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ATUALIZAÇÃO EM LESÃO POR

PRESSÃO: prevenção e
tratamento
ENFª LOUELLA TRINDADE
R ESI DENTE MULT I PRO F ISSIO NAL E M AT E N ÇÃO AO C Â N C ER
Mudança na terminologia
Úlcera por Lesão por
pressão pressão

 Em 2016 NPUAP (National Pressure Ulcer Advisory Panel ) anunciou a


mudança na terminologia úlcera por Pressão para Lesão por Pressão e a
atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação;

 A nova expressão descreve de forma mais precisa a lesão, tanto na


pele intacta como na pele ulcerada.

NUAP, 2016
Lesão por pressão - LPP
É um dano localizado na pele e/ou tecidos moles
subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou
relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro
artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou
como úlcera aberta e pode ser dolorosa. A lesão ocorre
como resultado da pressão intensa e/ou prolongada em
combinação com o cisalhamento. A tolerância do tecido
mole à pressão e ao cisalhamento pode também ser afetada
pelo microclima, nutrição, perfusão, comorbidades e pela
sua condição.
NUAP, 2016
Lesão por Pressão Estágio 1

Pele íntegra com área de eritema


que não embranquece e que pode
parecer diferente em pele de cor
escura.

NUAP, 2016
Lesão por Pressão Estágio 2
Perda da pele em sua espessura parcial
com exposição da derme. O leito da ferida
é viável, de coloração rosa ou vermelha,
úmido e pode também apresentar-se
como uma bolha intacta (preenchida com
exsudato seroso) ou rompida. O tecido
adiposo e tecidos profundos não são
visíveis. Tecido de granulação, esfacelo
escara não estão presentes.

NUAP, 2016
Lesão por Pressão Estágio 3
Perda da pele em sua espessura total na
qual o tecido adiposo é visível e,
frequentemente, tecido de granulação e
epíbole (lesão com bordas enroladas) estão
presentes. Esfacelo e /ou escara pode estar
visível. Podem ocorrer descolamento e
túneis. Não há exposição de fáscia,
músculo, tendão, ligamento, cartilagem
e/ou osso. Quando o esfacelo ou escara
prejudica a identificação da extensão da
perda tissular, deve-se classificá-la como
Lesão por Pressão Não Classificável.

NUAP, 2016
Lesão por pressão Estágio 4
Perda da pele em sua espessura total e
perda tissular com exposição ou
palpação direta da fáscia, músculo,
tendão, ligamento, cartilagem ou osso.
Esfacelo e /ou escara pode estar visível.
Descolamento e/ou túneis ocorrem
frequentemente. Quando o esfacelo ou
escara prejudica a identificação da
extensão da perda tissular, deve-se
classificá-la como Lesão por Pressão
Não Classificável.

NUAP, 2016
Lesão por Pressão Não Classificável
Perda da pele em sua
espessura total e perda
tissular na qual a extensão
do dano não pode ser
confirmada porque está
encoberta pelo esfacelo ou
escara. Ao ser removido
(esfacelo ou escara),
podemos classificar a lesão.

NUAP, 2016
Lesão por Pressão Relacionada a
Dispositivo Médico

É resultante do uso de dispositivos criados e


aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos.
A lesão por pressão resultante geralmente
apresenta o padrão ou forma do dispositivo.
Essa lesão deve ser categorizada usando o
sistema de classificação de lesões por pressão.

NUAP, 2016
Lesão por Pressão em Membranas
Mucosas

É encontrada quando há histórico de uso


de dispositivos médicos no local do dano.
Devido à anatomia do tecido, essas lesões
não podem ser categorizadas.

NUAP, 2016
Avaliação e fatores de risco

ESCALA DE BRADEN
• Médio Risco: 15 a 18 pontos
• Risco Moderado: 13 a 14 pontos
• Alto Risco: 10 a 12 pontos
• Altíssimo Risco: 9 a 6 pontos

PARANHOS e SANTOS, 1999.


