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A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ:

O Símbolo da Fé
Prof. Rudy Albino de Assunção
FONTES DA FÉ

Tradição Apostólica
+
Sagrada Escritura

Magistério da Igreja
CREDO APOSTÓLICO
Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e
da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho nosso
Senhor. Que foi concebido pelo poder do Espírito
Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio
Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à
mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu
aos Céus está sentado à direita de Deus Pai Todo-
Poderoso, donde há de vir julgar os vivos e mortos.
Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na
comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na
ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
CREDO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de
todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, Deus
de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não
criado, consubstancial ao Pai; por Ele todas as coisas foram feitas. Por
nós e para nossa salvação, desceu dos céus; encarnou por obra do
Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e fez-se verdadeiro homem. Por
nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; sofreu a morte e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; subiu aos céus, e
está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em glória, para julgar os
vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, o
Senhor, a fonte da vida que procede do Pai; com o Pai e o Filho é
adorado e glorificado. Ele falou pelos profetas. Creio na Igreja una,
santa, católica e apostólica. Professamos um só batismo para remissão
dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo
que há-de vir. Amém.
Significado de “Símbolo”
• A palavra grega
«symbolon» significava a
metade dum objeto
partido (por exemplo, um
selo), que se apresentava
como um sinal de
identificação.
• O «símbolo da fé» é, pois,
um sinal de identificação e
de comunhão entre os
crentes.
AS TRÊS PARTES E
OS DOZE ARTIGOS DO CREDO
1. Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
2. E em Jesus Cristo, seu único Filho nosso Senhor.
3. Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da
Virgem Maria,
4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado,
5. desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia,
6. subiu aos Céus está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso,
7. donde há de vir julgar os vivos e mortos.
8. Creio no Espírito Santo, 9. na Santa Igreja Católica, na comunhão
dos santos, 10. na remissão dos pecados,
11. na ressurreição da carne,
12. na vida eterna. Amém.
Eu Creio
CRIADOR DO CÉU E DA TERRA
Quem são os anjos?

Os anjos são criaturas


puramente espirituais, não-
corpóreas, invisíveis e imortais,
seres pessoais dotados de
inteligência e de vontade. Eles,
contemplando Deus face a face
incessantemente, glorificam-no,
servem-no e são seus
mensageiros no cumprimento
da missão de salvação para
todos os homens.
CRIADOR DO CÉU E DA TERRA
Para qual fim Deus criou o
homem?

Deus criou tudo para o


homem, mas o homem foi
criado para conhecer,
servir e amar a Deus, para
oferecer-lhe, neste mundo,
toda a criação em ação de
graças e ser elevado à vida
com Deus no céu.
O que significa o nome "Jesus"?

Dado pelo Anjo no momento da Anunciação, o nome


"Jesus" significa "Deus salva". Ele exprime a sua
identidade e a sua missão, "pois ele vai salvar o seu
povo dos seus pecados" (Mt 1,21). Pedro afirma que
"não existe debaixo do céu outro nome dado à
humanidade pelo qual devamos ser salvos" (At 4,12).
NOSSO SENHOR
Por que Jesus é chamado
"Cristo"?

"Cristo" em grego, "Messias"


em hebraico, significa
"ungido". Jesus é o Cristo
porque está consagrado por
Deus, ungido pelo Espírito
Santo para a missão
redentora. É o Messias
esperado por Israel, enviado
ao mundo pelo Pai.
CONCEBIDO PELO PODER DO
ESPÍRITO SANTO

"Concebido pelo poder do


Espírito Santo": o que
significa essa expressão?

Significa que a Virgem


Maria concebeu o Filho
eterno no seu seio por obra
do Espírito Santo e sem a
colaboração de homem: "O
Espírito Santo descerá
sobre ti" (Lc 1,35), disse-lhe
o Anjo, na Anunciação.
NASCEU DA VIRGEM MARIA
“...nasceu da Virgem Maria": por
que Maria é verdadeiramente a
Mãe de Deus?

