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CURSO PROFISSIONAL DE

MECATRÓNICA
Ano Letivo 2017-2018 Disciplina Área de
Integração
União Cidadania
Europeia Europeia
A História da União Europeia
•O Porquê de uma Comunidade Europeia;
•Tratados da UE e medidas tomadas;
•Alargamentos.
O Porquê de uma
Comunidade Europeia
Os principais motivos que levaram à formação da UE
foram os seguintes:
• A paz e a segurança entre os
países que fazem parte desta
integração económica;
• Uma maior solidariedade social e cooperação
economicamente entre os países;
• Maiores possibilidades de
crescimento económico;
• Criação de um grande mercado, o que provoca
aumento da produção e do emprego.
1ºAlargamento
Irlanda
Irlanda, Reino Unido
e Dinamarca
aderiram à CEE em
1973, constituindo a
Europa dos 9

Dinamarca Reino Unido


Antes da CEE
Benelux
Benelux foi uma das OECE
primeiras
organizações Depois da Segunda CECA
económicas da Guerra Mundial, os
A CECA, fundada
Europa, que gerou o Estados Unidos da
pela França,
embrião do que seria América ajudaram
Alemanha e Itália
mais tarde a União economicamente a
no Tratado de
Europeia. Começou Europa através do
Paris de 1951,
como a área de livre Plano Marshall. Foi
tinha como
comércio entre Bélgica, então criada ,por 16
objetivo a
Países Baixos e países europeus
integração das
Luxemburgo associados aos EUA
indústrias do
e Canadá, a OECE
carvão e do aço
(Organização
dos países
Europeia de
europeus
Cooperação
ocidentais e é
Económica), que
também a
teve uma dupla
primeira vez que
importância:
havia
administrou a ajuda
transferência dos
Tratado de Roma – fundação da
Comunidade Económica Europeia (CEE)

Em 1957, foi assinado o Tratado de


Roma que institui a CEE
(Comunidade Económica Europeia)
e a Euratom (Comunidade Europeia
Robert Schuman e da Energia Atómica) por França,
Jean Monnet
Itália, Luxemburgo, Bélgica, Holanda
e Alemanha Ocidental.
A CEE tinha como principais
objetivos a criação de uma união
aduaneira, um mercado comum e a
Assinatura do Tratado
de Roma adoção de politicas comuns.
Países Fundadores da CEE
Alemanha
França Itália

Os países que fundaram a


CEE: França, Alemanha, Bélgica
Luxemburgo Itália, Holanda, Bélgica e
Luxemburgo

Holanda
Década de 70 e Ato
Único Europeu
Na década de 70, a Europa passou por uma crise. Esta
teve como origem razões como a crise petrolífera, o
aumento da concorrência mundial, nomeadamente do
Sudeste Asiático, e a pouca flexibilidade do mercado de
trabalho. Mais uma vez, a Integração surge como
resposta à crise na Europa.
Em 1986, é assinado o Ato Único Europeu, tendo em
vista o reforço da integração económica e politica dos
países da Europa.
Ato Único Europeu -
Objetivos
 Abolição de todas as barreiras físicas,
técnicas e fiscais;
 Reforço da cooperação económica e
social;
 Reforço da investigação e
desenvolvimento;
 Harmonização de regras em vários
setores;
 Criação do Conselho Europeu e reforço
dos poderes do Parlamento Europeu;
 Proteção do ambiente.
2ºe 3ºAlargamento
Portugal
A adesão da Grécia deu-
se em 1981, formando a
Europa dos 10.
Portugal e Espanha
aderiram em 1986,
formando a Europa dos
12.
Espanha

Grécia
Portugal na UE
As principais vantagens de
Portugal em pertencer à UE
são as ajudas monetárias
dos programas comunitários
europeus, como por exemplo
em áreas como a agricultura
(FEOGA).
•Portugal já assumiu a
presidência da União
Europeia, e voltará a assumir
no
2º semestre de 2007
•O atual presidente da Comissão Europeia é o ex-Primeiro Ministro
português Durão Barroso
•Portugal
é representado no
Parlamento Europeu por 24
Tratado de Maastrichts
Em 1992 é assinado o Tratado
de Maastricht, também
conhecido
como Tratado da União
Europeia (TUE), assinado na
cidade holandesa que lhe deu
o nome. Foi o tratado que
instituiu a União Europeia.
4º Alargamento
Finlândia

Em 1995, Finlândia,
Áustria e Suécia aderem à
UE, formando-se assim a
Europa dos 15.

