
- sacro/cóccix
- 3 ARTICULAÇÕES
1. Articulações

 02 Articulações sacro-ilíacas;

 Sínfise púbica.

Art. do quadril (acetábulo-femoral ou


coxofemoral);NÃO COMPÕE A PELVE
1.1 Sacro-ilíaca

Art. entre o sacro e o osso ilíaco;


Art. fibrocartilaginosa.

Movimentos sacroilíacos: nutação e


contra-nutação; rotações sacrais.
Movimentos ilio-sacros: rotações anterior
e posterior dos ilíacos
1.2 Sínfise púbica

 Art. entre os dois ossos púbicos;

 Art. cartilaginosa.

 Movimentos: micro-movimentos de
deslizamento superior e inferior
FUNÇÃO DA CINTURA PÉLVICA

 Forma a base do tronco;

 Dá suporte e protege os órgãos abdominais;

 Proporciona a ligação ente os MMII e o tronco;

 Transmite as forças entre os MMII e o tronco.


MOVIMENTOS das articulações
SACROILÍACAS
 Os movimentos das articulações sacroilíacas
são evidentes, apesar de muitos autores os
negarem. Essas articulações são movimentadas
por simples tensões e não por músculos.

 Existem movimentos sacroilíacos (do sacro


entre os dois ilíacos). São movimentos de
flexão, extensão e torções do sacro
(BIENFAIT,2000,p.54).

 Existem movimentos iliossacros de um ilíaco em


relação ao sacro. São movimentos de rotação
anterior e posterior do ilíaco.
MOVIMENTOS SACRAIS

 Nutação:

- Sacro se desloca para frente e para baixo;


- Cóccix se desloca para trás e para cima;
- Ossos ilíos se aproximam;
- Ossos ísquios se separam.
EVENTOS DA NUTAÇÃO
NUTAÇÃO AUMENTA O ESTREITO
INFERIOR DA PELVE
MOVIMENTOS SACRAIS

 Contra-Nutação:

- Sacro se desloca para trás e para cima;


- Cóccix se desloca pra frente e para baixo;
- Ossos ilíos se afastam;
- Ossos ísquios se aproximam.
CONTRA-NUTAÇÃO AUMENTA O
ESTREITO SUPERIOR DA PELVE
MOVIMENTOS PÉLVICOS
e sua influência sobre a
COLUNA VERTEBRAL
 ANTEVERSÃO

 RETROVERSÃO

 INCLINAÇÃO LATERAL

 ROTAÇÃO
EQUILÍBRIO DA CINTURA PÉLVICA
MOVIMENTOS PÉLVICOS
e sua influência sobre a
COLUNA VERTEBRAL

 Bienfait (2000), afirma que “a cintura pélvica não


é uma entidade anatômica: os ilíacos pertencem
aos membros inferiores, o sacro à coluna”.

 Ainda segundo Bienfait (2000), os movimentos


coxofemorais, da pelve e coluna lombar estão
interligados. Esta sinergia funcional é
denominada “segmento fêmur-tronco”.
Segmento fêmur-tronco
 A flexão coxo-femoral é acompanhada de uma
retroversão pélvica devido à uma tensão dos
músculos posteriores extensores, que vem
acompanhada de uma flexão lombar (atitude
cifótica)= retificação lombar
 A extensão coxofemoral, devido à tensão dos
músculos anteriores flexores vem acompanhada
de uma anteversão pélvica e uma extensão
lombar (atitude lordótica)= hiperlordose
lombar
 Portanto os movimentos de flexão e extensão
coxofemorais ocasionam, por tensionamento, os
micromovimentos de rotações posterior e
anterior dos ilíacos em relação ao sacro.
A flexão coxo-femoral é acompanhada de
uma retroversão pélvica
A extensão coxo-femoral é acompanhada
de uma anteversão pélvica
INFLUÊNCIA DA POSIÇÃO SOBRE A
CINTURA PÉLVICA

 Decúbito com flexão do quadril:


A tração dos músculos isquiotibiais leva a pelve
para retroversão e o sacro posiciona-se em
posição de nutação (evento adotado durante o
parto)

