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1.

Introdução

Os guias
são estruturas metálicas cilíndricas ocas que, na prática, tem secção
transversal rectangular, circular ou elíptica. A vantagem dos guias de
onda está no facto das perdas ao longo de seu comprimento serem
menores quando comparadas com as linhas de transmissão, uma vez
que eles (os guias) não são preenchidos por dieléctricos.
2. Objectivos
2.1. Objectivos Gerais
 Fazer o estudo dos Guias de Ondas;

2.2. Objectivos Especificos


 Classificar os Modos de Propagação num Guia de Onda;
 Estudar as Características de Ondas Guiadas;
 Potencia e Vector de Hertz ;
 Modulo de Propagação e Atenuação em Guias de
Ondas;
3. Guias de Ondas
3.1. Conceito
Guias de onda são estruturas que direccionam a propagação de ondas,
sejam estas sonoras ou electromagnéticas
A propagação de uma onda electromagnética harmónica de frequência angular 𝜔
num meio linear sem fontes (𝜌 = 0 e 𝐽Ԧ = 0) de parâmetros (𝜀, µ) é governada
pelas equações de onda de Helmoltz :

∇2 𝐸 + 𝜔2 𝜇𝐸 = 0

∇2 𝐻 + 𝜔2 𝜇𝐻 = 0

Onde 𝐸 e 𝐻 representam os fasores dos


campos eléctricos e magnéticos da onda.
Admitindo que o guia tem comprimento infinito, é necessário considerar apenas as
ondas que se propagam no sentido positivo do eixo dos 𝑧, o que permite escrever:

𝐸 𝑥, 𝑦, 𝑧 = 𝐸 0 𝑥, 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧

𝐻 𝑥, 𝑦, 𝑧 = 𝐻0 𝑥, 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧
Onde 𝛾 = 𝛼 + 𝑗𝛽 é a constante de propagação. Substituindo estas expressões nas
equações de Helmoltz leva a:
∇2𝑥𝑦 𝐸 0 + ℎ2 𝐸 0 = 0

∇2𝑥𝑦 𝐻0 + ℎ2 𝐻0 = 0

2 𝜕 2 𝜕 2
Onde ∇𝑥𝑦 = ൗ𝜕𝑥 2 + ൗ𝜕𝑦2 é o chamado laplaciano

transversal e;

ℎ2 = 𝛾 2 + 𝜔2 𝜇𝜀
É possível manipular estas equações
para se poder determinar as
componentes
transversais dos campos partir das
componentes longitudinais 𝐸𝑧 e 𝐻𝑧
3.2. Modos de Propagação num Guia
É possível classificar as ondas electromagnéticas de acordo com as suas
componentes longitudinais
𝐸𝑧 = 𝐻𝑧 = 0: Ondas transversais electromagnéticas (ambos os campos são
perpendiculares à direcção de propagação) ou simplesmente ondas TEM;
𝐸𝑧 = 0 e 𝐻𝑧 ≠ 0: Ondas transversais eléctricas (campo eléctrico é
perpendicular à direcção de propagação) ou ondas TE;
𝐸𝑧 ≠ 0 e 𝐻𝑧 = 0: Ondas transversais magnéticas ou ondas TM.
Para se obter as expressões dos campos eléctrico e magnético dentro de um guia de onda é
necessário se utilizar as equações de Maxwell, que levam, inevitavelmente, à resolução das
equações de onda.

∇2 Π𝑒 + 𝑘 2 Π𝑒 = 0
∇ 2 Π ℎ + 𝑘 2 Πℎ = 0

Se a variação dos campos no tempo é harmónica, então, resolve-se apenas as equações de


Helmholtz para se obter as expressões dos campos em qualquer ponto do espaço interno do guia.
3.21. Modo Transversal Eléctrico (TE)

No modo de propagação TE, uma das componentes do campo magnético está


alinhada com a direcção de propagação. Portanto, pode-se associar essa
componente com o potencial vector de Hertz do tipo magnético.
guia cujo comprimento coincide com a direcção 𝑧, o potencial vector magnético é
escrito como:

𝚷ℎ = Πℎ 𝒂𝑧
Considerando que a propagação da onda se dá no sentido 𝒛+ , a solução de (9)
tem que ser do tipo:

𝚷ℎ = Πℎ 𝒂𝑧 = 𝜓ℎ 𝑥, 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛

Sendo 𝜓ℎ 𝑥, 𝑦 uma função que representa a variação transversal do potencial vector

Lembrando-se que o Laplaciano em coordenadas rectangulares é:

∇ 2 Πℎ

𝜕 2 Πℎ 𝜕 2 Πℎ 𝜕 2 Πℎ
= 2
+ 2
+
𝜕𝑥 𝜕𝑦 𝜕𝑧 2
2 2
2
𝜕 Π ℎ 𝜕 Πℎ 2 2 2
∇ Πℎ = 2
+ 2
+ γ Π ℎ = ∇ Π
𝑡 ℎ + 𝛾 Πℎ = 0
𝜕𝑥 𝜕𝑦
Deste modo temos:

∇2𝑡 Πℎ + 𝑘𝑐2 Πℎ = 0
Ou de outra forma:

∇2𝑡 ψℎ + 𝑘𝑐2 ψℎ = 0
Onde

𝑘𝑐2 = 𝛾 2 + 𝑘 2
O campo eléctrico pode ser representado da seguinte forma:

𝜕Πℎ 𝜕Πℎ
𝑬 = −𝑗𝜔𝜇∇ × Πℎ = −𝑗𝜔𝜇 𝒂𝒙 − 𝒂𝒚
𝜕𝑦 𝜕𝑥

O que equivale a escrever o seguinte:

𝑬 = 𝑗𝜔𝜇𝒂𝒛 × ∇t Πℎ = 𝑗𝜔𝜇𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 × ∇t ψℎ


Enquanto o campo magnético é dado por:

𝑯 = 𝑘 2 𝚷ℎ + ∇ ∇ ∙ Πℎ
= 𝑘 2 ψℎ 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 − 𝛾∇t (ψℎ 𝑒 −𝛾𝑧 )
Ou simplesmente:

𝑯 = 𝑘𝑐2 ψℎ 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 − 𝛾𝑒 −𝛾𝑧 ∇t ψℎ


Deste modo, as componentes dos campos para o modo TE são obtidas de:

𝑬𝑡 = 𝑗𝜔𝜇𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 × ∇t ψℎ
𝑯𝒕 = −𝛾𝑒 −𝛾𝑧 ∇t ψℎ
𝑯𝒛 = 𝑘𝑐2 ψℎ 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛
3.2.2. Modo Transversal Magnético (TM)

De maneira semelhante, pode-se obter os campos electromagnéticos


para o modo de propagação TM. Já neste caso, uma das componentes
do campo eléctrico está alinhada com a direcção de propagação.
Portanto, pode-se associar essa componente com o potencial vector de Hertz do tipo
eléctrico:

𝚷𝑒 = Π𝑒 𝒂𝑧

Considerando que a propagação da onda se dá no sentido 𝒛+ :

𝚷𝑒 = Π𝑒 𝒂𝑧 = 𝜓𝑒 𝑥, 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛
Deste modo

∇2𝑡 Π𝑒 + 𝑘𝑐2 Π𝑒 = 0

Ou de outra forma:

∇2𝑡 ψ𝑒 + 𝑘𝑐2 ψ𝑒 = 0

o campo magnético obtido é:

𝜕Π𝑒 𝜕Π𝑒
𝑯 = 𝑗𝜔𝜖∇ × Π𝑒 = 𝑗𝜔𝜖 𝒂𝒙 − 𝒂𝒚
𝜕𝑦 𝜕𝑥
O que equivale a escrever o seguinte:

𝑯 = −𝑗𝜔𝜇𝝐 × ∇t Π𝑒 = −𝑗𝜔𝜖𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 × ∇t ψ𝑒


Enquanto o campo eléctrico é dado por:

𝑬 = 𝑘 2 𝚷𝑒 + ∇ ∇ ∙ Π𝑒 = 𝑘𝑐2 ψ𝑒 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 − 𝛾∇t (ψ𝑒 𝑒 −𝛾𝑧 )


Ou simplesmente:

𝑬 = 𝑘𝑐2 ψ𝑒 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 − 𝛾𝑒 −𝛾𝑧 ∇t ψ𝑒


Sendo assim, as componentes dos campos para modo TM são fornecidas por:

𝑯𝒕 = −𝑗𝜔𝜖𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 × ∇t ψ𝑒
𝑬𝒕 = −𝛾𝑒 −𝛾𝑧 ∇t ψ𝑒
𝑬𝒛 = 𝑘𝑐2 ψ𝑒 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛
3.3. Características de Ondas Guiadas
3.3.1. Constante de Propagação
A propagação da onda num guia qualquer depende do parâmetro 𝑘𝑐 ,
denominado número de onda de corte. Portanto, pode-se obter a
equação:

𝛾= 𝑘𝑐2 − 𝑘 2
Para um guia sem perda onde 𝑘 < 𝑘𝑐 , tem − se 𝛾 = 𝛼 Modo evanescentes
Quando neste mesmo guia 𝑘 > 𝑘𝑐 , tem-se 𝛾 = 𝑗𝛽 Modo de propagação

𝛽= 𝑘𝑐2 − 𝑘 2
3.3.2. Comprimento de Onda Guiada e de Corte
O comprimento de onda de corte está relacionado com o número de onda de corte
𝑘𝑐 .

2𝜋
𝜆𝑐 =
𝑘𝑐
Para que haja propagação de onda no guia e necessário que: 𝑘 > 𝑘𝑐 implica em 𝜆 < 𝜆𝑐 .
O comprimento da onda guiada é fornecido por:

2𝜋 𝜆
𝜆𝑔 = =
𝛽 2
𝜆
1−
𝜆𝑐
3.3.3. Frequência de Corte
𝑐
𝑓𝑐 =
𝜆𝑐 𝜖𝑟

3.3.4. Velocidade de Fase

𝜔 𝑐
𝑣𝑓 = =
𝛽 2
𝜆
𝜖𝑟 1−
𝜆𝑐
3.3.5. Velocidade de Grupo
Sabe-se que a velocidade de grupo é definida como:

−1
𝜕𝜔 𝜕𝛽
𝑣𝑔 = =
𝜕𝛽 𝜕𝜔
Logo, para uma onda propagando-se num guia, tem-se:

2
𝑐 𝜆
𝑣𝑔 = 1−
𝜖𝑟 𝜆𝑐
para 𝜆𝑐 ≫ 𝜆, a velocidade de grupo é igual a de fase que, por sua vez, é igual a velocidade de um
onda TEM num meio não dispersivo.
Transversal Electromagnético.
3.3.6. Impedâncias Modais
Para o caso TE, a impedância é calculada como sendo:

𝐸𝑥 𝐸𝑦 𝑗𝜔𝜇
𝑍𝑇𝐸 = =− =
𝐻𝑦 𝐻𝑥 𝛾
Quando não existem perdas, 𝛾 = 𝑗𝛽 e

𝜂
𝜔𝜇 𝑘𝜂 𝑍𝑇𝐸 =
𝑍𝑇𝐸 = = Ou
2
𝛽 𝛽 𝜆
1−
𝜆𝑐
Já para o caso TM, a impedância é obtida da razão dos
campos, isto é:

𝐸𝑥 𝐸𝑦 𝛾
𝑍𝑇𝑀 = =− =
𝐻𝑦 𝐻𝑥 𝑗𝜔𝜖

Quando não existem perdas, 𝛾 = 𝑗𝛽 e

2
𝜆
𝑍𝑇𝑀 =𝜂 1−
𝜆𝑐
3.4. Guia Rectangular

• As expressões deduzidas nos itens anteriores são validas para guias com secção
transversal qualquer.

