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SISTEMAS MODIFICADOS APLICADOS A

FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Professora Ma. Suzana Bender


APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Ementa: Conhecimento sobre os sistemas orais de liberação
modificada. Sistemas implantáveis sólidos de liberação de
fármacos intra-oculares. Sistemas de liberação de fármacos
transdérmicos. Sistemas micro e nanopartículados.
Conhecimentos sobre lipossomas e as técnicas de preparo e
cinética de liberação.
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Conteúdo programático:
1.Apresentação da disciplina e critérios de avaliação.
1.1 Introdução do tema –Revisão- Sistemas de Liberação de Fármacos.
2.Polímeros utilizados no preparo de formas farmacêuticas orais de liberação
modificada;
3. Fatores que controlam a liberação de fármacos da forma farmacêutica:
dissolução e difusão
4.Preparo e aplicações das formas farmacêuticas de liberação modificada;
5.Controle de qualidade de formas farmacêuticas de liberação modificada;
6.Novas formas farmacêuticas de liberação modificada;
7.Legislação aplicada a novas formas farmacêuticas de liberação modificada.
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Os alunos serão avaliados por meio de:
1) Seminários (S)
Serão realizados seminários individuais com valor de cem
pontos, com tema determinado pela docente da disciplina

- A média final da disciplina será obtida através da média


aritmética das notas, conforme a seguir:

Média final = (S1 + S2 )/ 2


APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Referência Bibliográfica
ALLEN JR, L.V.; POPOVICH, N.G.; ANSEL, H.C. Formas farmacêuticas e
sistemas de liberação de fármacos. 8.ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. 775 p.
ANSEL, H.C.; POPOVICH, N.G.; ALLEN JR., L.V. Farmacotécnica: formas
farmacêuticas & sistemas de liberação de fármacos. 6.ed. São Paulo: Premier,
2000. 568 p.
AULTON, M.E. Delineamento de formas farmacêuticas. 2.ed. Porto
Alegre:Artmed, 2005. 677p.
GENNARO, A.R. Remington: a ciência e a prática da farmácia. 20.ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 2208 p.
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Referência Bibliográfica
LACHMAN, L.; LIEBERMAN, H.A; KANIG, J.L. Teoria e prática na indústria
farmacêutica. Lisboa:Calouste Gulbenkian, 2001. v.1. 505 p.
LACHMAN, L.; LIEBERMAN, H.A; KANIG, J.L. Teoria e prática na indústria
farmacêutica. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001. v.2. 1517p.
LI, X.; JASTI, B.R. Design of controlled release drug delivery systems.
New York: McGraw-Hill,2006. 435 p.
RANADE, V.V.; CANNON, J.B. Drug delivery systems. 3 e.d. Boca Raton:
CRC, 2011. 590 p.
PRISTA, L. N.; ALVES, A. C.; MORGADO, R. Tecnologia farmacêutica. 7.ed.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2008. 786 p.
ROWE, R.; SHESKEY, P.; WELLER, P. (eds.). Handbook of pharmaceutical
excipients. 4.ed. London: Pharmaceutical: Press, 2003. 776 p.
SINKO, P.J. Martin: Físico-Farmácia e Ciências Farmacêuticas. 5.ed. Porto
Alegre: Artmed, 2008.810p.
STORPIRTIS, S.; GONÇALVES, J.E.; CHIANN, C.; GAI, M.N. Ciências
Farmacêuticas. Biofarmacotécnica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2009. 321 p.
ARTIGOS CIENTÍFICOS E PATENTES.
HISTÓRICO
1950 a 1970 - período da liberação constante de drogas(criadas
ceras e polímeros hidrofóbicos aplicados às drogas com o objetivo
manter seus níveis de forma prolongada (GENNARO, 2004).

1960 destaca-se pelo desenvolvimento da microencapsulação, técnica


de transformação de líquido (polímeros e outras substâncias) em pós
com tamanho de partículas micrométricas (MARQUES, 2009).

1970 a 1990-entendimento nas necessidades da distribuição


controlada das drogas e das barreiras para várias vias de
administração (GENNARO, 2004).

Os anos seguintes aos de 1990 foram então considerados os da “era


moderna da tecnologia de liberação controlada” o qual buscaram-se a
otimização das drogas (GENNARO, 2004).
LIBERAÇÃO CONVENCIONAL
LIBERAÇÃO CONVENCIONAL:

oSão desenvolvidas para liberar o fármaco rapidamente após a


administração,

o Sendo empregados nesses sistemas:


-diluentes solúveis;
- desintegrantes e/ou outros recursos;

Objetivo: favorecer os processos de liberação e dissolução do


fármaco.

Farmacopeia Brasileira,2010 volume 1.


LIBERAÇÃO CONVENCIONAL

Curva da concentração plasmática em função do tempo, após a administração peroral


de doses iguais de um fármaco em intervalos de tempo que permitem a completa
eliminação da dose anterior

CMS- CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA MÁXIMA SEGURA.


CME- CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA MÍNIMA EFICAZ DO FÁRMACO.
LIBERAÇÃO CONVENCIONAL

Curva da concentração plasmática em função do tempo, após a administração peroral


de doses subsequentes. As doses são administradas antes que o fármacos seja
eliminado por completo. Nesse caso as doses se somam no organismo, já que existe
fármaco remanescente.
LIBERAÇÃO MODIFICADA
São concebidas para modularem a liberação do fármaco,
RETARDANDO OU PROLONGANDO a sua dissolução,
através de diferentes tecnologias.
VOCABULÁRIO CONTROLADO
OBJETIVO:

Criar vocabulários controlados (padronização de termos,


conceitos e abreviações) para serem utilizados como
referência primária, principalmente no registro e pós-registro
de medicamentos.
VOCABULÁRIO CONTROLADO
OBJETIVO:
Padronização foi realizada:

A partir do levantamento e sistematização do “estado da arte”


sobre formas farmacêuticas.
VOCABULÁRIO CONTROLADO
OBJETIVO:
Padronização foi realizada:

Quanto a terminologias e conceitos utilizados por


farmacopéias, autoridades sanitárias e outras referências
nacionais e internacionais.
VOCABULÁRIO CONTROLADO
OBJETIVO:
Padronização foi realizada:

Foram realizadas reuniões com diversos profissionais da área


para a validação e revisão da estrutura, conceitos e termos,
para se chegar à melhor classificação e entendimento
possíveis.
VOCABULÁRIO CONTROLADO
VOCABULÁRIO CONTROLADO
LIBERAÇÃO PROLONGADA:

Tipo de liberação modificada que permite pelo menos uma


redução na frequência de dose (comparada com
convencional).

