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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA
CIÊNCIA E APLICAÇÕES
Gelson Iezzi, Osvaldo Dolce,
David Degenszajn, Roberto Périgo,
Nilze De Almeida – 1º ano Ensino Médio
1º Bimestre
NESTE BIMESTRE FORAM TRABALHADOS OS TEMAS:

• Neste bimestre foram trabalhados os temas:


• Conjuntos: introdução, representação e operações
• Conjuntos numéricos e intervalos reais
• Razão, proporção e porcentagem
• Função: definição e notação
• Domínio, contradomínio e imagem de uma função
• Representação de pontos no plano cartesiano
• Crescimento; máximo e mínimo e simetria
• Função afim: definições
• Gráfico da função afim
• Coeficiente angular e coeficiente linear da função afim
• Sinais da função afim
• Inequação do 1º grau

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CAPÍTULO 1 – NOÇÕES DE CONJUNTOS

INTRODUÇÃO

Conjuntos

Representações:

Conjunto: geralmente representado por uma letra maiúscula latina (A, B, C, ..., Z);
Elemento: geralmente representado por uma letra minúscula latina (a, b, c, ..., z);
Pertinência: é a relação entre elemento e conjunto, denotada pelo símbolo ∈).

Exemplo: A é o conjunto das cores da bandeira do Brasil, designadas por v (verde), a (amarelo), z (azul) e b (branco).

A = {v, a, z, b} e v ∈ A ; a ∈ A; z ∈ A e b ∈ A.

A bandeira do Brasil não possui a cor m (marrom). Daí, m ∉ A

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CAPÍTULO 1 – NOÇÕES DE CONJUNTOS

IGUALDADE DE CONJUNTOS E RELAÇÃO DE INCLUSÃO

Igualdade de conjuntos

Dois conjuntos A e B são iguais se todo elemento de A pertence a B e,


reciprocamente, todo elemento de B pertence a A.
{a, b, c} = {b, c, a} = {a, a, b, b, b, c} = {c, c, a, b, b, b}.

Subconjuntos: relação de inclusão


Considere os conjuntos A e B. Dizemos que o conjunto A está contido no conjunto B
(A ⊂ B) se, e somente se, todos os elementos de A são também elementos de B.

Dado um conjunto A, podemos formar um conjunto cujos elementos são todos os subconjuntos de A.
Esse conjunto é chamado conjunto das partes de A e é indicado por P(A).

Assim, por exemplo, temos: A = {1, 2, 3} e P(A) = {∅; {1}, {2}, {3}, {1, 2}, {1, 3}; {2, 3}, {1, 2, 3}}

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CAPÍTULO 1 – NOÇÕES DE CONJUNTOS

OPERAÇÕES COM CONJUNTOS

Considere dois conjuntos A e B.


Intersecção União Diferença

A ∩ B = {x| x ∈ A e x ∈ B} A ∪ B = {x| x ∈ A ou x ∈ B} A − B = {x| x ∈ A e x ∉ B}

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CAPÍTULO 2 – CONJUNTOS NUMÉRICOS

Denominamos conjuntos numéricos os conjuntos cujos elementos são números.

O conjunto dos números naturais (ℕ)


ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, …, n, …}, em que n representa o elemento
genérico do conjunto.

ℕ* = {1, 2, 3, 4, …, n, …}; ℕ* = ℕ − {0}


O conjunto dos números inteiros (ℤ)
ℤ = {..., −3, −2, −1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
Dois números inteiros são opostos quando a soma dos dois é zero.
Assim 2 e − 2 são opostos.
ℕ⊂ℤ
O módulo ou valor absoluto de um número inteiro é definido por:
|x| = x, se x ≥ 0; |x| = − x, se x < 0.

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CAPÍTULO 2 – CONJUNTOS NUMÉRICOS

O CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS - ℚ E DOS NÚMEROS IRRACIONAIS - i

O conjunto dos números racionais - ℚ


São elementos do conjunto ℚ:
• os decimais exatos
• as frações cujo numerador e denominador
p
são inteiros e o denominador é não nulo ℚ={ / P ∈ ℤ e q ∈ ℤ*}
q
• os decimais periódicos (dízimas periódicas).
ℕ⊂ℤ⊂ℚ

O conjunto dos números irracionais - I

Um número cuja representação decimal infinita não é periódica é chamado de número irracional (I).

Exemplos:
𝟐 ≅ 1,41421356237309504880168872420969807856967187537694807317667973799...

𝝅 ≅ 3,14159 26535 89793 23846 26433 83279 50288 41971 69399 37510 58209 74944 ...