Maria é verdadeiramente Mãe de


Deus porque é a mãe de Jesus (Jo
2,1; 19,25). Com efeito, aquele
que foi concebido por obra do
Espírito Santo e que se tornou
verdadeiramente seu Filho é o
Filho eterno de Deus Pai. Ele
mesmo é Deus.
• Zacarias, Isabel e o pequeno João Baptista são, efectivamente, o símbolo de todos
os justos de Israel, cujo coração, rico de esperança, espera a vinda do Messias
Salvador. E é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e que a leva a
reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para
a visitar. E assim, a idosa parente recebe-a, dizendo «em voz alta»: «Bendita és tu
entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem esta honra
de vir a mim a mãe de meu Senhor?» (Lc 1, 42-43). E é o próprio Espírito Santo
que, diante daquela que traz em si Deus que se fez homem, abre o coração de
João Baptista no seio de Isabel. Isabel exclama: « Pois assim que a voz de tua
saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu
seio» (v. 44). Aqui, o evangelista Lucas recorre ao termo «skirtan», ou seja,
«saltitar», o mesmo vocábulo que encontramos numa das antigas traduções
gregas do Antigo Testamento para descrever a dança do rei David diante da arca
sagrada, que finalmente voltou para a pátria (cf. 2 Sm 6, 16). João Baptista, no
ventre da mãe, dança diante da arca da Aliança, como David; e reconhece deste
modo: Maria é a nova arca da aliança, perante a qual o coração exulta de alegria,
a Mãe de Deus presente no mundo, que não conserva para si esta presença
divina, mas oferece-a compartilhando a graça de Deus. E assim — como recita a
oração — Maria realmente é «causa nostrae laetitiae», a «arca» em que
realmente o Salvador está presente entre nós (Bento XVI).
Ouvimos na primeira
leitura: “Abriu-se o
Santuário de Deus que está
no céu e apareceu no
Santuário a arca da sua
Aliança” (Apocalipse, 11,
19). Qual é o significado da
arca? O que se apresenta?
Para o Antigo Testamento,
ela é o símbolo da
presença de Deus no meio
de seu povo. Mas, agora, o
símbolo deu lugar à
realidade. Assim, o Novo
Testamento nos diz que a
verdadeira Arca da Aliança
é uma pessoa viva e
concreta: é a Virgem Maria.
Deus não habita em um
móvel, Deus habita em uma
pessoa, um coração: Maria,
aquela que trouxe em seu
seio o Filho eterno de Deus
feito homem, Jesus, nosso
Senhor e Salvador. Na Arca
— como sabemos — foram
conservadas as duas tábuas
da lei de Moisés, que
expressavam a vontade de
Deus em manter a aliança
com o seu povo, indicando-
lhe as condições para ser
fiel à aliança de Deus, para
se conformar à vontade de
Deus e, assim, também, à
nossa verdade profunda.
Maria é a Arca da Aliança, pois
acolheu Jesus em si; acolheu
em si a Palavra viva, todo o
conteúdo da vontade de Deus,
da verdade de Deus; acolheu
em si Aquele que é a nova e
eterna aliança, culminada com
a oferta de seu corpo e
sangue: corpo e sangue
recebidos de Maria. Com
razão, pois, a piedade cristã,
nas ladainhas em honra a
Nossa Senhora, volta-se a Ela,
invocando-a como Foederis 
Arca, ou seja, “Arca da
Aliança”, arca da presença de
Deus, arca da aliança do amor
que Deus quis contrair de
modo definitivo com toda a
humanidade em Cristo.
Em que sentido Maria é "sempre
Virgem"?

