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LYNCH

AUDITORIA - CONSULTORIA - TREINAMENTO

www.lynch.srv.br
Módulo II - FMEA
Análise de Modo e Efeito
Potencial da Falha –
4ª Edição
OBJETIVO

Desenvolver nos participantes o domínio


conceitual e prático da metodologia de Análise de
Modo e Efeitos de Falha Potencial (FMEA),
promovendo suas capacidades de criatividade e
reflexão, bem como de gerenciamento
para aplicação das soluções geradas.
FMEA
Análise e Efeito Potencial da Falha

Failure Mode and Effects Analysis


Objetivo do FMEA
É uma metodologia analítica usada
para garantir que as falhas
potenciais foram consideradas
durante o desenvolvimento do
produto e do processo (APQP)

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Diretrizes Gerais de
FMEA
Abordagem do Manual: Mudanças
Gerais da 4ª Edição
As principais mudanças para a 4ª Edição são:

Uma melhor redação para facilitar o entendimento;


A inserção de exemplos e glossário para uma melhor
utilização do Manual e eficácia no desenvolvimento
de FMEA’s;
Reforço da necessidade do suporte da gerência,
interesse e contínua revisão para melhoria dos
resultados das FMEA’s.
Mudanças Gerais da 4ª Edição

Definição e fortalecimento do entendimento da


relação entre DFMEA e PFMEA;
Melhoria da descrição das tabelas de severidade,
ocorrência e detecção para facilitar a pontuação da
análise;
A inclusão de anexos mostrando novos formatos de
formulários da FMEA para representar a diversidade
das formas de aplicação na indústria;
Mudanças Gerais da 4ª Edição

As principais mudanças para a 4ª Edição são:

A sugestão que o NPR não deve ser usado


como meio primário para determinar se é
viável ou não a tomada de ação;
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ORIGEM DO FMEA
FMEA ou FMECA são um ramo do procedimento militar
MIL-P-1629, intitulado procedimentos para executar
uma modalidade de falha, efeitos e análise de
criticidade, novembro datado 9, 1949.
Foi usado original como uma técnica da confiabilidade
para determinar o efeito de falhas do sistema e de
equipamento.
As falhas foram classificadas de acordo com seu
impacto no sucesso da missão e na segurança dos
pessoais/equipamento.
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ORIGEM DO FMEA

FMECA foi mais aplicado pela NASA nos anos 60 para


melhorar e verificar a confiabilidade do equipamento
do programa espacial.

Os procedimentos chamados em MIL-STD-1629A são


provavelmente os métodos o mais extensamente
aceitados durante todo a indústria militar e comercial,
embora o SAE J1739 seja um padrão muito
predominante de FMEA usado na indústria automotriz.
Tipos de FMEA

DFMEA – FMEA de Projeto


(Design)

PFMEA – FMEA de Processo


(Process)
PROCESSO FMEA
As etapas e a maneira de realização da análise são as
mesmas, ambas diferenciando-se somente quanto ao
objetivo. Assim as análises FMEA´s são classificadas em
dois tipos:

FMEA DE PROJETO: na qual são consideradas as falhas


que poderão ocorrer com o produto dentro das
especificações do projeto. O objetivo desta análise é evitar
falhas no produto ou no processo decorrentes do projeto.
FMEA DE PROCESSO: são consideradas as falhas no
planejamento e execução do processo, ou seja, o objetivo
desta análise é evitar falhas do processo, tendo como base
as não conformidades do produto com as especificações do
projeto.
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IMPORTÂNCIA DO FMEA –
Pontos favoráveis
A metodologia FMEA é importante porque pode
proporcionar para a empresa:
uma forma sistemática de se catalogar informações sobre as
falhas dos produtos/processos;
melhor conhecimento dos problemas nos
produtos/processos;
ações de melhoria no projeto do produto/processo, baseado
em dados e devidamente monitoradas (melhoria contínua);
diminuição de custos por meio da prevenção de ocorrência
de falhas;
o benefício de incorporar dentro da organização a atitude de
prevenção de falhas, a atitude de cooperação e trabalho em
equipe e a preocupação com a satisfação dos clientes;
LYNCH
Quando as FMEA’s são Geradas:

Parte da avaliação e análise é a estimativa de risco.