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CAPÍTULO 2 – CONJUNTOS NUMÉRICOS

O CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS - ℝ E INTERVALOS REAIS

O conjunto dos números reais - ℝ


O conjunto formado pela reunião do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais é
chamado de conjunto dos números reais e é representado por ℝ.

ℝ = ℚ ∪ I, sendo ℚ ∩ I = ∅ Se um número real é racional, então ele não é irracional e vice-versa.

Intervalos reais

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CAPÍTULO 2 – CONJUNTOS NUMÉRICOS

RAZÃO E PROPORÇÃO

Razão
𝑎
Dados dois números a e b, com b ≠ 0, chama-se razão de a para b o quociente 𝑏 que também
pode ser indicado por a : b.
• a → antecedente

• b → consequente
Proporção

𝑎 𝑐
Dadas duas razões e , chama-se de proporção a igualdade entre essas razões.
𝑏 𝑑
𝑎 𝑐 Propriedade
= (Lê-se: a está para b assim como c está para d).
𝑏 𝑑
• a e d → extremos
a⋅d=b⋅c

• b e c → meios
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CAPÍTULO 2 – CONJUNTOS NUMÉRICOS

PORCENTAGEM
Porcentagem
As razões de denominador 100 são chamadas razões centesimais ou taxas percentuais ou, mais informalmente,
porcentagens.
Podem ser expressas :
• na forma de fração de denominador 100 30
30% = = 0,30 = 0,3
• na forma decimal (dividindo-se o numerador pelo denominador). 100

Exemplo:

Em um condomínio residencial com 80 apartamentos, verificou-se que em 35% das unidades moram inquilinos.
Podemos utilizar diferentes estratégias para calcular em quantas unidades moram inquilinos.
A taxa de 35% significa que, se o condomínio tivesse 100 unidades, 35 delas seriam ocupadas por inquilinos. Assim
podemos escrever a proporção:

35 𝑥
= ֜ 100 . 𝑥 = 35 ֜ 𝑥 = 28 Logo, há 28 unidades em que moram inquilinos.
100 80

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CAPÍTULO 3 – FUNÇÕES

DEFINIÇÃO
Funções
Dados dois conjuntos não vazios A e B, uma relação (ou correspondência) que associa a cada elemento x ∈ A um
único elemento y ∈ B recebe o nome de função de A em B.

Notação:
f: A → B.

Se, nessa função, y ∈ B é imagem de x ∈ A, indicamos:


y = f(x) (lê-se: y é igual a f de x).
Exemplo:
Seja f: ℝ→ℝ definida por f(x) = 4x + m, em que m é uma constante real.
Se f(−2) = 5, encontramos m da seguinte maneira: 5 é o valor
numérico de f(x)
f(−2) = 5 ⟹ 4 ⋅ (−2) + m = 5 ⟹ −8 + m = 5 ⟹ m = 13. para x = −2
Assim, nesse caso, f(x) = 4x + 13.

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CAPÍTULO 3 – FUNÇÕES

DOMÍNIO, CONTRADOMÍNIO E CONJUNTO IMAGEM DE UMA FUNÇÃO

Se f: A → B é uma função, temos:


conjunto A é o domínio da função; O conjunto B é o contradomínio da função; Os elementos do conjunto B que
receberam correspondência do conjunto A formam a imagem da função.

Exemplo:
Sendo A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5} a função f: A →B tal que f(x) = x + 1 tem:

Domínio: A = {0, 1, 2, 3}
Contradomínio: B = {0, 1, 2, 3, 4, 5}
Conjunto imagem: {1, 2, 3, 4}

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CAPÍTULO 3 – FUNÇÕES

O PLANO CARTESIANO

Representação de pontos em um plano


Observe no plano cartesiano seguinte, a representação dos pontos A, B, C, D, E e F por meio de suas coordenadas.

O (0,0)
5
A ( 2 , 1)
B (-1, 2)
C (-2, -3)
4 Todo ponto P no plano cartesiano é da forma
D (4, - 3)
(x, y), onde x é a abscissa do ponto e y é a
E (-3, 0)
ordenada do ponto.
F (0,3) Eixo horizontal (Ox) → eixo das abscissas.
Eixo vertical (Oy) → eixo das ordenadas.

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CAPÍTULO 3 – FUNÇÕES

CONCEITOS

Considere para os conceitos seguintes, os gráficos de uma função f qualquer.