No sentido de que ela


"permaneceu Virgem ao conceber
seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz,
Virgem ao carregá-lo, Virgem ao
alimentá-lo no seu seio, Virgem
sempre" (Santo Agostinho).
Portanto, quando os Evangelhos
falam de "irmãos e irmãs de Jesus",
trata-se de parentes próximos de
Jesus, segundo uma expressão
usada na Sagrada Escritura.
PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI
CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO
Com que acusações
Jesus foi condenado?
Alguns chefes de Israel
acusaram Jesus de agir
contra a Lei, contra
templo de Jerusalém e
em particular contra a fé
no Deus único, porque
Ele se proclamava Filho
de Deus. Por isso o
entregaram a Pilatos,
para que o condenasse à
morte.
DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS
O que são "os infernos" aonde Jesus desceu?

Os "infernos" - diferente do inferno da condenação -


constituíam o estado de todos aqueles, justos e maus,
que tinham morrido antes de Cristo. Com a alma unida à
sua Pessoa divina, Jesus, nos infernos, esteve com os
justos que esperavam o seu Redentor para entrar enfim
na visão de Deus. Depois de ter vencido, mediante a sua
morte, a morte e o diabo, "que tinha o poder da morte"
(Hb 2,14), libertou os justos à espera do Redentor e lhes
abriu as portas do Céu (1 Pe 3, 18-20).
• No Credo professamos a respeito do caminho de Cristo: “Desceu à mansão dos mortos”.
O que acontece então? Visto que não conhecemos o mundo da morte, podemos
representar este processo de superação da morte somente com imagens que
permanecem sempre pouco apropriadas. Porém, com toda a sua insuficiência, elas nos
ajudam a entender algo do mistério. A liturgia aplica à descida de Jesus na noite da
morte a palavra do Sl 24 [23]: “Levantai, ó pórticos, os vossos dintéis, levantai-vos, ó
pórticos eternos!” A porta da morte está fechada, ninguém dali pode voltar para trás.
Não existe uma chave para esta porta férrea. Cristo, porém, possui a chave. A sua Cruz
abre de par em par as portas da morte, as portas irrevogáveis. Elas agora já não são
intransponíveis. A sua Cruz, a radicalidade do seu amor é a chave que abre esta porta. O
amor d'Aquele que, sendo Deus, se fez homem para poder morrer – este amor tem a
força para abrir esta porta. Este amor é mais forte que a morte. Os ícones pascais da
Igreja oriental mostram como Cristo entra no mundo dos mortos. A sua veste é luz,
porque Deus é luz. “A noite é clara como o dia, as trevas são como a luz” (cf. Sl 139
[138], 12). Jesus que entra no mundo dos mortos leva os estigmas: as suas feridas, os
seus padecimentos tornaram-se poder, são amor que vence a morte. Ele encontra Adão
e todos os homens que esperam na noite da morte. À sua vista parece até ouvir a
oração de Jonas: “Clamei a vós do meio da morada dos mortos, e ouvistes a minha voz”
(Jn2, 3). O Filho de Deus na encarnação fez-se uma só coisa com o ser humano – com
Adão. Mas só naquele momento, em que cumpre o extremo ato de amor descendo na
noite da morte, Ele cumpre o caminho da encarnação. Com a sua morte Ele leva Adão
pela mão, leva todos os homens em expectativa para a luz.
• Contudo, agora, pode-se perguntar: Mas o que significa esta
imagem? Que novidade realmente aconteceu ali através de Cristo?
Sendo a alma do homem por si própria imortal desde a criação, qual
foi a novidade que Cristo trouxe? Sim, a alma é imortal, porque o
homem de forma singular está na memória e no amor de Deus,
mesmo depois da sua queda. Mas a sua força não basta para elevar-
se até Deus. Não temos asas que poderiam levar-nos até aquela
altura. Porém, nada pode contentar o homem eternamente, se não
o estar com Deus. Uma eternidade sem esta união com Deus seria
uma condenação. O homem não consegue chegar ao alto, mas
deseja-o: “Clamei a vós...” Só o Cristo ressuscitado pode elevar-nos
até à união com Deus, onde nossas forças não podem chegar. Ele
carrega realmente a ovelha perdida sobre os seus ombros e a leva
para casa Vivemos sustentados pelo seu Corpo, e em comunhão
com o seu Corpo alcançamos o coração de Deus. E só assim a morte
é vencida, somos livres e nossa vida é esperança (Bento XVI)
• Naquele "tempo-além-do-tempo" Jesus Cristo "desceu à mansão dos mortos". O que significa esta
expressão? Quer dizer que Deus, feito homem, chegou até ao ponto de entrar na solidão extrema e
absoluta do homem, onde não chega raio de amor algum, onde reina o abandono total sem palavra
de conforto alguma: "mansão dos mortos". Jesus Cristo, permanecendo na morte, ultrapassou a
porta desta solidão última para nos guiar também a nós a ultrapassá-la com Ele. Todos nós
sentimos algumas vezes uma sensação assustadora de abandono, e o que mais nos assusta é
precisamente isto, como quando somos crianças, temos medo de estar sozinhos no escuro e só a
presença de uma pessoa que nos ama pode dar-nos segurança. Aconteceu exactamente isto no
Sábado Santo: no reino da morte ressoou a voz de Deus. Sucedeu o impensável: ou seja, que o
Amor penetrou "na mansão dos mortos": também no escuro extremo da solidão humana mais
absoluta nós podemos escutar uma voz que nos chama e encontrar alguém que nos pega pela mão
e nos conduz para fora. O ser humano vive porque é amado e pode amar; e se até no espaço da
morte penetrou o amor, então também lá chegou a vida. Na hora da extrema solidão nunca
estaremos sozinhos: "Passio Christi. Passio hominis".