O FMEA deve ser concebido ‘antes-do-evento’, para eliminar


a necessidade de alterações posteriores no produto e/ou no
processo.

O FMEA evolui ao longo de cada etapa do processo de


desenvolvimento do produto e fabricação.

FMEA também pode ser aplicado às áreas administrativas da


organização.
Quando as FMEA’s são Geradas:
Caso 1: Novos projetos , nova tecnologia ou novo processo.
O escopo da FMEA é o projetos , tecnologia ou processo completos.

Caso 2: Modificações em projeto ou processo existente.


O escopo da FMEA deve focar as modificações do projeto e/ou
processo, possíveis interações devidas à modificação e
histórico de campo.

Caso 3: Uso de projeto ou processo existente em novo ambiente,


localização ou aplicação.
O escopo é o impacto do novo ambiente ou
localização no projeto ou processo existente.

Embora a responsabilidade pela sua preparação normalmente


seja atribuída a uma pessoa a FMEA deve ser
uma atividade envolvendo uma equipe de pessoas
com base multidisciplinar. LYNCH
RESPONSÁVEIS

Embora a responsabilidade
pela sua preparação
normalmente seja atribuída
a uma pessoa a FMEA
deve ser uma atividade
envolvendo uma equipe de
pessoas com base
multidisciplinar.
DEFINIR O CLIENTE

• Usuário Final
• Montagem OEM e Centros de
Fabricação
• Fabricação em Cadeia de Suprimento
• Reguladores
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DEFINIR O ESCOPO

• O escopo estabelece os limites da análise do


FMEA.
• Define o que está incluído e excluído,
determinado com base no tipo de FMEA que
está sendo desenvolvido, ou seja, sistema,
subsistema ou componente.
• O que excluir pode ser tão importante quanto
o que incluir na análise.

LYNCH
IMPACTO NA ORGANIZAÇÃO E NO
GERENCIAMENTO
FMEA é uma ferramenta importante dentro
de qualquer empresa. Como o
desenvolvimento de um FMEA é uma
atividade multidisciplinar que afeta todo o
processo de realização do produto, a sua
implementação deve ser bem planejada,
para ser totalmente eficaz.

LYNCH
Considerar o FMEA
• Como parte integrante do processo
de APQP (Planejamento Avançado da
Qualidade do Produto);
• Parte de revisões técnicas de
engenharia;
• Parte da liberação e aprovação
regular do projeto do produto ou
processo.
LYNCH
Estratégia,
Planejamento e
Implementação de
FMEA
DIAGRAMA DO FMEA
O desenvolvimento de FMEA trata de:
• Falha potencial do produto ou do
processo, em atender às expectativas.
• Conseqüências potenciais.
• Causas potenciais do modo de falha.
• Aplicação dos controles atuais
• Nível de risco
• Redução de risco.
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ESTRUTURA BÁSICA DO FMEA
O formato utilizado deve abranger:
• Funções, requisitos e resultados do produto ou
processo sob análise;
• Modo de falha, quando requisitos funcionais não são
atendidos;
• Efeitos e conseqüências do modo de falha;
• Causas potenciais do modo de falha;
• Ações e controles para tratar as causas do modo de
falha, e
• Ações para prevenir a recorrência do modo de falha.
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
R
A
E
Q
U
I
P
E
Documentação Auxiliar
Podem auxiliar a equipe na definição do escopo:
• Modelo funcional
• Diagramas de Blocos (limites)
• Diagramas de Parâmetros (P)
• Diagramas de Interfaces
• Fluxogramas de Processo
• Matrizes de inter-relacionamentos
• Diagramas esquemáticos
• Lista de Materiais
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FMEA de
Sistema
Subsistema
Componente

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LYNCH
Identificar Funções, Requisitos e
Especificações
Identificar e compreender as funções,
requisitos e especificações importantes
para o escopo definido. O objetivo desta
atividade é elucidar o objetivo do projeto
ou processo. Isto auxilia na determinação
do modo de falha potencial de cada
atributo ou aspecto da função.