Abreviação: LIB PROL


VOCABULÁRIO CONTROLADO
LIBERAÇÃO RETARDADA:

Tipo de liberação modificada de formas farmacêuticas que


apresenta uma liberação retardada do princípio ativo.

LIB RETARD
VOCABULÁRIO CONTROLADO
LIBERAÇÃO RETARDADA:
Comprimidos com revestimento gastrorresistente que
atravessam o estômago inalterados mas sofrem
desintegração no intestino.
VOCABULÁRIO CONTROLADO
Comprimido de Liberação Modificada.

Conceito: comprimido que tem liberação modificada.


Deve ser classificado como de liberação modificada apenas
quando as classificações “liberação retardada” e “liberação
prolongada” não forem adequadas.

Abreviação: COM LIB MOD


OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
LIBERAÇÃO CONTROLADA

Sistema no qual a liberação do fármaco ocorre com


velocidade constante e concentração que não varia, por
unidade de tempo, quando comparado com sistema
convencional.

United States Pharmacopeia 28th ed., 2005;


Exemplo: Tegretol CR Aulton,2005
OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
LIBERAÇÃO REPETIDA

Comprimidos com 2 doses do fármaco liberados em tempos


diferentes cujo objetivo é reduzir a frequência de
administração.

United States Pharmacopeia 28th ed., 2005;


Aulton,2005
OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
LIBERAÇÃO REPETIDA:
•Mecanismo de liberação:
•1° dose do fármaco: liberada a partir de uma camada mais
superficial
•2° dose do fármaco: liberada a partir de um núcleo revestido
com uma membrana que rompe 6 horas após administração
(liberação intestinal)
Exemplos:
Proventil retabs ® (albuterol)
Polaramine retabs ®
Claritin D ® 24horas
OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
LIBERAÇÃO REPETIDA:
OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
LIBERAÇÃO SUSTENTADA:

o Indica uma liberação inicial de fármaco, suficiente para


disponibilizar a dose terapêutica logo após a administração,

oE depois uma liberação gradual do fármaco por um período


de tempo estendido.

Exemplo: Voltaren SR Aulton,2005


OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
LIBERAÇÃO ESTENDIDA:

Formas farmacêuticas que liberam o fármaco lentamente de


modo a manter as concentrações plasmáticas no nível
terapêutico por um período prolongado de tempo (8 a 12 horas)

Exemplo: Glifage XR Aulton,2005


OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

USP considera Liberação controlada, Liberação prolongada e


Liberação sustentada como intercambiáveis com Liberação
estendida.

Aulton,2005
FORMAS FARMACÊUTICAS SÓLIDAS
ORAIS

As FFSO de liberação modificada são concebidas para


modularem a liberação do fármaco, retardando ou prolongando
a sua dissolução. Os objetivos podem ser:
•Tornar a FF gastrorresistente,
•Prolongar o efeito farmacológico,
•Liberar o fármaco em um sítio específico do trato gastrintestinal
(TGI) ou após um período definido de tempo (cronoterapia)
VANTAGENS
–Freqüência de administração reduzida;
–Aumento da adesão do paciente ao tratamento;
–A variação das concentrações plasmáticas são reduzidas
pois consegue-se manter um nível plasmático adequado.
–Diminuição de efeitos colaterais em doentes mais sensíveis.
–Biodisponibilidade aumentada devido ao aumento da área
de superfície (o seu transporte e distribuição são mais
uniformes e previsíveis).
DESVANTAGENS
-Custo inicial é mais elevado do que as formas farmacêuticas
convencionais;
-Cinética de liberação é dependente da integridade da forma
farmacêutica;
- Impossibilidade de interrupção do efeito terapêutico imediato
em caso de intoxicação ou intolerância;
-Risco de acumulação do fármaco com velocidade de
eliminação lenta;
-Dificuldade de adaptação da posologia às diferentes
farmacocinéticas interindividuais.
Concepção de uma forma farmacêutica de
liberação modificada
1.Conhecer muito bem a farmacocinética e farmacodinâmica
do fármaco.
2.Assegurar que o efeito farmacológico pode ser
correlacionado com os níveis plasmáticos.
3.Conhecer a gama de doses terapêuticas recomendadas.
4.Conhecer as doses mínima e máxima efetiva do fármaco.
5.Conhecer os perfis plasmáticos em função do tempo para o
fármaco.
Características que tornam os fármacos
adequados para ação modificada
oVelocidades médias de absorção e excreção(tempo de
meia vida entre 2 a 8 horas);
oAbsorção uniforme no trato gastrointestinal;
o Administração em doses relativamente pequenas;
o Apresentar alto índice terapêutico;
o Utilização no tratamento de doenças crônicas.
Características que tornam os fármacos
inadequados para ação modificada
•Meia-vida plasmática muito longa
–ex. digoxina (34 horas) já tem em si uma ação prolongada.
•Fármacos administrados em uma única dose
•Fármacos muito insolúveis e portanto sua disponibilidade
depende da dissolução.
•Doses necessárias elevadas
–ex. Sulfonamidas
Tecnologias de liberação prolongada
para formas farmacêuticas orais
Formas Farmacêuticas sólidas de uso oral podem ser:

•Monoparticuladas: unidade funcional de liberação


única – comprimido ou cápsula.

•Multiparticulada: fármaco dividido em várias


subunidades funcionais de liberação que podem ser
grânulos, pellets ou minicomprimidos, veiculados em
cápsulas ou comprimidos.
SISTEMAS MULTIPARTICULADOS
A obtenção de sistemas multiparticulados envolve, além da
preparação das subunidades do produto, o seu
processamento em uma FF final, que pode ser uma cápsula
ou um comprimido.
SISTEMAS MULTIPARTICULADOS

As FF multiparticuladas dispersam-se ao longo do TGI após a


administração, evitando a liberação concentrada do fármaco
em um uma área reduzida, como ocorre para os sistemas
monolíticos.