Áustria

Suécia
Tratado de Maastricht - Objetivos
Este tratado, pela primeira vez, ultrapassa
o objetivo económico inicial da
Comunidade de constituir um mercado
comum e vai mais longe, com a criação de
uma união política e social e consagra
oficialmente o nome de “União Europeia”
que a partir daí substituirá o de
Comunidade Europeia.

O Tratado de Maastricht tem dois


objetivos principais:
• A criação de uma União
Económica e Monetária
• Criação de uma União
Política
União Económica e Monetária

Com o Tratado de Maastricht,


surge também a moeda única. O
Euro foi um dos maiores e mais
difíceis passos dados pela União
Europeia com vista à integração
Europeia. Com ele, pretendeu-se
a abolição de todas as
fronteiras monetárias da UE,
com a substituição de todas as
moedas oficiais da União
Europeia por uma moeda
única.
O Euro – Vantagens
e Desvantagens
As vantagens do Euro são:
•A diminuição dos custos nas transacções com
os países da zona euro;
•Uma maior transparência de preços, porque
como todos os bens estão marcados em euros,
isso provoca um incremento na concorrência do
mercado único;
• As viagens a outros países da União tornam-se mais fáceis e mais
baratas porque não é necessário fazer câmbios;
• Pode-se comparar melhor os preços dos mesmos produtos nos
diferentes países, porque estão todos marcados em EUROS;
•Maior estabilidade dos preços;
•A promoção da integração económica que
torna as finanças europeias mais eficientes;
• Torna a Europa mais competitiva no comércio internacional;
•Facilita o comércio e, portanto, contribui para o
desenvolvimento de todas as actividades e para a
O Euro – Vantagens
e Desvantagens

Os inconvenientes desta transição já estão


maioritariamente ultrapassados. Foram a
adaptação à nova moeda e a perda de
autonomia no controlo das taxas de
cambio para o banco central europeu.
O Euro – Fases
O Euro teve três fases:
•A primeira(1990-1994), foi o lançamento
da UEM. Esta fase caracterizou-se pela
adopção de legislação e reformas com o
objectivo da livre circulação de bens, e
harmonização do desempenho económico
dos Estados-Membros candidatos ao euro;
•A segunda (1994-1998), caracterizou-se
pela criação do Instituto Monetário
Europeu (IEM) composto pelos
Governadores dos Bancos Centrais da
União Europeia, preparação da criação do
Banco Central Europeu (BCE) e os Bancos
Centrais Nacionais. No ano de 1998 foram
definidos os países aptos a passar à terceira
fase da UEM, ou seja, os que tinham
cumprido os critérios de convergência
União Política
Na vertente da União Política,
estabeleceram-se os seguintes objetivos:
 Criação de uma Política Externa e de
Segurança Comum (PESC);
 Reforço de cooperação nos domínios da
Justiça e Assuntos Internos;
 Construção de uma Europa social;
 Novos campos de ação comunitária (fundos
comunitários)
 Reforço da legitimidade democrática.
 Instauração de uma cidadania Europeia;
5º Alargamento
Eslovénia República checa
Estónia Polónia

Em 2004 dá-se a maior adesão


Eslováquia de sempre à UE: Estónia, Chipre
Eslováquia, Rep. Checa, Polónia,
Chipre, Letónia, Malta, Hungria,
Lituânia e Eslovénia, formando a
Europa dos 25.