LYNCH
Identificar Modos de Falha Potencial
• O modo de falha potencial é a maneira pela qual o
produto ou processo poderia falhar em atender aos
requisitos. Todas as falhas devem ser listadas, para
cada uma das funções especificadas.
• Existem duas maneiras de serem considerados os
modos de falhas, uma denominada de abordagem
funcional, sendo descrito como o projeto e ou
processo que deixam de desempenhar a função.
• Alguns modos de falha são: vazamento, fratura,
oxidação, curto-circuito, fissura, deformação, furo
com rebarba.
LYNCH
Exemplos

LYNCH
Identificar Efeitos Potenciais
• São efeitos percebidos pelos usuários internos ou externos.
• Podem ser percebidos a nível de sistema, subsistema ou
componente, devendo ser indicados como tal.
• Ex.: componente quebra por fratura, causando vibração no
conjunto e operação intermitente do sistema.
• Alguns efeitos potenciais de falha: instabilidade, aspecto
desagradável, inoperação, operação intermitente, ruído, não
monta, etc.
• O efeito também pode ser percebido através do não
atendimento de uma determinada legislação. Na realização
das análises dos efeitos deve avaliar se os modos de falhas
estão ou não afetando a segurança e ou descumprindo de
regulamentos, normas e legislações.
LYNCH
Característica Crítica
• Identifique se um item é potencialmente
crítico.
• Itens críticos são aqueles que:
– afetam a segurança de operação do
equipamento;
– têm potencial de comprometer o
– atendimento às normas previstas na
– legislação;
– itens críticos podem ser dimensões, ferramentas,
processos, etc.
LYNCH
Identificar Causas Potenciais
• Causa potencial de falha é definida como uma
indicação de como a falha poderia ocorrer, descrita
em termos de algo que possa ser corrigido ou
controlado.
• Causa potencial de falha pode ser uma indicação de
uma fragilidade de projeto, cuja conseqüência é o
modo de falha.
• Exemplos: especificação incorreta de material,
lubrificação insuficiente, ferramental gasto, solda
incorreta, etc.
LYNCH
Identificar Controles

Controles são aquelas atividades que


previnem ou detectam a causa da falha
ou do modo de falha.
Severidade
avaliação do nível de
impacto de uma falha
no cliente
Identificando Ocorrência
e quanto frequentemente
a causa de uma falha
Avaliando pode ocorrer

Risco Detecção
avaliação de quão bem os
controles de produto ou de
processo detectam
a causa de uma falha
ou do modo de falha
Ações Recomendadas e Resultados
• O objetivo de ações recomendadas é reduzir o risco
global e a probabilidade de que o modo de falha
venha a ocorrer.
• As ações recomendadas tratam a redução de
severidade, ocorrência e detecção.
• É importante:
– Garantir que requisitos de projetos, incluindo confiabilidade,
sejam atingidos;
– Revisar desenhos e especificações de engenharia;
– Confirmar a incorporação em processos de
montagem/fabricação, e
– Revisar FMEAs relacionados, planos de controle e instruções
de operações.
DFMEA
Análise de Modo e
Efeitos de Falha
de Projeto
DFMEA - APOIO AO PROCESSO DE PROJETO
• Auxilia na avaliação objetiva do projeto, incluindo requisitos funcionais e
alternativas de projeto;
• Avaliar o projeto inicial para fabricação, montagem, serviço e requisitos de
reciclagem
• Aumentar a probabilidade de que os modos de falha potencial e seus efeitos
no sistema e na operação do veículo tenham sido considerados no processo
de projeto;
• Prover informação adicional para auxiliar o planejamento cuidadoso e
eficiente de projeto, desenvolvimento e programas de validação;
• Desenvolver uma lista ordenada de modos de falha potencial, de acordo
com seus efeitos no cliente, estabelecendo assim um sistema de prioridades
para aprimoramentos de projeto, desenvolvimento e teste/análise de
validação;
• Proporcionar um formato aberto para recomendar e monitorar ações de
redução de risco, e
• Prover futuras referências.
LYNCH
Considerações de Fabricação,
Montagem e Manutenção (1)
• O DFMEA deveria incluir quaisquer modos
de falha potencial que possam ocorrer
durante o processo de fabricação ou
montagem, os quais sejam resultado do
projeto.
• Por exemplo, uma característica de projeto
que impeça uma peça de ser montada na
orientação errada, ou seja, a prova de erro.
Considerações de Fabricação,
Montagem e Manutenção (2)
O DFMEA não se baseia nos controles de processo para
superar eventuais deficiências de projeto, mas ele leva
em consideração os limites técnicos e físicos de um
processo de fabricação e montagem, tais como:
• Necessária conicidade dos moldes;
• Limitada capacidade de acabamento superficial;
• Espaço de montagem;
• Limitada temperabilidade dos aços;
• Tolerâncias, capabilidade do processo, desempenho.
Considerações de Fabricação,
Montagem e Manutenção (3)
O DFMEA pode levar em consideração os limites
técnicos e físicos de manutenção e reciclagem do
produto, quando este estiver em uso, tais como:
• Acesso de ferramentas;
• Capacidade de diagnóstico;
• Símbolos de classificação de materiais para
reciclagem;
• Materiais, produtos químicos utilizados nos
processos de fabricação. LYNCH
DESENVOLVIMENTO DE UM DFMEA
• Focaliza o projeto do produto que será
entregue ao cliente final (usuário final)
• As tarefas que constituem pré-requisitos para
a efetiva análise do projeto do produto são:
– Montar equipe;
– Determinar o escopo;
– Criar diagramas de blocos ou diagramas-P;
– Descrever a função e os requisitos do produto.

