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METODOLOGIA CIENTÍFICA

MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA

PROF. MARCELINO FERNANDES

professormarcelino@hotmail.com
PROF. MARCELINO FERNANDES

METODOLOGIA CIENTÍFICA
Twitter: @profmarcelino
www.facebook.com/profmarcelino
professormarcelino@hotmail.com
Métodos e Técnicas de Pesquisa

OBJETIVO GERAL:
Desenvolver a capacidade de observar, selecionar e
organizar cientificamente os fatos e fenômenos da
realidade.
OBJETIVO ESPECÍFICO:
Fornecer informações e referências para a montagem
e elaboração do projeto de monografia.

3
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA

1. Aquisição de Conhecimento
2. Conceitos
3. Fases do Trabalho Científico
4. Tipos de Trabalho Científico
5. Estrutura de uma Monografia
6. Normas da ABNT e Padrões
7. Normas para Redação
8. Referências
4
MOMENTO DE
REFLEXÃO

5
LIBERTE-SE de idéias do tipo:
 “Não posso”
 “Não tenho tempo”
 “Quem me dera”
 “Isso não é para mim”
 “Eu nunca vou conseguir”
 e outras convicções pessimistas.

6
PLÁGIO NEM PENSAR!

 FAÇA A DIFERENÇA:
Seja ético e preserve a moral...
Você é o Marketing de você mesmo!
Lembre-se as pessoas estão te vendo e
notícia ruim voa e você não vai querer seu
nome atrelado à fraude, vai?

7
O QUE É PLÁGIO
TIPOS DE PLÁGIO (NERY
“Engana-se quem
et al, [s.d.]):
pensa que só faz
plágio quem copia, 1) Integral
palavra por palavra 2) Parcial – trabalho
um trabalho sem como “mosaico” (cópias
citar inteiro a fonte de parágrafos e frases
de onde o tirou” de autores diversos,
(GARSCHAGEN, sem citar as obras)
2006, apud NERY et 3) Conceitual – outra
al, [s.d.] – grifos dos
maneira de escrever as
autores) artigo (4)
ideias do autor, sem
mencionar fonte
original 8
AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO

 Por quê adquirir conhecimento?


 Como se adquire conhecimento?
 Por quê fazer a monografia?
 Como se faz uma monografia?

9
AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO
 Conhecimento Científico
 O pesquisador é guiado por uma
característica humana básica: “a
curiosidade”.

 O pesquisador está constantemente tentando


explicar os “porquês” e os “comos” das coisas

10
AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO
 CONHECIMENTO
 Filosófico – Reflexão crítica, com o objetivo de
compreender a realidade.
 Baseada na experiência e não na experimentação

 Teológico – Está ligado à fé.


 Conhecimento sistemático do mundo: origem, significado,
destino, finalidade.

11
AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO
CONHECIMENTO
 Empírico – pela vivência coletiva os
conhecimentos são transmitidos de uma
pessoa à outra, de geração em geração.
 Canja de galinha

 Científico – exige que o pesquisador seja


crítico, objetivo, racional e imparcial.
 Pesquisa científica; Teste de hipóteses
A ciência é um processo de busca da verdade 12
AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO
 Era da Informação Para a ciência, não
existe verdade
 Importância da leitura absoluta

 Leitura:
 De entretenimento e cultura geral: Romance,
Capricho, Veja, Isto é, Info, Exame, Carta Capital...

 De formação: livros, teses, monografias, ...

Você sabe ler???

13
CONCEITOS - Método

1. MÉTODO: Caminho trilhado pelos cientistas para


atingir um determinado objetivo (busca da verdade).
(Estratégia)

2. MÉTODO: Conjunto de diversas etapas ou passos que


devem ser dados para a realização da pesquisa.

3. MÉTODO: Caminho ordenado e sistemático que se


percorre na busca do conhecimento.

“O método estabelece o que fazer”


14
CONCEITOS - Técnica

 TÉCNICA - conjunto de
procedimentos ou processos de uma
ciência, nas diversas etapas do
método.
 A técnica estabelece o como fazer.

15
CONCEITOS - Pesquisa

§ PESQUISA: Investigação e estudo


sistemático, cujo objetivo é adquirir
conhecimento a respeito de um
determinado assunto.

§ Utiliza-se a pesquisa para buscar uma resposta ou


solução de um problema (teórico ou prático),
utilizando-se o método científico.

16
CONCEITOS - Tipos de Pesquisa

1. Pesquisa Bibliográfica – procura


explicar um problema a partir de
referências teóricas publicadas em
documentos. (Livros, sites, revistas
científicas)

 Utilizada na maioria das monografias.


17
CONCEITOS - Tipos de Pesquisa

2. Pesquisa Descritiva – Observa, registra


e analisa fatos ou variáveis colhidos na
própria realidade.
Procura classificar, explicar e interpretar os
fenômenos que ocorrem.

Estudo das características, preferências,


atitudes, estudo de caso.
18
CONCEITOS - Tipos de Pesquisa

3. Pesquisa Experimental – procura


dizer de que modo ou por que aquele
fenômeno foi produzido.

 Pesquisa experimental pode ser feita


em laboratório ou não.
19
CONCEITOS
 O método científico consiste em
 4 práticas operacionais:

1. Desenvolvimento do problema. (pergunta)

2. Formulação de uma hipótese. (resposta)

3. Coleta de dados e informação. (pesquisa)

4. Análise e interpretação dos resultados. (análise)

20
Projeto de Pesquisa
1 Título
E
Bibliografia
S P 2 Tema
C
O
L
Definição
do (s)
Problema
(s)
R 3 Problema

4 Hipóteses
Disciplinas
cursadas
H
A Definição
O
da (s)
5 Objetivo
D
O
Hipótese (s)
J 6 Justificativa
A
Experiência
Profissional
Existente
S
S
Definição
do Tema E 7 Tipos de Dados
e Metodologia de
ou
Desejada U
N
T Pesquisa

8 Bibliografia
T
Curiosidade O O Preliminar

Adaptado de Silva, A. L. R. Monografia fácil: ferramentas e exercícios. São Paulo: DVS. 2004.
FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO

1. Escolha do tema
2. Delimitação do tema
3. Justificativa
4. Objetivo
5. Formulação do problema
6. Metodologia
7. Pesquisa (bibliográfica ou eletrônica)
8. Redação prévia das partes (Planejamento)
9. Redação final
10. Organização das referências
22
FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
1. ESCOLHA DO TEMA
O que você pretende pesquisar (abordar)?
 Muitas idéias, indecisão, angústia, ...

 Você deve considerar a relevância e atualidade


de sua escolha, o seu conhecimento a respeito,
a sua preferência e sua aptidão pessoal para
lidar com o assunto escolhido

 Avalie a disponibilidade de material para a


pesquisa 23
FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
1. ESCOLHA DO TEMA
O que você pretende pesquisar (abordar)?

 Pode estar ligado a interesse particular


 Quer conhecer melhor algum assunto (não conhece)
 Quer dominar determinado assunto (já conhece)
 Quer fazer Mestrado e aproveitar o projeto depois

 Pode estar ligado a interesse profissional


 Possibilidade de promoção, conhecimento, ...
 Quer conhecer melhor o seu trabalho

Entre outros . . . 24
FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO

2. DELIMITAÇÃO DO TEMA
 Delimitar o tema é selecionar um tópico (ou parte dele) a ser
pesquisado.
 Evite temas que não permitem estudos em profundidade.
 Pode-se fixar limitações de tempo, de tipos, de localização,
de ponto de vista, ...
 Exemplo:
Tema:
 O Recolhimento Compulsório do FGTS do
Trabalhador Doméstico
Delimitação do tema:
 Diminuição da Oferta de emprego em decorrência
do Impacto do Recolhimento Compulsório do FGTS
do Trabalhador Doméstico

25
FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
3. JUSTIFICATIVA

O pesquisador deve refletir sobre “o


porquê?” desta pesquisa

 Explique as razões da preferência por este tema.


