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Curso de Reciclagem – NR 10

Segurança no Sistema
Elétrico de Potência
e em suas Proximidades

NR-10 (Reciclagem)

CCSSEP - Prof. Engº Alex Ferreira 1


Introdução

Por quê fazer o curso?

• Atender às exigências da Norma Regulamentadora NR10.

• Estabelecer condições mínimas de sistemas preventivos.

•Garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta


ou indiretamente, interajam em instalações elétricas.

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Introdução

Objetivo do curso

Desenvolver competências que permitam ao aluno prevenir,


reconhecer, avaliar e controlar os riscos profissionais
decorrentes do trabalho com eletricidade no Sistema Elétrico de
Potência (SEP) e em suas proximidades, conforme
estabelece a NR 10.

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Introdução
Pré-requisitos para frequentar este curso

Para frequentar este curso de Reciclagem é pré-


requisito ter participado do curso básico e
complementar, com aproveitamento satisfatório,

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Introdução Campo de aplicação da NR-10
Esta NR não é aplicável a instalações elétricas

alimentadas por extra baixa tensão.

(menor que 50VCA ou 120VCC)


[10.14.6 ]

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Introdução
TREINAMENTO DE RECICLAGEM

10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem


bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a
seguir:
a) troca de função ou mudança de empresa;
b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por
período superior a três meses;
c) modificações significativas nas instalações elétricas ou
troca de métodos, processos e organização do trabalho.

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Introdução
Autorização para trabalho
A empresa concederá autorização aos trabalhadores
capacitados, qualificados e habilitados que tenham participado
com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos
constantes Básico e Complementar.
Fonte: NR 10 - 10.8.8.1

Comentário:
Para trabalhos desenergizados: Curso Básico
Para trabalhos energizados: Curso Básico e Complementar

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Introdução

Autorização para trabalho

Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações


elétricas devem ser submetidos à exame de saúde
compatível com as atividades a serem desenvolvidas,
realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu
prontuário médico.
(I=3) [10.8.7]

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Introdução
PROGRAMAÇÃO DO CURSO

1 - Organização do trabalho
a. Programação e planejamento dos serviços;
b. Trabalho em equipe;
c. Prontuário e Cadastro das instalações;
d. métodos de trabalho
e. comunicação
2 - Condições impeditivas para serviços.

continua
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Introdução
PROGRAMAÇÃO DO CURSO

3 - Riscos típicos no SEP e sua prevenção


a. Proximidade e contatos com partes energizadas;
b. Indução;
c. Descargas atmosféricas;
d. Estática;
e. Campos elétricos e magnéticos;
f. Comunicação e identificação;
g. Trabalhos em altura, máquinas e equipamentos
especiais;
4 - Técnicas de análise de Risco no S E P
5 - Procedimentos de trabalho – análise e discussão.
6 - Ordem de Serviço continua
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Introdução
PROGRAMAÇÃO DO CURSO
7 - Técnicas de trabalho sob tensão.
a. Em linha viva;
b. Em áreas internas;
c. Trabalho a distância;
8 - Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso,
conservação, verificação, ensaios).
9 - Sistemas de proteção coletiva
10 - Equipamentos de proteção individual
11 - Posturas e vestuários de trabalho.
12 - Sinalização e isolamento de áreas de trabalho.
13 - Liberação de instalação para serviço e para operação
e uso.
14 - Responsabilidades.
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Organização do Sistema Elétrico de Potência

Sistema Elétrico de Potência (SEP)

Conjunto das instalações e equipamentos destinados à


geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a
medição, inclusive.

[Glossário NR10 item 26]

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Sistema Elétrico de Potência:

• Geração de Energia Elétrica no Brasil

O Brasil possui no total


6.732 empreendimentos em
operação , totalizando
158.941.102 kW de
potência instalada.

Fonte: ANEEL - atualizado em 08/05/2018


[http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm]

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Sistema Elétrico de Potência:

• Geração de Energia Elétrica no Brasil

Está prevista para os


próximos anos uma adição
de 17.060.578 kW na
capacidade de geração do
País, proveniente dos 201
empreendimentos
atualmente em construção e
mais 380 em
empreendimentos com e
construção não iniciada.