• VENERAÇÃO DO SANTO SUDÁRIO


• MEDITAÇÃO DO PAPA BENTO XVI
• Domingo, 2 de Maio de 2010
As evidências que gostaríamos de ter...
DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS,
RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA
Qual é o estado do corpo ressuscitado
de Jesus?

A Ressurreição de Cristo não foi um


retorno à vida terrena. O seu corpo
ressuscitado é aquele que foi
crucificado e carrega os sinais da sua
Paixão, mas é agora participante da
vida divina com as propriedades de um
corpo glorioso. Por essa razão Jesus
ressuscitado é soberanamente livre de
aparecer aos seus discípulos como e
onde quer e sob aspectos diferentes.
SUBIU AOS CÉUS E ESTÁ SENTADO À DIREITA
DE DEUS PAI TODO-PODEROSO
O que representa a Ascensão?

Depois de quarenta dias, período em que se mostrou aos


Apóstolos sob os traços de uma humanidade comum que
escondiam a sua glória de Ressuscitado, Cristo sobe aos
céus e se senta à direita do Pai. Ele é o Senhor que reina
agora com a sua humanidade na glória eterna de Filho de
Deus e intercede incessantemente a nosso favor junto ao
Pai. Envia-nos o seu Espírito e nos dá a esperança de
estar com ele um dia, tendo-nos preparado um lugar.
“ELE ASCENDEU”
por 
Beato
John Henry Newman
“Senhor meu, eu te sigo até o céu. Quanto te elevas meu coração e minha 
mente  vão  contigo.  Nunca  houve  um  triunfo  como  este.  Em  Belém  te 
apresentaste  na  carne  humana  de  um  bebê.  Nessa  carne,  tomada  da 
Virgem  Bem-Aventurada,  não  existia  antes  que  a  formasses  como  um 
corpo.  Foi  uma  obra  nova  de  tuas  mãos.  E  tua  alma  foi  nova  também, 
criada por tua onipotência no momento que entraste nesse seio sagrado.
Esse corpo e essa alma puros, de que te revestiste, começaram 
a  existir  na  terra;  nunca  estiveram  em  outra  parte.  Isto  é  um 
triunfo. A terra se levanta até o céu. Eu te vejo subir. Vejo essa 
forma  humana  que  pendia  da  cruz,  essas  mãos  e  pés 
marcados, e o lado traspasado, que sobem ao céu. 
  Os  anjos  estão  cheios  de  júbilo,  miríades  de  espíritos  bem-aventurados 
que expandem sua glória se abrem como as águas para deixar-te passar. 
O  pavimento  vivente  o  palácio  de  Deus  está  partido  em  dois,  e  os 
querubins  com  espadas  flamejantes,  que  formam  a  muralha  do  céu 
contra os espírito caídos, abrem caminho para que tu possas entrar com 
teus santos atrás! Que dia memorável!”
DONDE HÁ DE VIR E JULGAR
OS VIVOS E OS MORTOS