Hungria Malta

Lituânia Letónia
6º Alargamento
Roménia

Em 2007, a Roménia
e a Bulgária aderem
à União Europeia,
formando a Europa
dos 27

Bulgária
7º Alargamento

Ucrânia
Em 2013, a Ucrânia
adere à União
Europeia, formando
a Europa dos 28
O Alargamento da União Europeia
O alargamento da União Europeia tem diversas vantagens para
esta: Existe, contudo, também um conjunto de desvantagens
trazidas
•Aumento pelo
do alargamento:
número de consumidores, formando um mercado
•único ainda maior, das
Aumento tornando-se um dos
disparidades maiores do mundo;
económico-sociais entre as
•Reforço do crescimento
regiões da União económico
Europeia.e da criação de novos
•empregos; Dificuldade de reajustamento de:
•Melhoria
-As da da
políticas qualidade
União ede vida dosdas
reformas cidadãos, pois da
instituições há União
uma maior
–organização e esforço as
com o alargamento, na politicas
defesa do ambiente,
e as luta europeias
instituições contra o têm
crime internacional, tráficoaos
que se reajustar de novos
droga países,
e imigração
comoilegal;
o feito em 2001
•Reforço da
com UE no planode
o Tratado internacional,
Nice. pois representará mais
países
-Os e mais
fundos cidadãosda
estruturais noUnião – com
contexto mundial;
a adesão de novos países,
•Reforço da
têmpaz,
quesegurança, estabilidade eaos
se fazer reajustamentos da prosperidade da
fundos estruturais.
Europa;
• Reforço das novas democracias resultantes da sua
descolagem do bloco de Leste.
Cidadania Europeia
A Cidadania é o “vínculo jurídico entre o indivíduo e o respectivo
Estado, traduz-se num conjunto de direitos e deveres” (in Cidadania
Europeia, de Centro de Informação Europeia Jacques Delors)
O conceito de Cidadania Europeia surgiu com o Tratado de Maastricht
em 1992 e, tal como o nome transmite, esta estabelece uma
interligação entre a União Europeia e os cidadãos dos seus países, e
confere aos cidadãos europeus direitos e deveres.
Com este passo, a Europa passa então de uma Europa de negócios a
uma Europa dos cidadãos, uma Europa Social, e que procura
transmitir o sentimento de pertença a uma entidade supranacional.

“É instituída a cidadania da União. É cidadão da União qualquer


pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro. A
cidadania da União é complementar da cidadania nacional e não a
substitui.” (in Art.º17 Tratado UE)
Direitos dos
Cidadãos
Europeus
Os direitos dos cidadãos da União Europeia mais
importantes são:
• Livre circulação de
pessoas;
•Capacidade eleitoral;
• Direito à protecção
diplomática
•Direito de petição;
• Acesso ao Provedor de
justiça;
Livre circulação de pessoas
no Espaço Europeu
•Liberdade de entrada, circulação e residência em
qualquer país da UE, sem necessidade de visto;
•Liberdade de trabalhar em qualquer país da UE nas
mesmas condições do que os nacionais desse
Estado;
•Liberdade de residência para qualquer outro fim
que não o trabalho;
•Liberdade de votar e ser eleito nas eleições
municipais e europeias no país da UE da sua
residência.
Livre circulação de pessoas
no Espaço Europeu
O primeiro direito
reconhecido ao cidadão
europeu é o de circular e
de permanecer
livremente no território
dos Estados-Membros.
O cidadão europeu tem
assim os seguintes
direitos:
Capacidade Eleitoral
Todo o cidadão europeu tem o direito de voto e
de ser eleito nas eleições autárquicas e europeias
no Estado-membro de residência. Os cidadãos
estrangeiros têm o mesmo direito que os cidadãos
nacionais nestas duas eleições.
Assim, um cidadão europeu pode-se candidatar a
uma Câmara Municipal de outro país que não o seu
de origem, desde que seja recenseado nessa
mesma Câmara Municipal. Um cidadão Europeu
pode-se também candidatar ao Parlamento Europeu
quer pelo seu país de origem quer pelo seu país de
residência.
Direito à protecção diplomática
Um dos direitos de um cidadão europeu num país terceiro à
União é de, caso o seu país de origem não tenha representação
diplomática, ser representado por outro país da UE.
Esta situação pode surgir com a necessidade de protecção
consular, e assim caso não haja uma embaixada ou consulado
do seu país, o cidadão europeu pode-se dirigir à de
qualquer outro país da UE.

