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Cardiotocografia (CTG)

Intraparto
Interna: Deise Cristina Mesquita de Sousa

Goiânia 14 de março de 2014


Cardiotocografia

1. Indicações
2. Condições
3. Recomendações
3. Parâmetros
Indicações

 Indicações Maternas  Indicações fetais


 Hipertensão arterial  Gravidez múltipla
 Diabetes mellitus  Crescimento intra-uterino restrito
 Cardiopatia  CTG anteparto anormal
 Anemia grave  Trabalho de parto prematuro
 Hemoglobinopatia  Apresentação pélvica
 Aloimunização Rh
 Hipertireoidismo
 Gravidez prolongada
 Colagenose com vasculopatia
 Natimorto prévio
 Nefropatia
 Redução dos movimentos fetais
 Pneumopatia
Indicações

 CTG intranquilizadora à admissão


 FCF intranquilizadora à AI
 Distocia funcional
 Uso de prostaglandina ou ocitocina
 Mecônio
 Sangramento transvaginal anormal
 Trabalho de parto prolongado: parada da dilatação ou
da descida
Condições

 1. Dieta: entre 30 a 60 min. da refeição


 2. Evitar o uso de cigarro antes de 2 hs
 3. Decúbito: Posição semi sentada ou DLE
 4. Indicar a idade gestacional
 5. Motivação para realização
 6. Anotar o uso de medicações
 7. Aguardar 10 minutos de repouso
Recomendações
 Evitar jejum prolongado.
 Anotar drogas usadas durante o exame que possam
interferir no resultado,como também alterações de
temperatura e pressão arterial maternas.
 Duração do exame: recomenda-se o mínimo de 20
minutos.
 Velocidade do registro: 1, 2, ou 3 cm/minuto.
 Posição da paciente: sentada em poltrona confortável ou
em decúbito lateral esquerdo.
 Colocação correta dos transdutores para evitar traçados
duvidosos.
Parâmetros
 1. Acelerações

 2. Linha de Base
Taquicardia
Bradicardia

 3. Variabilidade
Silencioso
Comprimido
Ondulatório
Saltatório
Sinusoidal

 4. Desacelerações
1. Acelerações
Subidas Abruptas: Presença = Boa vitalidade fetal
IG > 32 sem: > 15 BPM / > 15 s Ausência : Freqüentemente falso-
IG < 32 sem: > 10 BPM / > 10 s positivo
Associadas os movimentos Prolonge o registro ou Estimule o feto
corpóreos fetais
Estímulo Vibro Acústico
Interpretação: Reativo – > 20 bpm c/ 3 min.
Hiporreativo: < 20 bpm e < 3 min.
Não reativo: sem resposta cardíaca
Tipo de Resposta: Bifásica: AT presentes
Monofásicas: ausência de ATs
2. Linha de Base:

Duração: mínima 2 minutos


Intervalo: entre 110 – 160 b.p.m.
2. Linha de Base:

Taquicardia Bradicardia
Causas: Causas:
Hipertermia: 10 bpm / ºC Pós datismo
Infecção ovular
Hipotensão arterial
Drogas: betamiméticos, atropina, etc
Drogas: betabloqueadores, ansiolíticos
Movimentação Fetal Excessiva
Stress Materno Taquissistolia ou polisistolia
Taquiarritmias Fetais Arritmias Fetais (BAV – Colagenoses)
Sofrimento fetal Sofrimento fetal

Leves: 160 – 180 bpm Leves: 100 – 110 bpm


Graves: > 180 bpm Graves: < 100 bpm
3. Variabilidade

Papel do sistema nervoso autônomo


Simpático
Elevação da FCF
Macroscilação, Variabilidade de Longa Duração
Parassimpático
Diminuição da FCF
Microscilação, Variabilidade de Curta Duração
3. Variabiliade

Variabilidade Reduzida
Lisa (Silenciosa): 0 – 5
Hipoxia / Acidose
Sono fetal Reduzida (Comprimida): 5 – 10
Prematuridade
Malformações fetais (SNC) Normal (Ondulatória): 10 – 25
Drogas: Depressoras do SNC,
Corticóide Anticolinérgicos e Saltatória: > 25
Vagolíticas
Variabilidade: Padrão Sinusoidal: Doença Hemolítica Rh
4. Desacelerações

