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PRINCIPAIS TIPOS FUNDAÇÕES

DEFINIÇÃO
NBR 6122:2010
“elemento de fundação em que a carga é transmitida ao terreno pelas
tensões distribuídas sob a base da fundação, e a profundidade de
assentamento em relação ao terreno adjacente A fundação é inferior a
duas vezes a menor dimensão da fundação”.
• Alicerces;
• Sapatas;
• Radier.
BLOCOS E ALICERCES
Pequenas cargas;
Pode ser ligado vigas denominadas “baldrames”, que suportam
predominantemente esforços de compressão simples.
BLOCOS E ALICERCES
1. executar a abertura da vala;
2. promover a compactação da camada do solo resistente, apiloando o
fundo;
3. colocação de um lastro de concreto magro de 5 a 10 cm de
espessura;
4. execução do embasamento, que pode ser de concreto, alvenaria ou
pedra;
5. construir uma cinta de amarração que tem a finalidade de absorver
esforços não previstos, suportar pequenos recalques, distribuir o
carregamento e combater esforços horizontais;
https://www.youtube.com/watch?v=MxNBx7LWqt4 https://www.youtube.com/watch?v=vnep_vUwJ0I
SAPATAS
Trabalham à compressão simples, à flexão, devendo neste caso serem
executadas incluindo material resistente à tração.

SAPATA ISOLADA
São aquelas que transmitem para o
solo, através de sua base, a carga
de uma coluna (pilar) ou um
conjunto de colunas.
SAPATAS
Trabalham à compressão simples, à flexão, devendo neste caso serem
executadas incluindo material resistente à tração.

SAPATA ASSOCIADA
São elementos contínuos que
acompanham a linha das paredes,
as quais lhes transmitem a carga
por metro linear
RADIER
Este é executado em concreto armado, uma vez que, além de esforços
de compressão, devem resistir a momentos provenientes dos pilares
diferencialmente carregados, e ocasionalmente a pressões do lençol
freático.
confere uma alta rigidez, o que muitas vezes evita grandes recalques
diferenciais
DEFINIÇÃO
NBR 6122:2010
“aquela que transmite a carga proveniente da superestrutura a terreno
pela base (resistência de ponta), por sua superfície lateral (resistência
de fuste), ou pela combinação das duas.”
• Estacas;
• Tubulões.
São utilizadas quando:
• solos superficiais não apresentam capacidade de suportar
• processos erosivos
• possibilidade de uma escavação futura nas proximidades da obra
ESTACA TIPO FRANKI
Não são recomendadas para execução em:
• terrenos com matacões,
• situações em que as construções vizinhas não possam suportar vibrações,
• terrenos com camadas de argila mole saturada, devido aos possíveis
problemas de estrangulamento do fuste.

Principais Vantagens
• Podem suportar grandes cargas.
• Boa resistência lateral e de ponta.
• Podem ser executadas abaixo do nível de água.
ESTACA TIPO FRANKI
1. Posicionamento do tubo de revestimento e formação da bucha e
compactação pelo impacto do pilão;
2. Cravação do tubo no terreno por meio da aplicação de sucessivos golpes;
3. O tubo é preso à torre do bate-estaca para expulsar a bucha e iniciar a
execução da base alargada;
4. Colocação da armação da estaca;
5. Concretagem do fuste e recuperação do tubo;
6. A concretagem do fuste ocorre até 30 cm acima
da cota de arrasamento.
A bucha seca pode ser um tampão de
brita com areia ou concreto magro