LYNCH
Pré-Requisitos de DFMEA
A equipe deve considerar:
• Com quais processos, componentes conjugados, ou
sistemas, o produto interfaceia?
• Existem funções ou características do produto que
afetem outros componentes ou sistemas?
• Existem entradas, fornecidas por outros componentes
ou sistemas, que sejam necessárias para a execução
das funções pretendidas do produto?
• As funções do produto incluem a prevenção ou
detecção de um possível modo de falha em um
componente ou sistema associado?
Diagramas de Blocos
• Mostra os
relacionamento
s físicos e
lógicos entre os
componentes
do produto.
• O objetivo é
compreender
os requisitos de
entrada e saída
Diagramas de Parâmetros (P)
• É uma ferramenta estruturada que auxilia a
compreender a física relacionada às funções
do projeto.
• Analisam-se os fatores controlados e não-
controlados que possam ter impacto no
desempenho.
• Verificam-se as funções pretendidas e não-
pretendidas, que auxiliam a identificar
situações de erro e fatores de controle.
Requisitos Funcionais
Outro passo no processo do DFMEA é a compilação dos
requisitos funcionais e interface do projeto:
– Segurança;
– Regulamentações Governamentais;
– Confiabilidade (vida da função);
– Ciclos de carga e de trabalho – perfil de uso do produto pelo
cliente;
– Operação silenciosa: ruído, vibração e “aspereza”
– Retenção de fluidos
• Ergonomia
– Projeto para Montagem
• Aparência
– Projeto para Manufaturabilidade
• Embalagem e Expedição
• Serviço
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS A - H
• A – Número do FMEA
• B – Nome e número de Sistema, Subsistema
ou Componente
• C – Responsabilidade de Projeto
• D – Ano Modelo/ Programas
• E – Data-chave
• F – Data do FMEA
• G – Equipe Central
• H – Elaborado por LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA LYNCH
CAMPOS a – n
• (a) – Item/Função/Requisitos
• (b) – Modo de Falha Potencial
• (c) – Efeito Potencial de Falha
• (d) – Severidade (S)
• (e) – Classificação
• (f) – Causa Potencial de Modo de Falha
• (g) – Ocorrência (O)
• (h) – Controles Atuais de Projeto
• (i) – Detecção (D)
• (j) – Número de Prioridade de Risco (NPR)
• (k) – Ações Recomendadas
• (l) – Responsabilidade e Data de Conclusão Pretendida
• (m) – Ações Executadas e Data de Conclusão
• (n) – Severidade, Ocorrência e Detecção e NPR
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (a) – Item/Função/Requisitos

• Podem estar separados em duas ou mais colunas


interligadas ou combinados em uma única coluna

• Interfaces podem ser combinadas ou separadas

• Componentes podem ser listados na coluna


item/função e uma coluna adicional pode incluir
funções ou requisitos daquele item.

LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (a) – Item/Função/Requisitos

Item (a1)
Entrar os itens, interfaces ou peças que tenham sido
identificados através de diagramas de blocos, desenhos
e outras conduzidas pela equipe
A terminologia deve atender aos requisitos do cliente,
estar de acordo aos demais documentos e análises de
desenvolvimento de projeto de forma tal de assegurar
a sua rastreabilidade.
LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (a) – Item/Função/Requisitos
Função (a1)
Entrar as funções dos itens ou interfaces sendo
analisados, as quais sejam necessárias para atender ao
escopo do projeto, com base nos requisitos do cliente e
na discussão da equipe.
Quando houver mais do que uma função com
diferentes modo de falha potencial, então devem ser
cada uma destas funções e modos de falha listados
separadamente.
LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (a) – Item/Função/Requisitos

Requisitos (a2)
Pode ser necessário incluir mais uma coluna a análise
de modo de falha para refinar o mesmo, considerando
aos requisitos de cliente.
Se a função tiver mais do que um requisito com
diferentes modo de falha potencial então listar a estes
requisitos e funções separadamente.

LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (b) – Modo de Falha Potencial
– Maneira pela qual o item poderia potencialmente falhar em
atender ou entregar a função intencionada ou pretendida.
– Cada função pode ter múltiplos modos de falha.
– Devem ser considerados modos de falha potencial que
poderiam ocorrer somente sob certas condições operacionais
(por exemplo, quente, frio, seca, poeirento, etc.) e sob certas
condições de utilização (por exemplo, quilometragem acima
da média, terreno acidentado, condução somente na cidade,
etc.).
– Verificar as coisas que saíram mal no passado.

LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (d) – Severidade (S)

Severidade é o valor associado ao efeito mais grave,


para um dado modo de falha. Severidade é uma classificação
relativa, dentro do escopo do FMEA individual.

Criterios de Avaliação Sugeridos


A equipe deveria concordar quanto aos critérios de avaliação e
ao sistema de classificação,e aplicá-los consistentemente, mesmo
se modificados para análises de processos individuais.

Não é recomendado modificar los valores 9 e 10 , dos critérios


de classificação. Modos de falha com uma classificação de
severidade de 1 não deveriam ser mais analisados. LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (e) – Classificação
– Destacar modos de falha de alta prioridade e
suas causas associadas;
– Requisitos específicos de cliente determinam
símbolos especiais característicos de produto
e de processo, e sua utilização.

LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
MECANISMO DE CAUSA POTENCIAL DE MODO DE FALHA
– Determinar o mecanismo de falha para cada modo
de falha.
– Um mecanismo de falha é o processo físico,
químico, elétrico, térmico ou outro, que resulta em
um modo de falha.
– Um produto ou um processo pode ter diversos
modos de falha que sejam correlacionados uns aos
outros, devido a um mecanismo de falha em
comum, por trás deles.
– O mecanismo de falha é um processo de
propagação de erros. LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA

• (f) – Causa Potencial de Modo de Falha

– Causas são as circunstâncias que induzem


ou ativam um mecanismo de falha.
– A investigação das causas deve focalizar o
modo de falha e não o efeito.
– Evitar expressões ambíguas.

LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (g) – Ocorrência (O)
É a probabilidade de que uma determinada causa/mecanismo
ocorra, resultando no modo de falha, durante a vida do projeto.
Considerar questões tais como:
• Quais são o histórico de manutenção e experiência de campo, com
componentes, subsistemas e sistemas similares?
• O item é uma evolução (transição) de, ou similar a, um item de nível
anterior?
• O quanto significantes são as alterações, em relação ao item de nível
anterior?
• O item é radicalmente diferente de um item de nível anterior?
• O item é completamente novo?
• Qual é a aplicação, ou quais as modificações ambientais?
• Foi utilizada uma análise de engenharia para estimar a taxa de
esperada de ocorrência comparável para a aplicação?
• Foram implementados controles preventivos?
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (h) – Controles Atuais de Projeto (1)

São atividades conduzidas como parte do


processo de projeto, que foram concluídas e
empenhadas e que assegurarão a adequação do
projeto aos requisitos funcionais e de
confiabilidade, sob consideração.

LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (h) – Controles Atuais de Projeto (2)
Existem dois tipos:
Prevenção
• Elimina (previne) a ocorrência da causa do
mecanismo de falha ou modo de falha ou reduz a
sua taxa de ocorrência.
Detecção
• Identifica(detecta) a existência de uma causa, do
resultante mecanismo de falha ou modo de falha,
por métodos analíticos ou físicos, antes do item
ser liberado para produção.
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (h) – Controles Atuais de Projeto (2)
Controles de Prevenção
– Estudos Comparativos
– Projetos à prova de falhas
– Padrões de Projeto e Materiais (internos e externos)
– Documentação- registros de melhores práticas,
lições aprendidas de projetos similares
– Estudos de simulação-analise de conceitos para
estabelecer requisitos de projeto
– Verificação à prova de erros LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (h) – Controles Atuais de Projeto (2)
Controle de Detecção
– Revisão de projeto
– Testes de protótipo
– Testes de validação
– Estudos de simulação- validação de projeto
– Projeto de experimentos, incluindo testes de
confiabilidade
– Prototipagem em escala real, usando peças
similares LYN CH
EXEMPLO DE DFMEA

CAMPOS a – n
• (i) – Detecção (D)

• É a classificação associada ao melhor controle de


detecção lista na coluna de Controle Atuais de
Projetos.

LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• Determinar Prioridades de Ação
Devem ser priorizadas os modos de falha com
severidades mais elevadas.

• (j) – Número de Prioridade de Risco (NPR)


NPR = Serveridade (S) x Ocorrência (O) x Detecção (D)
Item Severidade Ocorrência Detecção NPR
1 9 2 5 90
2 7 4 4 112

O uso de um valor limite de NPR Não é uma prática recomendada


para determinar a necessidade de ações.
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n
• (k) – Ações Recomendadas
LYNCH
LYNCH
EXEMPLO DE DFMEA
CAMPOS a – n

• (l) – Responsabilidade e Data de Conclusão


Pretendida

• (m) – Ações Executadas e Data de Conclusão

• (n) – Severidade, Ocorrência e Detecção e NPR

LYNCH
Mantendo DFMEAs
O DFMEA é um documento vivo e deveria ser
revisado sempre que houver uma modificação
no projeto do produto, e atualizado conforme
requerido.

Atualizações de ações recomendadas deveriam


ser incluídas em um DFMEA subseqüente,
juntamente com os resultados finais (o que
funcionou e o que não funcionou). L Y N C H
LYNCH
Mantendo DFMEAs

Um outro elemento de manutenção “em andamento”


de DFMEAs deveria incluir uma revisão periódica das
classificações de Ocorrência e Detecção.
Isto é particularmente importante quando tenham sido
feitos aprimoramentos, através de modificações de
produto, ou de melhorias em controles de projeto.
Adicionalmente, nos casos em que tenham ocorrido
problemas em campo, as classificações deveriam ser
concordantemente revisadas.
Conexões

Diagrama de Blocos (limites)


Diagrama-P, etc.

DFMEA
Plano de Verificação de Projeto e
Relatório (DVP&R), PFMEA, etc.