Fonte: ANEEL - atualizado em 08/05/2018


[http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm]

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1. Organização do SEP
Instalações Elétricas em média tensão NBR 14039/2004
Tensões nominais em média tensão:
3 kV, 4,16 kV, 6 kV, 13,8 kV, 23,1 kV e 34,5 kV.
[NBR 14039 - 4.2.5.2]

A tensão nominal e a identificação dos circuitos devem


ser claramente indicadas. [NBR 14039 - 4.2.5.3]

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2. Organização do trabalho

A organização do trabalho deve ser adequada às


características psicofisiológicas dos trabalhadores e à
natureza do serviço.
NR17 Ergonomia [17.6.1]

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2. Organização do trabalho

Na organização do trabalho, deve ser levado em consideração


os seguintes itens:

a) as normas de produção;
b) o modo operatório;
c) a exigência de tempo;
d) a determinação do conteúdo de tempo;
e) o ritmo de trabalho;
f) o conteúdo das tarefas.
[17.6.2]

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2. Organização do trabalho
2.a. Programação e planejamento dos Serviços

Seleção do EPI adequado

Tecnicamente ao risco ao exposto


Á atividade exercida
Considerando-se a eficiência necessária
Controle da exposição ao risco

NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos [9.3.5.5.a]


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2. Organização do trabalho
2.a. Programação e planejamento dos Serviços

Na seleção do EPI seve ser observado o conforto


oferecido segundo avaliação do trabalhador
[9.3.5.5.a]

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2. Organização do trabalho

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA

... preservação da saúde e integridade dos trabalhadores,


através da antecipação, do reconhecimento, da avaliação e
controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que
venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em
consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos
naturais.
[9.1.1]

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2.a. Programação e planejamento dos Serviços

Riscos Ambientais
Riscos existentes nos ambientes de trabalho capazes de
causar danos à saúde do trabalhador. [9.1.5]

Tipos de agentes:
Agentes físicos;
Agentes químicos;
Agentes biológicos.

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2. Organização do trabalho – 2.b. Trabalho em equipe
Toda equipe deve ter um de seus trabalhadores indicado e em
condições de exercer a supervisão e condução dos trabalhos.
(Infração=2) [10.11.6 ]

Comentários:
- O trabalhador indicado no item 10.11.6 não é
necessariamente o superior imediato. (vide 10.11.7 e 10.7.5)

- O termo “Supervisão”, citado no item 10.11.6, não esta no


sentido restrito e legal do termo definido pelo pela Resolução
218/73 do CONFEA, onde “Supervisão” é definida como uma
atribuição restrita ao Engenheiro. Caso contrário toda equipe
deveria ter um Engenheiro para fazer a supervisão, mesmo que
fossem apenas duas pessoas.
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2. Organização do trabalho – 2.b. Trabalho em equipe
AVALIAÇÃO PRÉVIA

Antes de iniciar trabalhos o responsável e a equipe devem:


Realizar uma avaliação prévia
Estudar as atividades
Planejar e ações a serem desenvolvidas
Atender os princípios técnicos básicos
Atender as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao
serviço (Infração =2) [10.11.7 ]

Nos trabalhos realizados energizados em AT o responsável


deverá ser o superior imediato. [NR10.7.5]
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2. Organização do trabalho – 2.c. Prontuário e Cadastro das Instalações

Exigências à todas empresas


• Diagramas unifilares atualizados das instalações elétricas
• Especificações do sistema de aterramento
• Especificações dos dispositivos de proteção
[10.2.3]

Obs.
As empresas acima de 75kW devem acrescentar o Prontuário
Elétrico.

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2. Organização do trabalho – 2.c. Prontuário e Cadastro das Instalações

As especificações dos dispositivos de proteção dependem


no mínimo de três parâmetros.

• Corrente nominal (proteção de sobrecarga)


• Tensão de trabalho
• Capacidade de interrupção de curto circuito

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2. Organização do trabalho – 2.c. Prontuário e Cadastro das Instalações

Capacidade de interrupção de curto circuito

A capacidade de interrupção é a corrente máxima que o


equipamento (disjuntor etc.) consegue interromper durante o
curto circuito sem se danificar e sem causar explosão a arco.

As especificações dos equipamentos do sistema de proteção


dependem do cálculo de curto circuito das instalações.

