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EMULSÕES

Profª Gabriela V. Pazin


DEFINIÇÕES

Dispersão, constituída de duas fases


líquidas imiscíveis, em que finas gotículas
de um líquido são dispersas no outro
(Prista, et al).
DEFINIÇÕES

FARMACOPEIA BRASILEIRA V ed.:


 EMULSÃO: É a forma farmacêutica líquida de
um ou mais princípios ativos que consiste de
um sistema de duas fases que envolvem pelo
menos dois líquidos imiscíveis e na qual um
líquido é disperso na forma de pequenas gotas
(fase interna ou dispersa) através de outro
líquido (fase externa ou contínua).
Normalmente é estabilizada por meio de um ou
mais agentes emulsificantes.
DEFINIÇÕES
FARMACOPEIA BRASILEIRA V ed.:
CREME: É a forma farmacêutica semissólida
que consiste de uma emulsão, formada por uma
fase lipofílica e uma fase hidrofílica. Contém um
ou mais princípios ativos dissolvidos ou
dispersos em uma base apropriada e é
utilizada, normalmente, para aplicação externa
na pele ou nas membranas mucosas.
EMULSÃO

Fase Interna/ Dispersa ou Descontínua;


Fase Externa / Dispersante ou Contínua;
Tensoativo ou Agente Emulsivo;
EMULSÃO

aquecimento
APLICAÇÕES E FINALIDADES

Mascarar sabor ou textura desagradável


de alguns fármacos;
Formular medicamentos hidrossolúveis e
lipossolúveis juntos;
Administração de óleos e gorduras via
endovenosa para nutrição parenteral;
Permite veicular fármacos irritantes na
fase interna da emulsão;
TIPOS DE EMULSÕES
Quanto à fase interna:
A/O (fase interna água/ fase externa óleo);

O/A (fase interna óleo/ fase externa água);

Múltiplas O/A/O e A/O/A


(fase interna é uma emulsão);
TIPOS DE EMULSÕES

EMULSÕES O/A:
A fase interna é oleosa ou lipofílica;
A fase externa é aquosa ou hidrofílica;
Promove uma sensação menos oleosa e de
frescor;
Rápida absorção/ evaporação;
Sai facilmente com a água.
Água

Gotícula de Óleo

Tensoativo
TIPOS DE EMULSÕES
EMULSÕES A/O:
A fase interna é aquosa ou hidrofílica;
A fase externa é oleosa ou lipofílica;
Promove maior sensação de oleosidade;
Mais difícil a remoção pela água;

Óleo
Água

Tensoativo
TIPOS DE EMULSÕES
 EMULSÕES MÚLTIPLAS:
 São emulsões em que a fase interna contém finas gotículas de
uma outra emulsão;
 Podem ser do tipo:
 A/O/A (água-óleo-água);
 O/A/O (óleo-água-óleo);
 Tem interesse em sistemas de liberação retardada de
fármacos;
 Aplicação em produtos cosméticos;
 Técnica para a microencapsulação de fármacos lipofílicos,
peptídeos e proteínas;
 Usada para separar fármacos incompatíveis;
 Mascarar sabor desagradável de alguns fármacos.
EMULSÕES MÚLTIPLAS

Esquema básico de uma emulsão O/A/O

Tensoativo (alto
EHL)
Fase mais
externa oleosa
Fase mais
Fase interna oleosa
intermediária
(emulsão O/A)
Tensoativo
(baixo EHL)
Emulsões múltiplas

Esquema básico do preparo de uma emulsão A/O/A

Mistura Mistura

Fase aquosa Emulsão A/O/A


Óleo + tensoativo Emulsão A/O
com EHL baixo
Tensoativo hidrofílico em água
A
Etapa 1- formação emulsão A/O Etapa2- formação emulsão A/O/A
TIPOS DE EMULSÕES
EMULSÕES MÚLTIPLAS
Sistema no qual existem simultaneamente
as emulsões O/A e A/O.
Tipos: glóbulos da fase aquosa suspensos
A/O/A na fase externa oleosa, que contém
parte do óleo disperso no interior da
água.

glóbulos da fase oleosa suspensos


O/A/O em água, que contém glóbulos
dispersos de solução oleosa

São instáveis, devido a variedade de fases


EMULSÕES MÚLTIPLAS

 Fatores que devem ser considerados no preparo:


Agente emulsificante;
Efeito dos volumes das fases s/ formação e estabilidade
dos sistemas;
Efeito das proporções de emulsificantes na fase 1
(primeira etapa, emulsão A/O e na fase 2 (segunda etapa,
fase aquosa contendo o emulsificante hidrofílico);
Efeitos do procedimento na formação e na estabilidade
dos sistemas (agitação, temperatura);
Presença de eletrólitos;
TIPOS DE EMULSÕES
 Quanto ao tamanho da Fase Interna:

Nanodispersão Tamanho Gotícula


/nm
Micelas (sist. Solubliz.) 5 – 20
Vesículas 10 – 40
Microemulsões (transp.) 5 – 10
Microemulsões (translúc.) 10 – 50
Nanoemulsões 20 – 200
Fonte: TADROS & KESSEL, 08/2004.
MICROEMULSÕES

MICROEMULSÕES:
Consistem em sistemas homogêneos e
transparentes ou translúcidos;
Apresentam altas concentrações de
emulsificantes;
Formam-se quase que espontaneamente
quando os componentes são adicionados em
proporções apropriadas;
Sistemas termodinamicamente estáveis;
MICROEMULSÕES
MICROEMULSÕES:
Podem ser do tipo A/O ou O/A

Propriedades semelhantes a um sistema


micelar;
MICROEMULSÕES

Vantagens:
•Absorção oral mais rápida e eficiente;
•Aumentam a biodisponibilidade de fármacos poucos
solúveis em água através da incorporação destes em fase
oleosa (Ex.: Ciclosporinas uso oral)
•Melhor absorção transdérmica;
•Aplicação no desenvolvimento de eritrócitos artificiais;
•Direcionamento de medicamentos citotóxicos;
CONSISTÊNCIA DAS EMULSÕES

Líquidas
Oral, parenteral e tópica

Semissólidas
Loções- tópicas
Cremes- tópicas
USO DAS EMULSÕES
Uso Interno:
• Oral - O/A
• I. V. - O/A
• I. M. - O/A ou A/O
Uso Externo:
• Tópico - O/A ou A/O
• Transdérmico - 0/A ou A/O
Escolha do tipo /fase / absorção na pele:
• A/O -maior uniformidade;
• O/A - retirada mais facilmente;
• Aplicação transdérmica: reduzir tamanho de
partícula;
CONSIDERAÇÕES GERAIS

Dependendo da viscosidade, podem ser


líquidas ou semi-sólidas;
Para uso tópico: importância da textura;
Devem exibir propriedades reológicas de
plasticidade/ pseudoplasticidade e tixotropia;
Para produtos aplicados externamente,
grande variedade de consistência é tolerada;
 Emulsões de alta viscosidade aparente:
“cremes”.
TEORIAS DA EMULSIFICAÇÃO

Tentativa de explicar como os emulgentes


promovem a emulsificação e mantêm a
estabilidade da emulsão.
Teoria da Tensão da Superfície de
Emulsificação: o uso de emulgentes diminui
a tensão interfacial entre dois líquidos
imiscíveis, reduzindo a força repelente e a
atração entre suas próprias moléculas;
Tensoativos ou agentes molhantes.
TEORIAS DA EMULSIFICAÇÃO
Teoria da Tensão da Superfície de Emulsificação:
TEORIAS DA EMULSIFICAÇÃO
Teoria do Filme Interfacial: o emulgente
encontra na interface entre óleo e água, ao
redor das gotas da fase interna, como um
filme adsorvido;
Os emulsionantes reduzem a tensão interfacial
e mantém a separação das gotículas da fase
interna através da formação de uma barreira
interfacial.
A estabilidade da emulsão depende das
propriedades do emulsificante e do filme
interfacial formado.
Emulsões

Teorias da emulsificação

Processo
de Energia Mecânica
emulsificação Energia Térmica

TA + Temperatura + Agitação Agitação

A
COMPONENTES DA EMULSÃO

Fase Oleosa;
Fase Aquosa;
Agentes Emulsivos;
Adjuvantes:
Antioxidantes
Umectantes
Conservantes
Estabilizantes
COMPOSIÇÃO DAS EMULSÕES
 FASE OLEOSA:
Óleos Vegetais: soja, amendoim, amêndoas, algodão,
semente de uva, macadâmia, girassol, outros;

