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• Art. 24.

Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal


legislar concorrentemente sobre:
• I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e
urbanístico;
• II - orçamento;
• § 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da
União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
• § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais
não exclui a competência suplementar dos Estados.
• § 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados
exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas
peculiaridades.
• § 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais
suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.
• Art. 164. A competência da União para emitir moeda será
exercida exclusivamente pelo banco central.
• § 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou
indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer
órgão ou entidade que não seja instituição financeira.
• § 2º O banco central poderá comprar e vender títulos de
emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a
oferta de moeda ou a taxa de juros.
• § 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas
no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das
empresas por ele controladas, em instituições financeiras
oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.
Princípios Orçamentários
• Anualidade: Previsão da Receita e a Fixação da despesa devem estar dentro do
exercício Financeiro. (Art. 34 lei 4.320/64) . Exceção: Créditos Especiais e
Extraordinários com vigência plurianual; ;
• Unidade: Deve-se existir apenas um orçamento;
• Exclusividade: Apenas matéria financeira e orçamentária Exceção: abertura de
créditos suplementares e contratação de operações de crédito;
Universalidade: Todas as receitas e despesas devem ser incluídas na LOA Exceções:
Receitas e despesas extraorçamentárias e as receitas e despesas operacionais das
estatais independentes;;
• Publicidade: Ser divulgado após o sancionamento;
• Especificação: ): todas as despesas e receitas devem ser especificadas, ou seja, não
pode haver a inclusão de valores globais nno orçamento Exceções: Reserva de
Contigência e Programas Especiais de Trabalho
• Clareza: Forma clara e exata; e
• Equilíbrio: Valor das despesa fixada deve ser igual ao da receita estimada.
• Não-afetação da Receita: é vedada a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo
ou despesa.
Características
Votação maioria simples, leis ord (exceção: operações de
crédito em montante
maior do que a despesa de capital)
São temporárias
Formais (formalidades necessárias)
Leis especiais em relação as materias
Autorizativa (não obriga o gestor a gastar)
Orçamento Público

Aliomar Baleeiro (2001, p, 411): ato pelo qual o Poder


Legislativo autoriza, o Poder Executivo por certo período e
em pormenor, as despesas destinadas ao funcionamento
dos serviços públicos.
- Obrigatório;
- Elaborado por lei; e
- Iniciativa do Chefe do Executivo.

União: Congresso Nacional


Estados: Assembleia Legislativa
Municípios: Câmara de Vereadores
TIPOS DE ORÇAMENTO
• O orçamento programa é um instrumento de planejamento que permite
identificar os programas, os projetos e as atividades que o Governo
pretende realizar, além de estabelecer os objetivos, as metas, os custos e os
resultados esperados e oferecer maior transparência dos gastos públicos.
• orçamento tradicional/clássico as projeções de gastos são
estabelecidas considerando-se os orçamentos dos anos anteriores,
isto é, baseia-se em dados históricos. Esse procedimento
normalmente gera resultados com as mesmas falhas e erros
cometidos no passado. No orçamento clássico ou tradicional a
ênfase é naquilo que a instituição gasta, e não no que realiza.
• Orçamento com base no desempenho organizacional significa que
as Unidades Gestoras seriam contempladas com recursos
orçamentários conforme o desempenho no exercício anterior . Se
caracteriza por apresentar o orçamento sob duas perspectivas: o
objeto do gasto e um programa de trabalho.
• Orçamento Base-Zero: Sua ideia básica é a de que cada unidade
da Administração Pública, a cada ano, ao elaborar sua proposta
orçamentária, deve justificar o quanto e para que deve gastar os
recursos que estão sendo pleiteados.
Funções do Orçamento
A política orçamentária tem como objetivos de corrigir as falhas de
mercado e as distorções, visando manter a estabilidade, melhorar a
distribuição de renda, e alocar os recursos com mais eficiência. O
Orçamento tem a função de também regular o mercado e coibir abusos,
reduzindo falhas de mercado e externalidades negativas (fatores
adversos causados pela produção, como poluição, problemas urbanos, etc).
• Alocativa (Promover ajustamentos na alocação de recursos - construir
escolas, postos de saúde).
• Distributiva (Distribuir renda – tributação sobre a renda, tributação
progressiva).
• Estabilizadora (Evitar flutuações de mercado – estabilização econômica
– ajustar o nível de preços na inflação ou depressão).
Aspectos