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2. Organização do trabalho – 2.c. Prontuário e Cadastro das Instalações

Especificações do sistema de aterramento

As especificações do sistema de aterramento devem


levar em consideração as seguintes normas da ABNT:

NBR 5419 – Proteção de Descargas Atmosféricas – SPDA

NBR5410 – Instalações elétricas em baixa tensão

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2. Organização do trabalho – 2.c. Prontuário e Cadastro das Instalações
Estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW

• Especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o


ferramental [NR10.2.4.c]
(comentário: Especificação não é sinônimo de Certificação)
• Documentação comprobatória da qualificação, habilitação,
capacitação, autorização dos trabalhadores e dos treinamentos
realizados [NR10.2.4.d]
• Resultados dos testes de isolação elétrica de EPIs e EPCs [10.1.4.e]
• Certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas
classificadas [NR10.2.4.f]

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2. Organização do trabalho – 2.c. Prontuário e Cadastro das Instalações
Empresas que operam em instalações
ou equipamentos integrantes do SEP

• Acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados:

• Descrição dos procedimentos para emergências [10.2.5.a]

• Certificações dos equipamentos de proteção coletiva [10.2.5.b]

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2. Organização do trabalho – 2.d. Métodos de Trabalho
Há diversos métodos diferentes para executar uma mesma tarefa
•Para a escolha do método de trabalho considera-se:
•Logística do trajeto: (viajem ao local)
• menor tempo
• menor custo
• menor risco
•Pesquisa de maior produtividade garantido segurança
•Delegação de tarefas de acordo com as habilidades de cada profissional
•Investigação sobre riscos e suas conseqüências
•Ordem nas etapas de uma determinada atividade
•Instruir os trabalhadores
•Consideração quanto ao tempo de retorno a sede da empresa

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2. Organização do trabalho – 2.e Comunicação

Comunicação permanente em AT energizada

Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT,


bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP devem
dispor de equipamento que permita a comunicação permanente
com os demais membros da equipe ou com o centro de
operação durante a realização do serviço. [10.7.9]

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3. Aspectos Comportamentais

CONDUTA E POSTURA
PROFISSIONAL
Segurança do Trabalho

A conduta adequada do indivíduo fortalece e


transparece seu caráter e sua cidadania.
Prof. Hélder Coimbra

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CONDUTA E POSTURA EM SERVIÇO
ATIVO
PROCEDIMENTO
SOLIDÁRIO
PARTICIPAÇÃO
ASSIDUIDADE
DILIGÊNCIA
PONTUALIDADE

ZELO
PROFISSIONAL
PREVENTIVO
CONDUTA
CONCENTRAÇÃO
SOCIAL
DISCRIÇÃO

APTIDÃO
COMPETÊNCIA
CONHECIMENTO
CAPACITAÇÃO
DESTREZA
HABILIDADE
SEGURANÇA
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WS

4. Condições Impeditivas para Serviços

Devem ser previamente elaboradas análises de risco, desenvolvidas


com circuitos desenergizados, e respectivos procedimentos de
trabalho nos seguintes casos:

• Implementação de inovações tecnológicas


• Entrada em operações de novas instalações
• Novos equipamentos elétricos

[10.6.4 ]

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WS

4. Condições Impeditivas para Serviços

O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades


quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja
eliminação ou neutralização imediata não seja possível.
[10.6.5 ]

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WS

4. Condições Impeditivas para Serviços

Serviços no SEP e energizados em AT, não


podem ser realizados individualmente.
[10.7.3 ]

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WS

4. Condições Impeditivas para Serviços

Todo trabalho energizado em AT e no SEP, somente pode ser realizado


com ordem de serviço específica para data e local, assinada por
superior responsável pela área
[10.7.4]
Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos
de ORDENS DE SERVIÇO especificas, aprovadas por
trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data,
o local e as referências aos procedimentos de trabalho a
serem adotados. (I=2) [10.11.2]

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WS

4. Condições Impeditivas para Serviços

Trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o


direito de recusa, sempre que constatarem riscos graves e
iminentes para segurança e saúde ou a de outras pessoas,
comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico,
que diligenciará as medidas cabíveis.
(I=4) [10.14.1]

O empregador deverá garantir o direito de recusa.