Esse comportamento reduz o risco de lesão da mucosa por


fármacos irritantes.
SISTEMAS MULTIPARTICULADOS
O trânsito de FF multiparticuladas do estômago para o
intestino delgado é mais previsível e menos dependente do
tempo de esvaziamento gástrico, que varia em Função da
presença de alimentos no TGI.
SISTEMAS MULTIPARTICULADOS
As subunidades possuem tamanho reduzido e assim
conseguem passar pelo piloro, sem retenção no estômago
em decorrência do processo digestivo, como acontece com
as FF monolíticas.
SISTEMAS MULTIPARTICULADOS
Menor risco de “dose dumping”, ou seja, a probabilidade de
ocorrência de liberação rápida do fármaco a partir de uma
FF de liberação prolongada, em função de um defeito no
produto, é reduzida.

Esse problema pode acontecer, por exemplo, em


decorrência do rompimento de um revestimento funcional.
SISTEMAS MULTIPARTICULADOS

Nos sistemas multiparticulados, a possibilidade de haver


esse tipo de falha é muito baixa:
 A dose se encontra dividida em muitas subunidades e
 É improvável que o defeito ocorra em todas elas,
causando uma liberação significativamente maior que a
desejada.
Tecnologias de liberação prolongada
para formas farmacêuticas orais

Formas Farmacêuticas controlando a taxa de dissolução


Fonte: Lullmann, H. et al. Color Atlas of pharmacology. 2 nd edition.
New York, 2000.
Tecnologias de liberação prolongada
para formas farmacêuticas orais
Quanto às tecnologias disponíveis para sustentar a
liberação de fármacos a partir de FFSO, destacam-se os
sistemas matriciais, reservatório ou osmóticos
SISTEMAS A LIBERAÇÃO CONTROLADA
VIA ORAL
COMPRIMIDOS MULTICAMADAS
Sistemas de Liberação

1.Sistema Matricial

2. Sistema Reservatório

3. Bombas Osmóticas-
SISTEMAS MATRICIAIS
Sistemas Matriciais:

Do ponto de vista tecnológico, um sistema matricial pode ser


definido como sistema que controla a liberação da(s)
substância(s) ativa(s), molecularmente dispersa(s) ou
dissolvida(s) num suporte resistente à desintegração
(polímero ou agente formador da matriz).
SISTEMAS MATRICIAIS
Sistemas Matriciais:

Para melhor se compreender o conceito imagine-se a matriz


como um suporte poroso, tipo esponja, em que o fármaco
preenche os poros internos.
SISTEMAS MATRICIAIS
Sistemas Matriciais:
SISTEMAS MATRICIAIS
• A matriz pode ser preparada a partir de:
–Materiais polimérica insolúvel - constituídas de polímeros
que não se modificam ao longo do TGI,sendo eliminados
praticamente intactos nas fezes devido à sua insolubilidade;
- Materiais solúvel-matrizes hidrofílicas, formadas por um
polímero hidrofílico intumescível em água;
- Matriz hidrofóbica, constituídas por materiais insolúveis em
água que são potencialmente erodíveis.
SISTEMAS MATRICIAIS
• Matriz Polimérica Insolúvel
Fármaco é granulado com uma matriz polimérica inerte.
Sais ou solutos hidrofílicos formam poros na matriz.
•Matriz insolúvel: cloreto de polivinila, polietileno ou
polimetacrilato.
•Água entra pelos poros, dissolve o fármaco que é liberado
por difusão
•Exemplos: Gradumet® Abbot – sufato ferroso
(etilcelulose)PEG 400 como formador de poros na
membrana.
SISTEMAS MATRICIAIS
SISTEMAS MATRICIAIS
• Matriz Hidrofílica
Matriz que absorve água, expande volume, formando uma
camada de gel, que libera o fármaco por difusão através do
gel ou ao sofrer erosão.
•Polímero da matriz:
hidroxietilcelulose, Carbopol ® hidroxipropilmetilcelulose
•Exemplo: Depakote ER fármaco disperso e comprimido em
uma matriz de hipromelose e celulose microcristalina.
SISTEMAS MATRICIAIS
SISTEMAS MATRICIAIS
•Matrizes hidrofóbicas – Contém matrizes de glicerídeos,
ceras, álcoois, ácidos graxos, ou lipídeos mais complexos.
•Matriz permanece intacta durante a liberação
•Liberação depende do meio aquoso que dissolve o agente
formador de canal, o qual sofre erosão formando uma matriz
porosa.
SISTEMAS RESERVATÓRIO
Sistema Reservatório:

•Núcleo (comprimido, grânulo, pellet ou minicomprimido)


contendo um fármaco que é revestido por uma membrana
polimérica.

•O fármaco é liberado através da membrana de revestimento


que pode ser microporosa ou não.
SISTEMAS RESERVATÓRIO
Sistemas reservatórios

•No primeiro caso (microporoso), a difusão do fármaco


determinará o processo de liberação.

•No segundo caso (não poroso), a liberação será


governada pela erosão/degradação do polímero.

•Também pode se fazer camadas alternadas de ativo e


polímero insolúvel.
SISTEMAS RESERVATÓRIO
SISTEMAS RESERVATÓRIO

Mecanismo de liberação Retardada

Estômago (pH 1-3) Intestino (pH 6-8)


Grânulo atravessa o Dissolução do revestimento
estômago intacta Liberação do fármaco

Exemplo: Prilosec
SISTEMAS RESERVATÓRIO

Sistemas reservatórios
•Os ésteres do ácido poliacrílico representam uma classe
de polímeros eficazes na preparação de sistemas
reservatório.