 Decúbito com extensão do quadril:


A tração dos músculos Flexores do quadril
produzem movimentos contrários aos anteriores.
TRANSMISSÃO DE FORÇAS ENTRE
OS MMII E A COLUNA VERTEBRAL
INFLUÊNCIA DA POSIÇÃO SOBRE A
CINTURA PÉLVICA
 Posição
ortostática
simétrica
(equilibrio ântero-
posterior)
INFLUÊNCIA DA POSIÇÃO SOBRE A
CINTURA PÉLVICA
Posição
ortostática
unipodal
(equilíbrio
látero-lateral)
2. Músculos
São 22 músculos:

Psoas maior;
Ilíaco;
Sartório;
Reto femoral;
Glúteo máximo;
Semitendíneo;
2. Músculos
Semimembranáceo;
Bíceps femoral (cabeça longa);
Glúteo médio;
Glúteo mínimo;
Tensor da fáscia lata;
Adutor magno;
Adutor curto;
Adutor longo;
2. Músculos

Pectíneo;
Grácil;
Obturador externo;
Obturador interno;
Quadrado femoral;
Piriforme;
Gêmeo superior;
Gêmeo inferior;
2.1 Psoas maior

 O: Vértebras L1-L5 nos processos transversos;


 I: Trocanter menor do fêmur;
 A: Flexão do quadril.

2.2 Ilíaco

 O: 2/3 anteriores da fossa ilíaca;


 I: Trocanter menor do fêmur;
 A: Flexão do quadril.
2.3 Sartório
 O: Espinha ilíaca ântero-superior;
 I: Superfície medial da tíbia;
 A: No Quadril: flexão, abdução e rotação lateral; No
Joelho: flexão e rotação medial.

2.4 Reto femoral


 O: Espinha ilíaca ântero-superior e região
posterior do acetábulo;
 I: Base da patela;
 A:
Quadril: flexão;
Joelho: extensão.
2.5 Glúteo máximo

 O: Linha glútea
posterior do ilíaco,
posterior do sacro,
posterior do cóccix e
lig. sacrotuberoso;
 I: Tuberosidade
glútea do fêmur e
trato iliotibial;
 A: Extensão, abdução
e rotação lateral do
quadril.
2.6 Semitendíneo
 O: Tuberosidade isquiática;
 I: Diáfise proximal da tíbia;
 A: Quadril: extensão
Joelho: flexão e rotação medial.

2.7 Semimembranáceo
 O: Tuberosidade isquiática;
 I: Côndilo medial da tíbia e côndilo lateral do
fêmur;
 A:
Quadril: extensão;
Joelho: flexão e rotação medial.
2.8 Bíceps femoral
O: cabeça longa: Tuberosidade do ísquio;
cabeça curta: Linha áspera do fêmur
Côndilo lateral do fêmur
I: Cabeça da fíbula e côndilo lateral da
tíbia.
A:
Quadril: extensão e rotação externa;
Joelho: flexão e rotação externa.
2.9 Glúteo Médio
 O: Superfície externa
entre a crista e a linha
glútea posterior do
ilíaco;
 I: Trocanter maior do
fêmur;
 A: Abdução e rotação
interna do quadril.
2.10 Glúteo Mínimo
 O: Superfície externa
entre as linhas
glúteas anterior e
inferior do ilíaco;
 I: Trocanter maior do
fêmur;
 A: Abdução e rotação
interna do quadril.
2.11 Tensor da fáscia lata
 O: Crista ilíaca e
espinha ilíaca ântero-
superior;
 I: Trato íliotibial;
 A:
Quadril: abdução,
rotação interna e
flexão;
Joelho: extensão e
rotação lateral.
LIGAMENTOS SACRO-ILÍACOS

Freios da Nutação:
- Lig. Sacro-ilíaco anterior (principal)
- Lig. Sacroespinhal e Sacrotuberal
(sacroisquiáticos)

Freios da Contra-Nutação:
- Lig. Sacro-ilíacos posteriores