[9.6.3]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção
5.a. Proximidade e Contatos com Partes Energizadas

Trabalho em Proximidade:

Quando o trabalhador entra na zona controlada, com parte do


corpo ou com extensões condutoras (materiais, ferramentas
ou equipamentos).
[Glossário NR10 – item 28]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção
5.a. Proximidade e Contatos com Partes Energizadas

Zona Controlada: permitida a profissionais autorizados.


[NR10-Glossário-31]

Zona de Risco: somente profissionais autorizados e com a


adoção de técnicas e instrumentos apropriados de
trabalho.
[NR10-Glossário-30]

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Informações sobre a NR 10

Delimitação das Zonas de Risco e Controle


Faixa de tensão Rr - Raio da zona de Rc - Raio da zona
nominal [kV] risco [metros] controlada [metros]
1 0,20 0,70
1e3 0,22 1,22
3e6 0,25 1,25
6 e 10 0,35 1,35

Fonte: NR 10 - Anexo I
10 e 15 0,38 1,38
15 e 20 0,40 1,40
20 e 30 0,56 1,56
30 e 36 0,58 1,58
36 e 45 0,63 1,63

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Informações sobre a NR 10

Delimitação das Zonas de Risco e Controle


(continuação)

Faixa de tensão Rr - Raio da zona de Rc - Raio da zona


nominal [kV] risco [metros] controlada [metros]
45 e 60 0,83 1,83
60 e 70 0,90 1,90
70 e 110 1,00 2,00
110 e 132 1,10 3,10

Fonte: NR 10 - Anexo I
132 e 150 1,20 3,20
150 e 220 1,60 3,60
220 e 275 1,80 3,80
275 e 380 2,50 4,50
380 e 480 3,20 5,20
480 e 700 5,20 7,20

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção
5.a. Proximidade e Contatos com Partes Energizadas

Proteções contra contatos com partes energizadas:

• PROTEÇÃO CONTRA CONTATOS DIRETOS:

Isolar cabos aéreos, barramentos e partes internas energizadas de


painéis etc..

• PROTEÇÃO CONTRA CONTATOS INDIRETOS:

Interligação das massas condutoras próximas em que o trabalhador


possa tocar simultaneamente (carcaça do motor ao piso etc.)
tornando-as no mesmo potencial – “Eqüipotencialização”

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção

5.b. Indução

Separação adequada, por distanciamento ou blindagem e


cruzamento em ângulo reto entre as linhas de energia e as
linhas de sinal

[NBR5410-5.4.3.5.f]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção

5.b. Indução

Separação adequada, por distanciamento ou blindagem, das


linhas de energia e de sinal em relação aos condutores de
descida do sistema de proteção contra descargas
atmosféricas [NBR 5410 item 5.4.3.5.g]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção
5.c. Descargas Atmosféricas

Descarga elétrica de origem atmosférica entre uma nuvem e


a terra ou entre nuvens, consistindo em um ou mais impulsos
de vários quiloampères.

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5. Riscos típicos no SEP e sua prevenção

Descargas atmosféricas

Caso necessário, as edificações devem estar protegidas das


descargas atmosféricas, aqui entendidas como surtos externos, nas
seguintes formas:

• SPDA - Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas


- convencional
- estrutural (ou SPDA Natural)
• DPS - Dispositivo de Proteção contra Surtos

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.c. Descargas Atmosféricas

CAPTORES

Os captores podem ser constituídos por uma


combinação qualquer dos seguintes elementos:
a) hastes;
b) cabos esticados;
c) condutores em malha;
d) elementos naturais.
[NBR 5419 – SPDA]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.c. Descargas Atmosféricas
SPDA NATURAL
A ferragem pode ser considerada como descida natural,
desde que cerca de 50% dos cruzamentos de ferragem,
estejam amarradas com arame de aço torcido, ou soldadas,
ou interligadas por conexão mecânica com sobreposição de
no mínimo 20 diâmetros.
[NBR 5419 – SPDA]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.c. Descargas Atmosféricas
Eletrodos de aterramento

Armaduras de aço das fundações (eletrodo natural)


Condutores em anel
Hastes verticais ou inclinadas
Condutores horizontais radiais

Importante: Placas ou pequenas grades devem ser


evitados, devido a corrosão.
[NBR 5419 – SPDA]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.c. Descargas Atmosféricas

As tensões de passo podem ser reduzidas aumentando-


se a profundidade dos eletrodos horizontais, ou a
profundidade do topo dos eletrodos verticais
[NBR 5419 – SPDA]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.d. Estática

10.9.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de


gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor
de proteção específica e dispositivos de descarga
elétrica.