• O poli(metacrilato de metila) (PMMA) foi o primeiro


acrílico empregado como biomaterial, inclusive em
processos de revestimento farmacêutico.
SISTEMA BOMBA OSMÓTICA
Bombas Osmóticas:
oUtilizam pressão osmótica para modular a liberação do
fármaco.
oA FF é constituída por um núcleo (comprimido, cápsula
gelatinosa dura ou mole) revestido por uma membrana
semipermeável que possui orifício feito a laser.
SISTEMA BOMBA OSMÓTICA
•O mecanismo de liberação é controlado por osmose.
•A água entra pela membrana semi-permeável dissolvendo o
fármaco
•O compartimento osmótico( polímero hidrofílico) absorve a
água e expande o volume produzindo uma pressão que
bombeia a solução do fármaco pelo orifício de saída
SISTEMA BOMBA OSMÓTICA
´Push-Pull´: um compartimento com o ativo e outro com um
polímero hidrofílico (agente osmótico).

Adalat Oros Liberação controlada de NIFEDIPINA(OROS


OSMOTIC)
SISTEMA BOMBA OSMÓTICA
VETORIZAÇÃO
VETORIZAR = levar o PA unicamente ao SÍTIO DE AÇÃO, aumentando
o tropismo do PA para o órgão alvo.

Penetração Celular Proteção Contra Inativação

Sítio de Ação

Outros Sítios

Vetor

Sítio de Ação Fármaco


VETORIZAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO
Geração CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
(diâmetro)
1ª (> 1M) Não administrado MICROCÁPSULAS
por via intravenosa MICROESFERAS
2ª (< 1M) Administrável por LIPOSSOMAS,
via intravenosa NANOCÁPSULAS E
NANOESFERAS (pH ou termo
sensíveis)

3ª (< 1M) Reconhecem o ANTICORPOS


órgão alvo MONOCLONAIS
MICROSSISTEMAS
1.Microssistemas:
- Sua aplicação começou na década de 40 e teve muitas
variações metodológicas.

- Inicialmente, sua utilização foi aplicada para corantes, sendo


dirigida para o desenvolvimento de papel vegetal.
MICROSSISTEMAS
1.Microssistemas:
- Micropartículas: microcápsulas e microesferas;
- Emulsões múltiplas;
- Microemulsões.
MICROPARTÍCULAS

As micropartículas são definidas como sistemas poliméricos de


tamanho maior ou igual a 1µm
Elas são classificadas em:
• Microápsulas( sistemas poliméricos do tipo reservatório);
• Microesferas(sistemas matriciais).
MICROPARTÍCULAS

Muitos materiais podem ser utilizados como encapsulantes,


como:
•carboidratos (amidos, dextrinas e sacarose);
•celuloses (carboximetilcelulose, acetilcelulose, metilcelulose,
etilcelulose e nitrocelulose);
•lipídios (parafina, cera, ácido esteárico, triesterina,
monoglicerídeo, óleos, gordura hidrogenada e diglicerídeos);
MICROPARTÍCULAS

Muitos materiais podem ser utilizados como encapsulantes,


como:
• proteínas (glúten, caseína, isolado protéico de soro de leite,
gelatina e albumina);
•gomas (alginato de sódio, carragena e goma arábica), além da
quitosana, extraída da casca de crustáceos.

Exemplo de medicamento: Efexor XR- celulose e etilcelulose


NANOSSISTEMAS

2. Nanossistemas Tamanho manométrico


Menor que 1µm
-Lipossomas;
-Nanopartículas poliméricas e lipídicas
-Nanopartículas as quais os ativos podem estar
associados:do tipo metálica, flulerenos, dendrímeros
ou nanotubos de carbono
-Ciclodextrinas;

Alves;Martins;Santana(2008)
Lipossoma Nanopartículas Nanopartículas
Lipídicas Sólidas Poliméricas

Nanopartículas Fulerenos Nanotubo de Carbono


Metálicas
LIPOSSOMAS

Em 1961, Alec Bagham durante um estudo de fosfolipídios e


coagulação sanguínea descobriu os lipossomas. Tal estudo
mostrou que quando os fosfolipídios se combinam com a água
formam imediatamente uma esfera de bicamada.

A sua utilização como sistema carreador de fármacos foi


proposta pela primeira vez em 1971 por Gregoriadis, e a partir
de então eles têm sido extensivamente utilizados
(ROSSI-BERGMANN, 2008).
LIPOSSOMAS

Lipossomas:
Os lipossomas são estruturas esféricas compostas por uma ou
mais bicamadas fosfolipídicas em forma de vesículas que
rodeiam uma fase aquosa.
LIPOSSOMAS

Lipossomas:
Os lipossomas são compostos por fosfolípidos (de origem
natural ou sintética) podendo conter esteróis (colesterol) e
antioxidantes.
LIPOSSOMAS
Proporcionam a encapsulação de substâncias ativas
hidrofílicas, lipofílicas e anfifílicas e liberação controlada do
conteúdo encapsulado por difusão e/ou por erosão da vesícula.

Possíveis localizações dos solutos nos lipossomas. (1) Solutos hidrofílico; (2)
Moléculas anfifílica; (3) Solutos Lipofílicos
ALVES; MARTINS; SANTANA, (2008).
LIPOSSOMAS
Os lipossomas podem ser classificados:
Em relação ao seu tamanho;
Número de lamelas;
Quanto a sua carga;
Quanto a sua interação com o meio biológico.
LIPOSSOMAS
Os lipossomas podem ser classificados:
A- Quanto ao tamanho:
Vesículas unilamelares pequenas (SUV – Small Unilamelar
Vesicles): diâmetro: 45 a 80 nm
Vesículas unilamelares grandes (LUV – Large Unilamelar
vesicles)≥ 100nm
Vesículas Multilamelares (MLV – Multilamelar Vesicles):
≥500nm
LIPOSSOMAS
Os lipossomas podem ser classificados:
B- Quanto ao número de lamelas:
Multilamelares:
Preparação mais imediata
Constituídas por várias bicamadas lipídicas.
A partir destas, são obtidas as demais espécies.
LIPOSSOMAS
B- Quanto ao número de lamelas:
•Unilamelares :
Vesículas unilamelares grandes (LUV – Large Unilamelar
vesicles): Constituídas por apenas uma bicamada fosfolipídica,
mas com uma grande cavidade aquosa.
Vesículas unilamelares pequenas (SUV – Small Unilamelar
Vesicles): Constituídas por apenas uma bicamada fosfolipídica
e um pequeno compartimento aquoso.
LIPOSSOMAS

C-De acordo com a carga:


lipossomas podem ser classificados como catiônicos (carga
positiva), aniônicos (carga negativa) e neutros (sem carga).
LIPOSSOMAS
D- Interação com o meio biológico:
Lipossomas de longa circulação
Lipossomas sítio-específicos;
LIPOSSOMAS
Servem como carreadores de fármacos,biomoléculas ou
agentes de diagnóstico.