Ésteres graxos (MIP):

Ácidos graxos;

Álcoois graxos;

Silicones;

Ceras de Abelhas e Carnaúba;


COMPOSIÇÃO DAS EMULSÕES
 FASE AQUOSA:
Veículo: Água
 Deve ser purificada
 Livre de íons como Ca+ e Mg+ (desestabilizam a emulsão0
 Nesta fase devem ser solubilizados todos os componentes
hidrossolúveis da formulação;
Umectantes:
 Poliálcoois (glicerina, propilenoglicol, polietilenoglicol)
COMPONENTES DAS EMULSÕES
 Agentes Emulsificantes
Requisitos:
 Deve ser compatível com outras matérias-primas
 Não interferir na estabilidade/eficácia da substância ativa;
 Ser estável/ não se deteriorar após a preparação;
 Não apresentar toxicidade;
 Sem odor, sabor ou cores fortes;
 Ser capaz de produzir e manter a emulsificação;
AGENTES EMULSIVOS

Os Agentes Emulsificantes podem ser


divididos em 3 categorias:

Colóides Hidrofílicos;
Agentes tensoativos (surfactantes);
Sólidos finamente divididos;
AGENTES EMULSIVOS
Colóides Hidrofílicos:
São substâncias formadoras de filmes
multimoleculares ao redor das gotículas dispersas;
Contribuem também com a estabilidade das emulsões
por aumentar a viscosidade da fase externa;
Ex.: Polissacarídeos naturais ou semissintéticos:
goma arábica, goma adraganta, pectina, derivados da
celulose – carboximetilcelulose, hidroxietilcelulose,
etc.
Polímeros derivados do ácido acrílico (carbopóis),
Polímero do ácido acrílico com porção lipofílica
(Pemulen®)
AGENTES EMULSIVOS

Sólidos Finamente Divididos:


Estes podem ser adsorvidos na interface óleo-
água, formando um filme que previne a
coalescência das gotículas dispersas;
Auxiliam na formação de emulsões com boas
características de estabilidade e menos
susceptíveis à contaminação microbiológica;
Ex.: Bentonita, Silicato de Alumínio e Magnésio
(Veegun®), alumínio coloidal, hidróxido de
magnésio.
AGENTES EMULSIVOS
Tensoativos (Surfactantes):
Substâncias anfifílicas que possuem em suas
moléculas uma parte polar (grupamento hidrofílico)
e outra apolar (grupamento lipofílico);
São adsorvidos na interface O/A formando filmes
monomoleculares e reduzindo a tensão interfacial;
Apresentam ainda natureza iônica:
Catiônicos
Aniônicos
Anfotéricos
Não-Iônicos
AGENTES EMULSIVOS - Tensoativos
Tensoativos Aniônicos
Amplamente empregados em emulsões de uso
externo do tipo O/A;
Necessitam estar na forma ionizada para serem
efetivos e a emulsão formada estável em pH
alcalino
Baixo custo e alto poder detergente e alto EHL;
Apresentam toxicidade - uso externo;
Ex: sabões (sais de ácidos graxos + alcalinos fortes)
e os alquil sulfatos (lauril éter sulfato de sódio);
AGENTES EMULSIVOS - Tensoativos

 Tensoativos Catiônicos
Usados em emulsões O/A para uso externo;
As emulsões formadas são estáveis me pH ácido
Estáveis na forma ionizada, se passarem a forma
não-iônica, alteram a solubilidade (lipossolúvel);
Surfactantes catiônicos apresentam atividade anti-
bacteriana (ex.: cloreto de cetilpiridino);
Ex.: Geralmente compostos de amônio quaternário
(cloreto de cetil trimetil amônio) e ésteres
quaternários.
AGENTES EMULSIVOS - Tensoativos
Tensoativos Não-Iônicos
Grupo mais numeroso de tensoativos, estabilizam tanto
emulsões A/O quanto O/A, de uso interno ou externo;
Baixa toxicidade e irritabilidade;
Maior compatibilidade com substâncias ácidas ou
alcalina e menos sensíveis à variações de pH e
eletrólitos;
O tipo de emulsão formada depende do equilíbrio
hidrófilo-lipófilo (EHL) do tensoativo
Ex: ésteres de sorbitan (Spans), polisorbatos (Tweens),
éteres e ésteres de polietilenoglicóis, álcoois graxos
superiores e álcoois polivinílicos.
AGENTES EMULSIVOS - Tensoativos