Como se realizará a vinda do


Senhor na glória?

Depois do último abalo cósmico


deste mundo que passa, a vinda
gloriosa de Cristo acontecerá com
o triunfo definitivo de Deus na
Parusia de Cristo e com o último
Juízo. Realizar-se-á assim o Reino
de Deus.
DONDE HÁ DE VIR E JULGAR OS VIVOS E OS
MORTOS
Como Cristo julgará os vivos e os mortos?

Cristo julgará com o poder que adquiriu como


Redentor do mundo, que veio para salvar os homens.
Os segredos dos corações serão revelados, bem como
a conduta de cada um em relação a Deus e ao próximo.
Todo homem será repleto de vida ou condenado pela
eternidade, de acordo com suas obras. Assim se
realizará "a plenitude de Cristo" (Ef 4,13), na qual
"Deus será tudo em todos" (1Cor 15,28).
CREIO NO ESPÍRITO SANTO
Que quer dizer a Igreja quando professa:
"Creio no Espírito Santo"?
Crer no Espírito Santo é professar a terceira
Pessoa da Santíssima Trindade, que procede
do Pai e do Filho, e é "adorado e glorificado
com o Pai e o Filho". O Espírito foi "enviado
aos nossos corações" (Gl 4,6) a fim de
recebermos a nova vida de filhos de Deus.
CREIO NO ESPÍRITO
SANTO
O que aconteceu no dia de
Pentecostes?
Cinquenta dias depois da sua
Ressurreição, no dia de Pentecostes,
Jesus Cristo glorificado derrama em
profusão o Espírito e o manifesta
como Pessoa divina, de modo que a
Trindade Santa é plenamente
revelada. A Missão de Cristo e do
Espírito torna-se a Missão da Igreja,
enviada para anunciar e difundir o
mistério da comunhão trinitária.
CREIO NA IGREJA
O que significa o termo
Igreja?

Designa o povo que Deus


convoca e reúne de todos os
recantos da terra, para
constituir a assembléia dos
que, pela fé e pelo Batismo,
se tornam filhos de Deus,
membros de Cristo e templo
do Espírito Santo.
UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA

Por que a Igreja é una?

A Igreja é una porque tem como


origem e modelo a unidade na
Trindade das Pessoas de um só
Deus: como fundador e chefe,
Jesus Cristo, que restabelece a
unidade de todos os povos num só
corpo; como alma, o Espírito
Santo, que une todos os fiéis na
comunhão em Cristo. Ela tem uma
só fé, uma só vida sacramental,
uma única sucessão apostólica,
uma comum esperança e a mesma
caridade.
UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA

Em que sentido a Igreja é santa?

A Igreja é santa, porquanto Deus


Santíssimo é o seu autor; Cristo
entregou-se por ela, para
santificá-la e torná-la
santificante; o Espírito Santo a
vivifica com a caridade. Nela se
encontra a plenitude dos meios
de salvação.
A Igreja é a comunidade dos pecadores que
acreditam no amor de Deus e se deixam
transformar por Ele, e assim tornam-se santos,
santificam o mundo.