Os lipossomos foram os primeiros nanocarreadores


aprovados pelas agências reguladoras para carrear uma
série de quimioterápicos.
LIPOSSOMAS
As principais vias de administração dos lipossomas são:
intravenosa,
Intraperitoneal

O principal problema da administração sistêmica de


lipossomas é o fato de que quando entram na corrente
sanguínea são capturados pelos macrófagos, fígado, baço,
nódulos linfáticos e mais tardiamente pelos pulmões e
medula óssea, o que diminui o seu tempo de meia vida
plasmática.
LIPOSSOMAS
Entretanto, este fenômeno de captura condiciona a
utilização primordial dos lipossomas no 47 tratamento de
doenças relacionadas com os órgãos referidos: fígado ou
baço.
LIPOSSOMAS
A via oral é uma via de administração preferencial, mas a
administração de lipossomas oralmente é dificultada pelas
condições agressivas do trato gastrointestinal (baixo pH
estomacal, presença de enzimas degradativas e ação
detergente dos sais biliares no intestino).
LIPOSSOMAS

Devido à semelhança entre a estrutura dos lipossomas


(bicamada lipídica) e a estrutura das membranas
celulares, estes conseguem interagir profundamente com
as células do organismo.
LIPOSSOMAS
As interações entre os lipossomas e as células do organismo
podem ser divididas em quatro tipos principais:
•Fusão de membranas (membrana do lipossoma com a
membrana da célula),
•Adsorção dos lipossomas à superfície das células;
• Intercâmbio entre a membrana do lipossoma e a membrana
da célula (troca molecular direta)
• Endocitose
Figura : Representação dos vários tipos de interações entre os lipossomas e
as células do organismo (Adaptado de Torchilin, 2005).
LIPOSSOMAS
•Apresentam baixa toxicidade,
• Elevada biocompatibilidade,
• São biodegradáveis,
• São não-imunogênicos,
• Protegem a substância ativa da diluição e degradação na
corrente sanguínea,
• Conseguem libertar a substância ativa em células ou mesmo
em compartimentos celulares individuais
DOXIL
• Doxorrubicina lipossomal peguilada
– Protege o fármaco da depuração pelo sistema fagocítico
mononuclear, aumentando seu t1/2
– Aumenta a captação do fármaco pelo tumor
– Indicação: Sarcoma de Kaposi (Aids),Câncer Ovariano,Câncer
múltiplo de medula óssea
OUTROS EXEMPLOS
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas
- São partículas de tamanho nanométrico -50 a 500nm
- A palavra nano tem origem grega e significa anão, muito
pequeno, sendo assim, um indicador de medida.
- Nanômetro- equivale à bilionésima parte do metro, ou seja,
um milionésimo de milímetro;
- Á base de polímeros(sintéticos, semi-sintéticos ou naturais),
ou de outros materiais, de natureza biodegradável ou não.
- Servem de veículo para fármacos ou outras substâncias;
NANOPARTÍCULAS
NANO X MACRO

Abaixo de 100 nm as propriedades físicas e químicas


mudam o que permite inúmeras novas possibilidades de
aplicações, entre os quais os nanomedicamentos e
nanocarreadores, para o uso terapêutico, adjuvante
terapêutico, diagnóstico ou em produtos para a saúde.

• Aumento da área superficial = maior reatividade, maior


penetração em células
NANOPARTÍCULAS
As nanopartículas poliméricas:

Ao contrário dos lipossomas, as nanopartículas poliméricas


não têm um núcleo aquoso, mas sim uma membrana ou
matriz sólida constituída de polímero.

O fármaco é liberado gradualmente da partícula por erosão


ou difusão.
NANOPARTÍCULAS
As nanopartículas poliméricas:
São as nanocápsulas e nanoesferas

Sistemas coloidais compostos por polímeros naturais, sintéticos


ou semissintéticos preferência biodegradáveis

Estes sistemas poliméricos permitem a libertação controlada e


para sítios específicos.
NANOPARTÍCULAS
Rotas de administração de ativos

• Oral;
•Nasal;
• Parenteral(intravenosa, intramuscular, subcutânea);
•Dérmica;
•Oftálmica (controle de liberação, aumento de biodisponibilidade
ocular ou diminuição dos efeitos colaterais).
NANOPARTÍCULAS

NANOESFERAS
Monoliticas

NANOPARTICULAS

NANOCÁPSULAS Reservatorio
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas poliméricas=
Trata-se de uma classe diversa de nanocarreadores, porque,
dependendo do polímero que as constitui e da carga em sua
superfície, elas terão propriedades diferentes.
NANOPARTÍCULAS
Os polímeros biodegradáveis podem ser:
•naturais: albumina, celulose, alginatos, colágeno e quitosano;

• sintéticos: ácido polilático (PLA), a poli (ε-caprolactona)(PCL)


e o poli(metil-metacrilato) (PMMA), poli (ácido lático-co-
glicólico).
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas poliméricas=
Apresentam vantagens quando comparados aos sistemas
microemulsivos e lipossomais que justificam sua aplicação,
dentre elas:
• Boa estabilidade física, química e biológica,
• Fácil preparo,
• Boa reprodutividade,
• Aplicáveis a uma ampla variedade de substâncias
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas lipídicas sólidas
As nanopartículas lipídicas surgiram no início dos anos 80
quando foram desenvolvidas por Speiser e colaboradores,
em Zurique.
- Mistura de lipídeos e ceras em água, estabilizados por

tensoativos com um núcleo sólido.