 Explique a importância deste tema.
 Explique porque este tema é relevante.
 Identifique se a abordagem proposta tem vantagens
ou pontos positivos.

26
FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
4. OBJETIVOS DA PESQUISA

 Os objetivos definem quais os resultados que você pretende alcançar ou


qual a contribuição que sua pesquisa irá dar.
Utilize linguagem clara e direta: “O objetivo desta pesquisa é ...”

 Objetivo geral:
 Determine com clareza e objetividade o que se almeja com a
pesquisa.

 Objetivos específicos:
 Aprofunde as intenções expressas nos objetivos gerais: mapear,
identificar, levantar, diagnosticar, traçar o perfil, avaliar, comparar,
...

27
FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO

5. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Transformar o tema em um problema

 Formular as perguntas adequadas.


 Para cada pergunta formulada, a pesquisa
deve encontrar uma resposta.
 Há autores que desenvolvem um capítulo
para cada pergunta formulada.

28
3 FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
6. METODOLOGIA
“ONDE” e “COMO” será realizada a pesquisa.

 Indicação dos métodos e técnicas a serem


utilizados na monografia.
 Identificação das fontes de pesquisa
bibliográfica ou eletrônica.
 Configuração do universo de pesquisa e da
técnica de amostragem utilizada.

29
3 FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
7. PESQUISA (Bibliográfica ou Eletrônica)
 A pesquisa bibliográfica ou eletrônica tem
como objetivo encontrar as respostas ao
problema formulado.

 Quanto à sua natureza os dados coletados podem


ser:

 Primários – coletados em primeira mão.


 Secundários – coletados em livros, revistas,
relatórios, internet e etc.
 Terciários – quando citados por outra pessoa.

30
3 FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
7. PESQUISA (Bibliográfica ou Eletrônica)
 Identifique os sites importantes sobre o assunto. Pesquise nos sites das
universidades ou institutos de pesquisa (confiáveis!).
 A UEL disponibiliza acesso a diversas bases de dados, no site da
Biblioteca Central (www.uel.br/bc).
 Localize a bibliografia necessária à sua pesquisa.
 Verifique se a bibliografia necessária está disponível (vá à Biblioteca,
pergunte para os colegas de curso, etc), e o que ainda precisa ser
procurado.
 Faça a leitura superficial de reconhecimento, para ver se aquele
material corresponde aos seus objetivos.
 Anote os dados da obra consultada: autor, título, cidade, editora, ano,
número de páginas.
Pesquise no melhor amigo do homem e da mulher: “GOOGLE”.

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3 FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
8. REDAÇÃO PRÉVIA DAS PARTES
Uma vez selecionado o material, você deve anotar as
idéias, fatos e afirmações que o ajudarão em seu
trabalho.
É preciso guardar aquilo que será utilizado mais tarde
como citação em sua monografia.
Utilize marcadores, rabisque (se o livro é seu), tire
cópias, faça anotações, ...
Caso você tenha alguma idéia ou reflexão original, anote-
a naquele momento. Não deixe para depois.
(Você verá como fazer citação na sequência) . . .
32
3 FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
8. REDAÇÃO PRÉVIA DAS PARTES

Faça uma leitura reflexiva e crítica antes de fazer


anotações.
Tenha sempre em vista os objetivos do trabalho.
Imagine e crie (provisoriamente) a estrutura de sua
monografia (Sumário) com os respectivos capítulos.
Selecione o material que foi coletado e separe-o pelos
capítulos. Se necessário crie pastas (de plástico) para
guardar as anotações referentes a cada capítulo de
sua monografia.

33
3 FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
9. REDAÇÃO FINAL
Ao redigir a sua monografia verifique as normas da
ABNT, que estabelece padrões para a apresentação
gráfica e as referências.
O texto não deve conter erros ortográficos e semânticos.
O texto deve ser claro, preciso e objetivo.
Faça um revisão geral de toda a monografia.
Verifique se a Conclusão está de acordo com os objetivos
traçados no início do trabalho (Introdução)
Se for o caso, refaça os objetivos.

34
3 FASES DO TRABALHO CIENTÍFICO
10. ORGANIZAÇÃO DAS REFERÊNCIAS
 As Referências são colocadas após a Conclusão da
monografia.

 Inclua todos os livros, sites, revistas e etc. utilizadas em sua


monografia.

 Para monografia Jurídica indico para


consulta o Livro do Desembargador
Rizzato Nunes “MANUAL DA MONOGRAFIA
JURÍDICA - COMO SE FAZ: UMA MONOGRAFIA,
UMA DISSERTAÇÃO, UMA TESE”

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4 TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO

 TCC
 Trabalho de Conclusão de Curso

 Graduação

 Trabalho de pesquisa (científico) sobre


um assunto visto no curso de graduação.

 Não precisa ser original.

36
4 TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO
 MONOGRAFIA

  Especialização lato-sensu

 Trabalho científico que aborda um tema


específico relacionado à área do curso.
 Não precisa ser original.
 Pode ser feito em dupla (depende da
Faculdade), mas tem defesa pública.
37
4 TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO
 DISSERTAÇÃO

 Mestrado

 Estudo que expressa domínio de


conhecimento do autor a respeito do
assunto e sua capacidade de sistematização,
ordenação e interpretação.

 Exige defesa pública (~3 membros na banca)


 Duração: ~ 2 anos.

38
4 TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO
 TESE
  Doutorado
 Investigação científica de um tema original
ou uma nova abordagem de um tema não
original, oferecendo uma contribuição à
sociedade.
 Tem exame de qualificação (pré-defesa ou
qualifying).
 Exige defesa pública (~5 membros na banca)
 Duração: ~ 4 anos.

39
4 TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO
 TESE
  Pós-Doutorado
 Trabalho científico visando complementação
de aprendizado de algum tema de interesse
do aluno.
 Duração: ~ 12 a 18 meses.
 Tem apenas um supervisor. Não tem orientador.
 É recomendável que se faça num curso que tem conceito
Capes 5, 6 ou 7.
 É recomendável que se faça em uma IES diferente da que
você fez o doutorado, preferencialmente no exterior.
40
4 TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO

 PÓS-GRADUAÇÃO
1. Lato-Sensu - Especialização

É regida pelo CNE/MEC - Res. 01/2001 e posteriores

Carga horária: 360 horas (mínimo)


Freqüência: 75% (setenta e cinco por cento)
Nota mínima: 7,0 (sete)
Docentes: no mínimo 50% de mestres e doutores.
É emitido certificado.
Há fiscalização por parte do MEC/INEP.

MBA = Especialização Lato-Sensu


41
4 TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO


PÓS-GRADUAÇÃO
2. Stricto-Sensu - Mestrado/Doutorado/Pós-Doc
É regido pela Capes/MEC
Exige avaliação prévia do curso e instituição.
É emitido diploma.
Pode ser aluno especial.
Regime pode ser bimestral, trimestral ou semestral.
É muito mais rígido (tem diversos controles!).
Tem seleção para ingresso.
Pode ter bolsa (Mestrado R$ 1.200,00; Doutorado R$ 1.800,00; Pós-Doutorado;
Pós-Doutorado Sênior R$ 3.300,00).

42
Como conseguir uma vaga para o mestrado?

 Fazer prova do PosComp (em computação).

 Acessar o site da Instituição de Ensino


Superior-IES que você tem interesse e verificar
as linhas de pesquisa dos docentes.

 Acessar o c.v. Lattes dos docentes na página do


CNPq (www.cnpq.br), para ver as linhas de
pesquisa e as áreas de atuação.

