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AUTO TRANSPLANTE: No mesmo individuo.

Não
há rejeição.

ALOTRANSPLANTE: Indivíduos da mesma


espécie. Há rejeição dependendo da
incompatibilidade.

XENOTRANSPLANTE: Indivíduos de espécies


diferentes. Há rejeição.
Órgãos para transplante:
rim, coração, fígado,
pâncreas, pulmão.

Tecidos para transplante:


córnea, medula óssea,
pele.
A vastidão deste problema em termos éticos é tal que o
Conselho Nacional de Ética para a Ciência da Vida já se
pronunciou por 3 vezes sobre o termo: Transplante com
doador vivo ou doador POSTMORTEM (depois da morte), a
utilização de tecidos e órgãos do cadáver.
No ato de uma pessoa doar o órgão, tecido ou parte do corpo,
deve ter sua liberdade respeitada (consentimento livre), seu
consentimento a respeito da doação deve ser afirmativa, ou seja,
a pessoa tem por dever manifestar sua vontade no sentido de
querer ou não doar seus órgão e tecidos. Na doação de pessoa
morta, a família poderá decidir pela doação ou não dos órgãos e
tecidos, se o suposto doador não se manifestou em vida a
respeito do tema.
A grande questão ética relativa à doação de órgãos e tecidos
depois de morto: consiste na definição do que é morte, ou melhor,
da determinação do fim da vida, pois o médico corria o risco de
praticar um homicídio, sendo imprescindível em matéria de
doação de órgãos a determinação do fim da vida.
A Legislação – LEI Nº 10.211, de 2001, estabelece que o
transplante entre duas pessoas vivas possa ocorrer quando o receptor
for casado com o doador ou quando for um parente consangüíneo até o
quarto grau.
Uma pessoa que não tem laços familiares também pode receber um
órgão de doador vivo mediante autorização judicial.

Nesses casos a investigação realizada é muito maior e deve


haver algum grau de compatibilidade dos tecidos para não
haver rejeição. Todos os doadores vivos devem estar em
plena consciência do ato que estão praticando. Após serem
examinados clínica e laboratorialmente e se não
apresentarem nenhuma contra-indicação podem doar o
órgãos ou tecidos.
O conceito de morte equivale hoje à MORTE ENCEFÁLICA, que é a
ABOLIÇÃO TOTAL e DEFINITIVA das ATIVIDADES do ENCÉFALO, onde os
comandos da VIDA se INTERROMPEM, não emanando impulso de
nenhum centro nervoso.
É a MORTE REAL definida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) por
meio da resolução Nº 1.480/97, estabelecendo o critério para
diagnóstico de morte cerebral, que é a Interrupção Irreversível de todas
as funções do encéfalo, incluindo o tronco encefálico, onde se situam
estruturas responsáveis pela manutenção dos processos vitais
autônomos, como PA (Pressão Arterial) e a função respiratória e a
ausência de circulação sanguínea.

O artigo 3º da Lei nº 9.434/97 define como critério para retirada de


órgãos a morte encefálica, que será constatada e registrada por dois
médicos que não participem das equipes de remoção e transplante,
sendo que pelo menos um dos médicos deve ser especialista em
neurologia.
A doação entre pessoas vivas é mais simples e não possui
as mesmas implicações ético-juridicos que a doação depois
de morto, mas há questões que devem ser discutidas, as
quais sejam: é permitido a uma pessoa mutilar-se em detrito
de outra, se há o dever de salvar a vida de outrem?
Esses questionamentos éticos são lógicos e devem obedecer
aos direitos da personalidade e o principio da dignidade da
pessoa humana, onde a doação não devera causar qualquer
debilidade ou seqüela ao doador vivo, pois o corpo humano
deve estar integro.
Quanto às pressões que o doador vivo pode vir a se
submeter para que faça cirurgia e doe o órgão sadio para o
receptor necessitado, o mesmo possui a (faculdade livre)
convencimento, e não está obrigado a doar o órgão se não se
sentir capacitado.
A vontade do sujeito deve ser liberta de toda e qualquer
influencia externa que alguém possa vir a viciá-lo.
Em 2001, a LEI Nº 10.211 extinguiu a doação presumida no Brasil
e determinou que a doação co doador cadáver somente ocorreria com a
autorização familiar, independente do desejo em vida do potencial
doador. Logo os registros em documentos de Identidade (RG) e Carteira
Nacional de Habilitação, relativos à doação de órgãos, deixaram de ter
valor como forma de manifestação de vontade do potencial doador.

LEI Nº 9.434/97
Capítulo I - Das Disposições gerais
Art. 2º A realização de transplantes ou enxertos de tecidos ou partes do
corpo humano só poderá ser realizado por estabelecimento de saúde,
público ou privado, e por equipes médico-cirurgicas de remoção e
transplante previamente autorizados pelo Órgão de Gestão Nacional do
Sistema Único de Saúde (SUS).
Capitulo IV – Das Disposições Complementares
Art. 13º É obrigatório, para todos os estabelecimentos de saúde,
notificar, às centrais de notificação, captação e distribuição de órgãos da
unidade federada onde ocorrer, o diagnóstico de morte encefálica feita
em paciente por ele atendidos.
Uma noticia veiculou na mídia em abril de 2007, onde uma mulher
publicou um anuncio do leilão de um de seus órgãos e a medula óssea
pelo lance inicial de R$50.000,00 sob o motivo de estar passando
necessidades financeiras, contrariando o que dispõe o ornamento
jurídico brasileiro.
Nada justifica a atitude da mulher ao desprezar seu próprio corpo para
conseguir algum dinheiro com a venda de seus órgãos e tecidos.
A venda de órgãos ou tecidos é crime previsto na LEI Nº 9.434/ de 1997,
que determina pena de reclusão de três a oito anos e multa a quem
pratica. Punição também aplicada a quem promove, intermedeia, facilita
ou obtém qualquer vantagem com a transação.
O corpo humano, no fim, deve ser considerado coisa fora de comércio ou do
mercado, essa é a questão ética que deve direcionar os transplantes de órgãos e
tecidos e os avanços científicos em nossa sociedade, uma vez que há maus
profissionais em qualquer área, e transplantes podem estar sendo feitos mediante
paga, com o trafico de órgãos entre pessoas vivas, em lugares capacitados ou
não.
Os órgãos, tecidos e as células do ser humano fazem parte de seu ser, de sua
pessoa, participam de sua dignidade. Devem ser respeitados. Não podem ser
objetos de comércio.