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AÇÕES POSSESSÓRIAS

Alterações no novo CPC


AÇÕES POSSESSÓRIAS
Alterações no novo CPC

.OBJETO DA POSSE: a tutela jurídica da posse.

Não confundir POSSE com PROPRIEDADE.


AÇÕES POSSESSÓRIAS
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O Quem tem o uso ou gozo/fruição tem a
posse.
O Quem tem o uso, o gozo/fruição, livre
disposição e reivindicação, além do
título/registro tem "propriedade".
O Quem tem apenas um dos poderes tem
“Posse”.
O O mecanismo de defesa da propriedade é a
ação Reivindicatória.
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O A posse pode ser:

O Justa – art. 1200 do CC


O Injusta - Violenta
Precária
Clandestina

O Boa-fé
O Má-fé
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AÇÕES POSSESSÓRIAS de acordo com o novo


CPC
Do Art. 554 ao Art. 568 do novo CPC
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O CPC antigo
Art. 926. O possuidor tem direito a ser mantido na
posse em caso de turbação e reintegrado no de
esbulho.

O Novo CPC
Art. 560. O possuidor tem direito a ser mantido na
posse em caso de turbação e reintegrado em caso de
esbulho.

O Exceto pelo pronome indefinido, não alteraram nada...


AÇÕES POSSESSÓRIAS
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O A AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE, caberá no caso de
esbulho, ou seja, no caso de invasão e perda da posse.

O A AÇÃO DE MANUTENÇÃO DE POSSE, caberá no caso de


turbação, neste caso não houve a perda da posse.

O A AÇÃO DE INTERDITO PROIBITÓRIO, caberá quando houver


apenas indícios de turbação ou de esbulho possessório ainda
não consumados.

O Qual usar? E se a situação se alterar? A ameaça de hoje pode


ser a turbação de amanhã ou mesmo um esbulho...
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DICA PARA NÃO ESQUECER MAIS

Matei um tubarão e
retirei a espinha inteira com a mão

Manutenção de posse- em caso de turbação


Reintegração de posse – em caso de esbulho
Interdito proibitório- em caso de ameaça
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O Fungibilidade das possessórias

O CPC antigo
O Art. 920. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não
obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal
correspondente àquela, cujos requisitos estejam provados.

ONovo CPC
O Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não
obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal
correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados.

O Fungibilidade de meios ... Outro texto legal novo quase idêntico ao


anterior...
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O Precedentes
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O TJSP STJ
O POSSESSÓRIA. (...) Fungibilidade das ações possessórias (CPC, 920).
Denominação da ação como de reintegração de posse que não estaria
mesmo a obstar que o juiz outorgasse a proteção possessória
apropriada. Manutenção do autor na posse do imóvel determinada.
Pedido inicial julgado procedente. Sentença mantida. Recurso
improvido.(Ap. 1002882-36.2013.8.26.0462, rel. João Camillo de
Almeida Prado Costa; 19ª Câmara de Direito Privado; j. 14/09/2015)

O STJ
O “a fungibilidade permite ao Juiz que conceda tutela diferente da que foi
pedida pelo autor, verificando-se nas ações possessórias (permite-se
concessão de tutela possessória diferente da pedida pelo autor) e nas
ações cautelares (permite-se a concessão de tutela cautelar diferente
da pedida pelo autor)”(AgRg no Ag 1327010/RJ, Rel. Min. Napoleão
Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 22/09/2015, DJe
29/09/2015.
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O Reintegração e Manutenção de Posse

O Antigo CPC
O Art. 927. Incumbe ao autor provar:
O I - a sua posse;
O Il - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu;
O III - a data da turbação ou do esbulho;
O IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção; a perda da
posse, na ação de reintegração.

