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Profª. Enfª.

Flávia Alves
 É de extrema importância que o enfermeiro domine os
medicamentos e suas vias de administração, desta forma
teremos uma assistência de enfermagem qualificada,
administrando com segurança medicamentos os que
levarão a cura ao paciente, devendo manter-se sempre
alerta quanto aos principais efeitos colaterais desses
medicamentos.
 Punção venosa, muito utilizada, principalmente em
hospitais e unidades de saúde;
 Os profissionais precisam saber manipular muito bem as
seringas, saber sua capacidade e graduação.
• Partes: êmbolo, cilindro(corpo),
bico(ponta);

• Tipo: vidro ou descartável;

• Volume: 1 a 50 ml - mais comuns:


1ml; 3ml; 5ml; 10ml; 20ml;

• São calibradas em ml ou unidades.


• Dividida em 20 risquinhos que representam a escala
desta seringa;

• Portanto cada risquinho equivale 1 ml;

• Dividida em números inteiros;


 Dividida em 5 riscos;

 Significa que entre uma


graduação e outra equivale
0,2ml.
 Conheça a droga que vai administrar: dose, via de administração, ações, efeitos
colaterais, contraindicações e cuidados necessários durante e após a administração
da droga;

 Saiba calcular a quantidade necessária do medicamento a partir da apresentação


disponível;

 Verifique as cinco regras de administração de medicamentos;

 Diga o nome do medicamento e a finalidade ao cliente;

 Registre a administração de todos os medicamentos o mais cedo possível;


 Não administre medicação preparada por outra pessoa.

 Evite distrações, enquanto prepara a medicação;

 Verifique o prazo de validade do medicamento;

 Resolva as dúvidas sobre a medicação antes de administrá-la, inclusive as do


cliente;

 Verifique a existência de sensibilidade (alergias) do cliente à drogas antes de


preparar e administrar medicações
 Os erros relacionados à utilização de medicamentos podem resultar
em sérias consequências para o paciente e sua família, como gerar
incapacidades, prolongar o tempo de internação e de recuperação,
expor o paciente a um maior número de procedimentos e medidas
terapêuticas, atrasar ou impedir que reassuma suas funções sociais,
e até mesmo a morte.
 Ampolas (Liquido) é um pequeno frasco
selado;

 Ampolas são comumente feitas de vidro;

 Ampolas são produtos farmacêuticos e


químicos que devem ser protegidos do ar e de
contaminantes;

 São usualmente abertos arrebentando o


pescoço;

 Se devidamente feita, esta última operação


cria uma abertura limpa sem qualquer cacos
de vidro extras ou lascas.
 Frasco\ampola:

 Uma solução é uma mistura


homogênea constituída por duas partes
diferentes: o soluto que no nosso caso é
representado pelo medicamento e o
solvente pela água destilada ou soro
fisiológico.
 Lembre-se que uma vez injetada a droga, não é possível trazê-la de
volta. Portanto, muita atenção: não faça nada na dúvida! Muitos
medicamentos, para serem administrados, precisam ser dissolvidos.
O solvente mais utilizado para os medicamentos injetáveis é a água
destilada ou SF 0,9%, transformando-se assim em uma solução.
 O preparo e a administração da injeção deve ser feito pelo mesmo profissional;
 Preparar o medicamento, o mais próximo possível do horário de aplicação;
 Desinfetar a bancada de preparo de medicamento, com álcool 70%;
 Lavar as mãos sempre;
 Não conversar no momento da preparação do medicamento;
 Utilizar somente material em boas condições;
 Desprezar as ampolas ou frascos sem rótulo;
 Desprezar as seringas mal adaptadas, quebradas ou trincadas;
 Rotular a seringa após a obtenção do medicamento;
 Para medicamentos que serão usados mais de uma vez após a diluição, ver rotina
de acondicionamento de medicamentos.
 lavar as mãos corretamente;

 Não conversar durante preparação;

 Verificar a prescrição com respeito à horário, medicamento, dosagem, via de


administração e nome/leito do paciente;

 Ler com atenção o rótulo do medicamento. Verificar se a dose prescrita coincide


com a dose do frasco ou se há necessidade de fazer diluição;