43
Como conseguir uma vaga para o mestrado?

 Elaborar um projeto de dissertação ou tese para


cada IES, contemplando a linha de pesquisa do
docente.

 Ficar atento aos prazos de seleção:


 Mestrado – set/out/nov de cada ano, para início em
março.
 Doutorado – idem ao mestrado e/ou fluxo contínuo.

 Ver se tem alguém conhecido (aluno ou professor)


na IES de interesse.

44
Como conseguir uma vaga para o mestrado?

 Participar de algum evento que seja promovido


pela IES que você tem interesse em fazer
mestrado.

 Telefonar para o docente ou passar e-mail


marcando uma entrevista, sem compromisso.

 Entregar carta de apresentação (2 docentes).

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TITULAÇÃO OBTIDA
 MASTER OF SCIENCE (EUA) = MESTRE (BRA)

 PhD – Philosophy Doctor (EUA) = DOUTOR (BRA)


 Quem faz pós-doutorado continua com o título de Doutor.

 Livre Docente – professor universitário concursado, que o habilita a


reger certos tipos de curso.

 Catedrático – Professor titular. Indivíduo muito entendido em


determinado assunto. (antigo)

 Se você quer ter uma outra idéia de como é um projeto de mestrado, dê


uma olhada no arquivo intitulado: “Como nao fazer uma dissertacao”.
Outra dica é acessar o arquivo: “Roteiro para analise critica de artigo
cientifico”.

46
5 ESTRUTURA DE UMA MONOGRAFIA

 De acordo com a norma ABNT NBR 14.724 – 2011

 PRÉ-TEXTUAIS (ou PRELIMINARES)

 TEXTUAIS (ou CORPO DO TRABALHO)

 PÓS-TEXTUAIS (ou PARTE REFERENCIAL)

47
5 ESTRUTURA DE UMA MONOGRAFIA

PRÉ-TEXTUAIS
Lista de figuras (>5)
 Capa 

 Lombada  Lista de tabelas (>5)


 Folha de rosto  Lista de siglas (>5)
 Ficha catalográfica  Lista de símbolos (>5)

 Folha de aprovação  Sumário


 Dedicatória
 Agradecimentos
 Epígrafe
 Resumo
 Abstract Azul e sublinhado
obrigatório

48
5 ESTRUTURA DE UMA MONOGRAFIA

 TEXTUAIS

 Introdução (seção ou capítulo 1)

 Desenvolvimento (seção ou capítulo 2, 3, ...)

 Conclusão (última seção ou capítulo)

49
5 ESTRUTURA DE UMA MONOGRAFIA

 PÓS-TEXTUAIS

 Referências
 Glossário
 Apêndice
 Anexo

50
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 Segundo a norma NBR 14.724 de 2011 da


Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT):

 A CAPA é um elemento obrigatório, e


as informações são transcritas na
seguinte ordem:

51
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

CAPA

 Logo e nome da instituição (opcional)


 Nome do autor
 Título do trabalho
 Subtítulo (se houver)
 Número de volumes (se houver mais de um)
 Local (cidade onde se localiza a Faculdade)
 Ano de depósito (entrega)

Não coloque o nome “CAPA” na página.

52
Normas e Padrões

 Normas – elaboradas pela ABNT.


 Padrões – elaborados pela Faculdade.
 (Existem também normas internacionais: IEEE e ACM)

 Pode ser colocado o logo da Faculdade e o


nome dela (recomendável).
 Toda monografia deve obedecer às normas
da ABNT e padrões da Faculdade (cada uma tem
os seus!)
 Um dos padrões mais recomendados é:
 Letra tamanho 14 em toda a capa.
 Centralizar todo o texto da capa.

53
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 LOMBADA
Elemento opcional, onde as informações devem ser impressas,
conforme a NBR 12.225:
 Elementos alfanuméricos de identificação
Por exemplo: ESP-IE3; ESP-RC4; TCC-2005; ESP-ES2; ...
 Título do trabalho
Impresso longitudinalmente e legível do alto para o pé da lombada.
Esta forma possibilita a leitura quando o trabalho está no sentido
horizontal, com a face voltada para cima.
 Nome do autor
Impresso da mesma forma que o nome do autor.
 Ano de entrega da monografia
2010; 2011; ...

O aluno entregará a versão final em CD

54
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 FOLHA DE ROSTO
Elemento obrigatório, colocado logo após a capa, que contêm, no anverso
(frente), os elementos na seguinte ordem:

 Nome do Autor
 Título principal do trabalho (deve ser claro e preciso)
 Subtítulo (se houver)
 Número de volumes (se houver)
 Natureza do trabalho (monografia) e objetivo (grau
pretendido); nome da Faculdade e área de concentração.
 Nome completo do orientador (e, se houver, do co-orientador)
 Local (Cidade) da Faculdade.
 Ano de depósito (entrega).

55
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 FOLHA DE ROSTO

 Acrescente a natureza logo abaixo do título do trabalho,


justificado, tamanho 12, espaço simples, contendo a
identificação da obra.
 Utilize recuo de texto para escrever a natureza do
trabalho.
 A ficha catalográfica deve ser feita no verso da folha de
rosto.

Não coloque o nome “FOLHA DE ROSTO” na página.

56
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

FICHA CATALOGRÁFICA
Elemento obrigatório, colocada no verso (atrás) da folha de rosto.

• Busque pela internet (sugestão: Google) um modelo e


adapte à sua monografia.

• Não se esqueça das palavras-chave.

Não coloque o nome “FICHA CATALOGRÁFICA” na página.

57
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

FOLHA DE APROVAÇÃO
Elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto. Contém:

• Nome do autor
• Título do trabalho (subtítulo, se houver)
• Natureza e objetivo
• Nome da Faculdade
• Área de concentração do curso
• Data de aprovação
• Nome, titulação e assinatura dos componentes da banca
examinadora e instituições a que pertencem.

Não coloque o nome “FOLHA DE APROVAÇÃO” na página.

A data de aprovação e assinatura dos membros componentes da banca


examinadora são colocadas após a aprovação do trabalho.

58
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 DEDICATÓRIA
Elemento opcional, colocado logo após a folha de aprovação.

Nesta folha o autor dedica seu trabalho


ou presta uma homenagem às pessoas
ou entidades que ama.

Não coloque o nome “DEDICATÓRIA” na página.

59
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 AGRADECIMENTOS
Elemento opcional, colocado logo após a dedicatória.

Registram-se os agradecimentos ao orientador,


instituições e pessoas que contribuíram de
forma relevante na elaboração do trabalho.

Pode aparecer em forma de lista ou de texto, e


deve ser expressa de maneira simples e sóbria.

Coloque o nome “AGRADECIMENTOS” em negrito,


centralizado, caixa alta, no topo da página.

60
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 EPÍGRAFE
 Elemento opcional, colocado logo após os agradecimentos.

Podem constar epígrafes nas folhas de abertura


dos capítulos (seções primárias).

Citação relacionada com o assunto do trabalho, e


com o devido autor.

Não coloque o nome “EPÍGRAFE” na página.

Sugestão: Utilize uma fonte manuscrita.

61
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 RESUMO (na língua vernácula)


 Elemento obrigatório, colocado logo após a epígrafe.

 É uma seqüência de frases concisas e objetivas dos


pontos relevantes do trabalho.
 Não é uma simples enumeração de tópicos.
 O resumo deve dar uma visão clara do conteúdo e das
conclusões do trabalho.
 Coloque o nome “RESUMO” em negrito,
 centralizado, caixa alta, no topo da página.
 .
. .

62
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 RESUMO (na língua vernácula)

Não deve ultrapassar 500 palavras.


