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CAF

Construção E afiação
de ferramentas
• Torneamento - Ferramentas

MATERIAIS DAS FERRAMENTAS

• A ferramenta deve ser mais dura nas temperaturas de


trabalho que o metal estiver sendo usinado, propriedade
chave: “Dureza a Quente”;
• A ferramenta deve ser dura, mas não a ponto de se tornar
quebradiça e de perder resistência mecânica (tenacidade);
• O material da ferramenta deve ser resistente a
microsoldagem (adesão de pequenas partículas de material
usinado à aresta de corte da ferramenta).
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Propriedades que um material de ferramenta de corte


deve apresentar:
• Alta dureza;
• Tenacidade suficiente para evitar falha por fratura;
• Alta resistência ao desgaste;
• Alta resistência à compressão;
• Alta resistência ao cisalhamento;
• Boas propriedades mecânicas à temperaturas elevadas;
• Alta resistência ao choque térmico;
• Alta resistência ao impacto;
• Ser inerte quimicamente.
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• Torneamento - Ferramentas

1 - Aço-Carbono: utilizado em baixíssimas velocidades de corte


a) Comum: até 200°C - (limas)
b) Com elementos de liga (V, Cr, Mo e W): até 400°C - (brocas, machos)

2 - Aço-Rápido - (HSS – High Speed Steel):


O 1° grande impulso.
Eles são indicados para operações de baixa e média velocidade de corte,
dureza a quente até 600°C.
Seus elementos de ligas são o W, Co, Mo, Cr e V.
- VC: ≈ 30 m/min p/ aço SAE 1020
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3 - Metal Duro: (WIDIA – Wie Diamond – alemão = como diamante).
O 2° grande impulso. Compreende o WC + Co, fabricado pelo
processo de sinterização (metalurgia do pó).
Encontrado na forma de pastilhas intercambiáveis, sem revestimento,
ou revestidas com TiN, Al2O3.
O Metal Duro também é chamado de Carboneto Metálico.
As ferramentas de metal duro operam com elevadas velocidade de
corte ≈ 300 m/min e temperaturas até 1300°C.
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Existem 06 classes de metais duros:


• Classe P – Azul - Aços:
(WC + Co com adições de TiC, TaC e NbC )
usinagem de aços e materiais que produzem cavacos longos;
• Classe K – Vermelho – FºFº Cinzento:
(WC + Co puros) - FºFº e não ferrosos (produzem cavacos curtos);
• Classe M – Amarelo – Aços Inoxidáveis.
• Classe N – Verde – Metais Não Ferrosos (Ligas de Al).
• Classe S – Marrom – Materiais Resist. ao Calor (Ligas de Ti).
• Classe H – Cinza – Mats. Endurecidos (Aços Extra Duros).
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Vista em Corte de uma Pastilha – (Ampliada)


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4 - Cerâmicas: são constituídas basicamente de grãos
finos de Al2O3 e Si3N4 sinterizados, a velocidade de corte de 3
a 6 vezes maiores que a do metal duro.
Principais características das ferramentas cerâmicas:
• Capacidade de suportar altas temperaturas;
• Alta resistência ao desgaste (alta dureza);
• Baixa condutividade térmica;
• Boa estabilidade química (inércia química);
- Usadas em altíssimas velocidades de corte e avanço.
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5 - Ultra-duros: São considerados ultraduros:


• Diamante natural:
• Diamante sintético monocristalino;
• Diamante sintético policristalino (PCD);
• Nitreto cúbico de boro sintético monocristalino (CBN);
• Nitreto cúbico de boro sintético policristalino (PCBN);
Tanto os PCDs como os CBNs podem ser encontrados apenas como
uma camada de 0,5 a 1,0 mm, que são brasadas geralmente no metal
duro (WC + Co), ou então, mais raramente, como ferramentas
totalmente sólidas.
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Ferramentas: Afiação
• Torneamento - CAF

Aplicaremos aqui a terminologia contida na norma ISO 3002 de 1982.


Todas definições são baseadas em ferramentas para torneamento, mais
especificamente para bits.