Bento XVI
Por que a Igreja é chamada de católica?
A Igreja é católica, ou seja, universal, porque
nela está presente Cristo: "Onde está Cristo
Jesus, está a Igreja católica" (Santo Inácio de
Antioquia). Ela anuncia a totalidade e a
integridade da fé; contém e administra a
plenitude dos meios de salvação; é enviada
em missão a todos os povos, em qualquer
tempo e a qualquer que seja a cultura a que
pertençam.
Por que a Igreja é apostólica?

A Igreja é apostólica por sua origem, estando


edificada sobre o "alicerce dos Apóstolos" (Ef
2,20); por seu ensinamento, que é o mesmo
dos Apóstolos; por sua estrutura, porquanto
ensinada, santificada e dirigida, até a volta de
Cristo, pelos Apóstolos, graças a seus
sucessores, os bispos em comunhão com o
sucessor de Pedro.
O que é a sucessão
apostólica?

A sucessão apostólica é a
transmissão, mediante o
sacramento da Ordem, da
missão e do poder dos
Apóstolos a seus sucessores,
os Bispos. Graças a essa
transmissão, a Igreja
permanece em comunhão de
fé e de vida com a sua origem,
enquanto ao longo dos
séculos ordena, para a difusão
do Reino de Cristo sobre a
terra, todo o seu apostolado.
• Celebramos hoje a grande festa de Pentecostes, na qual a liturgia nos faz reviver o
nascimento da Igreja, segundo quanto narra São LUCAS no livro dos Actos dos 
Apóstolos (2, 1-13). Cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a
comunidade dos discípulos "assíduos e concordes na oração" reunidos "com MARIA,
a mãe de Jesus" e com os doze Apóstolos (cf. Act 1, 14; 2, 1). Portanto podemos dizer
que a Igreja teve o seu solene início com a descida do Espírito Santo. Neste
extraordinário acontecimento encontramos as notas fundamentais e qualificadoras
da Igreja: a Igreja é una, como a comunidade de Pentecostes, que estava unida na
oração e "CONCORDE": "tinha um só coração e uma só alma" (Act 4, 32). A Igreja é
SANTA, não pelos seus méritos, mas porque, animada pelo Espírito Santo, mantém o
olhar fixo em Cristo, para se tornar conforme com Ele e com o seu amor. A Igreja é
católica, porque o Evangelho se destina a todos os povos e por isso, já desde o início,
o Espírito Santo faz com que ela fale todas as línguas. A Igreja é apostólica, porque
edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, conserva fielmente o seu ensinamento
através da cadeia ininterrupta da sucessão episcopal (Bento XVI, 27 de maio de 2007)
CREIO NA COMUNHÃO DOS SANTOS
O que significa a expressão
comunhão dos santos?

Essa expressão indica em primeiro


lugar a comum participação de todos
os membros da Igreja nas coisas
santas (sancta): a fé, os sacramentos
– em particular a Eucaristia -, os
carismas e os outros dons espirituais.
Na raiz da comunhão está a caridade
que “não é interesseira” (1Cor 13,5),
mas estimula o fiel “a pôr tudo em
comum” (At 4,32), até os próprios
bens materiais a serviço dos mais
pobres.
Comunhão nas
Coisas Santas
=
Eucaristia
Pão e Vinho
Consagrados
(Santificados)
Nós somos a
Igreja...

Mas não somos


só nós que
formamos a
Igreja...
Por que a Igreja tem o
poder de perdoar os
pecados?

A Igreja tem a missão e


o poder de perdoar os
pecados porque o
próprio Cristo lho
conferiu: "Recebei o
Espírito Santo. A quem
perdoardes os pecados,
serão perdoados; a
quem os retiverdes,
ficarão retidos“.
As “chaves” como símbolo do sacramento do
perdão
O que é a vida eterna?

A vida eterna é a que terá


início logo depois da
morte. Ela não terá fim.
Será precedida para cada
um por um juízo
particular por obra de
Cristo, juiz dos vivos e dos
mortos, e será sancionada
pelo juízo final.
Com a morte, o que acontece com o nosso
corpo e a nossa alma?