https://www.youtube.com/watch?time_continue=39&v=bGv8f-Vaczk
ESTACA TIPO BROCA
Normalmente empregadas para pequenas cargas e moldada in loco.
A perfuração pode ser manual ou mecanizada com o trado.
Vantagem:
• não provocar vibrações
• poder servir de cortinas de contenção
Desvantagens:
• profundidades abaixo do nível d’água,
• principalmente em solos arenosos e argilas moles saturadas
Diâmetro entre 15-40 cm
Comprimento máximo 6 m
https://www.youtube.com/watch?v=BVZKDh280G0
ESTACA TIPO BROCA
1. perfuração até a profundidade prevista em projeto;
2. Limpeza do fundo da perfuração, tirando resquícios de terra e qualquer
tipo de lama ou água que estejam no fundo;
3. despeja-se o concreto com a ajuda de um funil
4. prepara-se a armadura, que deverá ser feita tanto transversal quando
longitudinalmente, prolongando a armadura até o bloco de coroamento.
ESTACA TIPO STRAUSS
Normalmente empregadas para pequenas cargas e moldada in loco.
A perfuração pode ser manual ou mecanizada com o trado.
Vantagem:
• leveza e simplicidade do equipamento,
• locais confinados, terrenos acidentados ou ainda no interior de construções
existentes,
• não causa vibrações
Desvantagens:
• profundidades abaixo do nível d’água,
• principalmente em solos arenosos e argilas moles saturadas
ESTACA TIPO STRAUSS
1. Abre-se um furo no terreno com um soquete para colocação do primeiro
tubo (coroa)
2. depois aprofunda-se o furo com golpes de sonda de percussão.
3. O concreto é lançado na tubulação e compactado,
4. posteriormente os tubos metálicos são retirados com guincho.

https://www.youtube.com/watch?v=54x8HkYRqjY
ESTACA TIPO HÉLICE CONTINUA
Caracteriza-se por ser moldada in loco e por ter a armadura colocada
somente após o lançamento do concreto.
Vantagens:
• É uma estaca escavada e portanto não causa vibrações no terreno.
• Podem ser executadas acima ou abaixo do lençol freático.
Desvantagens:
• Presença de rochas e matacões.
• Custo relativamente alto
ESTACA TIPO HÉLICE CONTINUA
1. Perfuração: cravação da hélice no terreno até a cota determinada no
projeto;
2. Concretagem simultânea à extração da hélice do terreno: bombeamento do
concreto pela haste de forma a preencher completamente o espaço deixado
pela hélice que é extraída do terreno;
3. Colocação da armadura: apesar do método de execução da hélice contínua
exigir a colocação da armadura após a sua concretagem.

https://www.youtube.com/watch?v=U5aoHKGDmPA
FUNDAÇÕES TIPO TUBULÕES
Executados a partir da concretagem de uma escavação (revestida ou
não) aberta no terreno, em que ocorre descida de operário pelo menos
na sua fase final, dividindo-se em dois tipos básicos:
• tubulões a céu aberto;
• tubulões a ar comprimido.
TUBULÕES A CÉU ABERTO
Concretagem realizada em um poço aberto no terreno, geralmente
dotado de base alargada.
• executados acima do nível d’água natural ou rebaixado,
ou, em terrenos saturados onde seja possível bombear;
• carregamento apenas na vertical não há necessidade
de se armar o tubulão.
TUBULÕES A AR COMPRIMIDO
Executar tubulões em solos onde haja água e não seja possível o seu
esgotamento devido ao perigo de desmoronamento das paredes da
escavação.
decompressão e descompressão
• Equipe permanente de socorro médico à disposição da obra;
• Câmara de descompressão equipada disponível na obra;
• Compressores e reservatórios de ar comprimido de reserva;
• Renovação de ar garantida, sendo o ar injetado satisfatório para o
trabalho humano.
TUBULÕES A AR COMPRIMIDO
• Deve-se concretar o revestimento de
concreto ou aprumado o revestimento
metálico diretamente sobre a superfície
do terreno, tomando cuidados com o
prumo e alinhamento da camisa;
• Ao atingir o nível d’água deve-se realizar
a instalação da campânula de ar
comprimido no topo da camisa para
permitir a execução dos trabalhos a seco.

https://www.youtube.com/watch?v=n-DILqzDbXY