Anfotéricos
Formam preferencialmente emulsões O/A e o
pH do meio determina a característica iônica do
tensoativo;
Parte polar aniônica e catiônica (dependendo
do pH);
Baixa irritabilidade tópica;
Ex: cocoamidopropil betaína
AGENTES EMULSIVOS – Origem
Natural
Materiais de origem natural e derivados
Lecitina de ovo/ Soja;
Polissacarídeos – pectina;
Goma arábica, Goma Adraganta;
Gelatina;
Caseína;
Polissacarídeos semi-sintéticos - CMC, HEC;
Substâncias contendo esteróis – lanolina;
 Desvantagens: variações na composição e propriedades
emulsificantes, crescimento microorganismos;
Escolha do Agente Emulsivo

Fatores que interferem na escolha:


Componentes ativos da formulação
(característica iônica);
Finalidade de uso da formulação (uso interno
ou externo)
Formulações orais líquidas: polissacarídeos naturais
e tensoativos não-iônicos;
Tensoativos catiônicos e aniônicos são
potencialmente irritantes – formulações uso externo;
Estabilidade da formulação;
SISTEMA E.H.L. (Equilíbrio Lipófilo-
Hidrófilo)
Finalidade: Escolha do Agente Emulsivo
Parâmetros para escolha de uma
emulsão:
O/A ou A/O?
estabilidade desejada sob armagenagem?
limitações de custo?
estável em algum pH específico?
equipamento disponível?
SISTEMA E.H.L / HLB

Griffin (1947): desenvolveu de forma


empírica um sistema que reflete a relação
entre a hidrofilia e lipofilia dos tensoativos;
Valor de E.H.L.: pode ser calculado desde
que a forma estrutural do tensoativo seja
conhecida;
EHL Alto (8-18) mais hidrofílico emulsão O/A;
EHL Baixo (3-6) mais lipofílico emulsão A/O;
Também atribui-se valores de EHL aos óleos da fase
Oleosa;
SISTEMA E.H.L.

Faixa EHL e sua aplicação

Faixa de EHL Aplicação

4-6 Emulsionantes A/O

7-9 Umectantes

8-18 Emulsionantes O/A

13-15 Detergentes

10-18 Solubilizante
SISTEMA E.H.L.

EHL e Solubilidade
10 10 10
0 20 0 20 0 20

O
A A O
O A

-Predominância de grupos -Predominância de grupos


-Grupos hidrofílicos e
LIPOFÍLICOS HIDROFÍCOS
lipofílicos balanceados
-EHL baixo -EHL alto
-EHL intermediário
-Emulsões A/O -Emulsões O/A
Tabela Valores de E.H.L.
Exemplos de valores de EHL para emulsificantes
Agente EHL
Diestearato de etilinoglicol 1,5
Triestearato de sorbitan (Span 65®) 2,1
Monoestearato de propilenoglicol 3,4
Triton X-15® 3,6
Monoestearato de sorbitan (Span 80®) 4,3
Monolaurato de dietilenoglicol 6,1
Monopalmitato de sorbitan (Span 40®) 6,7
Goma arábica 8,0
Éter laurílico de polioxietileno (Brij 30®) 9,7
Gelatina 9,8
Triton X-45® 10,4
Oleato de trietanolamina 12,0
Goma adraganta 13,2
Monoestearato de sorbitan (Tween 60®) 14,9
Monoestearato de sorbitan (Tween 80®) 15,0
Pluronic F 68® 17,0
Oleato de sódio 18,0
Oleato de potássio 20,0
Sulfato laurílico de sódio 40,0
CÁLCULOS DE E.H.L NO PREPARO DE
EMULSÕES

 Parafina líquida................35%
 Lanolina..............................1%
 álcool cetílico......................1%
 Sistema emulsivo................5%
 Água qsp...........................100%

Percentual da fase oleosa: 37%. Proporção cada componente é:

Parafina líquida...........35/37x 100= 94,6%


Lanolina.........................1/37x 100= 2,7%
álcool cetílico.................1/37x 100= 2,7%
CÁLCULOS DE E.H.L NO PREPARO DE
EMULSÕES
O número de EHL total requerido é obtido
da seguinte forma:

Parafina líquida (EHL=12):.......94,6/100 X 12= 11,4


Lanolina (EHL=10).....................2,7/ 100 X 10= 0,3
álcool cetílico (EHL=15).............2,7/100 X 15= 0,4
EHL total requerido...........................................= 12,1
CÁLCULOS DE E.H.L NO PREPARO DE
EMULSÕES
Combinação de agentes emulsivos
(a) monoleato de sorbitan (EHL= 4,3)
(b) monoleato de sorbitan polioxietileno
(EHL= 15)

A= 100 (X- EHLB)


(EHLA - EHLB)

Onde :
A= % (a)
B= % (b)
MÉTODOS DE PREPARO DAS
EMULSÕES
Depende da natureza de seus
componentes e do equipamento;
Utiliza-se agitação mecânica, misturador
mecânico (mixer), homogeinizador (tipo
bench), etc;
Em escala industrial são utilizados tanques
misturadores com capacidade de até
100.000L de produto/hora;
TÉCNICA GERAL DE PREPARO:
 Separar constituintes de fase aquosa e fase oleosa;
 Aquecer as fases até temperatura de 75-80ºC;
 Adicionar fase interna sobre fase externa, sob agitação;
 Demais componentes (exceto termolábeis) devem ser
dissolvidos antes da mistura, na fase em que são
solúveis;
 Emulsões O/A: podem ser obtidas pela técnica inversa
(F.A. sobre F.O.);
 Componentes oleosos sólidos/semi-sólido devem ser
previamente fundidos;
 Fase aquosa deve ser aquecida na mesma temperatura;
 Substâncias voláteis ou termolábeis devem ser
adicionados após resfriamento da emulsão;
TÉCNICA GERAL DE PREPARO:

Componentes que possam influenciar na


estabilidade devem ser diluídos ao máximo
e adicionados lentamente;
Escolha do equipamento (“mixers”,
homogeneizadores) depende da
intensidade de agitação requerida para
obter o tamanho de partícula desejável;
PROCESSOS DE EMULSIFICAÇÃO
Balanço Hidrófilo-Lipófilo (HLB ou EHL):
Desenvolvido por Griffin, consiste no
aquecimento de todos os compostos (F.A. e F.O.)
até 75 a 85°C;
Mantêm-se a homogeneização até o resfriamento
da emulsão, adição de componentes termo
instáveis;
Alto consumo de energia e tempo;
Não considera as possíveis mudanças de HLB
nas condições de mudança de temperatura,
natureza da F.O. e F.A., presença de aditivos
(eletrólitos e solventes);
PROCESSOS DE EMULSIFICAÇÃO
 Emulsificação de Baixa Energia (EBE ou LEE):
Desenvolvido por Joseph Lin, onde a energia térmica é
usada para as operações que realmente necessitam de
aquecimento;
Uso de bases auto-emulsionantes é bastante adequado;
Divisão da fase contínua (no caso aquosa) em duas
porções;
Pode ser aplicado para emulsões O/A ou A/O
independente do tipo de emulsionante;
A fase fria não deve ultrapassar 60% da quantidade de
fase externa, deve ser feita a temperatura de +ou- 50°C
lentamente;
PROCESSOS DE EMULSIFICAÇÃO
 Temperatura de Inversão de Fases (PIT):
 Desenvolvido por Shinoda, no qual o uso da energia
térmica é para a redução do tamanho das gotas da
emulsão, visando maior estabilidade dos produtos finais;
 A temperatura onde ocorre inversão da emulsão, é
chamada Temperatura de Inversão de Fases (PIT);
 A PIT está relacionada com a temperatura em que o HLB
do tensoativo, tensão interfacial O/A e a distribuição do
tamanho das partículas são mínimos;
 Consiste na preparação da emulsão numa temp. 2 a 4°C
abaixo da PIT;
 Aditivos como eletrólitos e misturas de emulsionantes são
refletidos na PIT e ajustados de modo a mudar o HLB do
emulsionante na interface;