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AULA: QUANDO É O MEU TEMPO?

Objetivo Geral

Questionar a ocupação do
tempo para além dos
imperativos utilitários e refletir
sobre a valorização do ócio
como um trabalho criativo da
vida que se quer viver.
Atividade: “Matar o tempo? Ai, que
preguiça!”
• Refletir sobre o uso não automatizado do tempo,
através da elaboração de possíveis roteiros para a
vivência do ócio criativo.
• Contrapor à noção negativa de ócio o seu potencial
modificador das noções utilitaristas e
pretensamente norteadoras de uma forma
homogênea de se elaborar a vida.
 “Ociar” não quer dizer ficar o dia inteiro de pernas
para o ar, sem fazer nada. Isso se chama perda de
tempo. Também não é aquela sensação insuportável
de não ter nada para fazer. O nome disso é tédio.
Então, o que é?
 Você conhece a clássica fábula da cigarra e da
formiga. E não seria difícil imaginar qual das duas
personagens você desejaria ser. Não porque você
não queira “fazer nada”, mas porque sabe do valor
de dar vazão àquela vontade maravilhosa de
inventar, criar, ao identificar a beleza e a graça de
viver. É o que fazia a cigarra.
 E com que dedicação! Quem sabe da disciplina,
empenho e paciência exigidos de quem se propõe
a aprendizagem da música pode dizer do quanto
a cigarra se empenhou para produzir a beleza que
era a identidade dela. E era justamente isso que a
diferenciava, e que a formiga infeliz e burocrata
não entendeu: a dedicação ao aperfeiçoamento da
própria potência, do talento, daquilo que fazia a
cigarra gostar de viver. Esse é o ócio criativo. Qual
é o seu?
 Você terá muito tempo para descobrir. É um projeto
para a vida inteira. Por ora, siga as instruções do
educador e contribua com suas ideias para o seu
grupo, de acordo com os temas que lhes forem
indicados. Seja bastante criativo!
Grupo 1: “Cartografia do ócio”.
 Liste todos os lugares da sua cidade convidativos
a passeios, seja porque neles é possível ver coisas
belas, inusitadas, engraçadas, diferentes, estranhas,
curiosas, seja porque induzem a calma, a reflexão,
a contemplação desinteressada das coisas. Lembre-
se também daqueles locais aos quais você sempre
quis ir, mas nunca foi; ou aqueles espaços públicos
nos quais você nunca entrou, mas sempre quis
“xeretar” para ver o que se passa por lá e ainda
não teve “coragem”.
Grupo 2: “Tempo de introspecção, de
sonhar, divagar, devanear”.
 Esse é para aqueles momentos em que, pegos de
surpresa, somos perguntados se estamos no mundo
da lua – um lugar muito bom de estar, aliás. Liste as
condições adequadas para aqueles momentos de
devaneio.
Grupo 3: “Confiança, hospitalidade,
emotividade”.
 Liste as circunstâncias que favorecem essas
sensações, como a visita a um amigo, a criação de
um sarau ou luau, a preparação de uma
delicadeza surpreendente.
Grupo 4: “Feminização da vida”.
 Tudo o que se opõe à pressa e à competitividade.
Situações colaborativas, como ler para uma
criança, para uma pessoa cega, fazer um trabalho
voluntário.
Grupo 5: “Estética e Intelectualidade”.

 Estudar, como a cigarra. Pode ser ler um livro por


iniciativa própria, pautado pelo assunto da sua
preferência, tentar descobrir quais os pontos que
tornam a música clássica, o balé, a culinária, etc.
interessantes para algumas pessoas. Saciar a sua
curiosidade, experimentando ou estudando, sempre
orientado pelos interesses que surgirem.
2º Momento
 Agora um colega do grupo vai compartilhar o
roteiro com os demais. Ouça as contribuições dos
outros grupos e conversem sobre isso. Veja quanta
coisa vocês podem fazer agora!

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