Os principais elementos de uma


ferramenta de torneamento são:

1. Haste
2. Superfície de saída ou face
3. Superfície de folga
(incidência lateral)
4. Aresta de corte (gume)
5. Quina ou ponta da ferramenta
Ângulos da ferramenta de corte:
Ângulos da ferramenta de corte:
 - ângulo de folga (incidência).
 - ângulo de cunha.
 - ângulo de saída (ataque).

Ferram. de Aço Rápido Ferram. de Metal Duro


Material      

Aço macio 8º 64º 18º 5º 75º 10º

Aço liga 8º 74º 8º 5º 75º 10º

Ferro fundido 8º 82º 0º 5º 85º 0º

Metal não ferroso 6º 82º 2º 5º 75º 10º

Metal leve 10º 40º 40º 10º 60º 20º


Plástico 12º 66º 12º 12º 66º 12º
• Torneamento - CAF

Valores de ângulos α, β e γ em ferramentas de Aço Rápido e Metal Duro


• Torneamento - CAF

Ângulos da ferramenta de corte:

Ferramenta de
Desbaste à
Direita
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• Torneamento - CAF

• Ferramenta de Sangrar
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• Ferramenta de Roscar
• Torneamento - CAF

• Ferramenta de Canal para Polias


• Torneamento Cavacos:
Quanto à forma, os cavacos são classificados como:
• Em fita;
• Helicoidal;
• Espiral;
• Em lasca ou pedaços.
• Torneamento Ferramentas de corte:

Os tipos mais comuns de quebra-cavacos estão ilustrados na Figura:


• Quebra-cavacos fixado mecanicamente (a);
• Quebra-cavacos usinado diretamente na ferramenta (b);
• Quebra-cavacos em pastilha sinterizada (c).
• Torneamento Pastilhas Intercambiáveis:

Como vantagens do uso de quebra-cavacos podemos enumerar:

1. Redução de transferência de calor para a ferramenta por reduzir o


contato entre o cavaco e ferramenta;
2. Maior facilidade de remoção dos cavacos;
3. Menor riscos de acidentes para o operador;
4. Obstrução menor ao direcionamento do fluido de corte sobre a
aresta de corte da ferramenta.
Ferramentas Intercambiáveis
• Torneamento Pastilhas intercambiáveis:
• Torneamento Pastilhas Intercambiáveis:
• FLUIDOS DE CORTE
- Usinar é, basicamente, produzir peças cortando qualquer material
com o auxílio de uma ferramenta de corte e gerando cavaco.
- Não existe corte sem atrito.
- Não existe atrito que não gere calor.
↑ velocidades de corte, ↑ atrito,↑ temperatura.
• FLUIDOS DE CORTE

- Um fluido de corte é um material composto, na maioria das vezes, líquido,


que deve ser capaz de: refrigerar, lubrificar, proteger contra a oxidação e
limpar a região da usinagem.
- F. W. Taylor (1894): jogando grandes quantidades de água na região
formada pela peça-ferramenta-cavaco, conseguiu aumentar em 33% a VC,
sem prejuízo para a vida útil da ferramenta.
• FLUIDOS DE CORTE
• Refrigerante:
- atuar sobre a ferramenta e evitar que ela atinja temperaturas muito altas e
perca suas características de corte;
- agir sobre o peça evitando deformações causadas pelo calor;
- atuar sobre o cavaco, reduzindo a força necessária para que ele seja cortado.
• Lubrificante:
-facilitar o deslizamento do cavaco sobre a ferramenta e diminuir o atrito entre a
peça e a ferramenta;
- evitar o aparecimento da aresta postiça, reduz o coeficiente de atrito na região
de contato ferramenta-cavaco;
- diminuir a solicitação dinâmica da máquina.
• FLUIDOS DE CORTE

• Protetor contra a oxidação:


- proteger a peça, a ferramenta e o
cavaco, contribuindo para o bom
acabamento e aspecto final do trabalho.
• Limpeza:
- aplicar o fluido em forma de jato, cuja
pressão afasta as aparas deixando limpa
a zona de corte e facilitando o controle
visual da qualidade do trabalho.
• FLUIDOS DE CORTE
• FLUIDOS DE CORTE

• Materiais sólidos, líquidos e gasosos.