O Resumo tem só um parágrafo (igual a ata).
Utilize espaço simples (espaço um).
Tabulação ou recuo = zero.
Logo abaixo do resumo, você deve colocar as palavras
representativas do conteúdo do trabalho, ou seja, as
palavras-chave (NBR 6028).

63
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 ABSTRACT (Resumo em língua estrangeira):


 Elemento obrigatório, colocado logo após o Resumo na língua vernácula.

 Tem as mesmas características do resumo em língua vernácula, digitado


em folha separada.
 Versão do resumo em um idioma de divulgação internacional.
 Em inglês: ABSTRACT.
 Em castelhano: RESUMEN.
 Em francês: RÉSUMÉ.
 Deve conter as palavras-chave (key-words).

 Coloque o nome “ABSTRACT” em negrito,


 centralizado, caixa alta, no topo da página.

64
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS
 LISTA DE FIGURAS (>5)
 Elemento opcional, colocado logo após o Abstract.

 Deve ser elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto.


 Cada ilustração é designada pelo seu nome específico, e do respectivo número
da página.
 Exemplos de ilustrações: figuras, quadros, desenhos, esquemas, fluxogramas,
fotos, gráficos, mapas, organogramas e outros.
 Recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração
identificada acima, quando o número de ilustrações for maior do que 5.
 No texto, ela é identificada pela palavra Ilustração (ou quadro, ou ...), seguida
de seu número e seu título. Exemplo: Quadro 2 – Vantagens da Redução da
Maioridade Penal
Coloque o nome “LISTA DE FIGURAS” (ou quadros) em negrito,
centralizado, caixa alta, no topo da página.

65
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 LISTA DE TABELAS (>5)


 Elemento opcional, colocado logo após a lista de ilustrações.

Relação das tabelas existentes no texto, na ordem em que


aparecem, com o respectivo número, título e página.

No texto, as Tabelas são abertas nas laterais e seu nome é


colocado antes da referida tabela. (Os Quadros são
fechados nas laterais.)

Após a tabela, a fonte deve ser indicada no rodapé da tabela,


precedida da palavra Fonte:

Coloque o nome “LISTA DE TABELAS” em negrito,


centralizado, caixa alta, no topo da página.

66
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS (>5)


 Elemento opcional, colocado logo após a lista de tabelas.

Relação alfabética das abreviaturas e siglas


utilizadas no texto, seguidas das palavras ou
expressões correspondentes grafadas por
extenso.

No texto, a abreviatura deve ser colocada após o nome


por extenso. Exemplo: Segundo as orientações da Sociedade
Brasileira de Computação (SBC), ...

Coloque o nome “LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS” em negrito,


centralizado, caixa alta, no topo da página.

67
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

LISTA DE SÍMBOLOS
Elemento opcional, colocado logo após a lista de abreviaturas e
siglas.

A lista de símbolos deve ser elaborada de


acordo com a ordem apresentada no texto,
com o devido significado.

Coloque o nome “LISTA DE SÍMBOLOS” em negrito, centralizado,


caixa alta, no topo da página.

68
5 Estrutura de uma Monografia – PRÉ-TEXTUAIS

 SUMÁRIO
Elemento obrigatório, colocado logo após a lista de símbolos.

 É a enumeração das principais seções (capítulos) de um trabalho,


na mesma ordem em que aparecem no documento, com indicação
do número da página.
 Não constam do Sumário as partes que o antecedem (elementos
pré-textuais).
Dica: Utilize o índice analítico do Word, para elaborar
automaticamente o Sumário:
Inserir Referência Índices... Índice analítico

Coloque o nome “SUMÁRIO” em negrito,


centralizado, caixa alta, no topo da página.

69
5 Estrutura de uma Monografia – TEXTUAIS

 INTRODUÇÃO
 Elemento obrigatório, colocado logo após o sumário.

Parte inicial do texto, onde se expõe o assunto como um todo.

Só inclua citações se elas forem imprescindíveis.

Devem constar a delimitação do assunto tratado, objetivos da


pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do
trabalho.

Coloque o número 1 seguido de um espaço e do nome


“INTRODUÇÃO” no topo da página, em negrito, caixa alta,
alinhado à esquerda.

Exemplo:
1 INTRODUÇÃO

70
5 Estrutura de uma Monografia – TEXTUAIS

 INTRODUÇÃO
 Deve conter os seguintes itens:
 Apresentação do tema e sua delimitação
 Tipo de pesquisa e método utilizado (metodologia)
 Justificativa do tema
 Motivação para o trabalho
 Limitação (de tempo, de dados, de referências)
 Objetivos
 Estrutura do trabalho

Lendo a introdução o leitor deve se sentir esclarecido


a respeito do teor e natureza do trabalho.

71
5 Estrutura de uma Monografia – TEXTUAIS

 DESENVOLVIMENTO
 Elemento obrigatório, colocado logo após a Introdução.

Esta é a parte principal e mais importante do texto,


que contém a exposição ordenada e
pormenorizada do assunto.

Os textos de outros autores que você irá incluir em


sua monografia devem aparecer aqui (textos
referenciados).

Divide-se em seções e subseções que variam em


função da abordagem do tema e do método. Para
cada uma delas, dê um nome representativo do
que contêm aquela seção.
72
5 Estrutura de uma Monografia – TEXTUAIS

 DESENVOLVIMENTO
 Pode conter:

 Fundamentação teórica
 Revisão bibliográfica
 Metodologia utilizada
 Teorias e técnicas empregadas
 Histórico
 Descrição dos métodos
 Conceitos
 Definições . . .
73
5 Estrutura de uma Monografia – TEXTUAIS

 DESENVOLVIMENTO
 Pode conter também:
 Tipos
 Classificação
 Vantagens
 Desvantagens
 Aplicação prática
 Resultados obtidos
 Análise e discussão dos dados
 Coloque o número (p.ex. 2) seguido de um espaço e do nome da
seção do “DESENVOLVIMENTO” no topo da página, em negrito,
caixa alta, alinhado à esquerda.

 Exemplo:
 2 DESENVOLVIMENTO (no lugar do “Desenvolvimento” você deve
colocar um nome representativo da seção)

74
5 Estrutura de uma Monografia – TEXTUAIS

 CONCLUSÃO
 Elemento obrigatório, colocado logo após o Desenvolvimento

 É a parte final do texto, onde se apresentam as conclusões


correspondentes aos objetivos ou hipóteses estabelecidos na
introdução.
 É a síntese do trabalho. Deve ser breve, exata, concisa.
 Deve ter objetividade e recapitular os resultados alcançados.
 Não inclua argumentos, idéias ou fatos novos.

Coloque o número correspondente à seção (p.ex.4) seguido de um espaço


e do nome “CONCLUSÃO” no topo da página, em negrito, caixa alta,
alinhado à esquerda.
Exemplo:
4 CONCLUSÃO

75
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

 REFERÊNCIAS (de acordo com NBR 6023, de ago/02)


Elemento obrigatório, colocado logo após a Conclusão.

A referência pode aparecer:

1. No fim do texto (mais comum).


 São alinhadas à margem esquerda do texto.
 Em espaço simples
 Separadas entre si por dois espaços 1,5.

2. No fim do capítulo.
3. Em lista de referências.
4. Em notas de rodapé.

76
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

 REFERÊNCIAS
 Quando aparecem em notas de rodapé, serão
alinhadas a partir da segunda linha da mesma
referência, abaixo da primeira letra da primeira
palavra, de forma a destacar o expoente, e sem
espaço entre elas.
 O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) deve
ser uniforme em todas as referências de um mesmo
documento.
 As Referências aparecem em ordem alfabética.
Coloque o nome “REFERÊNCIAS” em negrito,
centralizado, caixa alta, no topo da página.