Técnico
Classificações contábeis (Codificações contábeis)

Econômico
Compatibilizar as necessidade social com o recursos disponíveis

Político
Plano de ação do governo

Jurídico
É o diploma legal – é lei
Instrumentos do Orçamento DE
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO:
(CF\88 – Art. 165 da CF/88)

 Plano Plurianual – PPA (Planeja)


 Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO (Orienta)
 Lei Orçamentária Anual – LOA (Executa)
Plano Plurianual – PPA (Art. 165, inciso I da CF/88):
PLANO PLURIANUAL – PPA -
estabelecerá

METAS
DIRETRIZES OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA

 Para as despesas de capital e outras delas decorrentes; e


 Para as relativas aos programas de duração continuada.

A lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá, de forma


regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública
federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as
relativas aos programas de duração continuada. (Art. 165, §1º)
Art.35.§2ºAtéaentradaemvigordaleicomplementaraqueserefereo
art.165,§9º,IeII,serãoobedecidasasseguintesnormas:
I-oprojetodoplanoplurianual,paravigênciaatéofinaldoprimeiroexercício
financeirodomandatopresidencialsubseqüente,seráencaminhadoatéquatromeses
antesdoencerramentodoprimeiroexercíciofinanceiroedevolvidoparasançãoatéo
encerramentodasessãolegislativa;
II-oprojetodeleidediretrizesorçamentáriasseráencaminhadoatéoitomesese
meioantesdoencerramentodoexercíciofinanceiroedevolvidoparasançãoaté
oencerramentodoprimeiroperíododasessãolegislativa;
III-oprojetodeleiorçamentáriadaUniãoseráencaminhadoatéquatromesesantes
doencerramentodoexercíciofinanceiroedevolvidoparasançãoatéoencerramentoda
sessãolegislativa.
Diretrizes: é um conjunto de instruções ou indicações para se tratar
e levar a termo um plano, uma ação, um negócio. Ex:
Universalização dos serviços de saneamento básico; Redução das
desigualdades sociais; etc.

Objetivos: são alvos que se pretende atingir, mediante a execução


de uma ou mais ações. Tem a ver com o RESULTADO. Ex:
Duplicação do número de passageiros transportados pelo sistema
metroviário, até o final da década; Redução de 70% dos casos de
dengue nos próximos três anos; etc.

Metas: Pode ser sinônimo de objetivo, porém, no processo de


planejamento a meta é geralmente definida como a quantificação
daquilo que se pretende realizar. Ex: Duplicação de 150 km de
rodovias; Construção de 300 salas de aula; Fornecimento de livros
didáticos para 250 mil alunos do ensino fundamental, etc.
Nele constam, detalhadamente, os atributos das políticas públicas
executadas, tais como metas físicas e financeiras, público-alvo,
produtos a serem entregues à sociedade, etc.

Organiza as ações do governo em programas que resultem em


bens e serviços para a população.

O PPA é doutrinariamente conhecido como o planejamento


estratégico de médio prazo da Administração Pública brasileira.
MANDADO GOVERNAMENTAL ATUAL MANDADO
SEGUINTE

1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 1º ANO

ELABORAÇÃO EXECUÇÃO DO PPA


DO
PPA
 O que foi planejado para 4 anos, através da Lei do PPA, deverá
ser cumprido passo a passo, ano a ano, através da Lei
Orçamentária Anual – LOA, ou seja, o PPA e a LOA devem
estar coordenados e integrados entre si, uma vez que a
CF/88 estabelece em seu art. 167 § 1º, que nenhum
investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro
poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou
sem lei que autorize a sua inclusão, sob pena de crime de
responsabilidade.

Assim, o que foi planejado para quatro anos (PPA) será


colocado em prática anualmente através da LOA.
 Os investimentos com duração inferior a um exercício
financeiro não necessitam, obrigatoriamente, estar
incluídos no PPA.

 Seja ele relevante ou não, poderá ser realizado desde


que esteja incluído na lei orçamentária anual ou
autorizado pelo Legislativo em lei especial.
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO
(Art. 165, inciso II da CF/88)
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO compreenderá

METAS PRIORIDADE

 Incluindo as despesasde capital para o exercício financeiro subsequente


 orientará a elaboração da lei orçamentária anual
 disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
DISPORÁ = COMENTÁRIOS (LDO não cria ou muda tributos).
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro
subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações
na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras
O art. 4º da Lei Nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) acrescentou
novas atribuições à Lei de Diretrizes Orçamentárias, podendo ser resumidas
da seguinte forma:
 O controle de custos e a avaliação dos resultados dos programas de governo
devem ser normatizados pela LDO;

Para cada ano devem ser fixadas metas de receitas, despesas, resultado primário
e total da dívida pública; e

 Para que o governo possa transferir recursos do orçamento para qualquer


entidadepública ou privada, deve observar as regras previstas na LDO.