- Os gases só refrigeram.
- Os sólidos apenas reduzem o atrito.
- Os líquidos refrigeram e reduzem o atrito.

- A escolha do fluido com determinada composição depende do material a


ser usinado, do tipo de operação de corte e da ferramenta usada.
- Os fluidos de corte solúveis e os sintéticos são indicados quando a
função principal é resfriar.
- Os óleos minerais, graxos usados juntos ou separados, puros ou
contendo aditivos especiais são usados quando a lubrificação é mais
importante do que o resfriamento.
• FLUIDOS DE CORTE

O grupo maior, mais importante e mais empregado é, sem


dúvida, o composto pelos líquidos.
1. O grupo dos óleos de corte integrais, ou seja, que não são
misturados com água, formado por: óleos minerais (derivados de
petróleo), óleos graxos (de origem animal ou vegetal), óleos
compostos (minerais + graxos) e óleos sulfurados (com enxofre) e
clorados (com cloro na forma de parafina clorada).
2. O grupo dos óleos emulsionáveis ou “solúveis”, formado por:
óleos minerais solúveis, óleos solúveis de extrema pressão (EP).
3. Fluidos de corte químicos, ou fluidos sintéticos, compostos por
misturas de água com agentes químicos como aminas e nitritos,
fosfatos e boratos, sabões e agentes umectantes, glicóis e
germicidas.
• FLUIDOS DE CORTE
Propriedades
Tipos Composição Proteção Resistência à
Resfriamento Lubrificação contra a EP corrosão
corrosão
óleos minerais Derivado de petróleo. Ótima Excelente Boa

óleos graxos óleos de origem vegetal ou Excelente Boa Boa


animal.
óleos compostos Mistura de óleos minerais e Excelente Excelente Boa Boa
graxos.
óleos "solúveis” óleos minerais + óleos graxos, Ótimo Boa Ótima Boa
soda cáustica, emulsificantes,
água.
óleos EP óleos minerais com aditivos EP Ótimo Boa Ótima Excelente Boa
(enxofre, cloro ou fósforo).

óleos sulfurados óleos minerais ou graxos Excelente Excelente Excelente Ótima


e clorados sulfurados ou com subs-tâncias
cloradas.
Fluidos sintéticos Água + agentes químicos(aminas, Excelente Boa Excelente Excelente Excelente
nitritos, nitratos, fosfatos), sabões,
germicidas.
• FLUIDOS DE CORTE
Grau de Material Aços de Aços-liga Aços-liga Aços- Alumínio Cobre, níquel,
severidade Operação baixo de médio de alto ferramenta e magnésio, bronze de
carbono carbono carbono aços latão vermelho alumínio
aditivados inoxidáveis
1 Brochamento A A A ou j A ou K D C
2 Roscamento A ou B A ou B A ou B A ou B ou C D ou G / H a K D ou G / H a K

3 Roscamento com cossinete. B ou C B ou C B ou C B ou C D ou H D ou H


4 Corte/acab. - Dentes engrenagem B B B A G ou H j ou K

4 Oper. c/ alargador. D C B A F G
5 Furação profunda. E ou D E ou C E ou B E ou A E ou D E ou D
6 Fresamento. E, C ou D E, C ou D E, C ou D C ou B E, H a K E, H a K
7 Mandrilamento. C C C C E E
7 Furação múltipla. C ou D C ou D C ou D C ou D F G
8 Torneamento - máquinas automát. C ou D C ou D C ou D C ou D F G

9 Aplainamento e torneamento. E E E E E E
10 Serramento, retificação. E E E E E E
Legenda: A - óleo composto com alto teor de enxofre (sulfurado)
B - óleos compostos com médios teores de enxofre(sulfurado) ou substâncias cloradas (clorado)
C - óleos compostos com baixos teores de enxofre ou substâncias cloradas
D - óleo mineral clorado
E - óleos solúveis em água
F, G, H, J, K - óleo composto com conteúdo decrescente de óleo graxo de F a K
• FLUIDOS DE CORTE
• FLUIDOS DE CORTE