77
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

Exemplos de REFERÊNCIAS

1. LIVROS
 SOBRENOME, Nome. Título. Número da edição.
Local de publicação: Editora, Ano. Nº. de páginas.

DIAS, G. Poesias. 14.ed. Rio de


Janeiro: Agir, 1983. 145 p.
 Para mais de um autor, separam-se os autores por
ponto e vírgula.
 Para mais de três autores, cita-se o primeiro
seguido da expressão et al.
78
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

REFERÊNCIAS
2. REVISTAS
SOBRENOME, Nome. Título da reportagem.
Título do periódico, Local de publicação,
Número do volume, Número do fascículo,
Páginas (inicial e final), Mês. Ano.

MOURA, A. R. Paradigmas Educacionais.


Ciência e Matemática, Recife, v.11,
n.1, p.7-12, jan/jul. 2003.

79
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

 REFERÊNCIAS
3. INTERNET E CD-ROM
Internet:
GUAZZI, D.M. Software de Autoria Educacional.
Disponível em: <http://www.ontime.com.br/sae>.
Acesso em: 5 jun. 2015.

CD-ROM:

MICROSOFT Word for Windows. Version 4.1


Microsoft Corporation, 2013. 1 CD-ROM.

80
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

4. MEIO ELETRÔNICO

CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA


PAULISTA, 1999, São Paulo. Anais eletrônicos.
Disponível em: <http://www.sbc.br/anais>.
Acesso em: 21 mar. 2012

81
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

REFERÊNCIAS
5. MONOGRAFIAS e TESES
SOBRENOME, Nome. Título. Cidade, Ano.
Doutorado ou mestrado ou especialização
seguido do nome do curso e da instituição.

CUNHA, Manuel Bastos da. Avaliação pessoal e


profissional. Cambé, 1986. Mestrado em
Sociologia pela Universidade Federal de Cambé.

82
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

 GLOSSÁRIO
Elemento opcional, colocado logo após as Referências

 Vocabulário que fornece o significado de termos técnicos ou palavras


utilizadas no texto.
 Você irá criá-lo, se o seu tema tem diversos termos não conhecidos do
público em geral.
 Tem o objetivo de facilitar a compreensão e o sentido do texto.
 Deve ser apresentado em ordem alfabética.
 Em algumas áreas da computação, é útil criar o Glossário (Exemplo:
Internet, Redes, e outras).

Coloque o nome “GLOSSÁRIO” em negrito,


centralizado, caixa alta, no topo da página.

83
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

 APÊNDICE
Elemento opcional, colocado logo após o Glossário.

 Devem ser identificados por letras maiúsculas


consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos.
 Parte destacada do texto para que a leitura não seja
interrompida.

 Documento ELABORADO PELO AUTOR a fim de


complementar os seus argumentos.

 Parte não essencial à compreensão do texto (Ele


complementa a monografia).

84
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

 APÊNDICE

 Tanto o Apêndice quanto o Anexo irão fazer parte do


Sumário.
 Deve haver chamada no texto para os apêndices, na ordem
em que eles aparecem no texto. Exemplo: vide Apêndice A.
 A sua ausência não altera o sentido da sua monografia.
 A sua presença, ajuda o leitor a entender a sua monografia.

Coloque o nome “APÊNDICE” em negrito, centralizado, caixa alta,


no topo da página, seguido de sua respectiva letra (A, B, C, ...) e do
nome.

85
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

 ANEXO
 Elemento opcional, colocado logo após o Apêndice.

 Devem ser identificados por letras maiúsculas


consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos.

 Parte destacada do texto para que a leitura não seja


interrompida.

 Texto ou documento NÃO ELABORADO PELO AUTOR, que


serve de fundamentação, comprovação e ilustração.

86
5 Estrutura de uma Monografia – PÓS-TEXTUAIS

ANEXO

 Só utilize os anexos quando forem


imprescindíveis à sua compreensão.

 Deve haver chamada no texto para os


anexos, na ordem em que eles aparecem
no texto. Exemplo: vide Anexo B.

Coloque o nome “ANEXO” em negrito, centralizado, caixa alta, no


topo da página, seguido de sua letra correspondente (A, B, C, ...)
e do nome.

87
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 NORMAS DA ABNT

 Formato: A4 (210x297 mm), Branco, Boa qualidade (75 g/m2).

§ Tamanho da fonte (texto): 12 (recomendado)

 Fonte: Arial ou Times New Roman (fontes claras)

 Cor da letra: Preta (exceto as ilustrações)

 O projeto gráfico é de responsabilidade do autor do trabalho.

88
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 MARGENS (ABNT)

 Superior = 3,0 cm
 Inferior = 2,0 cm
 Esquerda = 3,0 cm
 Direita = 2,0 cm

Formate o Cabeçalho para 2,0 cm

Utilize alinhamento justificado . . .

89
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 PADRÕES USUAIS:

 Tamanho da letra para seção: 14

 Tamanho da letra para subseção: 13

 Tamanho da letra para texto: 12

 Tamanho da letra para citação textual longa: 10 (menor do que 12)

 Tabulação (recuo) para citação textual longa: 4 cm

 Tabulação padrão para início de parágrafo: 2 cm

90
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

ESPAÇO ENTRE LINHAS

 Espaço 1,5: (Segundo a NBR-14.724 de 2011)


 Toda a sua monografia será escrita com
 espaçamento de 1,5 entre as linhas do texto.

 Espaço simples (1):


à Para as citações textuais longas (>3 linhas)
à Para as notas de rodapé
à Para as Referências
à Para as legendas das ilustrações e tabelas
à Para a ficha catalográfica
à Para a natureza do trabalho (folha de rosto)
à Para o resumo e o abstract
à Para o sumário

91
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 NUMERAÇÃO DAS PÁGINAS


 Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto,
devem ser contadas sequencialmente, mas não
numeradas.

 A numeração é colocada a partir da primeira folha da


parte textual (Introdução), em algarismos arábicos.

 E continua até a última folha da monografia.

 O número da página deve ser colocado no canto superior


direito da folha, a 2 cm da borda do papel (cabeçalho),
obedecendo a margem direita.
...

92
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 SIGLAS
Quando aparece pela primeira vez no
texto, o nome completo é digitado,
seguido da respectiva sigla, entre
parênteses.

Exemplo:
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

93
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES
 ILUSTRAÇÕES
Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas,
fotos, gráficos, mapas, organogramas, plantas, figuras, quadros e
outros) sua identificação aparece na parte inferior, precedida da
palavra designativa, seguida de seu número de ordem de
ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título
e/ou legenda explicativa de forma breve e clara (dispensando
consulta ao texto), e da fonte.

Exemplo:

Fonte: Própria
Organograma 2 – Empresa Londrinense de Captação

A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a


que se refere, conforme o projeto gráfico.

94
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES
 TABELAS
As tabelas apresentam informações tratadas
estatisticamente, conforme IBGE (1993).
Exemplo:
Tabela 1 – Crescimento da Internet no Brasil

2002 +10%
2003 +16%
2004 +25%
2005 +40%
Fonte: Dados falsos

 Observe que as tabelas são abertas nas laterais.

95
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

ESPAÇO ENTRE PALAVRA E CARACTERES

Espaço Zero (0):


 Entre palavra e vírgula (então,)
 Entre palavra e ponto (Londrina.)
 Entre palavra e ponto e vírgula (desse modo;)
 Entre palavra e dois pontos (a seguir:)
 Entre palavra e aspas (“Antes de...“)
 Entre palavra e parênteses [quatorze (14)]
 Entre palavra e reticências (então...)
 Entre palavra e símbolo elevado (aº)
 Entre palavra e símbolo rebaixado (ao)

96
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 ESPAÇO ENTRE PALAVRA E CARACTERES

 Deve-se usar UM ESPAÇO entre:

 Palavras (desse modo)

 Palavra e símbolo na mesma linha (se y)

 Número e palavra (somos 14)

97
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 Seção primária
 Exemplo:

 1 INTRODUÇÃO
 Inicia sempre em folha própria.
 Utilize negrito e caixa alta.
 Deve ser alinhada à esquerda.
 O número de uma seção precede seu título, separado por
um espaço de caractere.
 Os títulos das seções devem ser separados do texto que
os sucede por dois espaços de 1,5.

