Você está na página 1de 70

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP)

GERAÇÃO

TRANSMISSÃO

DISTRIBUIÇÃO
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA NO TRABALHO

Ao falar da importância da segurança no trabalho, é fundamental estudar


o binômio HOMEM X AMBIENTE de trabalho, além de reconhecer,
avaliar e controlar os riscos que possam afetar a saúde dos
trabalhadores.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Ao considerar a necessidade de se atuar sobre a prevenção e redução dos


riscos para a saúde do trabalhador, a organização internacional do trabalho (OIT)
declarou um princípio que estabelece:

“Segurança e higiene no trabalho são conceitos indivisíveis e


deverão ser tratados como dois aspectos de um mesmo problema,
isto é, o da proteção dos trabalhadores.”
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Sempre foi feito assim

Ordens são para serem cumpridas!!!

Tenho 20 anos de experiência!!!

A teoria não funciona!!!

As medidas de segurança são impraticáveis!

O EPI é inviável neste serviço

PARTINDO DE QUEM DESCONHECE AS


NORMAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Os programas de proteção para a saúde dos trabalhadores devem, pois, ser


planejados levando-se em conta:

● A prevenção de acidentes A proteção e conservação


e doenças profissionais da saúde em seu sentido
mais amplo.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

A responsabilidade destas ações


recaem no trinômio

ESTADO X EMPRESA X TRABALHADOR,

já que os efeitos sobre a saúde dos


mesmos se manifestam nesses três
componentes.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Diante disso, o governo estabeleceu que

as empresas estão obrigadas a dispor de serviços especializados de


segurança, higiene e medicina do trabalho.

O propósito é evitar acidentes, doenças ocupacionais e, em


conseqüência, as perdas que esses agentes podem ocasionar.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

O trabalhador deve
cumprir sua parte,
lembrando que qualquer
acidente resulta em:
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
DEFINIÇÃO CONTIDA NO GLOSSÁRIO

DA NR-10

Risco

Capacidade de uma grandeza


com potencial para causar
lesões ou danos à saúde das
pessoas.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
DEFINIÇÃO CONTIDA NO GLOSSÁRIO DA
NR-10

Perigo

Situação ou condição de risco


acentuado com possibilidade
de causar lesão física ou dano
à saúde das pessoas por
ausência de medidas de
controle.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Além da responsabilidade, é
um ato de consciência do
trabalhador e dever do
empregador, entender a
segurança no trabalho como
um conceito de preservação
de vidas.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Dados estatísticos de acidentes
de origem elétrica
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Dados estatísticos de acidentes de origem elétrica
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Dados estatísticos de acidentes de origem elétrica
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Acidentes no setor de telecomunicações
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Acidentes no setor de telecomunicações
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Acidentes no setor de telecomunicações
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Funções básicas da segurança no trabalho:

Manter um registro de acidentes, com as estatísticas


atualizadas;

Estabelecer um sistema de inspeção para a execução das


recomendações;

Investigar, discutir e informar sobre os acidentes ocorridos,


para se evitar sua repetição;

Estudar permanentemente as condições de trabalho que


ofereçam maior risco de acidentes, para se decidir de que
forma elas devem ser corrigidas;
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Funções básicas da segurança no trabalho:

Elaborar programas educativos para se criar uma


consciência de segurança entre os trabalhadores;

Estabelecer um programa preventivo e de controle em


casos de incêndio;

Estabelecer um programa de treinamento para primeiros


socorros;

Participar efetivamente da CIPA;

Estabelecer as medidas para se administrar e dar


manutenção nos EPI’s;
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO
Funções básicas da segurança no trabalho:

Estabelecer programas de sinalização, dinâmica de cores e manutenção


(ordem e limpeza);

Estabelecer regulamentos de segurança de acordo com o tipo de indústria


e adequados às exigências legais

Divulgar a segurança através de painéis, cartazes, quadros de avisos etc;

Estimular os trabalhadores para apresentar idéias e sugestões de modo


a melhorar a segurança, premiando as idéias práticas, estabelecendo, se
possível, programas de prêmios de incentivo.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

DINÂMICA DE APRENDIZADO ORIENTAÇÕES

1. Nas figuras apresentadas a seguir, pode-se observar


presença da eletricidade.

2. Supondo-se que em todas elas os circuitos estejam


energizados, anotar as não conformidades presentes, que
de uma forma ou de outra podem afetar a segurança pessoal.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 1
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 1

O Excessivo número de
tomadas conectadas em um
único ponto de utilização do
circuito pode ocasionar
sobrecarga, aquecimento e
um consequente curto-
circuito.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 2
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 2
Atividade nas proximidades de
um circuito energizado sem a
devida atenção.