O tipo de assistência que se pode obter é


de, por exemplo, a assistência em caso de:
• Morte, doença ou acidente grave;
•Prisão ou detenção;
• Vitima de actos violência;
• Repatriação, se necessário, como por
exemplo em caso de desastre natural.
Direito de Petição ao
Parlamento Europeu
O Direito de Petição constitui um elo de ligação
entre os representantes e os cidadãos de cada
Estado-membro. Podem apresentar petições ao
Parlamento Europeu qualquer cidadão ou
residente na UE, e sociedades, organizações ou
associações.
Os assuntos que podem ser objeto de petição são:
• A livre circulação de pessoas, mercadorias;
• Não descriminação em razão de nacionalidade;
•Igualdade de tratamento entre homens e mulheres;
• Harmonização fiscal;
•Direito à educação, à formação e saúde;
•Proteção do ambiente.
Acesso ao Provedor de Justiça

P. Nikiforos
Diamandouros,
actual Provedor
de
Justiça Europeu
Direito à transparência

O direito à transparência traduz-se pelo


acesso aos documentos do Parlamento,
Concelho e Comissão Europeia por todos
os cidadãos e associações residentes ou
com sede na União Europeia, salvo
algumas excepções como a violação da
vida privada, o interesse público e
interesses comerciais, entre outros.
Protecção dos dados

O Cidadão tem direito a:


•Ser informado, no momento em que
os seus dados são recolhidos, tendo
acesso à identidade
e contacto do responsável;
•Exigir a clarificação de todas as
condições de utilização posterior
dos dados;
• Exigir que o seu nome e endereço sejam
eliminados dos ficheiros utilizados pelo
marketing/mailing direto;
•Ter acesso às informações sobre si
Direito dos consumidores
Existem vários direitos que o cidadão europeu tem relacionado com o
consumo. São eles:

Direito à reparação de danos


Os compradores de bens ou serviços
devem estar protegidos contra os
abusos de poder do vendedor.
O consumidor deve poder beneficiar,
em relação aos bens de consumo
duradouros, de um serviço pós-venda
de qualidade.
A gama de mercadorias colocadas à
disposição dos consumidores deve
possibilitar uma escolha razoável, e
não monopolística;
Direito dos consumidores
Existem vários direitos que o cidadão europeu tem relacionado com o
consumo. São eles:

Direito à protecção da saúde e


segurança:
Quando utilizados em condições
normais, os bens e serviços não
deverão ser perigosos.
Em caso de perigo, deverão ser
retirados do mercado mediante
processos rápidos e simples
O consumidor deverá estar
protegido face a danos causados
por produtos e/ou serviços
defeituosos.
Direito dos consumidores
Existem vários direitos que o cidadão europeu tem relacionado com o
consumo. São eles:

Direito à representação Os
consumidores devem ser
associados ao processo de
tomada de decisões, em
particular, através das suas
associações, como a defesas
dos consumidores.
Direito dos consumidores
Existem vários direitos que o cidadão europeu tem relacionado com o
consumo. São eles:

Direito à informação e à educação


Os consumidores devem ser
capazes de efetuar escolhas
adequadas e conscientes, pelo que
têm direito à informação relevante.
Um exemplo é a informação dada
nas caixas dos cigarros.
Os Deveres dos
Cidadãos Europeus

O cidadão europeu tem, além destes direitos


todos, deveres para com a União Europeia. Todos
eles derivam de um principal: o dever da
participação. São eles:
Os Deveres dos
Cidadãos Europeus
Assumir a identidade europeia: O cidadão tem o dever
de conhecer a História da Europa, assumir-se como
Europeu e defender a Europa;
•Aplicar na prática os valores europeus: Partilhar,
Trabalhar e o Dever Democrático;
•Reclamar o Direito à justiça: o cidadão deve contribuir
para construir uma ordem mundial mais justa;
Assim, constituem a base dos deveres dos cidadãos
europeus o Conhecimento, a Responsabilização e a
Participação. Este é o contributo que cada cidadão
pode e deve dar para a construção de uma Cidadania
Europeia.
Conclusão

A União Europeia constitui-se hoje numa grande


potência económica e líder mundial na ajuda ao
desenvolvimento. O número dos seus Estados-
Membros passou de seis para nove, de nove para
dez, de dez para doze, de doze para quinze,
de quinze para vinte e cinco, de vinte e cinco
para vinte e sete e de vinte e sete para vinte e
oito, está prevista a adesão a mais países…
FIM!!!