Exemplo: Fábricas de tambores plásticos no processo de


condução dos grãos através de tubulações geram
estáticas. Os recipientes receptadores devem ser
aterrados e até mesmo a própria tubulação.

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.f. Comunicação e Identificação
COMUNICAÇÃO
No caso de acidente fatal [18.31. ]
18.31.1. Em caso de ocorrência de acidente fatal, é obrigatória
a adoção das seguintes medidas:
a) comunicar o acidente fatal, de imediato, à autoridade
policial competente e ao órgão regional do Ministério do
Trabalho, que repassará imediatamente ao sindicato da
categoria profissional do local da obra; (I=4)

b) isolar o local diretamente relacionado ao acidente,


mantendo suas características até sua liberação pela
autoridade policial competente e pelo órgão regional do
Ministério do Trabalho. (I=4)
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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.f. Comunicação e Identificação

IDENTIFICAÇÃO

De acordo com a letra c) do item 10.3.9 da NR10, O memorial


descritivo do projeto deve conter a descrição do sistema de
identificação de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo
dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de
intertravamento, dos condutores e os próprios equipamentos e
estruturas, definindo como tais indicações devem ser
aplicadas fisicamente nos componentes das instalações;

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.f. Comunicação e Identificação

IDENTIFICAÇÃO

Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser


sinalizados com identificação da condição de desativação,
conforme procedimento de trabalho específico padronizado.
(I=4) [10.7.7.1 ]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção – 5.f. Comunicação e Identificação

IDENTIFICAÇÃO

A empresa deve estabelecer sistema de identificação que


permita a qualquer tempo conhecer a abrangência da
autorização de cada trabalhador, qualificados ou capacitados
e os profissionais habilitados (I=1) [10.8.4 e 10.8.5 ]

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WS
ACM

5. Riscos no SEP e sua Prevenção


5.g. trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais

Em alturas superiores a 2 metros do piso


Obrigatoriedade do cinto de tipo paraquedista

[NR 35]

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WS
ACM

5. Riscos no SEP e sua Prevenção


5.g. trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais

ESCADA

Fixar escadas pela parte superior e pela base

Pé da escada deslocada em 1/4 da altura do ponto de apoio

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção
5.g. trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais
Trabalhos em altura (Andaimes)

Piso de trabalho dos andaimes


• Forração completa
• Antiderrapante
• Nivelado
• Fixado de modo seguro e resistente
[NR-35]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção
5.g. trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais
Aterramento
temporário

[www.izotermi.com.br/]

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5. Riscos no SEP e sua Prevenção
5.g. trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais

Detector de Tensão
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6. Técnicas de Análise de Riscos no SEP

Técnicas de Análise de Riscos

As Técnicas de Análise de Riscos são determinadas pelo


setor de segurança da empresa e pode variar de uma
empresa para outra.
É necessário que os profissionais da eletricidade
contribuam com seus conhecimentos técnicos de forma a
contribuir com o pessoal da segurança para que juntos
encontrem a melhor solução no controle de riscos elétricos.

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6. Técnicas de Análise de Riscos no SEP

Análise Preliminar de Risco – APR

É um método simplificado utilizado para identificar fontes de


risco, conseqüências de acidentes e medidas de correção
do risco ou de controle simples, sem grande
aprofundamento técnico e gerando tabelas de fácil
entendimento.
Pelo fato de ser um método simplificado, é utilizado pelas
empresas por ser de fácil compreensão do pessoal
envolvido com serviços elétricos

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6. Técnicas de Análise de Riscos no SEP
Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas
medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos
adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir
a segurança e a saúde no trabalho. [10.2.1]

Medição morte

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7. Procedimentos de Trabalho – Análise e Discussão

10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona


controlada devem ser realizados mediante
procedimentos específicos respeitando as distâncias
previstas no Anexo I.

