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ESTÉTICA

FILOSOFIA
DA ARTE
ETIMOLOGIA DA PALAVRA

Estética - vem do grego, com o significado de

• “capacidade de sentir”
• “compreensão pelos sentidos”
• “percepção do todo”.
• Processo de entender filosoficamente a criação
artística.
Onde utilizamos a estética?

• Em nosso dia a dia, quando nos vestimos,


escolhemos roupas a partir de concepções
estéticas.

• Em casa ou no trabalho, não apenas na


decoração dos ambientes, mas na própria
realização das atividades.
ETIMOLOGIA DA PALAVRA

FILOSOFIA – se aproxima da arte para estudar


racionalmente a beleza e o sentimento que uma obra
suscita nos indivíduos
Miron
Escultura de
455 a.C
Caravaggio
(1571-1610)
Estética

• Arte: forma de conhecimento muito específica


que consiste na interpretação que o artista faz do
mundo;

• Não existe arte verdadeira ou falsa, mas formas


de interpretar o mundo;
Estética

“Duas realidades” estão presentes no mundo


da arte:
subjetiva: é aquela que depende do ponto de vista
pessoal, individual e interna.

objetiva: é aquela material, concreta, independente


das preferências individuais e externa
A comunicação entre artista e
público

• Para criar uma obra de arte, o artista parte de


seu conhecimento subjetivo para então transferi-lo
para a obra de arte objetiva;

• O público faz o movimento contrário;

• Observa primeiro a obra (objeto) para então


atingir o mundo representado na obra (subjetivo);
A QUESTÃO DO GOSTO

Ter gosto é ter capacidade de julgamento, sem


preconceitos.

A subjetividade é exercitada quando se coloca


interessada em conhecer, entregando-se ao objeto,
antes de preferí-lo.
MAS E AQUILO QUE É FEIO?

SERIA QUESTÃO DE MAU GOSTO?


O BELO E O FEIO 
A QUESTÃO DO GOSTO
A forma de representação “feia”:

• obras “feias” podem ser vistas de duas formas:

• na medida em que são “malfeitas”, isto é, não


correspondem plenamente a sua proposta (estilo
artístico feio);

• ou pode aparecer como tema retratado (algo que não


seja bonito de ser apreciado naquele momento, naquele
espaço, para aquele grupo, etc.)
Isso significa que uma obra de arte
pode ser feia?

• A resposta é NÃO.

• Elas são avaliadas de acordo com a sua


originalidade e capacidade de mexer com
nossas sensibilidades.

“o artista atingiu os objetivos a que se propôs ao


criar?”
Questões:

1) Por que o belo (beleza) atrai tão intensamente os seres humanos?

2) Qual a importância da beleza na sociedade que você vive?

3) Qual a diferença entre a Estética e o conhecimento popular sobre o belo?

4) Qual o papel do artista na obra de arte e como se dá seu trabalho?

5) Qual o movimento do público na apreciação da obra de arte?

6) É possível haver uma obra de arte "feia"? Explique.


CONCEPÇÕES DE
ARTE
PLATÃO ARISTÓTELES SCHILLER
PLATÃO
• Para Platão, existem padrões
universais de beleza;

• Tais padrões não são apreendidos


por todos, mas apenas por iniciados;

• A beleza, por ser um conceito de


perfeição, é imaterial e só se
encontra na razão (não nos sentidos;
PLATÃO

• Qualquer tentativa de
reproduzir (copiar) uma ideia,
será necessariamente variada e
pior.

• Crítica aos artistas gregos.


ARISTÓTELES
• Para Aristóteles, a beleza pode ser apreendida
pelos sentidos;

• A beleza está na imitação que a arte faz do mundo;

• Quanto mais simetrias e proporções próximas da


realidade, mais bela a obra e arte.

Friso do
Parténon
atribuído a
Fídeas
Sec. V a.C.
José Malhoa
1855-1933
Vermeer
Sec. XVII
REVOLUÇÃO NA FILOSOFIA DA
ARTE
• Século XIX: filósofos e artistas europeus buscaram a
libertação dos conceitos antigos de arte

• Arte não deve ser apenas representação exata da


realidade

• Uma obra é arte apenas se exprime sentimentos e


emoções do artista.

Van Gogh
REVOLUÇÃO NA FILOSOFIA DA
ARTE
• Schiller: a arte é uma forma de
elevação cultural de um povo;

• Educação estética:

“o indivíduo não é uma ilha, mas faz


parte de um organismo maior. Deve ser
sua contribuição melhorar a pátria”.

Schiller: 1759-1805
REVOLUÇÃO NA FILOSOFIA DA
ARTE
• Schiller: o artista deve ilustrar
a energia e os valores morais
para o povo admirar e escapar
da barbárie.
REVOLUÇÃO NA FILOSOFIA DA
ARTE