O parágrafo primeiro do art. 4º da LRF determina que integrará o projeto de Lei de


Diretrizes Orçamentáriaso Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais.

Equilíbrio entre as receitas e despesas

Critério e formas de limitação de empenhos


Anexo de Metas Fiscais:

Metas anuais, em valores correntes e constantes, relativos a receitas e


despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida
pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes,
ou seja, para três exercícios.

• Resultado nominal: apresenta a realidade. Toda a receita menos


toda a despesa – considerando os juros.

• Resultado primário: desconsidera os juros. (RñF – DñF)


Anexo de Riscos Fiscais:

Riscos fiscais são possibilidades que podem comprometer o


atendimento das metas fiscais das contas públicas.

No anexo de riscos fiscais será avaliado os passivos contingentes e


outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as
providências a serem tomadas, caso se concretizem.

Os riscos devem ser avaliados em termos monetários, e haverá uma


reserva obrigatória de recursos do orçamento para atender a cada
situação prevista na LDO.
Classificação dos Riscos Fiscais:

Possibilidade de algumas receitas previstas na LOA não se


Riscos realizarem;
orçamentários
Necessidades de execução de despesas não fixadas na LOA
ou orçada a menor.

Variação das taxas de juros e de câmbio em títulos vincendo.


Cuidado! Não são títulos vencidos.
Riscos da
Passivos contingentes que representam dívidas cuja
dívida
existência depende de fatores imprevisíveis, a exemplo dos
resultados de julgamentos de processos judiciais, passivos
trabalhistas, etc.
A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração,
criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de
carreiras bem como a admissão ou contratação de pessoal, a
qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou
indireta, inclusive fundações e empresas mantidas pelo poder
público, só podem ocorrer se houver autorização específica na LDO.
Ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL - LOA
(Art. 165, inciso II da CF/88)
 Tem por finalidade a concretização dos objetivos e metas estabelecidas
no Plano Plurianual.

 É o cumprimento ano a ano das etapas do PPA, em consonância com a


LDO e a LRF.

 compatibilizados com o plano plurianual, terá entre suas funções a de reduzir


desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.

  A CF\88 estabelece que a iniciativa dos instrumentos de planejamento


é PRIVATIVA do Chefe do Executivo. Portanto, mesmo diante de uma
possível omissão do Executivo não compete ao Legislativo iniciar o
processo orçamentário.

A lei orçamentária anual compreenderá: I - o orçamento fiscal dos


Poderes, órgãos e demais entidades da administração direta e
indireta; II - o orçamento de investimento das empresas III - o
orçamento da seguridade social. (Art.165,§5º).
A Lei Orçamentária Anual compreenderá:
(CF\88
I - o orçamento fiscal referente – Art.
aos Poderes 165, § seus
do Município, 5º ):fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela


vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e
mantidos pelo Poder Público.

Orçamento fiscal: nele estão as receitas a serem arrecadadas pelo governo por meio de seu órgão
central de arrecadação, bem como as despesas a serem cobertas com estas receitas, incluindo os
PoderesExecutivo,Legislativoe Judiciário.

Orçamento de investimento: nele estão compreendidas todas as receitas e despesas de


investimentos das empresas do governo. Integram o orçamento de investimento as empresas não
dependentesdogoverno.

Orçamento da seguridade social: nele estão compreendidas as receitas e despesas ligadas à


seguridadesocial,saúde,previdênciasocial,assistênciasocial.
PRAZOS DAS LEIS ORÇAMENTÁRIAS
Estabelecidos em seção de Atos das Disposições Constitucionais Transitórios - ADCT (art. 35) e Lei Orgânica de
Florianópolis (art. 87).