Considere-se o guia O guia está


rectangular de largura a preenchido por
(alinhada ao longo da material sem
direcção 𝑥), altura b perdas de
(alinhada ao longo da parâmetros
direcção 𝑦) e constitutivos (𝜖, 𝜇)
comprimento infinito e admite-se que as
representado na figura ao placas condutoras
lado. são ideais.
3.4.1. Condições de fronteira
• Neste caso, as ondas electromagnéticas no interior do guia deverão ser tais que
obedecem às condições de fronteira 𝑬𝒕𝒂𝒏 = 𝑯𝒏𝒐𝒓𝒎𝒂𝒍 = 𝟎 junto às placas
condutoras, ou seja :

𝐸𝑥0 = 𝐸𝑧0 = 𝐻𝑦0 = 0 em 𝑦 = 0 ou 𝑦 = 𝑏


𝐸𝑦0 = 𝐸𝑧0 = 𝐻𝑧0 = 0 em 𝑥 = 0 ou 𝑥 = 𝑎
3.4.2. Modo H (TE)

• Para se obter os campos electromagnéticos que se propagam, no modo TE,


dentro de
um guia rectangular, resolve-se a equação diferencial
(∇2𝑡 ψℎ + 𝑘𝑐2 ψℎ = 0)
• A solução fornece o comportamento dos campos no plano transversal à direcção
de propagação
• A solução depende das condições de contorno (ou de fronteira) que, neste caso, estão
associadas às componentes tangenciais do campo eléctrico nas paredes do guia.
• Sabe-se que estas componentes tangenciais do campo eléctrico na interface
dieléctrico-condutor são sempre iguais a zero, portanto, de (𝑬𝑡 = 𝑗𝜔𝜇𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 ×
∇t ψℎ ) conclui-se que:

𝜕𝜓ℎ
=0
𝜕𝑥

nas paredes localizadas em 𝑥 = 0 e 𝑥 = 𝑎. Da mesma forma que:

𝜕𝜓ℎ
=0
𝜕𝑦

em 𝑦 = 0 e 𝑦 = 𝑏.
Utilizando-se o método da separação das variáveis, onde consideramos
que:
𝜓ℎ 𝑥, 𝑦 = 𝑓 𝑥 𝑔(𝑦)

Obtém-se de (∇2𝑡 ψℎ + 𝑘𝑐2 ψℎ = 0) duas equações diferenciais ordinárias:

𝑑2 𝑓 𝑥 2𝑓 𝑥 = 0 𝑑2 𝑓 𝑥
2
+ 𝑘 𝑥 + 𝑘 2𝑔 𝑦
𝑑𝑥 𝑑𝑦 2 𝑦

sendo =0

𝑘𝑐2 = 𝑘𝑥2 + 𝑘𝑦2


• As equações (50 e 51) fornecem soluções, respectivamente, do tipo:
𝑓 𝑥 = 𝐴𝑠𝑒𝑛 𝑘𝑥 𝑥 + 𝐵𝑐𝑜𝑠 𝑘𝑥 𝑥

𝑔 𝑦 = 𝐶𝑠𝑒𝑛 𝑘𝑦 𝑦 + 𝐷𝑐𝑜𝑠(𝑘𝑦 𝑦)
Sendo assim:

𝜓ℎ 𝑥, 𝑦 = 𝐴𝑠𝑒𝑛 𝑘𝑥 𝑥 + 𝐵𝑐𝑜𝑠 𝑘𝑥 𝑥 𝐶𝑠𝑒𝑛 𝑘𝑦 𝑦 + 𝐷𝑐𝑜𝑠 𝑘𝑦 𝑦


onde A, B, C, e D são constantes a determinar.

Aplicando-se as condições de contorno (47) na equação (55),


tem-se:
𝐴𝑘𝑥 cos 𝑘𝑥 𝑥 − 𝐵𝑘𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑘𝑥 𝑥 (𝑥=0/𝑥=𝑎) =0

Observa-se que, para 𝑥 = 0, 𝐴=0 e para 𝑥 = 𝑎, tem-se


𝐵𝑘 𝑠𝑒𝑛 𝑘 𝑎 = 0
portanto:

𝑚𝜋
𝑘𝑥 𝑎 = 𝑚𝜋 ⇔ 𝑘𝑥 =
𝑎
Semelhantemente, aplicando-se as condições de contorno (48) na equação (55), tem-
se 𝐶 = 0 e: 𝑛𝜋
𝑘𝑦 =
𝑏
Onde 𝑚 e 𝑛 são inteiros positivos. Substituindo as equações (57) e (58) em (52), tem-se:

