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ESTUDO DE IMPACTOS

AMBIENTAIS EM PORTOS

2017
INTRODUÇÃO

 Licenciamento Ambiental
 Lei nº 6.938/2001;
 Um dos instrumentos da PNMA;

 Estudo de Impacto Ambiental


 Resolução CONAMA 01/1986;
 Quantificação dos impactos ambientais, econômicos e sociais em um
determinado ambiente
PORTOS

 Instalações à beira de rios, lagos, mares;


 Tipos de portos
 Marítimos;
 Hidroviários;
 Comerciais;
 Turísticos;
 Industriais;
 Pesqueiros;
 De armazenagem;
 Podem ser:
 Locais, regionais, estaduais, internacionais.
PORTO DE SANTOS

Marítimo;
Internacional;
Grande tráfego de
passageiros
 1,1 milhão/ano
Carga anual de
toneladas
 96 milhões
Dono: Governo
brasileiro.
ETAPAS DO ESTUDO DE Definições e
IMPACTO AMBIENTAL EM exemplos
práticos
PORTOS
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

 Identificação do empreendedor;
 Identificação da empresa de consultoria responsável pelo
EIA/
 Identificação da equipe responsável pela elaboração do EIA.
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

 Descrição da atividade a ser realizada;


 Objeivos e justificativas.
 Dispositivos normativos do Licenciamento Ambiental
 Legislações que orientam o EIA.
CANTEIRO NÁUTICO E NAVAL DE ARATU (BA)

 Objetivo primordial: Atração de indústrias da cadeia produtiva


naval/of fshore, especialmente nos setores de óleo e gás, e
indústrias capazes de apoiar esses empreendimentos
primários;
 Atrair empresas prestadoras de serviços e indústrias de
médio e grande porte, além de inserir as comunidades do
norte da Baía de Todos os Santos na economia formal,
mediante a geração de mais de 9.000 empregos diretos.
PORTO PONTAL DO PARANÁ
TERMINAL PORTUÁRIO PRESIDENTE KENNEDY
ALTERNATIVAS LOCACIONAIS

O empreendimento/órgão público interessado no


empreendimento apresenta qual a localização do projeto, e
concomitantemente apresenta alternativas locacionais, caso
não haja viabilidade da proposta inicial.
 Para a escolha da localidade, os interessados no projeto
avaliam:
 A estratégia necessária para a implantação e operação;
 As interfaces com os elementos do meio ambiente;
 As questões relativas à operacionalidade logística;
 A acessibilidade terrestre e fluvial a fim de evitar custos adicionais.
 Alguns empreendimentos levam em consideração nesse
quesito a possibilidade de posterior expansão.
 Terminal de contêineres de Paranaguá.
ARTERNATIVAS LOCACIONAIS

 Porto da Brasken
ALTERNATIVAS LOCACIONAIS

 Canteiro Náutico e Naval de Aratu


ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS

 São abordadas as alternativas operacionais do


empreendimento que gerem o menor impacto ambiental
possível.
 A escolha de alternativas tecnológicas aborda os seguintes
princípios: da educação, capacitação e comprometimento de
trabalhadores, fornecedores e a sociedade civil; registro de
situações críticas para constante sistematização e
aperfeiçoamento de procedimentos; Sustentabilidade nas
dimensões econômica, ambiental e social; e ecoeficiência das
operações.
 Base Portuária do E&P no Espírito Santo, cujo responsável pelo
empreendimento foi a Petrobrás.
TERMINAL DE CONÊINERES DE PARANAGUÁ

 Foi feito um estudo geotécnico e foi constatado que este era


constituído de extrato de sedimentos.
 Descartou-se a tecnologia de estruturas de gravidade,
bastante usada em portos no Brasil;
 Optou-se pela implantação de estacas cravadas
 Utilização de maquinário de menor porte;
 Preservação da qualidade do ar, com utilização de máquinas de
menor porte;
 Evitou-se grandes impactos com vibrações;
 Construção mais rápida e econômica;
 Funcionará como quebra-ondas;
 Potencial para se tornar um recife artificial;
ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS

 Porto da Braskem
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

CARACTERIZAÇÃO
DO
EMPREENDIMENTO
ÁREA DE
INFORMAÇÕES INFLUÊNCIA
GERAIS
EIA DIAGNÓSTICO
AMBIENTAL

ANÁLISE DOS
PROGRAMA DE IMPACTOS
MONITORAMENTO AMBIENTAIS

MEDIDAS
MITIGADORAS
RIMA
Fonte: KEMERICH, 2016.
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

 ÁREA DE INFLUÊNCIA (AI)


 Limitação geográfica das áreas:
 diretamente afetada (ADA)
 impacto direto (AID)
 Impacto indireto (AII)
 Considerar a bacia hidrográfica como marco referencial para
delimitação da ADA;
 Apresentar justificativas e metodologias para os levantamentos
de dados;
 Ferramentas SIG auxiliam na representação dos dados obtidos
através dos levantamentos.
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI
 Caracterização do ambiente natural antes da implantação do
projeto, considerando:
 as variáveis suscetíveis em função todas as fases do projeto;
 os fatores ambientais físicos, biológicos e sócio econômicos de
acordo com o tipo e porte do empreendimento;
 informações cartográficas com as AI’s em escalas compatíveis
com o nível de detalhamento dos fatores ambientais
considerados.
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI
 Meio físico: subsolo, água, ar e o clima
 condições meteorológicas;
 qualidade do ar;
 níveis de ruído;
 caracterização geológica e geomorfológica;
 recursos hídricos:
 hidrologia superficial;
 hidrogeologia;
 qualidade das águas;
 usos das águas.
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI
 Meio biológico e os ecossistemas naturais: fauna e
flora
 Ecossistemas terrestres
 descrição da cobertura vegetal
 descrição geral das inter-relações fauna-fauna e fauna-flora
 Ecossistemas aquáticos
 mapeamento da populações aquáticas
 identificação de espécies indicadoras biológicas
 Ecossistemas de transição
 banhados, manguezais, brejos, pântanos, etc .
 Identificação de Áreas de Preservação.
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI
 Meio Sócio Econômico
 Dinâmica populacional;
 Uso e ocupação do solo;
 Nível de vida;
 Estrutura produtiva e de serviços;
 Organização social.
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

 ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS


 I dentificação,
valoração e interpretação dos prováveis impactos em
todas as fases do projeto e para cada um dos fatores ambientais
pertinentes.
 De acordo com a AI e com os fatores ambientais considerados, o impacto
ambiental pode ser:
 direto e indireto;
 benéfico e adverso;
 temporários, permanentes e cíclicos;
 imediatos, a médio e a longo prazo;
 reversíveis e irreversíveis
 locais e regionais

 Lei nº 7.661, de 16 de março de 1988


 Decreto nº 5300 de 07 de dezembro de 2004
 Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC).
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 Segundo a Resolução CONAMA nº 01/1986 Impacto ambiental


pode ser definido como:
 “qualquer alteração causada no meio ambiente, positiva ou negativa,
provocada por uma ação humana que afete, direta ou indiretamente,
a saúde, a segurança e o bem-estar da população, as atividades
sociais e econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do
meio ambiente, e a qualidade dos recursos ambientais”

 A avaliação de impactos ambientais tem como objetivo


fundamental identificar e quantificar os efeitos sobre o meio
ambiente causados por uma atividade ou instalação existente
ou por um projeto, assim como estabelecer sua
hierarquização para possibilitar a definição das ações
voltadas à gestão ambiental, sendo este um instrumento da
Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981).
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 IDENTIFICAÇÃO DE POSSÍVEIS IMPACTOS


 Diversos são os métodos existentes e reconhecidos em bibliografias
especializadas para a determinação de possíveis impactos gerados por
um certo empreendimento, tais como:
 Ad hoc;
 Check list;
 Matrizes de interações;
 Redes de interações.

 No EIA do Terminal de Uso Privativo da Braskem, a metodologia


adotada para a identificação e avaliação dos impactos
ambientais foi realizada utilizando-se uma matriz de interação,
elaborada a partir de análises bidimensionais, relacionando as
ações/atividades do empreendimento em suas diferentes fases
(implantação e operação) com os fatores ambientais correlatos
dos meios físico, biótico e antrópico.
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 Matriz de Interação do Terminal de Uso Privativo da Braskem.


AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 Os critérios de classificação e avaliação dos impactos


ambientais foram:
 NATUREZA – positivo / negativo;
 INTENSIDADE – baixa / média / alta;
 IMPORTÂNCIA – baixa / média / alta;
 DURAÇÃO – temporário / permanente;
 REVERSIBILIDADE – reversível / irreversível;
 ABRANGÊNCIA – direta / indireta;
 MITIGAÇÃO – mitigável / não mitigável;
 OCORRÊNCIA – certa / risco ambiental;
 EXTENSÃO – local / regional / estratégico;
 FASE – implantação / operação.
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 FASES DO EMPREENDIMENTO

 É importante que os impactos previstos sejam avaliados para cada


fase do empreendimento, relacionando-os com os meios físico,
bióticos e socioeconômicos, tornando mais específicas e eficazes as
propostas de gestão.

PLANEJAMENTO INSTALAÇÃO OPERAÇÃO DESATIVAÇÃO


AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 O Porto Pontal do Paraná analisou o planejamento do


empreendimento e verificou tanto impactos negativos, como o
dano material e moral a população que morava na área
diretamente afetada (ADA) devido a sua remoção, quanto
positivos, como a atração de investimentos em atividades
econômicas no município.
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 O Terminal Pesqueiro Popular de Belém, por sua vez,


identificou impactos causados na fase de desativação do
empreendimento, como exemplificado pela matriz a seguir.
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 MEDIDAS DE MITIGAÇÃO E PROPOSTAS DE PROGRAMAS DE


GESTÃO.
 Para cada impacto ambiental avaliado, foi identificada e proposta
medidas e ações necessárias para evitar, minimizar e/ou compensar
os impactos negativos, ou potencializar os impactos positivos.

 As medidas apresentadas para o Porto da Braskem foram


descritas quanto ao componente ambiental afetado, à fase do
empreendimento em que será implementada, o efeito
esperado de sua eficiência (baixa, para os impactos mais
difíceis de mitigação, média ou alta, para os impactos de fácil
mitigação) e o agente executor, com definição de
responsabilidades.
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

 Porto da Braskem
ANÁLISE INTEGRADA E PROGNÓSTICO
AMBIENTAL
 A análise integrada consiste em estabelecer as possíveis
relações de interdependência existentes entre os meios
físicos, bióticos e socioeconômicos, de maneira conjunta,
permitindo assim a visualização de cenários distintos ao
longo do empreendimento linear, que caracterizam as
fragilidades ambientais (ou socioambientais) e as
potencialidades benéficas, considerando a obra, o projeto, a
operação e suas particularidades.

 A partir de uma variável relevante são construídas inter-


relações existentes entre os meios físico, biótico e antrópico
quando julgadas significativas ao estudo e aos propósitos da
análise integrada.
ANÁLISE INTEGRADA E PROGNÓSTICO
AMBIENTAL
 Os objetivos da análise integrada contemplam:
 Resgatar de forma sintética as características de cada meio gerando
variáveis relevantes;
 Identificar relações de dependência ou sinergia entre estas variáveis;
 Apontar as principais tendências evolutivas do patrimônio natural, da
antropização e das condições socioeconômicas da região;
 Identificar as áreas que apresentam maior sensibilidade às etapas
do empreendimento, permitindo direcionar planos e programas
ambientais;
 Subsidiar o levantamento e a avaliação de aspectos e impactos
ambientais.
ANÁLISE INTEGRADA E PROGNÓSTICO
AMBIENTAL
 No EIA da obra de ampliação do Cais do Porto de Paranaguá
foi realizada a análise integrada a seguir.
CONCLUSÕES

 Necessidade de uma equipe técnica multidisciplinar;

 Considerar todas as fases do empreendimento;

 Analisar ciclos temporais completos;

 Trabalho minucioso e detalhado;

 Idealização e implantação de medidas mitigadoras para


balancear o custo benefício.

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