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Centro Universitário Cesmac

Pós-graduação em Psicopedagogia Institucional (Turma H)


Didática e os processos de aprendizagem da matemática:
Profª Ms. Rosemeire Lima Secco

André Barros Leone Freitas.


Angélica de Araújo Silva.
Marivania Bezerra da Silva.
Valéria Soares da Costa.
Zenir de Lima Silveira.
Deficiência mental (intelectual)
DEFINIÇÃO

 A deficiência mental (intelectual) pode ser caracterizada por um quociente de


inteligência (QI) inferior a 70, média apresentada pela população geral, a
partir de testagem psicométrica e/ou defasagem cognitiva em relação às
respostas esperadas para a idade, gênero e realidade sociocultural;

 É uma condição que tem início no período do desenvolvimento, e que em


geral surge antes da escolarização infantil; apresenta um estado de redução
notável do funcionamento intelectual, inferior à média da população,
associado a limitações em domínios motores, conceituais, sociais, práticos e
nos aspectos do funcionamento adaptativo, tais como: comunicação,
raciocínio logico, solução de problemas, planejamento, pensamento abstrato,
cuidados pessoais, competência doméstica, habilidades sociais, autonomia,
segurança, saúde, aptidões escolares, de lazer e trabalho, dentre outros.
 Vejamos uma tabela que sintetiza os níveis de deficiência mental:

Educável Treinável Grave/Profundo

Predominantemente Grande variedade de Grande variedade de


considerada uma problemas ou distúrbios problemas ou distúrbios
combinação do fator neurológicos glandulares neurológicos glandulares
Etiologia
genético, com más ou metabólicos, que ou metabólicos, que
condições econômicas e podem resultar em retardo podem resultar em retardo
sociais. grave ou moderado. grave ou moderado.

Aproximadamente 10 em Aproximadamente 2 a 3 Aproximadamente 1 em


Prevalência
cada 1000 pessoas. em cada 1000 pessoas. cada 1000 pessoas.

Necessita maiores
adaptações nos programas
Terá dificuldades no Necessitará treinamento
educacionais: foco em
Expectativas programa escolar normal para cuidar de si mesmo
cuidar de si mesmo ou
educacionais para uma educação (alimentação, vestuário,
nas habilidades sociais;
adequada. toalete).
esforço limitado nas
matérias tradicionais.
Deficiência mental e a
matemática
 Alunos com deficiência mental possuem dificuldades para apropriar-se de
elementos fundamentais de conceitos matemáticos como: contagem e seu
significado, quantidade e sua nomeação, resolução de problemas, abstração
e generalização;

 As aprendizagens processam-se de uma forma lenta pelo que é importante


focarmos a atenção apenas nos objetivos que realmente queremos ensinar,
criar situações de aprendizagem positivas e significativas,
preferencialmente nos ambientes naturais do aluno (lar e comunidade) e de
uma forma o mais concreta possível, para que este se sinta motivado e com
predisposição para aprender.
Propostas de intervenção matemática
As propostas de intervenção contidas abaixo são sugeridas no
sentido de ajudar a facilitar a aprendizagem e indicar
procedimentos básicos de intervenção :

 D e i x e q u e a c r i a n ç a e x p e r i me n t e o s u c e s s o , a c r i a n ç a d e v e s a b e r q u a n do r e s p o nd e u
c o r r e t a me n t e ; s e a r e s p o s t a e s t i v e r i n c o r r e t a d i g a à c r i a n ç a , ma s f a ç a c o m q u e e l a e s t e j a
a um passo de encontrar a resposta certa;
 Reforce as respostas corretas;
 Encontre o nível ideal para a criança trabalhar;
 P r o c e d a d e mo d o s i s t e má t i c o ;
 P a s s e o ma i s l e n t a me n t e p o s s í v e l d e u ma e t a p a p a r a a o u t r a ;
 P r o p o r c i o n e t r a n s f e r ê n c i a p o s i t i va d e c o n h e c i me n t o d e u ma s i t u a ç ã o p a r a o u t r a ;
 R e p i t a a s e x p e r i ê n c i a s o s u f i c i e n t e p a r a c o n s o l i dá - l a s ;
 P r e f i r a e s p a ç a r a s r e p e t i ç õ e s d o a s s u n to n o t e mp o a a c u mu l a r a s e x p e r i ê n c i a s n e m c u r t o
e s p a ç o d e t e mp o ;
 N o s e s t á g i os i n i c i a i s d e a p r e n di z a g e m, a s s o c i e c o n s t a n t e me n t e u m e s t í mu l o o u u ma
p i s t a a u ma e s o me n t e u ma r e s p o s t a ;
 M o t i v e a c r i a n ç a p a r a u m e s f o r ç o ma i o r ;
 L i mi t e o n ú me r o d e c o n c e i t os a p r e s e n t a d o s e m q u a l q ue r p e r í o d o;
 O rg a n i z e o a s s u n t o c o m d i c a s a d e q u a d a s p a r a c h a ma r a a t e n ç ã o ;
 Ofereça experiências de sucesso;
 N u n c a e s q u e ç a q u e u m d o s ma i o r e s d e s a f i o s d o e d u c a d o r d e p e s s o a s p o r t a d o r a s d e
d e f i c i ê n c i a me n t a l e s t á e m s e t r a b a l ha r a u t o e s t i ma d o e d u c a n d o ;
 P o r f i m, d e ma n e i r a a n ã o a n t e c i pa r o r i t mo d o a l u n o , o t r a b a l h o c o m o b j e t o s , p r e c i s a
s e r r e t i r a d o , a f i m d e q u e e l e s p o s s a m t r a b a l ha r c o m o a b s t r a t o n a me d i d a d e c a d a
p o s s i b i l id a d e .
CONCLUSÃO

 A realidade do aluno pode ser transformada em problemas para que o


professor perceba sua capacidade de relacionar a aprendizagem escolar com o
seu cotidiano, como a compra e o troco, as experiências de troca em sala de
aula, o caminho para casa e escola, que podem suscitar várias situações-
problema e sua resolução.

 Ao colocar crianças com deficiência mental em condições adequadas e ao


utilizar métodos especiais de ensino, é possível que estas crianças alcancem
progressos notáveis e muitas até consigam superar seu próprio atraso.

 Diante do exposto tem-se que o ensino da matemática para o deficiente mental


é um processo que requer perseverança, esforço e, por vezes, um trabalho
individualizado. Entretanto, a possibilidade da efetivação desta aprendizagem
se dá na medida em que sociedade, escola e família, saibam que a limitação
intelectual não é fator determinante, que é preciso lutar por direitos iguais, mas
com condições peculiares.
REFERÊNCIAS

 BONDEZAN, A. N.; GOULART, A. M. P. L. Deficiência Mental:


O processo ensino-aprendizagem de conteúdos matemáticos.
Disponível em:
<http://www.ppe.uem.br/publicacoes/seminario_ppe_2008/pdf/c0
09.pdf>. Acesso em 23 de Maio de 2017.
 DALTOÉ, K.; SILVEIRA, M. Iniciação Matemática para
Portadores de Deficiências Mentais. Disponível em:
<http://www.somatematica.com.br/artigos/a15/>. Acesso em 23 de
Maio de 2017.
 Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso
eletrônico] DSM-5. 5ª edição. Porto Alegre: Artmed, 2014.