𝑚𝜋 2 𝑛𝜋 2
𝑘𝑐 = +
𝑎 𝑏
Portanto, o comprimento de onda de corte para o modo TE é dado por:

2𝜋 2𝑎𝑏
𝜆𝑐 = =
𝑘𝑐 𝑚𝑏 2 + 𝑛𝑎 2
sendo a frequência de corte é obtida a partir de

𝑐 𝑐 𝑚 2 𝑛 2
𝑓𝑐 = = +
𝜆𝑐 𝜇𝑟 𝜀𝑟 2 𝜇𝑟 𝜀𝑟 𝑎 𝑏

Para estes modos admite-se que ou 𝒎 ou 𝒏 sejam nulos. No entanto, para que
𝑘𝑐 ≠ 0 é
necessário que m ou n não sejam simultaneamente nulos!
A frequência de corte deste modo é a menor possível nos guias rectangulares, logo
o modo 𝑻𝑬𝟏𝟎 é o modo dominante nos guias rectangulares.

As equações dos campos dentro do guia são obtidas substituindo :

𝐻0 𝑚𝜋 𝑛𝜋
𝜓ℎ 𝑥, 𝑦 = 𝐵𝐷𝑐𝑜𝑠 𝑘𝑥 𝑥 cos 𝑘𝑦 𝑦 = 2 cos 𝑥 cos 𝑦
𝑘𝑐 𝑎 𝑏

nas equações (21), (22) e (23). Observa-se que, para a componente de campo
magnético
em (23) ser expressa em 𝐴/𝑚, é necessário que 𝐵𝐷 seja igual a 𝐻0 /𝑘𝑐2 , onde
𝐻0 é a intensidade máxima de campo magnético
Portanto,

𝜕𝜓ℎ 𝑛𝜋𝛾 𝑚𝜋 𝑛𝜋
𝐸𝑥 = −𝑗𝜔𝜇𝑒 −𝛾𝑧 = 2 𝐸0 cos 𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧
𝜕𝑦 𝑏𝑘𝑐 𝑎 𝑏
𝜕𝜓ℎ 𝑚𝜋𝛾 𝑚𝜋 𝑛𝜋
𝐸𝑦 = 𝑗𝜔𝜇𝑒 −𝛾𝑧 =− 𝐸
2 0 sen 𝑥 𝑐𝑜𝑠 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧
𝜕𝑥 𝑎𝑘𝑐 𝑎 𝑏

−𝛾𝑧
𝜕𝜓ℎ 𝐸𝑦
𝐻𝑥 = −𝛾𝑒 =
𝜕𝑥 𝑍𝑇𝐸
𝜕𝜓ℎ 𝐸𝑥
𝐻𝑦 = −𝛾𝑒 −𝛾𝑧 =−
𝜕𝑦 𝑍𝑇𝐸
𝐻𝑧
𝑚𝜋 𝑛𝜋
= 𝐻0 cos 𝑥 𝑐𝑜𝑠 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧
Não havendo perdas (𝛾 = 𝑗𝛽), têm-se:

𝑗𝑛𝜋𝛽 𝑚𝜋 𝑛𝜋 −𝑗𝛽𝑧
𝐸𝑥 = 𝐸0 cos 𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑦 𝑒
𝑏𝑘𝑐2 𝑎 𝑏
𝑗𝑚𝜋𝛽 𝑚𝜋 𝑛𝜋 −𝑗𝛽𝑧
𝐸𝑦 = − 𝐸 0 sen 𝑥 𝑐𝑜𝑠 𝑦 𝑒
𝑎𝑘𝑐2 𝑎 𝑏
𝐸𝑦
𝐻𝑥 = −
𝑍𝑇𝐸
𝐸𝑥
𝐻𝑦 =
𝑍𝑇𝐸
𝑚𝜋 𝑛𝜋
𝐻𝑧 = 𝐻0 cos 𝑥 𝑐𝑜𝑠 𝑦 𝑒 −𝑗𝛽𝑧
𝑎 𝑏
Sendo :
𝜔𝜇
𝐸0 = 𝐻0
𝛽
3.4.3. Modo E (TM)
• Para se obter os campos electromagnéticos que se propagam, nos modos
𝑇𝑀𝑚𝑛, dentro de um guia rectangular, resolve-se a equação diferencial
(∇2𝑡 ψ𝑒 + 𝑘𝑐2 ψ𝑒 = 0). cuja solução fornece o comportamento dos campos
no plano transversal à direcção de propagação.