O Novo CPC
O Art. 561. Incumbe ao autor provar:
O I - a sua posse;
O II - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu;
O III - a data da turbação ou do esbulho;
O IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda
da posse, na ação de reintegração.
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O Analisando cada requisito –
O 1- Prova da posse

O 1) Meios de prova documental:


O a) matrícula do imóvel;
O b) pagamento de imposto (IPTU ou ITR);
O c) pagamento de consumo de luz, esgoto, condomínio ou taxas de manutenção;
O d) Fotos e vídeos;
O e) declarações de confrontantes;
O f) ata notarial (nCPC):

“Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou
documentados, a requerimento do interessado, mediante ata lavrada por tabelião.
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em arquivos
eletrônicos poderão constar da ata notarial.”
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O Petição inicial
O Jurisprudência sobre a prova da posse

O “Agravo de Instrumento – Decisão interlocutória que indeferiu a liminar de


reintegração na posse de imóvel rural – Satisfação dos requisitos do art. 927
Código de Processo Civil –Legitimidade dos meios de prova pré-constituídas – Ata
notarial e fotografias –Cabimento da proteção possessória – Medida deferida –
Recurso provido.” (TJSP, AI n.º 2215068-84.2014.8.26.0000 rel. César Peixoto,
38ª Câmara de Direito Privado, j. 04/03/2015)

O “Agravo de instrumento - embargos de terceiro - embargante que recebeu o imóvel


por cessão de direitos, declarando-o ao fisco, pagando despesas de luz,
condomínio, IPTU, e com declaração do síndico do condomínio no sentido de que
reside no imóvel penhorado – posse demonstrada, em tese - liminar concedida -
agravo provido para esse fim.(TJSP, AI n.º 0047546-13.2007.8.26.0000, rel.
Coutinho de Arruda, 16ª Câmara de Direito Privado, j. 21/08/2007)”
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O Petição inicial

O 2- Prova do esbulho ou da turbação

O 1) Meios de prova documental:


O a) Esbulho - Boletim de ocorrência (art. 161 § 1º, II, Código Penal);
O b) Notificação para devolução ou desocupação do bem;
O c) Fotos e vídeos;
O d) declarações de confrontantes;
O e) ata notarial (nCPC):
O A dificuldade está em conseguir provar a data do esbulho e da
turbação.

Mas a ratio legis é provar que o esbulho/turbação se deram a menos de


ano e dia (posse nova).Com isso se obterá a liminar.
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O Jurisprudência sobre a prova do esbulho/turbação

O "POSSESSÓRIA - Reintegração de posse - Provas carreadas aos


autos favoráveis à liminar concedida - Demonstrada a posse
longeva do imóvel pela agravada e o esbulho pela agravante -
Hipótese em que o esbulho é de menos de ano e dia - Recurso
improvido."(AI n.º 0010629-53.2011.8.26.0000 , rel. J. B.
Franco de Godoi, 23ª Câmara de Direito Privado, j.
25/05/2011).

O REINTEGRAÇÃO DE POSSE - Liminar - Comodato - Notificação


para desocupação entregue - Prova da posse e do esbulho a
menos de ano e dia - Liminar deferida – Decisão reformada.
(AI n.º 0033383-23.2010.8.26.0000 , rel. Tasso Duarte de
Melo, 37ª Câmara de Direito Privado, j. 19/07/2010).
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O Petição inicial
3- Demais requisitos – art. 319 do novo CPC

O 1) É uma inicial como qualquer outra;

O “Apelação - Possessória - Manutenção - Descrição de


fatos que constituem esbulho a imóvel estranho ao
do objeto da ação - Inicial que não atende os
requisitos do artigo 282 do CPC - Indeferimento
correto - Decisão confirmada -Recurso
desprovido.”(TJSP, Ap. 0055080-
49.2010.8.26.0405, rel. Irineu Fava, 13ª Câmara de
Direito Privado, j. 04/05/2011
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O Pedido de liminar – Art. 558 e Art. 562 do Novo CPC ;

O Nas ações de força nova, propostas no prazo de ano e dia da


data da turbação ou do esbulho, versando sobre bem imóvel
ou móvel, adota-se o procedimento previsto na Seção II do
capítulo III das Ações Possessórias - medida liminar

O Nas ações de força velha, versando sobre bem imóvel ou


móvel, adota-se o procedimento comum (Tutela Antecipada)

O No interdito proibitório a ação necessariamente é de força


nova, pois a ameaça de turbação ou de esbulho é sempre
atual, no sentido de ainda não concretizada.
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O 4) Provas e justificação (se necessária) Art.
562 segunda parte do artigo.