Situação/instrumento PPA LDO LOA

Até 4 meses antes do final


Até oito meses e meio antes Até 04 meses antes do final do
Envio ao Poder do primeiro exercício
do encerramento do exercício financeiro anterior a sua
Legislativo financeiro do mandato do
exercício financeiro (15/04) vigência (31/08)
novo Presidente (31/08)

Até o encerramento da Até o encerramento do Até o encerramento da sessão


Devolução ao Poder
sessão legislativa do ano do primeiro período da sessão legislativa do ano do seu envio
Executivo
seu envio (22/12) legislativa (17/07) (22/12)

até 15/08 ou até o


até 2° período da sessão
até 30/05 encerramento do 1° período
legislativa
da sessão legislativa
Até o final do primeiro
exercício financeiro do
Vigência 18 meses 12 meses
mandato presidencial
subsequente
Introdução ao Orçamento Público

CICLO ORÇAMENTÁRIO

•O Poder Executivo •Deputados, senadores e


manda a 1º versão da Vereadores podem
LOA. promover emendas
• Após a 1ª versão o PE 2ª etapa: visando a melhoria dos
pode mandar alterações 1ª etapa: gastos.
a LOA apenas nas partes Discussão,
que não foram IIIvotação eda
MÓDULOaprovação
analisadas até o Elaboração do
momento. Projeto da LOA. LOA.
Maioria simples.

4ª etapa: 3ª etapa:
Controle e Execução
orçamentária e
Avaliação
•controle: interno, externo financeira •Antes de iniciar a
(Poder leg., tribunal de contas), execução da LOA, volta
social (exercido pela sociedade). para o PE para sanção ou
•O controle e avaliação fornecem veto (total ou parcial) e
subsidio para execução da publicação.
próxima LOA.
FLUXO DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA

Órgão Central de Órgão Setorial de Unidade Chefe do Poder


Orçamento Orçamento Orçamentária Executivo

INÍCIO

Fixa Diretrizes
DEFINE:
Setoriais
-Diretrizes Estratégicas
- Parâmetros Quantitativos PROPOSTA
- Normas para Elaboração

PROGRAMAS

Estuda, Define e - Projetos


Divulga Limites - Atividades
- Operações Espec.

Consolida e
Valida Propostas
Compara Limites / Formaliza
Projetos / Atividades / Proposta
Operações Especiais Formaliza
Propostas

Ajusta Propostas
Setoriais Decide

Consolida e Envia o PLOA


Formaliza o PLOA ao Legislativo
RECEITA PÚBLICA
SENTIDO AMPLO: Todos os ingressos financeiros $$ no caixa do Município.
SENTIDO ESTRITO: Todo ingresso financeiro de caráter não devolutivo e não
transitório. Receita Orçamentária.
A receita é classificada de acordo com a despesa vinculada a ela, conforme as
seguintes categorias econômicas:
Receita corrente
Financiadespesascorrentes,ou seja,não contribuiparaaumentaro patrimônio.
Classificam-senessacategoriaaquelas receitasoriundasdopoderimpositivodoEstado.
Apresentamregularidade.
Receitas de capital
Financiaasdespesasdecapital,ou seja,contribuiparaaquisição, construçãodo bempúblico.
São receitas de capital os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado,
destinados a atender as despesas classificáveis em despesas de capital e, ainda, o superávit do orçamento
corrente.
As receitas de capital são denominadas de receitas por mutações patrimoniais, pois geralmente
nada acresce ao patrimônio, constituindo simples alterações compensatórias, exceção à alienação de bens por
valorsuperiorao registradocontabilmente.
Receitas correntes Receitas de capital
 Tributárias  Operação de crédito (constituição de
a) Impostos dívidas);
b) Taxas a) Empréstimos
c) Contribuição de melhoria (obra pública que b) Financiamentos
valoriza os imóveis ao redor) c) Emissão de títulos públicos
 Receita de contribuições (contribuição de  Alienação de bens
seguridade social, sociais, econômicas). (conversão em espécie de bens e de
direitos);
 Receitas patrimoniais (obtidas graça a
Tangíveis
exploração de algum patrimônio – aluguel,
Intangíveis
recursos naturais – exploração).
 Amortização de dívidas (governo
 Receitas agropecuárias (obtida através de
recebendo os recursos emprestados no
exploração econômica. Quando o Estado está
fazendo). passado.).