LYNCH
PFMEA
Análise de Modo e
Efeitos de Falha
de Processo
PFMEA - APOIO AO DESENVOLVIMENTO
DE PROCESSO
Atua na redução de risco de falhas por:
• Identificar e avaliar as funções e requisitos do processo;
• Identificar e avaliar os potenciais modos de falha relacionados
ao produto e processo, e os efeitos das falhas potenciais sobre
o processo e os clientes;
• Identificar as causas potenciais dos processos de fabricação ou
montagem;
• Identificar variáveis de processo e focalizar controles de
processo, para redução de ocorrência, ou maior detecção das
condições de falha, e
• Habilitar o estabelecimento de um sistema de prioridades, para
ações e controles preventivos/corretivos.
LYNCH
Considerações de Projeto
• A equipe deve assumir que o produto,
conforme projetado, atende ao objetivo de
projeto.
• Durante o desenvolvimento de um PFMEA,
pode-se identificar oportunidades de
projeto que poderiam eliminar ou reduzir a
ocorrência de modo de falha de processo.
• Por exemplo, adicionar uma característica a
peça que impeça uma montagem com
orientação errada. LYNCH
DESENVOLVIMENTO DE UM PFMEA
• O PFMEA começa pelo desenvolvimento de
uma lista do que se espera que o processo
faça, e do que se espera que não faça, ou
seja, o objetivo do processo.
• As tarefas que constituem pré-requisitos para
a efetiva análise do PFMEA são:
– Montar equipe;
– Definir o cliente, que pode ser a operação
subseqüente;
– Definir fluxograma do processo.
LYNCH
FLUXOGRAMA DE PROCESSO
• O PFMEA deve ser consistente com o
fluxograma de processo.
• O escopo do fluxograma de processo deveria
incluir todas as operações de fabricação, do
processamento de componentes individuais
até os conjuntos, incluindo embarque
(expedição), recebimento, transporte de
material, armazenagem, transportadoras,
etiquetagem, etc.
LYNCH
FLUXOGRAMA DE PROCESSO – Processo de Injeção de Polímero (1)
FLUXOGRAMA DE PROCESSO – Processo de Injeção de Polímero (2)
Outras Ferramentas e Fontes

• DFMEA
• Desenhos e registros de projeto
• Não conformidades internas e
externas
• Histórico da qualidade e confiabilidade
• Lições aprendidas
LYNCH
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS A - H
• A – Número do FMEA
• B – Nome e número de Sistema, Subsistema
ou Componente
• C – Responsabilidade pelo Processo
• D – Ano Modelo/ Programas
• E – Data-chave
• F – Data do FMEA
• G – Equipe Central
• H – Elaborado por LYNCH
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (a) – Etapa de Processo/Função de Processo/Requisitos
• (b) – Modo de Falha Potencial
• (c) – Efeito Potencial de Falha
• (d) – Severidade (S)
• (e) – Classificação
• (f) – Causa Potencial de Modo de Falha
• (g) – Ocorrência (O)
• (h) – Controles Atuais de Projeto
• (i) – Detecção (D)
• (j) – Número de Prioridade de Risco (NPR)
• (k) – Ações Recomendadas
• (l) – Responsabilidade e Data de Conclusão Pretendida
• (m) – Ações Executadas e Data de Conclusão L Y N CH
• (n) – Severidade, Ocorrência e Detecção e NPR
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (a) – Etapa de Processo/Função de Processo/Requisitos

Etapa do processo (a1)


Entrar a identificação da etapa do processo
sendo analisada, com base no processo e
terminologia de numeração, consistente com o
fluxograma do processo para assegurar a
rastreabilidade e relação como outros
documentos, tais como Plano de Controle,
Instruções de Trabalho, incluindo reparos e
retrabalhos. LYNCH
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (a) – Etapa de Processo/Função de Processo/Requisitos
Função do Processo (a1)
Descreve o propósito ou objetivo da operação. Realizar
uma análise de riscos para limitar o número de etapas,
apenas incluir aquelas que tenham prováveis impactos
negativos.
Requisitos (a2)
Listar os requisitos para cada etapa ou operação do
processo sendo analisada. São entradas para atender
ao objetivo do projeto e requisitos do cliente. Se uma
operação tiver varios requisitos, devem ser alinhados
com seu modo de falha para facilitar a análise.
Exemplo de modo potencial de falha

Ovos deixados na em cima da mesa sem


proteção: Qualquer deslize eles podem rolar e
acabar quebrando no chão, não podendo mais
serem utilizados, este é o efeito potencial da
falha.
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (c) – Efeito Potencial de Falha
LYNCH
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (d) – Severidade (S)

Severidade é o valor associado ao efeito mais grave,


para um dado modo de falha. Severidade é uma classificação
relativa, dentro do escopo do FMEA individual.

Criterios de Avaliação Sugeridos


A equipe deveria concordar quanto aos critérios de avaliação e
ao sistema de classificação,e aplicá-los consistentemente, mesmo
se modificados, para analises de processos individuais.