O 5) Audiência de justificação

Se os documentos não são suficientes para


concessão da liminar... vamos às
testemunhas...
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O Antigo CPC
O Art. 928. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz
deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de
manutenção ou de reintegração; no caso contrário, determinará que o
autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para
comparecer à audiência que for designada.

O Novo CPC
O Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz
deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de
manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o
autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para
comparecer à audiência que for designada.

O Olha lá! Outro artigo idêntico...


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O Audiência de justificação
O Jurisprudência do TJSP

O “Poder-dever Medida necessária Possessória. Reintegração de posse. Audiência.


Justificação prévia. (...) A audiência reclamada é providência que se impõe ainda
que não pleiteada, por injunção do procedimento especial, em que a exegese da
norma processual estabeleceu a forma pela qual deve tramitar. Poder-dever do
juiz na instrução da causa, dentro do procedimento especial, que não permite a
sua omissão. Cerceamento reconhecido. Agravo parcialmente provido. (TJSP, AI n.º
0044471-34.2005+.8.26.0000, rel.Mauro Conti Machado, 15ª Câmara de Direito
Privado, j. 05/04/2005)”

O “AÇÃO DE INTERDITO POSSESSÓRIO -MANUTENÇÃO NA POSSE - INDENIZAÇÃO


PELASBENFEITORIAS - DIREITO DE RETENÇÃO -INDEFERIMENTO DA LIMINAR SEM
DESIGNAÇÃO DE AUDIÊNCIA DE JUSTIFICAÇÃO NULIDADEDE OFÍCIO - VIOLAÇÃO
DOS ARTS. 928 E933, DO CPC - RECURSO PREJUDICADO.”(TJSP, Agr. Instr .
0287060-47.2011.8.26.000022ª Câmara Rel. Des. Fernandes Loboj. 26.01.2
012)
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O Liminar em posse velha
O Aplicação da tutela antecipada nas possessórias

O “TJSP STJAGRAVO. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C.C.


REINTEGRAÇÃO DE POSSE.TUTELA ANTECIPADA. Decisão que deferiu a
liminar de reintegração de posse em favor da autora. inconformismo
do réu. Não acolhimento. Posse velha que não impede o deferimento
da antecipação da tutela, porque presentes os requisitos do art. 273
do CPC. (AI n.º 2104687-72.2015.8.26.000, rel. Viviani Nicolau, 3.ª
Câm. Priv., j. 27.07.15”

O “O Superior Tribunal de Justiça tem entendimento pacífico no sentido


de que é possível a concessão de tutela antecipada em ação de
reintegração de posse, ainda que se trate de posse velha, desde que
preenchidos os requisitos do art. 273 do CPC.” (AgRg no Ag
1232023/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em
27/11/2012, DJe 17/12/2012)”
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O Cumulação de pedidos
O
O Mudanças
O
O Antigo CPC
O Art. 921. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de:
O I - condenação em perdas e danos;
O Il - cominação de pena para caso de nova turbação ou esbulho;
O III - desfazimento de construção ou plantação feita em detrimento de sua posse.
O
O Novo CPC
O Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de:
O I - condenação em perdas e danos;
O II - indenização dos frutos.
O Parágrafo único. Pode o autor requerer, ainda, imposição de medida necessária e adequada
para:
O I - evitar nova turbação ou esbulho;
O II - cumprir-se a tutela provisória ou final.
O
O
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O Cumulação de pedidos
O Pontos mais relevantes
O a) Supressão da regra do art. 921, III, do CPC: “desfazimento de
construção ou plantação feita em detrimento de sua posse”

O Pouco se altera. Decorre da retomada da posse. No máximo cabe


pedido de direito de retenção ou perdas e danos ao ocupante.