Com a morte, separação da alma e do corpo, o


corpo cai na corrupção, ao passo que a alma,
que é imortal, se encaminha para o juízo de
Deus e espera unir-se novamente ao corpo
quando ele ressurgir transformado na volta do
Senhor. Compreender como acontecerá a
ressurreição supera as possibilidades da nossa
imaginação e do nosso intelecto.
O que é o juízo particular?

E o juízo de retribuição imediata, que cada


qual, desde a sua morte, recebe de Deus na
sua alma imortal, em relação à sua fé e às suas
obras. Essa retribuição consiste no acesso à
bem-aventurança do céu, imediatamente ou
depois de uma adequada purificação, ou na
condenação eterna no inferno.
O que se entende por "céu"?

Por "céu" se entende o estado de felicidade


suprema e definitiva. Os que morrem na graça de
Deus e não têm necessidade de ulterior
purificação são reunidos em torno de Jesus e de
Maria, dos anjos e dos santos. Formam assim a
Igreja do céu, onde eles vêem a Deus "face a
face" (1 Cor 13,12), vivem em comunhão de amor
com a Santíssima Trindade e intercedem por nós.
O que é o purgatório?

O purgatório é o estado dos que morrem na


amizade de Deus, mas, embora certos de sua
salvação eterna, têm ainda necessidade de
purificação para entrar na bem-aventurança
celeste.
Em que consiste o inferno?

Consiste na condenação eterna dos que, por livre


escolha, morrem no pecado mortal. A pena principal
do inferno consiste na separação eterna de Deus, em
quem unicamente o homem tem a vida e a felicidade
para as quais foi criado e as quais aspira. Cristo
exprime essa realidade com as palavras: "Afastai-vos
de mim, malditos. Ide para o fogo eterno" (Mt
25,41).
Em que consistirá o juízo final?

O juízo final (universal) consistirá na sentença de vida


bem-aventurada ou de condenação eterna, que o
Senhor Jesus, ao retornar como juiz dos vivos e dos
mortos, emitirá a respeito "dos justos e dos injustos"
(At 24,15), reunidos todos juntos diante dele. Depois
desse juízo final, o corpo ressuscitado participará da
retribuição que a alma teve no juízo particular.
Quando acontecerá esse juízo?

Esse juízo acontecerá no final do mundo, cujo


dia e hora somente Deus conhece.
O que é a esperança dos novos céus e da nova terra?

Depois do juízo final, o próprio universo, livre da


escravidão da corrupção, participará da glória de Cristo
com a inauguração dos "novos céus" e de uma "nova
terra" (2Pe 3,13). Atingir-se-á assim a plenitude do Reino
de Deus, ou seja, a realização definitiva do desígnio
salvífico de Deus de "recaptular tudo em Cristo, tudo o
que está no céu e na terra" (Ef 1,10). Deus então será
"tudo em todos" (1Cor 15,28) na vida eterna.
CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE
O que se indica com o termo carne, e qual é a sua
importância?

O termo carne designa o homem na sua condição de


fraqueza e de mortalidade. "A carne é o eixo da
salvação“ (Tertuliano). Com efeito, nós cremos em
Deus criador da carne; cremos no Verbo feito carne
para redimir a carne; cremos na ressurreição da
carne, consumação da criação e da redenção da
carne.
O que significa
"ressurreição da carne"?

Significa que o estado definitivo do


homem não será apenas a alma
espiritual separada do corpo, mas
que também os nossos corpos
mortais um dia readquirir a vida.
O que significa o Amém que conclui a nossa
profissão de fé?

A palavra hebraica Amen, que conclui também o


último livro da Sagrada Escritura, algumas orações
do Novo Testamento e as da liturgia da Igreja,
significa o nosso "sim" confiante e total ao que
professamos crer, confiando-nos totalmente naquele
que é o "Amém" (Ap 3,14) definitivo: Cristo Senhor.