-Fisiologicamente compatíveis

- Biodegradáveis

-Baixa toxicidade.
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas lipídicas sólidas

• Os lipídeos mais utilizados são triglicerídeos, ácidos


graxos, esteróis e ceras.

• Também são usados tensoativos e polímeros


(polióxidoetileno).
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas lipídicas sólidas

O núcleo das NLSs é formado de lipídios sólidos em


temperaturas ambiente e corporal. Promovem liberação
sustentada e/ou direcionada para um alvo específico.

Estrutura das Nanopartículas Lipídicas


Sólidas. Fonte: Adaptado de DURAN
NANOPARTÍCULAS LIPÍDICAS SÓLIDAS

Vantagens
•Maior estabilidade
•Fácil escalonamento da produção
• Permanência mais duradoura na corrente sangüínea,
• Atravessam a barreira hemato-encefálica sem danificar
estruturas,
• Quando comparadas às nanopartículas poliméricas
apresentam de 10 a 100 vezes menos toxicidade.
NANOPARTÍCULAS LIPÍDICAS SÓLIDAS
Nanopartículas Lipídicas Sólidas

Transporte de fármacos lipofílicos,


Vias de administração:
• Aplicação intravenosa e intramuscular;
• Oral;
• Oftálmica;
• Tópica.
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas lipídicas sólidas

Desvantagens:
• Baixa capacidade de encapsulamento que varia de 25-
50% (depende da solubilidade do ativo na matriz lipídica
e do método utilizado).
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas lipídicas sólidas

Desvantagens:
A utilização de lipídios muito semelhantes gera cristais
perfeitos. Como o fármaco se localiza entre as cadeias
lipídicas e nas imperfeições dos cristais, a alta organização
dos cristais diminui a eficiência de encapsulamento.
NANOPARTÍCULAS
Nanopartículas lipídicas sólidas
Nanopartículas lipídicas sólidas

Wissing, S. A.; Mader, K.;


Muller, R. H.
Solid lipid nanoparticles (SLN)
as a novel carrier system
offering prolonged release of
the perfume Allure (Chanel).
Proceedings of the International
Symposium on Controlled
Release of Bioactive Materials
(2000), 27th 311-312.
NANOPARTÍCULAS MAGNÉTICAS

Fonte: Dobrovolskaia e McNeil, 2007


NANOPARTÍCULAS MAGNÉTICAS

Nanopartículas magnéticas (MNP) à base de


nanopartículas de óxido de ferro como um núcleo magnético
encapsulado em um invólucro polimérico protetor.

Os óxidos de ferro são utilizados devido à sua alta


biocompatibilidade em relação a outros materiais
magnéticos.

Tratamento de câncer de mama


NANOPARTÍCULAS MAGNÉTICAS
As nanopartículas magnéticas se aquecem quando submetidas
a um campo magnético externo de frequências alternadas.

Se a temperatura pode ser mantida acima do limiar terapêutico


de 42 ° C durante 30 minutos ou mais, o câncer é destruído.
NANOPARTÍCULAS MAGNÉTICAS
Geralmente são associadas a anticorpos monoclonais
específicos, para reconhecimento por proteínas das

membranas das células tumorais.

Fonte:http://www.posgradoeinvestigacion.uadec.mx/CienciaCierta/CC34/10.html#.WodGqYPwbIU
NANOPARTÍCULAS MAGNÉTICAS
As nanopartículas magnéticas podem ser ligadas a drogas,
proteínas, enzimas, anticorpos ou nucleotídeos, e podem ser
direcionadas para um órgão, tecido ou tumor usando um
campo magnético externo.

.
FULERENOS
A descoberta dos fulerenos em setembro
de 1985 quando Harold Walter Kroto e Richard Errett
Smalley obtiveram uma série de estruturas químicas com 44 a
90 átomos de carbono, aparecendo em maior concentração
aquelas com 60 átomos de carbono. Foi a primeira nova
forma alotrópica a ser descoberta no século XX, e valeu
o Prêmio Nobel de Química em 1996.
FULERENOS
• Forma molecular de carbono( diferente de grafite e
diamante)
• C60- 60 átomos de carbono-diâmetro 1nm
• Lâminas de anéis hexagonais empilhadas
• Absorção de radicais livres-aceptor de elétrons
• Transporte de drogas
NANOTUBOS DE CARBONO
São nanopartículas formadas de uma ou várias camadas de
carbonos cilíndricos, com uma gama de propriedades
diferentes.
• Pequeno diâmetro (única camada 0,4 a 2,22 nm);
• Múltiplas camadas (3nm a 100nm) e grande comprimento
• Transporte de drogas para dentro da células e tecidos
– ligadas à superfície
ou à extremidade
– depositadas no
interior do nanotubo
DENDRÍMEROS
• Foram produzidos pela primeira vez no início da década de
1980 por Donald Tomalia.

•São macromoléculas poliméricas ramificadas formadas por


três componentes:
- o núcleo,
- sua ramificação
- grupos terminais funcionais.
• Tamanho entre 2 a 15 nm.
• Pode ser realizada “Peguilação” sobre a superfície de
dendrímeros
CLASSIFICAÇÃO DOS COPOLÍMEROS
Os dendrímeros são constituídos de polímeros altamente
ramificados formados de um núcleo central que define sua
geometria inicial.
Sua estrutura ramificada leva a formação tanto de esfras,
que em gerações posteriores, pararecem ser do tamanho
de micelas, quanto de nanoesferas de pequenas dimensão.
Eles podem adquirir uma função e desta forma podem ser
formados sistemas em camas através do uso de
monômeros diferentes por reações sucessivas. Dedrons
são dendrímeros parciais.
DENDRÍMEROS
Dendrímeros podem ser construídos de duas formas principais:

• Síntese divergente, onde a molécula cresce do centro para a


periferia,

• Síntese convergente, onde o dendrímero é construído a partir


dos fragmentos da periferia.
• São classificados quanto à geração, que se refere ao número
de repetição dos ciclos de ramificação que são executadas
durante a síntese.
SINTESE CONVERGENTE DE DENDRIMEROS POLI(BENZIL-ETER)

Hawker and Frechet, J. Amer. Chem. Soc. 112, 7639 (1990).