10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas


em AT, bem como aquelas que interajam com o SEP,
somente pode ser realizado mediante ordem de serviço
específica para data e local, assinada por superior
responsável pela área. Vide (10.11.2)

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7. Procedimentos de Trabalho – Análise e Discussão

10.11 - PROCEDIMENTOS DE TRABALHO

Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados


e realizados em conformidade com procedimentos de
trabalho específicos, padronizados, com descrição
detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por
profissional que atenda ao que estabelece o item 10.8 desta
NR. (I=3) [10.11.1]

Nota: O item 10.8 da NR10 trata sobre Qualificação,


Habilitação e Capacitação e Autorização.

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7. Procedimentos de Trabalho – Análise e Discussão
10.11 - PROCEDIMENTOS DE TRABALHO

Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos


de ORDENS DE SERVIÇO especificas, aprovadas por
trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data,
o local e as referências aos procedimentos de trabalho a
serem adotados. (I=2) [10.11.2]

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7. Procedimentos de Trabalho – Análise e Discussão
Exemplo de OS10 - ORDEM DE SERVIÇO Fonte: H D Coimbra Engenharia

Timbre e/ou outras informações adicionais de Número da OS ____


interesse da empresa
Data: _________
Tipo de Substituição isolador de suspensão no poste número...
Serviço:
Local do Poste identificado pelo número acima, situado à esquerda do galpão
serviço principal, próximo a subestação secundária, na filial da empresa
situada a Rua Industrial, número 111 no Bairro central.
Procedi- PT n. ____ - Subida e descida com escada em poste de até 9 metros.
mentos a PT n. ____ - Substituição de isolador de pino em cruzeta galvanizada.
serem PT n. ____ - Procedimento de resgate em postes de até 9 metros.
adotados PT n. ____ - (outros procedimentos que se fizerem necessários)
Solicitante do serviço Nome e assinatura
Aprovação do serviço Nome e assinatura e data da autorização
Obs. Outras informações podem ser acrescentadas, como o nome dos trabalhadores evolvidos, hora exata
para início dos serviços, condições impeditivas etc.
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7. Procedimentos de Trabalho – Análise e Discussão

10.11 - PROCEDIMENTOS DE TRABALHO

Os PROCEDIMENTOS DE TRABALHO devem conter, no


mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica,
competências e responsabilidades, disposições gerais,
medidas de controle e orientações finais. (I=2) [10.11.3]

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão

10.5.4 Serviços em instalações elétricas desligadas

com possibilidade de energização devem ser

tratadas como trabalho energizado (I=3)

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.a. Linha Viva
Linha Viva
Trabalho com luvas isolantes
Método de trabalho ao vivo no qual o
trabalhador, com as mãos protegidas
por luvas isolantes e eventualmente
com braços cobertos por mangas
isolantes, executa seu trabalho em
contato mecânico direto com as
partes sob tensão [NBR5460/92-
3.734]
Obs.: É um método de trabalho para
tensões até 36kV
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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.a. Linha Viva
inspeção visual por
insuflação das luvas
isolantes de borracha

Funcionamento por contato direto


na superfície do bastão sob ensaio,
oferece leitura direta de
APROVADO ou REPROVADO
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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.a. Linha Viva

Linha viva em BT

Ferramentas
Isoladas

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.b. ao Potencial

Comentário: Embora a Norma 5460


descreva como trabalho com as
mãos nuas, na prática são
utilizadas luvas condutoras para
proteção de cortes e arranhões e
para que qualquer corrente
induzida fique confinada na luva
É um método de trabalho para
tensões acima de 36 kV

Vestuário para trabalho ao potencial

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.c. Áreas internas

10.4.4.1 Os locais de serviços


elétricos, compartimentos e
invólucros de equipamentos e
instalações elétricas são
exclusivos para essa finalidade,
sendo expressamente proibido
utilizá-los para armazenamento
ou guarda de quaisquer objetos

Cuidado com este item...

