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“DIREITOS DA PERSONALIDADE E SUA

TUTELA”

Elimar Szaniawski
CAPÍTULO 1:

“Os DIREITOS DA PERSONALIDADE


e sua EVOLUÇÃO”
1.1 - Da tutela da personalidade humana na Grécia antiga (período clássico)

• A proteção tinha fundamento em três ideias:

1. Repúdio a injustiça;
2. Veto aos excesso de uma pessoa à outra;
3. Veto a prática de insolência contra a pessoa humana. (Tratar as
pessoas de maneira inferior)

• Neste período a tutela da personalidade humana possuía natureza


exclusivamente penal.
1.2 - Da Tutela da Personalidade Humana na Roma Antiga:

• Foi atribuído ao romanos a elaboração da teoria jurídica da personalidade.

• Para o direito romano, a personalidades dos indivíduos estava relacionada aos três
status:

1. Status libertatis;
2. Status civitatis;
3. Status familiae.

• Aquele que não possuía o status libertatis (ex: escravos) não era cidadão, não podia
constituir família e não tinham personalidade.

• Direitos da personalidade do cidadão;

• Direitos de personalidade dentro do núcleo familiar.


1.3 - Da tutela da personalidade humana na Idade Média:

• Introdução gradual do direito “costumeiro barbárico“


concomitantemente
ao direito codificado romano;

• Cristianismo, como religião oficial do Estado (Nobreza e Clero


administravam a sociedade feudal);

• Novo sistema político, valores próprios;

• Aplicava-se o direito barbárico, romano e canônico.


Escola de Glosadores de Bolonha (séc. XI)

• Renascimento do direito Romano Justiniano, adotado por Portugal nas


Ordenações Reais;

• O primeiro direito a viger no Brasil;

• Foi o direito comum aplicado na Europa até o séc. XIX.


Ideias relativas à pessoa pela filosofia

• Segundo o filósofo Anício M. T. S. Boécio pessoa é a substancia individual


de natureza Racional, pessoa=indivíduo;

• Para Boanventura de Bagnorea, pessoa é um indivíduo crescido de uma


certa dignidade que lhe provém da forma.
1.4 - Da Integração do Direito Geral de Personalidade nos Século XVI e
XVII:

• O Direito da Personalidade durante os séculos XVI e XVII, com o


enfraquecimento do feudalismo, sofreu uma significativa evolução;

• O denominado Direito Moderno Europeu nasceu com o Renascimento do


Direito Romano, assim como com o Direito Costumeiro, Direito Canônico,
Direito Natural e os Costumes Mercantis;

• Contudo tal sistema não foi adotado pela região da Grã-Bretanha, que
constituiu seu próprio regime jurídico, o “Common Law”;
1.4 - Da Integração do Direito Geral de Personalidade nos Século XVI
e XVII:

• O Renascimento e o Humanismo tiveram uma formulação e um


direcionamento mais apurado sobre o Direito Geral de Personalidade;
Distanciando cada vez mais da concepção arcaica e medival;

• A Doutrina Moderna, desenvolveu a ideia de tutela dos direitos


individuais e a noção de Dignidade da Pessoa Humana;

• A Proteção da Pessoa Humana reconhecida pelo Estado encontra


origens no liberalismo; Com a derrubada da monarquia absolutista
institui-se o Estado Liberal com base no individualismo.
1.5 – Do Fracionamento do Direito Geral da Personalidade no Século XIX:

• Nos séculos XVII e XVIII se desenvolveu o capitalismo. E a partir do século XIX, a


concepção Iluminista e Jusrracionalista formou uma nova sociedade, isenta de
preceitos medievais onde prevalecia o pensamento racional;

• O Jusnaturalismos racional abre espaço para o homem, inserindo o individuo no


núcleo do interesse do ordenamento jurídico;

• A codificação do Direito Civil resultou

“...
um único corpo legislativo, cristaliza em todas as categorias jurídicas
destinadas a tutelar a vida e as relações humanas, permitindo sua perpetuidade ”
(p.41)
1.5 – Do Fracionamento do Direito Geral da Personalidade no Século
XIX:

• Durante tal período, destacaram-se duas Escolas:

 Escola Histórica do Direito: Atribuía o Direito Geral de


Personalidade como o direito que a pessoa possuía sobre ela
mesmo, negando a proteção de personalidade;

 Escola do Positivismo Jurídico: Que tinha o objetivo de tornar o


estudo do Direito uma verdadeira ciência.
1.5 – Do Fracionamento do Direito Geral da Personalidade no Século XIX:

• O Positivismo Jurídico e a Teoria dos Direitos Inatos contribuíram para a Bipartição da


Tutela do Homem e de sua Personalidade em dois grandes ramos:

1. Direito Público de Personalidade: inerentes ao homem;

2. Direito Privado de Personalidade: aplicados nas relações particulares;

• Diante do exposto destaca-se que frente aos Direitos da Personalidade, estariam os


Direitos Fundamentais do Homem e do Cidadão, que têm por escopo a proteção dos
Direitos essenciais ao homem contra a arbitrariedade e atividade abusiva do Estado,
limitando o Poder do Governo.
1.6 – Das Convenções Internacionais como Instrumento de Tutela da
Personalidade Humana:

Positivismos Jurídico e DIREITO DE


Teoria dos Direitos Inatos PERSONALIDADE PÚBLICO
DIREITOS DE
PERSONALIDADE DOS
HOMENS
DIREITO DE
PERSONALIDADE PRIVADO
1.6 – Das Convenções Internacionais como Instrumento de Tutela da Personalidade
Humana:

• As Declarações, Convenções Internacionais influenciam as normativas nacionais dos países


signatários;

• Em um primeiro, buscou-se a Tutela da Personalidade Humana contra o Ato do Poder Público:

 Declaração Universal dos Direitos do Homem, 1789;


 Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, 1949;
 Convenção Europeia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais,
1950.

• Passou a Pessoa Humana a ter reconhecidos e assegurados os seus Direitos Fundamentais;

• Ao seguir dos estudos e normativas realizadas gerou a proteção a Proteção da Pessoa e de sua
Personalidade em toda sua dimensão;
1.6 – Das Convenções Internacionais como Instrumento de Tutela da
Personalidade Humana:

DESENVOLVIMENTO TECNOLOGICO X GANÂNCIA HUMANA

FRAGILIDADE DAS CRIANÇAS

DIREITO INALIENÁVEL A VIDA

• O Direito Internacional busca proteger o Direito da Personalidade em


todas as suas Dimensões.
1.7 – Das Convenções Internacionais do Direito Geral de Personalidade em
Meados do Século XX:

I. RETORNO DO SÉCULO XIX INICIO SÉCULO XX:

• Direito da Personalidade:

1. Escola Histórica do Direito: negava  Presente na própria pessoa

2. Positivismo Jurídico : Direito é reconhecido pelo Direito Positivo


1.7 – Das Convenções Internacionais do Direito Geral de Personalidade
em Meados do Século XX:

II. COMO ERA FEITA A PROTEÇÃO DO SER HUMANO E DOS DIREITOS


INERENTES AO HOMEM?

• Na relação PARTICULAR X ESTADO: Direitos PÚBLICOS da personalidade


(Constituição e Declarações Universais do Homem )

• Nas relações entre PARTICULARES: Direitos PRIVADOS da Personalidade


(aqueles tipificados em lei)
1.7 – Das Convenções Internacionais do Direito Geral de Personalidade em Meados do
Século XX:

III. SÉCULOS XX - PRIMEIRA METADE:

• Fortalecimento do Positivismo;

• Códigos Civis sem proteção do Direito Geral de Personalidade

• Alemanha Código Civil Alemão (BGB) – inspiração para o Código Civil Brasileiro de
1916

 Antes : Proteção

 Depois, até meado do Século XX: Ruptura com o Direito Geral da


Personalidade
1.7 – Das Convenções Internacionais do Direito Geral de Personalidade em Meados do Século
XX:

IV. SÉCULO XX – SEGUNDA METADE – PÓS-GUERRAS MUNDIAIS

• Fomento de Cláusulas Abertas: Janelas abertas deixados pelo legislador para preenchimento pelo
aplicador do Direito, caso a caso;

• Mudança de Ótica no Direito Civil: Direito Individualista para Justiça Social.

• Descodificação do Direito: abertura do Direito Civil para Leis Especiais, subordinadas diretamente
a Constituição e não ao Código Civil.

• Eficácia Horizontal dos Direitos Fundamentais: aplicação dos direitos fundamentais nas relações
particulares

• Responsabilização do Direito: o Ser Humano como principal destinatário.


1.7 – Das Convenções Internacionais do Direito Geral de Personalidade
em Meados do Século XX:

V. Dignidade da Pessoa Humana e Cláusula Geral de Personalidade –


Fundamento Constitucional de Previsão no Primeiro Artigo de várias
Constituições.

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