O risco do curto-circuito é
inevitável.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 3
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 3
Uma instalação elétrica
inadequada é um perigo
constante para pessoas que
estejam envolvidas ou não com a
eletricidade.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 4
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 4
Uma operação nas proximidades
de um painel elétrico energizado
exige EPI's adequados

(ex.: roupas especiais, máscaras


de proteção e luvas).
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 5
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 5
Uma sala com
equipamentos
elétricos energizados
não combina com
depósito ....
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 6
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 6

Vegetação e árvores na faixa de


servidão de redes elétricas
aéreas contribuem para
situações de insegurança
(queimadas, curto-circuitos etc.).
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 7
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 7

Condutores elétricos lançados no


piso sem a menor proteção.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 8
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 8

Polia da correia de acionamento


com a tampa de proteção fora de
posição.
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 9
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

Figura 9

Embora o operador esteja


utilizando corretamente os EPI´s,
seu auxiliar não está.
CONCEITOS
BÁSICOS DE
ELETRICIDADE
CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

CORRENTE ELÉTRICA

Trata-se do fluxo "ordenado" de partículas portadoras de carga elétrica, ou


também, é o deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe uma
diferença de potencial elétrico entre as extremidades. A corrente elétrica,
segundo o SI, é medida em Ampère (A).
CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

RESISTÊNCIA ELÉTRICA

A capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica


mesmo quando existe uma diferença de potencial aplicada. Seu cálculo é dado
pela Primeira Lei de Ohm, e, segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), é
medida em ohms (Ω).
CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

TENSÃO ELÉTRICA

Tensão elétrica (denotada por ∆V), também conhecida como diferença de


potencial (DDP), é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos ou a
diferença em energia potencial elétrica por unidade de carga elétrica entre dois
pontos. Sua unidade de medida é o Volt – homenagem ao físico italiano
Alessandro Volta.
CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

POTÊNCIA ELÉTRICA

A potência elétrica dissipada por um condutor é definida com a quantidade de


energia térmica que passa por ele durante uma quantidade de tempo. A unidade
utilizada para energia é o Watt (W).
CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE
PREFIXOS UTILIZADOS PARA IDENTIFICAR MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS

Por exemplo: em vez de dizermos 1000Hz, dizemos 1kHz;

em vez de dizermos 0,001 A , dizemos 1 mA etc.


SISTEMA ELÉTRICO
DE POTÊNCIA (SEP)
SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP)

O que é o SEP?

A sigla SEP significa Sistema Elétrico de Potência, que conforme a norma


regulamentadora n° 10, regulamentada pela Portaria n° 3.214, de 8 de junho de
1978, trata-se:

GLOSSÁRIO NR 10:

“do conjunto de instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão,


medição e distribuição de energia elétrica.”
SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP)
GERAÇÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

No Brasil, grande parte da energia elétrica é gerada a partir de fontes hídricas, no


entanto, nos últimos anos, a matriz energética brasileira vem se tornando bem
diversificada com inclusão de energias renováveis com destaque para eólica e
biomassa.

Fontes Hídricas (Hidrelétricas): 61,34 %


Combustível Fóssil (Termelétricas): 17 %
Eólica: 6,28 %
Biomassa: 8,95%
Nuclear: 1,26 %
Importação: 5,17 %
Fonte: http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/OperacaoCapacidadeBrasil.cfm
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – ENERGIA EÓLICA

Energia eólica é produzida a partir


das forças dos ventos através da
utilização de aerogerados para
produzir eletricidade. Atualmente no
Brasil, o Ceará e a Paraíba são os
estados que mais tem investimento
para geração de energia elétrica a
partir dessa fonte de energia.
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – ENERGIA EÓLICA
Parques eólicos pelo Brasil Parque eólico
Alegria.
Guamaré (RN)
capacidade
151,9MW

Parque eólico
de Aracati
(CE)
capacidade
23,1 MW
Parque eólico Alto Sertão I. Catieté (BA) 184
aerogeradores. capacidade 293,6MW
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – ENERGIA EÓLICA
Parques eólicos pelo Brasil

Parque eólico Chapada do Piauí. Simões (PI) Parque eólico Vale dos Ventos. Mataraca (PB)
Capacidade 436 MW 60 aerogeradores. Capacidade 800 kW
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – ENERGIA SOLAR
Energia solar é o termo utilizado pela energia que
é proveniente da luz e calor do sol. Esse tipo de
energia é captada e convertida em energia
elétrica através de Módulos (Placas)
Fotovoltaicas.