O sinal da função Crescimento e decrescimento

Para quaisquer valores x1 e x2 de um subconjunto S


(contido no domínio D):
y > 0 para a < x < b, para c < x < d ou para x > e; x1 < x2 ⟹ f(x1) < f(x2) (A função f é crescente).
y < 0 para x < a, para b < x < c ou para d < x < e. x1 < x2 ⟹ f(x1) > f(x2) (A função f é decrescente).

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CAPÍTULO 3 – FUNÇÕES

MÁXIMOS/MÍNIMOS E SIMETRIA
Valor máximo e valor mínimo
Seja S um subconjunto do domínio D e seja x0 ∈ S.
Se, para todo x pertencente a S, temos f(x) ≥ f(x0), então (x0, f(x0)) é o ponto de mínimo de f em S, e f(x0) é o
valor mínimo de f em S.
Se, para todo x pertencente a S, temos f(x) ≤ f(x0), então (x0, f(x0)) é o ponto de máximo de f em S, e f(x0) é o
valor máximo de f em S.
Simetrias

Se f(−x) = f(x) para todo Se f(−x) = −f(x) para


x ∈ D, então f tem o todo x ∈ D, então f
tem o gráfico
gráfico simétrico em
simétrico em relação
relação ao eixo y. Nesse à origem. Nesse caso
caso dizemos que f é dizemos que f é uma
uma função par. função ímpar.

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÃO AFIM

DEFINIÇÕES
Função afim
Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, qualquer função f de ℝ em ℝ dada por uma lei da forma f(x)
= ax + b, em que a e b são números reais dados e a ≠ 0.
Na função y = −x + 3
• a → coeficiente de x
a = −1
• b → termo constante ou independente.
b=3

Função linear

É toda função afim, onde o termo independente (b) é igual a zero, ou seja, f(x) = ax

Função identidade

É toda função afim, onde o coeficiente a vale 1 e o termo independente (b) é igual a zero, ou seja, f(x) = x

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÃO AFIM

GRÁFICO DA FUNÇÃO AFIM


Gráficos
O gráfico da função afim f(x) = ax + b é uma reta não paralela aos eixos coordenados e passa pelos pontos (0, b) e
−𝑏
( 𝑎 , 0).
• O gráfico de uma função linear sempre passa
• Se a > 0, f(x) é crescente em todo seu domínio. pela origem do plano cartesiano.
• Se a < 0, f(x) é decrescente em todo seu domínio. • O gráfico da função identidade é a bissetriz dos
quadrantes ímpares do plano cartesiano.

a>0 a<0

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÃO AFIM

FUNÇÃO CONSTANTE E RAIZ DA EUAÇÃO DO 1º GRAU

Função constante

Chama-se função constante f: ℝ →ℝ a toda função obtida pela lei


f(x) = 0x + b, ou seja, y = b para todo x ∈ ℝ, sendo b uma constante
real.

O gráfico de uma função constante é uma reta paralela ao eixo Ox.

Gráfico da função constante y = 3.


Raiz de uma equação polinomial do 1º grau

Chama-se raiz ou zero da função polinomial do 1º grau, dada por f(x) = ax + b, com a 0, o número real x tal que f(x) = 0.
−𝒃
Temos: f(x) = 0 ֜ ax + b = 0 ֜ x =
𝒂

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÃO AFIM

COEFICIENTE ANGULAR E COEFICIENTE LINEAR E SINAIS DE UMA FUNÇÃO AFIM

Coeficiente linear e coeficiente angular

Dada a função polinomial do 1º grau f(x) = ax + b, com a ≠ 0, temos:


• a → coeficiente angular. a está associado à inclinação da reta em relação ao eixo Ox
• b → coeficiente linear. b é a ordenada do ponto em que a reta intersecta o eixo Oy.

Sinais da função afim

Como o gráfico de uma função afim é uma reta não paralela aos eixos coordenados, temos:

a > 0 ֜ f(x) é crescente a < 0 ֜ f(x) é decrescente

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÃO AFIM

INEQUAÇÕES DO 1º GRAU

Inequações do 1º grau

Processo resolutivo
Considere a inequação do 1º grau ax + b > 0

Para resolvê-la, seguimos os seguintes passos:


1) O primeiro membro da inequação pode ser associado à função y = ax + b, assim, é preciso determinar x, tal que y > 0.
−𝑏
2) Temos que a raiz é .
𝑎
3) Constrói-se o gráfico de sinais, observando se a função é crescente ou decrescente.
4) Pelo gráfico é possível, então encontrar o conjunto solução
−𝑏
S = {x ∈ R / x > }
𝑎

Função decrescente
Função crescente

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