98
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 Seção secundária

 Exemplo:

2.1 Objetivos Específicos


 Não inicia em folha própria.
 É alinhada à esquerda e em negrito.
 Os títulos das subseções devem ser separados do texto
que os precede ou os sucede por dois espaços de 1,5.
 O número de uma subseção precede seu título, separado
por um espaço de caractere.

99
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 Seção terciária

 Exemplo:
2.1.1 Vantagens do Voip
 Não inicia em folha própria.
 É alinhada à esquerda e em negrito.
 Os títulos das subseções devem ser separados
do texto que os precede ou os sucede por dois
espaços de 1,5.
 O número de uma seção terciária precede seu
título, separado por um espaço de caractere.

100
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 Os TÍTULOS SEM NÚMERO abaixo:


 Errata
 Agradecimentos
 Lista de ilustrações
 Lista de abreviaturas e siglas
 Lista de símbolos
 Resumo
 Abstract
 Sumário
 Referências
 Glossário
 Apêndice
 Anexo

 devem ser centralizados.


101
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES

 ELEMENTOS SEM TÍTULO E SEM NÚMERO


 Folha de aprovação
 Dedicatória

 Epígrafe

Não é colocado o nome respectivo


e nem o número.

102
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES - Citações

 Citação: É a transcrição de parte do texto de outro autor, ou menção


de uma informação extraída de outra fonte.

 Citação direta: transcrição textual de parte da obra do autor


consultado.

 Citação indireta: texto baseado na obra do autor consultado.


 Notas de referência: notas que indicam fontes
consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi
abordado.

 Notas de rodapé: indicações, observações ou aditamentos ao


texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na
margem esquerda ou direita da mancha gráfica.

 Notas explicativas: notas usadas para comentários,


esclarecimentos ou explanações, que não possam ser incluídos no texto.

103
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES - Citações

As citações podem aparecer no texto ou em notas de rodapé.

REGRAS GERAIS
Nas citações, as chamadas são feitas pelo sobrenome do autor
e, quando estiverem entre parênteses, devem ser em
letras maiúsculas.

Exemplos:
“Todo grande sucesso está relacionado com a ação. É a ação que
produz resultados”, segundo Robbins (1987, p.22).
“Não poderei deixar a meu filho aquilo que considero o mais
importante na vida: uma infância pobre” (SPIELBERG, 2003?,
apud SARAIVA, 2004, p.29).

104
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES - Citações

REGRAS GERAIS
Nas citações diretas, especificar no texto a página da fonte
consultada.
Nas citações indiretas, a indicação das páginas consultadas é opcional.

Exemplos de citação direta:


Palatoni (2002, p.234) diz que a “a relação da série São Roque
com os granitos porfiróides pequenos é muito clara”.
“Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que o
Senado votou a lei, que a regente sancionou” (ASSIS,
1998, v.2, p.58).

105
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES - Citações

1. Citação textual direta curta (<=3 linhas)

é incorporada ao texto, transcrita entre


aspas duplas, com indicação da
referência bibliográfica.

As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior


da citação.

Neste caso você está “copiando” exatamente


o que o autor escreveu.

106
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES - Citações

2. Citação textual direta longa (>3 linhas)

 A transcrição é feita com recuo de 4 cm da


margem esquerda
 Utilize caixa de texto para digitar a citação
 A letra tem tamanho menor (tamanho = 10)
 Não tem aspas
 O espaço é simples entre linhas
 O parágrafo é próprio
 A referência bibliográfica deve ser indicada

Neste caso você está “copiando” exatamente o que o autor


escreveu.
107
6 NORMAS DA ABNT E PADRÕES - Citações

3. Citação indireta
 Reproduz idéias da fonte consultada
 NÃO transcreve (“copia”) o texto
 É necessário o uso da referência bibliográfica
 Não se utiliza aspas

4. Citação de citação
 Citação direta ou indireta de um texto em que não
se teve acesso ao original (citação de “segunda mão”).
Ex: (GAGNÉ, 2002, p.172 apud FITO, 2005, p. 29-33)
Ex: Segundo Silva (1999 apud ABREU, 2002, p.35) diz ser [...]

108
7 NORMAS PARA REDAÇÃO
 OBJETIVIDADE
Evite termos jornalísticos ou frases de efeito.

 ESTILO
Não utilize gírias ou expressões populares.

 CLAREZA E CONCISÃO
Evite frases longas. Prefira frases curtas.

 MODÉSTIA E CORTESIA
Críticas a autores devem ser feitas com cortesia.
Agradeça a quem colaborou em seu trabalho.

109
8 REFERÊNCIAS

 CRUZ, Carla; RIBEIRO, Uirá. Metodologia científica – teoria e


prática. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2003.
 SEVERINO, Antonio J. Metodologia do trabalho científico. 21.ed.
São Paulo: Cortez, 2000.
 CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia científica. 5.ed.
São Paulo: Prentice Hall, 2002.

 ÍTALO, Adriana. A tradição do conhecimento do Criador: um


ensaio sobre a artificialização da natureza. 1999. 233 p. Dissertação
(Mestrado em Filosofia) pela PUC-Rio de Janeiro.

 LEITE, José A.A. Metodologia de elaboração de teses. São


Paulo: McGraw-Hill, 1978.

 PENNAFORT, Mauro. Método Científico. Disponível em:


<http://www.geocities.com/capecanaveral/tangar/6777/metodo.html>
Acesso em: 19 abr. 2002.
 RIBEIRO, Marco A.P. Como estudar e aprender – guia para pais,
educadores e estudantes. Petrópolis: Vozes, 2001.
110
8 Sites Recomendados

 www.conexaoescola.futuro.usp.br - tutorial para


criação de página através do Front Page
 www.toligado.futuro.usp.br - escola do futuro USP
 www.abed.org.br - Assoc.Brasil.Educ.Distância
 www.stagecast.com - Sw em inglês p/criação de aulas
 www.escola24horas.com.br - a sua escola na internet
 www.competenceeducacional.com.br -

 Se você conhece algum site interessante, utilize a lista


para repassar o endereço a seus colegas. Compartilhe
a sua informação. Todos saem ganhando com isso.
“Operação ganha-ganha”.

111
ARTIGO CIENTÍFICO

1
1
2
De acordo com a ABNT, três definições são
apresentadas para o artigo:

o Artigo Científico
o Artigo de Revisão
o Artigo Original

Tipos de artigos
1
1
3
 artigo científico: Parte de uma publicação com
autoria declarada, que apresenta e discute ideias,
métodos, técnicas, processos e resultados nas
diversas áreas do conhecimento.

 artigo de revisão: Parte de uma publicação que


resume, analisa e discute informações já publicadas.

 artigo original: Parte de uma publicação que


apresenta temas ou abordagens originais.

ABNT
1
1
4
• Artigo Original:
• é utilizado para relato de experiências
de pesquisa, estudo de caso e etc. Neste
tipo de artigo, são abordados temas
únicos, delimitados, em que ser serve
um raciocínio rigoroso e metodológico,
de forma interpretativa, argumentativa,
dissertativa e apreciativa.