Para uso residencial, pode-se utilizar o sistema e


ficar ao mesmo tempo conectado a rede da
concessionária (On-Grid) ou simplesmente se
desconectar da rede elétrica pública (Off-Grid).
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – ENERGIA SOLAR
No Brasil ainda existem poucas usinas de
grande porte para produção em massa de
energia solar. Existe por parte do governo um
incentivo fiscal, como a isenção de cobrança de
ICMS para que produzir energia solar, afim de
incentivar o consumidor residencial a migrar
para essa forma de geração aos poucos.

21 Estados já aderiram a isenção da cobrança


de ICMS.

https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/
2016/08/21-estados-ja-aderiram-convenio-que-
isenta-geracao-distribuida-de-icms/30123
Usina Solar em Paragominas (PA) capacidade 75kVA
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – TERMOELÉTRICA

Energia termoelétrica é produzida por centrais cujo funcionamento ocorre a partir


da geração de calor resultante da queima de combustíveis sólidos, líquidos ou
gasosos. O custo da energia gerada é mais elevado do que da fonte hidráulica
devido a compra de combustível e cuidados com o meio ambiente na geração.
Esse custo é repassado ao consumidor através das bandeiras tarifárias.

Usina Termoelétrica de Itaqui (MA) Capacidade 360 MW


GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – HIDRELÉTRICAS
A fonte de energia hidráulica é a mais
utilizada para gerar energia no Brasil.
Através de hidrelétricas, a energia
potencial dos desníveis dos rios é
aproveitada para movimentar turbinas
conectadas a grandes geradores.

O Brasil tem 3 usinas hidrelétricas entre


as 10 maiores do mundo: Itaipu (2°), Belo
Monte/PA (3°) e Tucurui/PA (5°).
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – HIDRELÉTRICAS

Usina Hidrelétrica de Tucurui/PA. Rio Tocantins. Capacidade Instalada 8.370 MW


GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – HIDRELÉTRICAS

Usina Hidrelétrica Belo Monte, Altamira/PA. Rio Xingu. Capacidade Instalada 11.233,1 MW
TRANSMISSÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA
TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
No Brasil, o sistema de geração de
energia das diferentes regiões é
interligado através do Sistema Interligado
Nacional (SIN).

O Sistema Interligado Nacional é formado


pelas empresas das regiões Sul, Sudeste,
Centro-Oeste, Nordeste e parte da região
Norte. Apenas 1,7% da energia requerida
pelo país encontra-se fora do SIN, em
pequenos sistemas isolados localizados
principalmente na região amazônica.

http://www.ons.org.br/
TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

Linhões de transmissão de Tucurui. Tensão: 500 kV


TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
As subestações compõem o sistema de
transmissão de energia elétrica junto com
as linhas de transmissão. A SEs tem
várias funções dependendo da
necessidade da transmissão de energia.
Estas podem elevar a tensão para
possibilitar a transmissão de energia por
quilômetros com perdas pequenas.
Servem também para abaixar a tensão a
medida que as linhas chegam próximo
dos centros de distribuições.
Subestação Itacaiunas, Marabá/PA.
TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
Os ensaios de estruturas para as
linhas de transmissão e
subestações são realizados em
Laboratórios de Alta Tensão. Na
cidade de Belém/PA estão
localizados dois desses
Laboratórios: um no Parque de
Ciência e Tecnologia e outro no
Centro de Tecnologia da
Eletronorte Miramar.
DISTRIBUIÇÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA
DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

A distribuição se caracteriza como o segmento do setor elétrico dedicado ao


rebaixamento da tensão proveniente do sistema de transmissão, à conexão de
centrais geradoras e ao fornecimento de energia elétrica ao consumidor.
DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
O sistema de distribuição é composto pela rede
elétrica e pelo conjunto de instalações e
equipamentos elétricos que operam em níveis
de alta tensão (superior a 69 kV e inferior a 230
kV), média tensão (superior a 1 kV e inferior a
69 kV) e baixa tensão (igual ou inferior a 1 kV).

Atualmente, o Brasil possui 101 distribuidoras


de energia elétrica, sendo 63 concessionárias e
38 permissionárias, além de 13 cooperativas de
eletrização rural que atuam sob autorização
precária e estão em processo de regularização
para serem concessionárias ou permissionárias.
Professor Engenheiro Mestre Roberto Failache