LYNCH
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (e) – Classificação
Exemplos de características críticas
em projetos
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (f) – Causa Potencial de Modo de Falha
EXEMPLO DE PFMEA
(g) – Ocorrência (O)
EXEMPLO DE PFMEA
LYNCH
CAMPOS a – n
• (h) – Controles Atuais de Processo
Exemplos de Controles de Processo

A caixa previne que os


ovos rolem e acabem
Detecção quebrando.
EXEMPLO DE PFMEA • (i) – Detecção (D)
TABELA Cr3: Critério de Avaliação de Prevenção/Detecção Sugerido da FMEA de Processo (PFMEA)

Índice
Oportunidade de
Critério: Probabilidade de Detecção pelo Controle de Processo Probabilidade de
Detecção
Detecção

Probabilidade de não Quase


Não existe Controle de Processo, não pode detectar ou não é analisado 10
detectar impossível
Provavelmente não detecta
Modo de falha e/ou erro (causa) não é facilmente detectado (ex. auditorias) 9 Muito remota
em nenhum estágio

Problema detectado depois Modo de falha detectado pelo operador depois do processamento através de meio
8 Remota
do processamento visual, manual ou audível

Detecção do modo de falha pelo operador na estação de trabalho através de meio visual,
Problema detectado na fonte manual ou audível ou após o processamento com auxílio de medições por atributo (ex. 7 Muito baixa
passa-não passa, torque manual, verificar se prende/solta, etc)

Modo de falha detectado pelo operador depois do processamento usando medição por
Problema detectado depois
variáveis ou na estação de trabalho usando medições por atributo (ex. passa-não passa, 6 Baixa
do processamento
torque manual, verificar se prende/solta, etc)

Detecção do modo de falha e/ou erro (causa) na estação de trabalho através do uso de
medições por variáveis ou controles automáticos que detectam a discrepância e avisam o
Problema detectado na fonte 5 Moderada
operador (luzes, sirenes, etc). Medições da primeira peça e setup realizadas (apenas para
casos de set-up)

Problema detectado depois Detecção do modo de falha depois do processamento por controles automáticos que devem Moderadamente
4
do processamento detectar peças discrepantes e bloquear a peça evitando continuar seu processamento. alta

Detecção do modo de falha na estação de trabalho por controles automáticos que devem
Problema detectado na fonte 3 Alta
detectar peças discrepantes na estação de trabalho e bloquear a continuidade do processo

Detecção de erro e/ou Detecção do erro (causa) na estação de trabalho por controles automatizados que devem
2 Muito alta
prevenção de problemas detectar o erro e prevenir peças discrepantes antes de serem processadas

A prevenção do erro (causa) como resultado do projeto de assessórios, máquinas ou peças.


Detecção não aplicável: Quase
Peças discrepantes não podem ser feitas porque o item apresenta dispositivos a prova de 1
prevenção de Falhas certamente
erros no projeto do produto/processo.
EXEMPLO DE PFMEA
LYNCH
CAMPOS a – n
• Determinar Prioridades de Ação
Devem ser priorizadas os modos de falha com
severidades mais elevadas.

• (j) – Número de Prioridade de Risco (NPR)


NPR = Serveridade (S) x Ocorrência (O) x Detecção (D)
Item Severidade Ocorrência Detecção NPR
1 9 2 5 90
2 7 4 4 112

O uso de um valor limite de NPR Não é uma prática recomendada


para determinar a necessidade de ações.
EXEMPLO DE PFMEA LYNCH
CAMPOS a – n
• (k) – Ações Recomendadas
EXEMPLO DE PFMEA
CAMPOS a – n
• (l) – Responsabilidade e Data de Conclusão Pretendida

• (m) – Ações Executadas e Data de Conclusão

• (n) – Severidade, Ocorrência e Detecção e NPR

LYNCH
LYNCH
Mantendo PFMEA
Conexões

DFMEA, Fluxograma, etc.

PFMEA
Planos de Controle do
Processo

LYNCH
Conexões
FMEA
VAMOS PRATICAR...

Usar o Formulário “B”


dos Anexos
para elaborar um PFMEA.
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