DENDRÍMEROS

Interações entre Dendrímeros e Drogas


O transporte de drogas utilizando dendrímeros pode ser
feito:
• encapsulando a droga no interior do dendrímero=
complexos,
• ligando a droga covalentemente à superfície do
dendrímero= conjugado.
DENDRÍMEROS
Resumo de algumas drogas estudadas, o tipo de interação com o
dendrímero e a razão entre a atividade do complexo ou conjugado e da
droga livre(Cheng et al., 2008).
DENDRÍMEROS
Rotas de administração de fármacos

• Oral;
•Nasal;
• Parenteral(intravenosa, intramuscular, subcutânea);
•Dérmica;
•Oftálmica;
DENDRÍMEROS

•Polímeros empregados na preparação de dendrímeros


são a poli(amidoamina) (PAMAM), poli(imina propileno)
(PPI).
CICLODEXTRINAS
• CDs são oligossacarídeos cíclicos tridimensionais em
forma de copo de cerca de 1 nm de altura;
• Formados por moléculas de D-glicose unidas através de
ligações glicosídicas α(1→4);
• Obtidas a partir da degradação enzimática do amido pela
ciclodextrina-glicosil-transferase (enzima sintetizada por
vários microorganismos).
CICLODEXTRINAS

As primeiras ciclodextrinas (CDs) foram descobertas por


Villiers, em 1891, a partir de produtos de degradação do
amido.

De 1903 e 1911- Franz Schardinger descreveu uma


abordagem mais detalhada desses oligossacarídeos
cíclicos, envolvendo sua preparação, isolamento e
caracterização,
CICLODEXTRINAS

Freudenberg, em 1939, propôs o mecanismo de formação


das CDs por ação da enzima ciclodextrina-glicosil-transferase
(CGTase) sobre o amido.

São os sistemas de carregamento de drogas a mais tempo


comercializados,
CICLODEXTRINAS
Seu arranjo estrutural possibilita a utilização desses compostos
como hospedeiros na formação de complexos de inclusão.

A presença de uma cavidade hidrofóbica e de grupos


hidroxilas livres na parte externa da molécula permite a
dissolução em meio aquoso de compostos(hóspedes) de baixa
solubilidade(solubilizar drogas lipossolúveis).
CICLODEXTRINAS

Vantagens:

• Aumentar a solubilidade;
• Aumenta a estabilidade;
• Reduzi a toxicidade de fármacos;
• Aumenta a absorção
CICLODEXTRINAS

As CDs vem sendo empregadas com sucesso na


administração e liberação de fármacos por várias vias e/ou
locais de administração, como oral, vaginal, retal, nasal,
oftálmica, pulmonar, dérmica e transdérmica.
CICLODEXTRINAS
ADESIVOS TRANSDÉRMICOS

•Sistemas Terapêuticos Transdérmicos (STT’s) são


medicamentos preparados para aplicação sobre a pele,
visando ação sistêmica do fármaco, que podem ser
apresentados como adesivos (patches).

• De modo geral, os adesivos contêm o fármaco disperso


em um reservatório ou em uma matriz.
ADESIVOS TRANSDÉRMICOS

• Sistemas reservatórios- a liberação do fármaco é


controlada por uma membrana microporosa ou
semipermeável;

• Sistemas matriciais- o fármaco é disperso em um gel,


ou em uma matriz polimérica, que controla a liberação
do fármaco.
ADESIVOS TRANSDÉRMICOS

Sistema Reservatório:

É predominante o uso do poli(etileno-co-acetato de vinila)


PEVA, poliuretano (PU) e silicone como polímeros.
ADESIVOS TRANSDÉRMICOS

Sistema Matricial:

Na preparação de sistemas matriciais, os polímeros mais


utilizados são: poli(2-etil hexil acrilato), poli(ácido acrílico)
(PAA), polímeros híbridos baseados em etilcelulose e HPMC.
A Pele
• Estrato córneo camada mais externa e queratinizada. Difícil
penetração.
FATORES QUE INFLUENCIAM
A PENETRAÇÃO CUTÂNEA
FATORES BIOLÓGICOS:
-Estado da pele;
-Idade da pele;
-Fluxo sanguíneo;
-Metabolismo da pele;
-Diferença entre os sexos;
-Hidratação;
-pH da pele.
FATORES QUE INFLUENCIAM
A PENETRAÇÃO CUTÂNEA
FATORES FISICO-QUÍMICOS:
-Lipossolubilidade;
-Hidrossolubilidade;
-Área de aplicação ou superfície de
contato;
-Coeficiente de partição;
-Coeficiente de difusão;
-Concentração do princípio ativo;
-Forma e tamanho molecular.
FATORES BIOLÓGICOS
Estado da pele:
- Alteração da composição dos
lipídeos e proteínas do estrato
córneo,
- Diferenciação anormal da
epiderme, provocam mudanças na
função de barreira da pele.
FATORES BIOLÓGICOS
Idade da pele: A pele sofre várias mudanças estruturais e

funcionais com o envelhecimento.


FATORES BIOLÓGICOS
Fluxo sanguíneo e Temperatura
FATORES BIOLÓGICOS
Diferença entre a pele do homem e da mulher
FATORES BIOLÓGICOS
Metabolismo Cutâneo:
- A epiderme viável é um tecido
bioquimicamente ativo com capacidade
metabólica.

-Diversas enzimas foram identificadas na


pele, incluindo o sistema Citocromo P-450.

A capacidade da epiderme viável em


metabolizar um ativo após liberação é
limitada (exceção de alguns ativos altamente
sensíveis)
FATORES BIOLÓGICOS
Hidratação da pele:
FATORES BIOLÓGICOS

-O pH médio da pele varia de 4,6 a 5,8.