Desacelerações Periódicas:
Desaceleração Precoce ou DIP I
Desaceleração Tardia ou DIP II
Desaceleração Variável ou DIP III
Desacelerações não Periódicas:
Espicas ou DIP O
Desacelerações Prolongadas
DIP I
 Precoce ou cefálico (DIP I): queda uniforme, gradual (inicio
até nadir > 30 segundos), coincide com o pico da
contração.
 Fisiopatologia:
DIP I
DIP II

 Tardio (DIP II): uniforme, queda gradual (início até nadir >30
segundos), ocorre após o pico da contração (decalagem 20
segundos).
 Fisiopatologia:
DIP II
DIP III
LEVES - queda < 15 BPM
MODERADAS - 15 BPM - 45 BPM
ACENTUADAS - > 45 BPM
Com decalagem longa
Redução da Variabilidade: GRAVE
DIP III
 Variável (DIP III ou Umbilical): início, decalagem e forma
variáveis, queda abrupta (início para nadir < 30 segundos)
DIP III

LEVES
nadir > 80 BPM
MODERADAS
nadir < 70 BPM + duração até 60 s ou
nadir > 70 BPM + duração > 60 s
ACENTUADAS ou GRAVES
nadir < 70 BPM + duração > 60 s
Desacelerações não Periódicas:

Espicas ou DIP 0: desaceleração com duração < 15 segundos


relacionada com compressão funicular de curta duração ou soluço
fetal, mais comum no prematuro. Sem significado clínico. Quedas
rápidas sem amplitude

Desaceleração prolongada: desacelerações com duração maior


que 3 minutos, relacionada com hipotensão postural materna,
bloqueios anestésicos, hiperatividade uterina, compressões
funiculares intensas e duradouras. Quandoespontânea são sempre
patológicas.
AT AT

DIP 0
Aceleração Transitória
(≥15 batimentos/15s)

Movimentação fetal registrada pela mãe

Contração de
Braxton-Hicks
Espicas (Movimento Fetal)
Desacelerações Prolongadas
Queda e retorno à LB da FCF
Amplitude: de Queda > 15 BPM
Duração: > 2 min - < 10 min
Duração > 10 min.: mudança do nível basal da FCF
Regra Geral Desacelerações:
Os registros cardiotocográficos acompanhados
de redução da variabilidade da linha de base e
da freqüência cardíaca fetal basal são
provavelmente associadas a hipoxia fetal.
Considerações Importantes

 O resultado Normal assegura o bem estar fetal.


 Ótimo meio para rastreio do sofrimento fetal.
 Resultados insatisfatórios podem estar relacionados a estimulo sônico
inadequado, malformações fetais e uso de drogas pela mãe.
 Não reduz complicações em gestantes de baixo risco.
 Altos índices de falso positivo.
 Aumento nas taxas de cesarianas.
 Caso não seja possível realização de ctg intraparto,deve ser
observado bcf com sonar e registrar sistematicamente a cada 15
minutos na fase ativa do trabalho de parto e cada 5 minutos durante
o período expulsivo.
Referências bibliográficas

 Liston R, Sawchuck D, Young D; Society of Obstetrics and Gynaecologists of


Canada; British Columbia Perinatal Health Program. Fetal health
surveillance: antepartum and intrapartum consensus guideline. J
ObstetGynaecol Can. 2007 Sep;29(9 Suppl 4):S3-56. Erratum in: J
ObstetGynaecol Can. 2007 Nov;29(11):909. PubMed PMID: 17845745.

 Ribeiro, G.G; Sousa, P.C.P. Cardiotocografia. Protocolos de


Obstetrícia.UFC. Capítulo 4. Disponível em:
http://www.meac.ufc.br/arquivos/biblioteca_cientifica/File/PROTOCOLOS
%20OBSTETRICIA/obstetriciaabril2013/obstetriciacap4.pdf
Obrigado!!!