1
1
5
•Artigo de Revisão:
• é utilizado para um estudo mais
aprofundado sobre determinado tema
com o propósito de estabelecer um
debate entre os autores pesquisados e
deles com o autor do artigo, para
identificação de ideias, posições e
posturas acadêmicas, por meio de
publicações periódicas científicas e
especializadas.
1
1
6
1
1
7
O que é um artigo científico? (3)

 Apresentação sintética (escrita) dos resultados


de pesquisa (BARBA, [s.d]).
 Trata de problemas científicos, ainda que se
extensão pequena (MEDEIROS, 2009).
 Publicado em jornais, revistas ou periódicos
especializados (Ibidem).

1
1
8
Para Lakatos e Marconi (1991) os artigos
científicos têm as seguintes características:

a) não se constituem em matéria de um livro;

b) são publicados em revistas ou periódicos


especializados;

c) permitem ao leitor, por serem completos, repetir a


experiência.
1
1
9
Por que escrever um artigo científico?

 Para mover a Ciência;


 Socializar e discutir resultados de estudos;
 Parte do processo de FORMAÇÃO;
 Reflexão sobre profissão e mundo: autores da
sua área + ideias dos estudantes (NELI et al,
[s.d]).
1
2
0
O que é necessário para escrever um
artigo científico?

“Ninguém é capaz de
escrever bem, se não sabe
bem o que vai escrever”
(CAMARA JR, 1978, apud MEDEIROS, 2009).

1
2
1
O que é necessário para escrever um
artigo científico?

Textos indicam processo de maturação do estudante;


 Necessidade de EXERCITAR produção textual;

1
2
2
O artigo científico será elaborado:

 Como fruto de experiência de participação em projetos de


pesquisa, extensão e monitoria, grupos de estudo e
pesquisa;
 A partir de pesquisas realizadas para disciplinas;
 Com base em estudos individuais;
 Processualmente à produção de monografias, dissertações
e teses.
1
2
3
Diretrizes gerais para elaboração do artigo

“Qual é a forma correta de colocar estas ideias no


texto acadêmico?
É simples: basta escrever com suas próprias
palavras de modo a explicar todas as citações,
apresentar as fontes no próprio texto, e, se
necessário, incluir as citações diretas (texto literal
do autor utilizado) à medida que o trabalho vai
sendo desenvolvido” (NERY et al, [s.d.], p.2)

1
2
4
Estrutura do artigo

Elementos Elementos
pré- Elementos
textuais pós-
textuais textuais

1
2
5
Elementos pré-textuais – ABNT - NBR 6022:2003

 Os elementos pré-textuais são constituídos de:


 a) título, e subtítulo (se houver);
 b) nome(s) do(s) autor(es);
 c) resumo na língua do texto;
 d) palavras-chave na língua do texto.

1
2
6
Elementos textuais – ABNT - NBR 6022:2003

 Os elementos textuais constituem-se de:


 a) introdução;
 b) desenvolvimento;
 c) conclusão.

1
2
7
Elementos pós-textuais – ABNT - NBR 6022:2003

Os elementos pós-textuais são constituídos de:


 a) título, e subtítulo (se houver) em língua
estrangeira;
 b) resumo em língua estrangeira;

 c) palavras-chave em língua estrangeira;

 d) nota(s) explicativa(s);

 e) referências;

 f) glossário;

 g) apêndice(s);

 h) anexo(s).
1
2
8
Representação gráfica da estrutura do artigo
(OLIVEIRA, 2007, p. 179)

O nome do autor deverá


vir acompanhado de nota
Título e subtítulo
de rodapé (breve
(se houver) currículo; endereço)

Nome(s) do(s) autor(es)


Escrito na língua do texto

RESUMO
Escritas na língua do texto

A introdução, primeira parte do


Palavras-chave elemento textual, inicia na primeira
página, devendo constar a
delimitação do assunto abordado,
os objetivos traçados, entre outros
elementos capazes de situar o leitor1
em relação ao tema. 2
1 Introdução 9
Representação gráfica da estrutura do artigo
(adaptado de OLIVEIRA, 2007, p. 179)

Parte principal do artigo, em


que se desenvolve a exposição
2 Desenvolvimento ordenada e pormenorizada do
assunto discutido (referencial
teórico, resultados e discussão)

Não deve ter esse título.

Divide-se em seções,
subseções
3 Conclusão
Parte última do artigo, em
que o autor expõe, de
maneira sintética, as
conclusões correspondentes1
ao tema estudado. 3
0
Representação gráfica da estrutura do artigo
(OLIVEIRA, 2007, p. 179)

Verificar se é necessário
Título e subtítulo (se houver)
(nos eventos ou textos
em língua estrangeira
para disciplinas)

Escrito na mesma língua


Resumo em língua estrangeira estrangeira do título
OBRIGATÓRIO

Escrito na mesma língua


estrangeira do título
Palavras-chave em língua
estrangeira
Elemento pós-textual
OBRIGATÓRIO
Referências
1
3
1
Representação gráfica da estrutura do artigo
(OLIVEIRA, 2007, p. 179)

Glossário

Apêndice(s) Elementos
pós-textuais
opcionais
Anexo(s)

1
3
2
 Fazer ponderações sobre os resultados;
 Se houver algo relevante: argumentar, discutir (sem
brigar!);
 Escreva a discussão na mesma sequência dos resultados;
 Utiliza-se resultados e discussão juntos;
 Utilize , se for pertinente, referências citadas
anteriormente.
1
3
3
Estrutura da sentença

1
3
4
Estrutura da sentença

 Quando possível prefira a voz ativa ao invés


da passiva;

 A assembleia decidiu adiar a votação;

 Uma decisão foi tomada pela assembleia, que


decidiu adiar a votação.

1
3
5
REDAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA

• O estilo da redação utilizada em artigos


científicos é chamado técnico-científico,
diferindo do utilizado em outros tipos de
composição, como a literária, a jornalística, a
publicitária.

1
3
6
• Com características e normas específicas, o
estilo da redação científica possui certos
princípios básicos, universais, apresentados
em diversas obras, principalmente textos de
metodologia científica, que colaboram para o
desempenho eficiente da redação científica.

1
3
7
• O estilo técnico-científico remonta ao
vocabulário escorreito e pertinente à área de
conhecimento escolhida, com a
obrigatoriedade de utilização de norma
culta.

1
3
8
 Todo bom artigo
começa com uma
boa pergunta..
 A inteligência muitas
vezes não está nas
respostas mas na
elaboração da
Pergunta.

1
3
9
 INÍCIO – responder à questão e colocar
argumentos e resultados que a suportem.

 MEIO – tópicos organizados


cronologicamente, pela lógica científica ou
do mais para o menos importante.

 FIM – importância do estudo.

1
4
0
Último parágrafo

 Nunca diga que outros estudos são


necessários para esclarecer a questão;

 Diga em que você contribuiu para esclarecer


a questão e porque o seu trabalho é
importante;

 Também nunca diga o que você vai fazer


depois.

1
4
1
RESUMO

• Parte mais lida do artigo;

• Leitor quer identificar rapidamente o conteúdo,


verificar se é adequado aos seus interesses,
para decidir se vai ler o artigo;

1
4
2
d) resumo na língua do texto:

O resumo deve apresentar de forma concisa,


os objetivos, a metodologia e os resultados
alcançados, não ultrapassando 250 palavras.
Não deve conter citações “Deve ser constituído
de uma sequência de frases concisas e não de
uma simples enumeração de tópicos. Deve-se
usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa
do singular” ativa (ABNT. NBR-6028, 2003, p.
2);
1
4
3
e) palavras-chave na língua do texto:

elemento obrigatório, devem figurar abaixo


do resumo, antecedidas da expressão:
Palavras-chave separadas entre si por ponto,
conforme a (NBR6028, 2003, p. 2).