 Escolher a seringa a agulha apropriada para a técnica a ser utilizada;

 Não contaminar o êmbolo, apenas tocar na parte que não encaixa no cilindro;

 Não tossir, falar, espirrar ou soprar sobre o material;


 Testar a seringa e a agulha adaptadas, empurrando e puxando o êmbolo;

 Desinfetar o gargalo da ampola com álcool 70% e quebrá-lo com auxílio do


gazes;

 Introduzir só a agulha dentro da ampola e aspirar a quantidade necessária de


medicamento para a seringa;

 Retirar o ar da seringa deixando apenas o conteúdo líquido;

 Proteger a agulha e seringa com o protetor próprio.


 Fazer a desinfecção da tampa de borracha com algodão e álcool 70%, após
retirar o lacre metálico;
 Deixar o ar no corpo da seringa correspondente a quantidade de líquido a ser
retirado;
 Introduzir a agulha (de grosso calibre), na tampa de borracha;
 Pressionar o embolo da seringa, para injetar o ar contido na seringa, para o
frasco-ampola;
 Elevar o frasco invertendo-o. Automaticamente o líquido refluirá para a seringa;
 Retirar o ar da seringa, deixando apenas o conteúdo líquido;
 Trocar a agulha por outra adequada à via de administração (não utilizar agulhas
 exclusivas para diluição na aplicação de medicamentos nos dispositivos laterais
dos equipos).
 No preparo e na administração de medicamentos é preciso muita
consciência e o máximo de atenção. Não podemos administrar
mais ou menos a dosagem prescrita. Ela tem que ser exata!
 Fazer a desinfecção com algodão umedecido em álcool 70%, na tampa de
borracha,após ter retirado o lacre metálico;

 Aspirar o diluente da ampola, com agulha de grosso calibre e introduzir o


diluente no frasco-ampola;

 Misturar a solução, com movimentos giratórios até obter uma mistura


homogênea;

 Aspirar o conteúdo do frasco-ampola;

 Trocar a agulha por outra adequada à via de administração.


Bandeja contendo:
 Garrote;
 Material para assepsia (Álcool 70% , algodão ou gaze);
 Luva descartável;
 Cateter de escolha (scalp ou jelco);
 Seringa 5 ou 10ml com SF 0,9%;
 Material para fixação (Esparadrapo ou micropore, tala rígida s/n);
 Soroterapia, se prescrito.
 A lavagem de mãos é um procedimento indispensável em
todos os procedimentos relacionados a terapia intravenosa.

 As luvas devem ser calçadas antes da punção venosa e


mantidas até que o risco de exposição ao sangue tenha sido
eliminado.
Garrotte/ torniquete:

 Geralmente de látex, é um cinto flexível para


promover a retenção do sangue facilitando
assim a visualização da veia no momento da
punção.

 O acesso venoso poderá ser difícil quando as


veias periféricas estão duras e esclerosadas em
decorrência do processo de doença, por uso
incorreto ou pela frequente terapia
medicamentosa, ou quando o paciente for
obeso.

 Portanto, para encontrar as veias colaterais o


enfermeiro deverá usar a técnica de
garroteamento.
DISPOSITIVOS ENDOVENOSOS:

 São materiais cilíndricos, canulados e perfurantes;

 Destinados a viabilizar a drenagem de elementos do tecido


sanguíneo e/ ou infusão de soluções líquidas, na direção exterior
corporal ou interior dos vasos, nos respectivos sentidos do fluxo;

 Possuem uma extremidade destinada à perfuração e à penetração


das estruturas corporais e outra, ao “plug adaptador”, para
promover conexões com seringas ou equipos.
 Embora menos indicado, o cateter agulhado com asas (tipo scalp) também é
utilizado para punção venosa.

 Dispositivo de agulha rígida com asas, constituído por uma agulha, tubo
transparente e conector(“tampinha”). É mais indicado para terapia I.V. de curta
duração. A desvantagem é a maior incidência de infiltrações por ser um
dispositivo rígido.
Equipos de infusão:
 Equipos de infusão são estruturas destinados a introdução de grande volumes de
líquido na circulação sanguínea, com a finalidade de ligação do dispositivos
venoso periférico ao recipiente que contém líquido a ser infundido.