• A solução fornece o comportamento dos campos no plano transversal


à direcção de propagação.
Portanto, de (𝑬𝒛 = 𝑘𝑐2 ψ𝑒 𝑒 −𝛾𝑧 𝒂𝒛 ) conclui-se que:

𝜓𝑒 |(𝑥=0, 𝑥=𝑎) = 0

𝜓𝑒 |(𝑦=0, 𝑦=𝑏) = 0
• Utilizando o método da separação das variáveis em (∇2𝑡 ψ𝑒 + 𝑘𝑐2 ψ𝑒 = 0)
e aplicando-se as condições de contorno, obtém-se a solução do tipo:

𝐸0
𝜓𝑒 𝑥, 𝑦 = 2 sen 𝑘𝑥 𝑥 sen 𝑘𝑦 𝑦
𝑘𝑐

Onde 𝑘𝑥 e 𝑘𝑦 são fornecidos pelas equações (57) e (58) respectivamente.

O comprimento de onda de corte e a frequência de corte continuam sendo dados pelas


equações (60) e (61), respectivamente. Enquanto as componentes dos campos são
obtidas de:
𝜕𝜓𝑒 𝑛𝜋𝛾 𝑚𝜋 𝑛𝜋
𝐻𝑥 = 𝑗𝜖𝜇𝑒 −𝛾𝑧 = 2 𝐻0 sen 𝑥 𝑐𝑜𝑠 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧
𝜕𝑦 𝑏𝑘𝑐 𝑎 𝑏

−𝛾𝑧
𝜕𝜓𝑒 𝑚𝜋𝛾 𝑚𝜋 𝑛𝜋 −𝛾𝑧
𝐻𝑦 = −𝑗𝜔𝜖𝑒 =− 𝐻0 cos 𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑦 𝑒
𝜕𝑥 𝑎𝑘𝑐2 𝑎 𝑏

−𝛾𝑧
𝜕𝜓𝑒
𝐸𝑥 = −𝛾𝑒 = 𝑍𝑇𝑀 𝐻𝑦
𝜕𝑥

𝜕𝜓𝑒
𝐸𝑦 = −𝛾𝑒 −𝛾𝑧 = −𝑍𝑇𝑀 𝐻𝑥
𝜕𝑦

𝑚𝜋 𝑛𝜋
𝐸𝑧 = 𝐸0 sen 𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑦 𝑒 −𝛾𝑧
𝑎 𝑏
Não havendo perdas (𝛾 = 𝑗𝛽), têm-se:

𝑗𝑛𝜋𝛽 𝑚𝜋 𝑛𝜋 −𝑗𝛽𝑧
𝐻𝑥 = 𝐻0 sen 𝑥 𝑐𝑜𝑠 𝑦 𝑒
𝑏𝑘𝑐2 𝑎 𝑏
𝑗𝑚𝜋𝛽 𝑚𝜋 𝑛𝜋 −𝑗𝛽𝑧
𝐻𝑦 = − 𝐻 0 cos 𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑦 𝑒
𝑎𝑘𝑐2 𝑎 𝑏
𝐸𝑥 = 𝑍𝑇𝑀 𝐻𝑦
𝐸𝑦 = −𝑍𝑇𝑀 𝐻𝑥
𝑚𝜋 𝑛𝜋
𝐸𝑧 = 𝐸0 sen 𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑦 𝑒 −𝑗𝛽𝑧
𝑎 𝑏
Sendo :

𝛽
𝐸0 = 𝐻0
𝜔𝜖
• Observa-se nas equações acima que, os modos 𝑇𝑀𝑚0 e 𝑇𝑀0𝑛 não
existem;
• pois basta 𝑚 ou 𝑛 ser igual a zero para que todas as componentes dos
campos sejam nulas.
• Sendo assim, o menor modo TM possível de se propagar num guia
de secção transversal rectangular é o modo TM11 (modo
dominante).