O b) Inclusão expressa da possibilidade de pedir medidas de apoio para


cumprir a ordem, p. ex,, multa (art. 555, par. único , nCPC).
O c) Pedido de indenização pelo uso da coisa durante a turbação ou
mesmo impedimento de uso (lucros cessantes) – art. 555, III, nCPC

O Explicita pedidos aceitos na doutrina e jurisprudência. Boa medida


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O Caução

O No Antigo CPC

O Art. 925. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente


mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso
de decair da ação, responder por perdas e danos, o juiz assinar-lhe-á o prazo de 5
(cinco) dias para requerer caução sob pena de ser depositada a coisa litigiosa.

O Novo CPC

O Art. 559. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente


mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso
de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5
(cinco) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser
depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte
economicamente hipossuficiente.
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O DA EXCEÇAO DE USUCAPIÃO

O A Exceção de Usucapião, pode ser usada como


matéria de defesa do réu, hoje em PRELIMINAR.
A questão da possibilidade de Aquisição do imóvel em
discussão por meio de declaração de Usucapião em
favor dos Réus, tendo em vista a plena possibilidade
prevista pela Súmula 237 do STF, que prevê a
possibilidade de ser argüida a Usucapião em
matéria de defesa em ação de Reintegração de
posse.
Deve estar presentes os requisitos necessários que
estruturam a usucapião extraordinário.
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O “2006.001.39222 – APELACAO CIVELJDS. DES. FLAVIA ALMEIDA VIVEIROS – Julgamento:
20/12/2006 – DECIMA QUARTA CAMARA CIVELCIVIL-CONSTITUCIONAL – POSSE ORIGINÁRIA A
TÍTULO PRECÁRIO – ACCESSIO POSSESSIONIS – MUTAÇÃO DO CARÁTER DA POSSE –
POSSIBILIDADE – FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE QUE DEVE SER PRESTIGIADA REQUISITOS
DA USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO RECONHECIDOS – RECURSO CONHECIDO E
PROVIDO2006.001.48813 – APELACAO CIVELDES. FABRICIO BANDEIRA FILHO – Julgamento:
08/11/2006 – DECIMA SETIMA CAMARA CIVEL Ação de reintegração de posse. Defesa fundada
em usucapião. Possibilidade. Súmula nº 237 do S.T.F. Usucapião extraordinário. Requisitos
preenchidos. Improcedência do pedido inicial. Sentença confirmada.”

O EMENTA: Reintegração de posse. Exceção de usucapião em defesa. Sentença de


improcedência do pedido de reintegração de posse e de acolhimento da exceção de usucapião.
Recurso de apelação da autora e recurso adesivo da parte demandada. Reintegração de posse.
Exame da prova que não ampara as alegações da parte autora. Ausência de prova da posse e
do esbulho. Exceção de usucapião. Exame da prova que ampara a alegação das partes
demandadas. Não obstante, o acolhimento da alegação de usucapião, a partir da exceção
oferecida em contestação, embora possa constituir motivo a mais para a improcedência da
ação de reintegração de posse, não é suficiente para o registro da sentença da usucapião no
Registro de Imóveis, que depende do ajuizamento de ação própria, ponto em que merece
acolhimento a apelação da autora. Honorários advocatícios. Majoração. Acolhimento do recurso
da demandada. Apelação provida em parte. Recurso adesivo provido. (Apelação Cível Nº
70020467296, Vigésima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Carlos Cini
Marchionatti, Julgado em 23/01/2008)
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CONCLUSÃO
A posse como um direito, um interesse
juridicamente protegido, e tutelado.
A sua tutela deriva da garantia prevista no
art. 5º, XXXV da Constituição Federal,
cabendo a intervenção do Poder Judiciário
sempre que houver lesão ou ameaça ao
direito.