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• Grande movimento intelectual e artístico que despontou em

meados do século XVI, caracterizado por uma valorização


do espírito crítico , da cultura clássica (greco-romana) e do
naturalismo.
• Se caracterizava principalmente pela afirmação dos valores
humanistas nas artes e na vida cotidiana. O ser humano é
colocado como fonte de objeto e saber.
• O Teocentrismo Medieval foi substituído pelo
Antropocentrismo da Idade Moderna.
Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram
nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no
campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a
herança clássica. O ideal do humanismo foi sem duvida o
móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do
Renascimento. Num sentido amplo, esse ideal pode ser
entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da
natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos
que haviam impregnado a cultura da Idade Média.
Origens
• Intimamente ligado às modificações econômicas e sociais
pelas quais passa a Europa no período de transição do
Feudalismo para o Capitalismo.
• O desenvolvimento urbano e comercial, juntamente com o
fortalecimento da burguesia, representaram um poderoso
estímulo para produção intelectual.
• Muitos artistas receberam a proteção de nobres e de ricos
burgueses, podendo assim trabalhar intensamente em suas
obras. Essa prática ficou conhecida como mecenato; os que
a adotavam eram chamados mecenas.
Elementos
• artísticos
Grande preocupação com a figura humana
• Valorização do nu e pela busca da perfeição ao
retratar o homem e a natureza.
• Aproximação da arte à ciência: estudos anatômicos,
de técnicas de cores e de perspectiva.
• Realismo
• Harmonia
• Senso de equilíbrio e proporção.
PENSAMENTO PENSAMENTO
MEDIEVAL RENASCENTISTA
Teocentrismo Antropocentrismo
Verdade = Bíblia Verdade = experimentação,
observação
Vida material sem Vida terrena e material também é
importância importante

Conformismo Crença no progresso


Natureza = fonte do pecado Natureza = beleza, onde o homem
se insere

Ascetismo Hedonismo
Dogmatismo Fé diferente da razão
Esse período corresponde à
Baixa Idade Média e início da
Idade Moderna (do século XIII
ao XVI) e pode ser dividido em
Duocento (1200 a 1299),
Trecento (1300 a 1399),
Quattrocento (1400 a 1499) e
Cinquecento (1500 a 1599).
DUOCENTO E TRECENTO –
No século XIII, o gótico começa
a dar lugar para uma arte que
resgata a escala humana. A
principal característica dessa
mudança é o surgimento da
ilusão de profundidade nas
obras. Nos afrescos de Giotto, na
igreja de Santa Croce, em
Florença, por exemplo, pode-se
ver figuras mais sólidas do que
as góticas, situadas em
ambientes arquitetonicamente
precisos, dando impressão de
existência concreta: é o
nascimento do naturalismo.
QUATTROCENTO –pintura impessoal e solene, misturando
figuras geométricas e cores intensas, nasce a perspectiva,
artifício geométrico que cria a ilusão de tridimensionalidade
num plano. Técnica e seus princípios matemáticos aplicados na
pintura. Artistas: Sandro Botticelli (Nascimento de Vênus),
Leonardo da Vinci (Mona Lisa), Rafael Sanzio (Madona com
menino) e Michelangelo (Davi, Moisés e Pietá; teto e parede da
Capela Sistina, no Vaticano; cúpula da Basílica de São Pedro).
CINQUECENTO

Em Veneza, no século XVI, com pintores com sua


grandiosidade, com seu uso de cores, com seu senso espacial,
com sua expressividade, começa a última fase do Renascimento.
Abandonam a primazia da forma sobre a cor e a perspectiva
rigorosa.
Sandro Botticelli – escolhia
os temas segundo a
possibilidade que lhe
proporcionavam de
expressar seu ideal de
beleza. Para ele, a beleza
estava associada ao ideal
cristão.
Por isso, as figuras humanas de
seus quadros são belas porque
manifestam a graça divina, e, ao
mesmo tempo, melancólicas
porque supõem que perderam
esse dom de Deus.
Obras destacadas: A Primavera
e O Nascimento de Vênus.
Rafael
Suas obras comunicam um sentimento de ordem e segurança, pois
os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços
amplos, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi
considerado grande pintor de “Madonas”.
Obras destacadas: A Escola de Atenas e Ressurreição.
Michelângelo - entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da
Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou
grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que
expressam a genialidade do artista, uma particularmente
representativa é a criação do homem.
Obra destacada: Teto da Capela Sistina
A CRIAÇÃO DE ADÃO

MOISÉS

DAVI
PIETÁ
Leonardo da Vinci – dominava o jogo de luz e sombra, gerador
de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a
imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil
que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos
campos do conhecimento humano. Obras destacadas: A Virgem
dos Rochedos, A Virgem e o Menino e Monalisa.
Quando deparamos com o quadro da
famosa MONALISA não conseguimos
desgrudar os olhos do seu olhar, parece que
ele nos persegue. Por que acontece isso?
Será que seus olhos podem se mexer? Este
quadro foi pintado, pelo famoso artista e
inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-
1519) e qual será o truque que ele usou para
dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa
olhando para a frente (olhando diretamente
para o espectador) tem-se a impressão que o
personagem do quadro fixa seu olhar em
todos. Isso acontece porque os quadros são
lisos. Se olharmos para a Monalisa de um ou
de outro lado estaremos vendo-a sempre
com os olhos e a ponta do nariz para a frente
e não poderemos ver o lado do seu rosto. Aí
está o truque em qualquer ângulo que se
olhe a Monalisa a veremos sempre de frente.