1
4
4
• evite o básico:
• Generalização (sabe-se, grande parte);

• Repetição de palavras, especialmente verbos e


substantivos (usar sinônimos);

• Modismos linguísticos (em nível de, no contexto, a ponto


de);

Dicas de Texto
1
4
5
• Redundâncias (as pesquisas são a razão de
ser do pesquisador);
• Citações diretas, dar preferência às
indiretas, interpretando as ideias dos
autores da pesquisa; e
• Utilização de gírias, abreviaturas, siglas,
nomes comerciais e fórmulas químicas,
exceto se extremamente necessário.
o (AZEVEDO, 2001)
1
4
6
Elementos pré-textuais

a) o título e subtítulo (se houver) devem figurar na página


de abertura do artigo, na língua do texto;

b) a autoria: Nome completo do(s) autor(es) na forma


direta, acompanhados de um breve currículo que o (s)
qualifique na área do artigo;

c) o currículo: incluindo endereço (e-mail) para contato,


deve aparecer em nota de rodapé;
1
4
7
ARTIGO CIENTÍFICO

Objetivo PARA QUÊ FINALIDADE

Justificativa POR QUÊ ARGUMENTOS

Problema O QUÊ PERGUNTA(S)

Metodologia COMO MODO DE REALIZAR

Referência LIVROS, ARTIGOS, DOCTOS

1
4
8
ARTIGO CIENTÍFICO

Hipótese Diretriz de Resposta

Problemática Contexto do Problema

Elementos de Ilustrações, apêndices e anexos


Apoio

1
4
9
ARTIGO CIENTÍFICO

Elementos pré-textuais:
TÍTULO: estratégico e criativo

“o título de um artigo científico é como uma etiqueta,


pois visa atrair o leitor na seleção do que lhe interessa.
Assim, o trabalho será lido, discutido e citado, e desta
forma, irá contribuir para o desenvolvimento da ciência.”

Artigo Científico: do desafio à conquista – Victoria Secaf, 2004.

1
5
0
Ficha Separar Escrever o
preliminar material referencial A pesquisa
teórico
• Tema • Artigos
• Objetivos • Revistas • Colocar os • Estudo de
• Tópicos conceitos em caso
• Jornais tópicos numa • Nome da
• Livros cronologia empresa
• Sites lógica • Localização
• O período de
estudo
• O que foi
utilizado na
pesquisa
(material e
métodos).
Exemplo:
questionário
• O resultado
obtido
• Análise do
resultado
(conclusão da
pesquisa)

1
5
1
Conteúdo do Artigo Científico

a) Versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta, ou


dar um enfoque contrário ao já conhecido;

b) Oferecer soluções para questões controvertidas;

1
5
2
c) Levar ao conhecimento do público intelectual
ou especializado no assunto ideias novas, para
sondagem de opiniões ou atualização de
informes;

d) Abordar aspectos secundários, levantados


em alguma pesquisa, mas que não seriam
utilizados na mesma.

1
5
3
Supere as dificuldades....

O que conter na Introdução?

a) Revelar os objetivos do artigo;

b) Apresente suas particularidades e motivos para


escrever o artigo;
1
5
4
c) Mencionar a importância acadêmica e social
do artigo;

d) Mencionar a metodologia;

e) Apresentar a ordem dos capítulos;

f) Revelar as expectativas de resultados.


1
5
5
Supere as dificuldades...

Como compor os Capítulos?

1 – Considerações históricas sobre o tema: Surgimento


da temática, marco histórico do tema, autores que
iniciaram a investigação e exploração da temática,
principais divergências históricas.

1
5
6
2 – Contextualização atual da temática: situar o
tema na realidade mundial e nacional,
mencionar avanços e perspectivas;

3 – Resultados da pesquisa na realidade local:


mencionar progressos históricos e
contextualização com a realidade nacional.
Mencionar principais avanços e fragilidades.

1
5
7
Supere as dificuldades....

Como tecer as Considerações Finais?

a) Retomar o objetivo inicial do artigo;

b) Mencionar os principais resultados, fazendo


relações com as teorias contidas no artigo;
c) Revelar se as expectativas foram atendidas;

d) Mencionar os principais fatores positivos e


fragilidades na construção do artigo;

e) Conclua com sugestões de melhorias relativas


à temática.
1
5
9
COMO PUBLICAR UM ARTIGO

Abordar exclusivamente temas jurídicos e


possuir base em doutrina, legislação ou
jurisprudência.
Ser de autoria do próprio usuário que fará a
publicação.
Não são aceitos artigos redigidos por terceiros,
por mais de um autor ou enviados por
assessorias de imprensa ou em nome de pessoa
jurídica.
1
6
0
COMO PUBLICAR UM ARTIGO

REVISTA JURÍDICA:
A Revista Jurídica é uma publicação do Centro de Estudos da Subchefia para
Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, instituído pela
portaria nº 434 de 2005.
Missão:
A Revista Jurídica tem como missão estimular pesquisas independentes
sobre temas jurídicos relevantes para a Administração Pública, promovendo
maior intercâmbio entre seus órgãos jurídicos e a produção científica
nacional.

1
6
1
COMO PUBLICAR UM ARTIGO
REVISTAJURÍDICA – Presidência da República
site: www.presidencia.gov.br/revistajuridica
Escopo:
Periódico voltado à publicação de artigos científicos inéditos, resultantes de
pesquisas e estudos independentes sobre a atuação do Poder Público em
todas as áreas do Direito, que forneçam subsídios para o aprimoramento
da legislação nacional e das políticas públicas desenvolvidas na esfera
federal.

Público-alvo:
os operadores do direito das diversas carreiras jurídicas:
professores, estudantes, pesquisadores, advogados, magistrados,
promotores, procuradores e defensores públicos.
Busca constante por aprofundamento e atualização.
1
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2
Passo 1
Como publicar no Jus Navigandi?

Ao enviar um conteúdo para publicação, você:


· autoriza a publicação pelo Jus Navigandi, em seu site e
eventualmente em outros veículos de sua propriedade,
em meio impresso ou digital;
· assume que é o autor do trabalho enviado, ou tem
permissão expressa do autor;
· declara total responsabilidade pelo seu conteúdo;
· concorda com a política de direitos autorais do site.

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Passo 2
Como publicar no Jus Navigandi?

•os conteúdos serão analisados pelo conselho editorial,


e os que forem selecionados receberão destaque na
Revista, na página principal do site, nos boletins por e-
mail e nas redes sociais.
•em nenhuma hipótese haverá retribuição financeira pela
publicação de textos, por qualquer das partes
envolvidas.

1
6
4
Passo 3
Como publicar no Jus Navigandi?

•Recomenda-se, que os textos sejam previamente


submetidos a revisão gramatical.
•São admitidos trabalhos elaborados por profissionais
ou estudantes do Direito e de quaisquer áreas do
conhecimento correlatas, desde que seu conteúdo
atenda aos critérios editoriais do site.
•Não há restrições quanto à extensão do trabalho, ao
ineditismo ou à exclusividade na publicação.

1
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SITES:

http://jus.com.br/
http://www.jusbrasil.com.br
http://www.conjur.com.br/
http://www.jurisite.com.br/portal/
http://www.conteudojuridico.com.br/artigos.ht
ml
http://www.stj.jus.br/webstj/Institucional/Biblio
teca/artigo

1
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SITES:

http://jus.com.br/
http://www.stj.jus.br/webstj/Institucional/Biblio
teca/artigo
http://www.jurisway.org.br/
http://www.forumjuridico.org/forum/3-artigos-
juridicos/

1
6
7
Seja objetivo e procure melhorar continuamente
tudo o que você faz.

Estabeleça metas grandes, mas alcançáveis.

É preciso subir degrau por degrau, ciente do que


você quer e de suas limitações.
168
MUITO OBRIGADO
E
SUCESSO A TODOS

MARCELINO FERNANDES
PROFESSORMARCELINO@HOTMAIL.COM

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A FELICIDADE É POSSÍVEL!

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