Os materiais que fazem parte do equipo de infusão são:


 Regulador de fluxo: serve pra controlar o gotejamento do líquido;

 Ponta perfurante: adapta o equipo ao frasco de solução de grande volume;

 Copinho: onde goteja o líquido a ser infundido;

 Injetor lateral: acessório disponível para permitir injeções;


Torneirinha:

 Dispositivo intermediário, também


conhecido por dânula, é um dispositivo
descartável, estéril, que favorece as
infusões múltiplas de soluções IV ou
medicamentos, é constituída por um
volante giratório com setas indicativas.
 Para que se possa regular o fluxo de gotejamento, é necessário
observar a posição do membro em que está puncionada a veia, a
altura em que se encontra o frasco de solução e a inserção do
dispositivo venoso, o tipo de veia, o calibre do dispositivo venoso,
dentro outros, pois esses fatores alteram o reajuste do gotejamento.

 OBS: A força da gravidade atua sobre fluídos administrados por via IV.

Ex: Se o paciente, elevar o braço e colocá-lo sobre a cabeça, o fluxo de


gotejamento irá alterar.
Locais de Aplicação:

• Qualquer veia superficial acessível, preferencialmente de grande calibre longe


de nervos importantes e articulações, de fácil acesso, não esclerosada e sem
sinais de inflamação;

• Se possível, escolha uma veia na mão ou no braço não dominante do paciente,


isto preserva capacidade funcional;

• Procure uma veia que tem a aparência firme, com trajeto relativamente reto e
principalmente que seja examinada por palpação e inspeção

• Não use veia, vermelha, quente ou endurecida;

• As veias dorsais da mão são fáceis de acessar , mais são frequentemente


pequenas e frágeis.
 Evite as veias antecubitais, pois se o paciente
fletir o braço, o cateter intravenoso pode se
deslocar, portanto, provavelmente precisaria
imobilizar seu cotovelo;

 Não use veias nas pernas e nos pés, a menos


que não haja outra opção. A circulação
periferica pode não ser adequada nos membros
inferiores, portanto há maior risco de formação
de trombo.
 A finalidade e o tempo previsto para uso do acesso venoso
vai influenciar na escolha do tipo de vaso, tipo do cateter,
localização da punção e processo de fixação.
 Lavar as mãosƒ ;
 Explicar o procedimento ao paciente;
 Calçar as luvas e usar demais EPI’s;
 Deixar o equipo previamente completo com SF 0,9%;ƒ
 Aplicar o garrote acima do local escolhido para punção
 (o suficiente para impedir o fluxo venoso, solicitando ao paciente para realizar
movimento de abre e fecha das mãos;
 Realizar assepsia do local;
 Inserir o cateter com o bisel voltado para cima a um ângulo de 30º a 40º e após
perfurar a veia, reduzir o ângulo até que se torne paralelo à pele;
 Verifique o retorno de sangue no interior do cateter;

 Solte o garrote;

 Conecte o cateter ao equipo;

 Conforme prescrição, administre o líquido lentamente;

 Realizar a fixação, Identificando com data, hora, nº do jelco ou


escap usado e nome do profissional que puncionou o acesso.
Hipersensibilidade à drogas:

Sinais e Sintomas:
• Erupção urticariforme, prurido;
• Lacrimejamento, coriza;
• Sibilos.
Flebite: complicação mais comum IV; associada a medicamentos e soluções
ácidas, uso de dispositivo mais calibroso que o vaso, uso prolongado dispositivo
mesmo local.

• Sintomas: edema, calor local, dor, sensibilidade, rubor no local de inserção ou


no trajeto da veia e veia endurecida à palpação.

• Confirmando a Flebite: visualmente e avaliando as queixas do paciente.


• Tratamento: interromper a infusão.
• Como Evitar: usar técnica asséptica no momento da punção e manipulação do
catéter.
Infiltração (deslocamento do catéter):

 Sintomas: Edema e acentuada redução do fluxo de infusão.


 Tratamento: interromper a infusão.
 Como evitar: escolha correta do tipo e calibre do catéter.
ƒ
Hematomas (extravasamento de sangue):

 Sintomas: edema imediato do local e extravasamento de sangue no local.