-Responsável por combater bactérias e fungos;
-Determinado pelo sebo e suor liberados pelas glândulas
sebáceas e sudoríparas;
- Pode sofrer alterações conforme a região do corpo;
-Pode sofrer alterações com o uso de produtos químicos.
FATORES BIOLÓGICOS

Pele seca - pH ácido


Sensível, fina e opaca, esse tipo de pele tem poros visíveis,
rugas finas e que se descamam facilmente.
O valor de pH normalmente é inferior ao fisiológico.
FATORES BIOLÓGICOS

Pele oleosa - pH básico


Áspera, com brilho intenso, poros dilatados, poucas rugas,
mas com acne, tem pH superior ao fisiológico.
FATORES BIOLÓGICOS
pH das diferentes parte do corpo
FATORES FÍSICO-QUÍMICOS
Lipossolubilidade:
Substâncias lipofílicas (oleosas) são relativamente
absorvidas pelo estrato córneo.
FATORES FÍSICO-QUÍMICOS
Hidrossolubilidade:
Substâncias solúveis em água (hidrofílicas) sofrem maior
repulsão dos lipídios e da queratina, especialmente, do
estrato córneo.
FATORES FÍSICO-QUÍMICOS
Área de aplicação ou superfície de contato:
FATORES FÍSICO-QUÍMICOS
Coeficiente de difusão:
Medida da mobilidade das moléculas no interior da camada
lipídica.

Coeficiente de partição:
O coeficiente de partição óleo-água é definido como a
relação das concentrações da substância em óleo e em
água.
Aí entram as características dos produtos e veículos.
Quanto mais lipossolúvel melhor a absorção.
Promotores da absorção
percutânea
• Promotores químicos

• Iontoforese

• Fonoforese

• Microagulhas
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO

O promotor químico de penetração ideal deve promover


uma redução reversível nas propriedades de barreira da
pele sem danos à longo prazo para as células viáveis.
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
Mecanismo de ação: atuam essencialmente na via
intercelular de permeação

- Desorganização da estrutura de bicamadas lipídicas;


- Alteração da hidratação do estrato córneo;
-Interação com os lipídeos intercelulares.
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
- Devem permitir que as propriedades de barreira da pele
retornem rapidamente e quando forem removidos da pele;
- Devem ser apropriados para a formulação;
- Devem ser compatíveis com o ativo e veículo;
- Devem ser cosmeticamente aceitáveis.
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
- Não devem ser tóxicos ou provocar irritações e alergias;
- Devem agir de modo rápido, com atividade e duração de
efeito previsíveis e reproduzíveis;
- Não devem ter atividade plasmática dentro do corpo,
ligando-se a receptores locais;
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
Sulfóxidos e similares químicos

Dimetil-sulfóxido (DMSO)-

- higroscópico e quando aplicado sobre a pele;

- aumenta o conteúdo de água do estrato córneo;

-promove alteração da estrutura protéica do estrato córneo;

- causa um intumescimento com abertura dos poros

cutâneos;

- pode causar danos em altas concentrações :eritema e

desnaturação de proteínas.
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
Álcoois graxos saturados:
- A permeação cutânea tem sido aumentada por uma
variedade de álcoois graxos saturados (octanol, nonanol,
decanol, undecanol, álcool laurílico, tridecanol, álcool
miristílico).
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
Solventes orgânicos:
-O etanol e o álcool isopropílico, são os dois álcoois de
cadeia curta mais utilizados;
-Modificam a função barreira da pele:
•Fluidificação lipídica;
•Extração de lipídeos;
•Alterações sobre a sua ordenação.
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
Uréia
- Aumento do conteúdo de água no estrato córneo;
- Atividade queratolítica.
PROMOTORES QUÍMICOS DE PENETRAÇÃO
Tensoativos-
- Removem os lipídios intercelulares;
- Tornam a bicamada lipídica do estrato córneo mais fluida.
Iontoforese
•Método eletroquímico.
•Criação de gradiente de potencial na pele por meio de
corrente elétrica ou voltagem.
•Cuidados: irritação cutânea.
IONTOFORESE

Os ativos aplicados por essa via devem possuir


características essenciais tais como hidrossolubilidade,
serem positivos ou negativamente carregados e tamanho
molecular relativamente pequeno.
SONOFORESE
-Consiste na introdução de ativos na
pele sob a influência do ultra-som
terapêutico (US).
- O ultrassom produz ondas sonoras
de alta freqüência.
SONOFORESE
As ondas do utlrassom atuam:
- Desordenando a camada lipídica da
membrana celular;
- Aumento da difusão de substâncias;
-Aumentam a energia cinética das
moléculas contidas nas preparações
tópicas.
-- Aumento da circulação sanguínea da
área irradiada( devido ao calor).
SONOFORESE
Principais vias de penetração:
- folículos pilosos;
- glândulas sebáceas;
- glândulas sudoríparas.
ELETROPORAÇÃO
- Aplicação de pulsos elétricos curtos de alta
voltagem;
- Promovem uma formação transitória de
poros aquosos (“aquaporinas”) na bicamada
lipídica(entrada de macromoléculas).
MICROAGULHAMENTO
Surgiu na década de 90 na Alemanha sob a marca
Dermarroler™.
O sistema roller :
- um rolo em forma de tambor pequeno;
- cravejado com diversas agulhas finas (0,1mm de diâmetro),
- feitos de aço Inoxidável cirúrgico,
- em diferentes milímetros de comprimento (0,5 a 3,0 mm)
- posicionados paralelamente em várias fileiras.
MICROAGULHAMENTO
- Induz a produção de colágeno via
percutânea;
- As microlesões geram um processo
inflamatório local;
- Aumento da proliferação celular
(principalmente dos fibroblastos);
- Aumento da síntese de colágeno,
elastina e outras substâncias presentes
no tecido.
MICROAGULHAMENTO
-Podem criar micro canais que permitem a passagem de
lipossomas carregados com princípios ativos na pele.
-Esta combinação torna maior e mais estáveis as taxas de
administração transdérmica de cosméticos.
MAGNETOFORESE
-Utilização de um campo magnético para
promoção da penetração de ativos;
- Partículas magneticamente carregadas
são repelidas do campo magnético externo
aplicado, podendo ser dirigidas através da
pele.
ADESIVOS-PATCH OU BANDAGENS
O termo patch deriva do inglês “remendo”,
“emplastro;
-Dispositivos colocados sobre a pele;
- Camada córnea - ação localizada;
- Abaixo do estrato córneo- intradérmica;
- Ação sistêmica –transdérmica.
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