 Industrial (obtida através de exploração  Transferência de capital


econômica. Quando o Estado está fazendo).  Outras receitas de capital
 Serviço (obtida através de exploração  Superávit do orçamento corrente
econômica. Quando o Estado está fazendo). (Balanço orçamentário)
 Transferências correntes
 Outras receitas correntes (multas e juros de
mora, recebimento da divida ativa).
RECEITAS EXTRAORÇAMENTÁRIAS

EX:

Depósitos diversos;
Valores em poder de Agências de Financeiros e outras entidades;
Salários de servidores não reclamados;
Restos a pagar do exercício;
Valores arrecadados de forma transitória;
Serviço da dívida a pagar (Passaram pelo estágio de empenho e liquidação,
mas não foram pagos no respectivo exercício);
Operação de crédito por antecipação de receita – ARO;
Superavit do orçamento corrente
ESTÁGIOS DA RECEITA PÚBLICA:

Previsão
Estima o valor que será realizado. Tem por base o comportamento da arrecadação efetiva no ano anterior +
técnicas de projeção.

Lançamento (nem todas as receitas passam por essa fase)


São identificados e arrolados os contribuintes.
Quem são os devedores, discrimina a espécie, o valor, a data.

Arrecadação
Quando o devedor entrega os recursos financeiros a um agente credenciado do\pelo governo. (é o ato de pagar
o DARF no banco).

Recolhimento
Quando o agente credenciado recolhe\repassa os recursos para o governo. É a transferência dos valores
arrecadados à conta específica do tesouro.
Art. 35 Lei 4.320/1964:

Pertencem ao exercício financeiro:

As receitas nele arrecadadas;


As despesas nele legalmente empenhadas.
DESPESA PÚBLICA

Conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para


custear os serviços públicos prestados à sociedade, ou para a
realização de investimentos.

Devem ser autorizadas pelo Poder Legislativo, através do ato


administrativo chamado orçamento público.

Despesa orçamentária: é a incluída na lei orçamentária, e ainda


as provenientes dos créditos adicionais abertos durante o
exercício.
DESPESA CORRENTE: classificam-se nesta categoria todas as
despesas que não contribuem, diretamente, para a formação ou
aquisição de um bem de capital. Ex. gastos com manutenção,
pessoal, juros e encargos da dívida pública, transferências
correntes (ñ há contraprestação, acontece por determinação de lei)

DESPESA DE CAPITAL: classificam-se nesta categoria aquelas


despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou
aquisição de um bem de capital. Ex. aquisição de veículo,
investimento, inversões financeiras, amortização da dívida.

OBS: Despesa de exercícios anteriores – DEA ocorre á custas do


orçamento vigente, portanto são despesas orçamentárias.
 Despesas de capital: são os gastos com investimentos do
governo, como por exemplo, as obras em geral e a aquisição
de equipamentos para a saúde e qualquer outra finalidade.

 Despesas decorrentes das despesas de capital: são as


despesas destinadas a manter e conservar os investimentos.
Por exemplo: a construção de um hospital dá origem às
despesas com a sua manutenção e funcionamento.

Despesa Extra orçamentária: é a que não conta na loa,


compreendendo as diversas saídas de numerários decorrentes do
pagamento ou recolhimento. EX: Depósitos, Cauções,
Pagamento de Restos a pagar...
Estagio da Despesa
Empenho;
Segundo o art. 58 da Lei nº 4.320/1964, é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de
pagamento pendente ou não de implemento de condição. Consiste na reserva de dotação orçamentária para um fim
específico.
Os empenhos podem ser classificados em:
- Ordinário: tipo de empenho utilizado para as despesas de valor fixo e previamentedeterminado, cujo pagamentodeva
ocorrer de uma só vez;
- Estimativo: empenho utilizado para as despesascujo montante não se pode determinar previamente, tais como serviços
de fornecimento de água e energia elétrica, aquisição de combustíveis e lubrificantes e outros; e
- Global: empenho utilizado para despesas contratuais ou outras de valor determinado, sujeitas a parcelamento, como,
por exemplo, os compromissos decorrentes de aluguéis.

Liquidação; e
Conforme previsto no art. 63 da Lei nº 4.320/1964, a liquidação consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo
por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito e tem como objetivos: apurar a origem e o objeto do
que se deve pagar; a importância exata a pagar; e a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.

Pagamento.
o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesaliquidada seja paga.
Art. 60 e 61 da Lei 4.320/64

É vedada a realização de despesa sem prévio empenho.

Para cada empenho será extraído um documento denominado


"nota de empenho" que indicará o nome do credor, a
representação e a importância da despesa bem como a dedução
desta do saldo da dotação própria.