 Confirmando o hematoma: visualmente e avaliando as queixas do paciente.

 Tratamento: interromper a infusão, aplicar bolsa de gelo local nas primeiras


24h e depois calor local.

 Como evitar: inserção cuidadosa da agulha no momento da punção. Cuidados


especiais com pacientes portadores de distúrbios de coagulação ou em uso de
anticoagulantes.
 Se a veia foi transfixada em uma punção, um hematoma se desenvolve, remova
imediatamente o cateter e aplique pressão direta no local;

 Não reaplique torniquete onde há pouco foi realizada uma tentativa de punção
venosa, por que um hematoma pode ser formar novamente ou aumentar.
Obstrução do fluxo (dobramento ou coágulos):

 Sintomas: fim da solução em uso e retorno sanguíneo para o interior do equipo.


 Confirmando a Obstrução: visualmente.
 Tratamento: interromper a infusão e nunca tentar desobstruir forçando a
infusão com uma seringa.
 Como Evitar: nunca deixar que o frasco da solução se esvazie por completo,
irrigar o cateter após a administração de medicações EV, manter fluxo adequado
de infusão.
Sobrecarga hídrica (alto fluxo de infusão):

 Sintomas: aumento da PA e dispnéia intensa, cianose, tosse, edema palpebral.


 Causas: infusão rápida da solução ou doença Renal.
 Tratamento: reduzir o fluxo da infusão, monitorização frequente dos SSVV,
avaliação dos ruídos pulmonares, posicionar o paciente com tronco elevado.
 Como evitar: controle rigoroso do fluxo de infusão.
Embolia gasosa (infusão aérea):

 Sintomas: dispnéia, cianose, hipotensão, pulso rápido e fraco, perda da


consciência, dor no tórax.

 Causas: infusão de ar nas veias.

 Tratamento: clampear, imediatamente o cateter, colocar o paciente em DLE na


posição de trendelenburg, avaliar SSVV e ruídos pulmonares, oxigenoterapia.

 Como evitar: nunca deixar ar na cavidade do dispositivo de infusão.

OBS: a velocidade de entrada de ar e tão importante quanto a quantidade de ar


necessária para provocar a morte.
Infecção (complicação de contaminação):

 Sintomas: repentina elevação de temperatura logo após o início da infusão, dor


de cabeça, aumento da frequência cardíaca e respiratória, náuseas, calafrios,
tremores, mal estar geral.

 Causas: contaminação do material usado por substâncias contaminadas ou falha


no processo de assepsia.

 Tratamento: interromper imediatamente a infusão e retirar o catéter, administrar


medicamentos CPM. Deve-se proceder com a cultura da ponta do catéter.
 Sempre que for necessária a administração de medicamentos incompatíveis
entre si, no mesmo horário ou pela mesma via de acesso, devem ser tomados os
seguintes Cuidados:

- Preparar os medicamentos separadamente e não misturá-los;


- Administra-los separadamente e após a administração do 1º, lavar a via de
acesso com SF 0,9%;
- Aguardar 10min para a administração do 2º medicamento.
 A medicação com o mesmo principio ativo pode correr de
modo continuo em uma mesma via.

Ex: Drogas Vasoativas:


- dopamina.
- dobutamina.
- norepinefrina.
Causas:
 Reencapamento de agulhas

 Descarte incorreto dos materiais

 Desobediência às normas de biossegurança

 Não uso dos EPI’s

Principais riscos:
 HIV
 Hepatite B
 Hepatite C
Condições predisponentes:

 Atuar em trabalho sem está habilitado.


ƒ
 Falta de atenção;

 Pressa;
A prática do dia a dia e a dedicação no trabalho, nos torna
cada dia mais apto a realizar nossas funções,
proporcionando o conforto e bem estar dos nossos
pacientes.

O lucro do nosso estudo é se tornar melhores


e mais sábios

(Michel Montaigne)
• POTTER, P. A., PERRY, A. G. Fundamentos de
enfermagem. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2004.

• POTTER, P. A., PERRY, A. G. Grande tratado de


enfermagem prática. 3.ed. São Paulo: Livraria Santos,
2005.