Prevenção de Lesão por Pressão (LP)
 Avaliar diariamente o aparecimento de áreas avermelhadas sobre proeminências
ósseas que, quando pressionadas, não se tornam esbranquiçadas;
 Observar o aparecimento de bolhas, depressões ou feridas na pele. Documentar
todas as alterações observadas;
 Instituir terapêutica apropriada imediatamente ao sinal de qualquer lesão tecidual;
Reposicionar o cliente acamado com mobilidade reduzida, no mínimo a cada 2 horas
para aliviar a pressão;
 Utilizar itens que possam ajudar a reduzir a pressão, como travesseiros e colchões
para redução de pressão, acolchoamento de espuma, e outros;

PARANHOS e SANTOS, 1999


Garantir um plano nutricional com a quantidade necessária de calorias, proteínas,
vitaminas e minerais;
Fornecer e incentivar a ingestão diária adequada de líquidos para hidratação.
Incentivar e auxiliar na estruturação de atividades físicas;
Manter a pele limpa, seca e hidratada ;
 Prevenir dermatites associadas à incontinência evitando o contato com urina e fezes,
higienizando após eliminações e utilizando cremes de barreira, se necessário;
NÃO massagear áreas com sinais de lesão;
Não utilizar almofadas em forma de anel, pois não garantem o princípio de distribuição
da pressão;

PARANHOS e SANTOS, 1999


QUAL COBERTURA DEVO USAR ?
Alginato de Cálcio:
• Mecanismo de ação: desbridamento autolítico

• Indicações: Feridas abertas, sangrantes, altamente exsudativas com ou sem infecção, até a
redução do exsudato.

Aquacel AG:
• Mecanismo de ação: inativar as bactérias retiradas do leito da ferida e retidas dentro da fibra da
cobertura. Tem capacidade de absorver de moderado a intenso exsudato formando um gel
coeso que se adapta à superfície da ferida formando meio úmido, provendo desbridamento
autolítico;

• Indicações: Ferida com moderada a intensa exsudação, com ou sem infecção, com ou sem tecido
necrótico, feridas cavitárias, queimaduras de profundidade parcial (2º grau) e feridas
estagnadas;
Irion, 2012
Hidrocolóide:
• Mecanismo de ação: Estimulam a angiogênese (devido hipóxia no leito da ferida), absorvem pequena
quantidade de exsudato, mantém a umidade, proporcionam alívio da dor, mantém a temperatura em torno
de 37°C, ideal para o crescimento celular, promovem o desbridamento autolítico.

• Indicações: Placa: feridas rasas, com o mínimo ou sem exsudato; queimaduras superficiais, prevenção ou
tratamento de lesão de pressão não infectadas. Pasta: feridas profundas e cavitárias, com o mínimo de
exsudato com ou sem tecido desvitalizado;
Hidrogel:
• Mecanismo de ação: Amolece e remove tecido desvitalizado através de desbridamento autolítico;
• Indicações: Lesões com pouca exsudação; para remover crostas, fibrina, tecidos desvitalizados ou
necrosados;
Colagenase:
• Mecanismo de ação: Degrada o colágeno nativo da ferida;
• Indicações: Feridas com tecido desvitalizado;
Hidropolimero:
• Mecanismo de ação: Acelera a drenagem das secreções e protege a pele contra macerações;
• Indicações: feridas limpas em fase de granulação, com média e pequena quantidade de exsudato;

Irion, 2012
REFERÊNCIAS
NPUAP. 2016. National Pressure Ulcer Advisory Panel Support Surface Standards Initiative -
Terms and Definitions Related to Support Surfaces.
Paranhos WY, Santos VLCG. Avaliação de risco para úlceras de pressão por meio da Escala de
Braden, na língua portuguesa. Rev Esc Enfermagem USP,1999;33 (n. esp):191-206
Irion. G L. Feridas – Novas abordagens, manejo clínico e atlas em cores. 2ed. Rio de Janeiro.
Guanabara Koogan. 2012. 352 p
National Pressure Ulcer Advisory Panel, European Pressure Ulcer Advisory Panel and Pan Pacific
Pressure Injury Alliance. Prevention and Treatment of Pressure Ulcers: Quick Reference Guide.
Emily Haesler (Ed.). Cambridge Media: Osborne Park, Australia; 2014.
LESÕES
POR
PRESSÃO

OBRIGADA!!!

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