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.c. Áreas internas
Para atividades em instalações elétricas
deve ser garantida ao trabalhador
iluminação adequada e uma posição de
trabalho segura, de acordo com a NR 17 –
Ergonomia, de forma a permitir que ele
disponha dos membros superiores livres
para a realização das tarefas. [10.4.5]

Algumas iluminações de emergência


só iluminam a frente do painel
elétrico. E a rota de fuga?
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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.c. Áreas internas

O projeto de instalações elétricas


deve considerar o espaço seguro,
quanto ao dimensionamento e a
localização de seus componentes e as
influências externas, quando da
operação e da realização de serviços
de construção e manutenção.
(I=3) [10.3.3]

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.c. Áreas internas

Proibido a varrição seca em áreas internas (destinadas a setores


de saúde da empresa) [NR32.8.2.c]

(NR32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos


de Saúde)

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.d. Trabalho a distância
Método de trabalho ao vivo no
qual o trabalhador permanece a
uma distância mínima
especificada em relação às
partes sob tensão e executa
seu trabalho utilizando
ferramentas intercambiáveis,
fixadas numa extremidade de
bastões adequados
[NBR5460/92 - 3.733]
Chave Fusível
Temporária para
Método de trabalho para
15 kV e 27 kV
qualquer nível de tensão
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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.d. Trabalho a distância
Ferramenta Loadbuster
Manobrar sob carga de correntes de até 600
ampères nominais, (900 ampères máximos)
em sistemas de distribuição de até 34,5 kV
Não há necessidade de um complexo
procedimento envolvendo aberturas e
fechamentos de linhas e disjuntores
principais para permitir manobra sem carga.
Normalmente deve ser utilizadas em chaves
fusíveis ou de faca do mesmo fabricante ou
adaptar as chaves já existentes com os
ganchos necessários
[www.izotermi.com.br/]

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.f. Ambientes Subterrâneos
Em ambientes subterrâneos além da análise e controle dos
riscos elétricos deve seguir as prescrições para serviços
em Espaços Confinados (NR-33)
Devem ser observadas também as questões de iluminação
e ergonomia

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8. Técnicas de Trabalho sob tensão – 8.f. Ambientes Subterrâneos

São necessários cuidados


• Com gases tóxicos (vazamento de postos de combustíveis)
• Baixa ou alta concentração de oxigênio
• Contatos com partes energizadas

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9. Equipamentos e Ferramentas de Trabalho
(escolha, uso, conservação, verificação e ensaios)
Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou
equipados com materiais isolantes, destinados ao trabalho em
alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos ou
ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as
especificações do fabricante, os procedimentos da empresa e
na ausência desses, anualmente. [NR10 item 10.7.8]

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10. Sistema de proteção coletiva

Em todos os serviços executados em instalações elétricas


devem ser previstas e adotadas, prioritariamente, medidas de
proteção coletiva aplicáveis, mediante procedimentos, às
atividades a serem desenvolvidas... (I=4) [10.2.8.1]

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10. Sistema de proteção coletiva – Prescrições gerais
As medidas de proteção coletiva prioritárias:

A desenergização
(desligar, bloquear, etiquetar, medir, aterrar, proteger,
sinalizar área)

Ou emprego de tensão de segurança. (50 Vca ou 120 Vcc)

(I=3) [10.2.8.2]

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10. Sistema de proteção coletiva – Prescrições gerais

Na impossibilidade de desenergização ou tensão de segurança,


devem ser utilizadas outras medidas de proteção coletiva, tais como:
• Isolação das partes vivas,
• Obstáculos,
• Barreiras,
• Sinalização,
• Sistema de seccionamento automático de alimentação,
• Bloqueio do religamento automático.
(religador da AT ou o posição automática do relé térmico)
(I=2) [10.2.8.2.1]

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10. Sistema de proteção coletiva – Prescrições gerais
EPCs
Grade metálica
dobrável
Cone com sinalizador

Placas

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10. Sistema de proteção coletiva – Aterramento Temporário
Destinado a garantir contra
energização acidental em circuitos
desenergizados próximos ao circuito
sob manutenção

Sistema Pino e Grampo Concha-Bola


Solução onde o espaço físico ou as superfícies de contato são
limitados

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11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI
Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de
proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes
para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de
proteção individual específicos e adequados às atividades
desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6.
(I=4) [10.2.9.1]

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WS

11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI


Proteção dos membros superiores

– Luva isolante de borracha

TIPO CONTATO TARJA

Classe 00 500V Bege

Classe 0 1000V Vermelha

Classe I 7,5 kV Branca

Classe II 17 kV Amarela

Classe III 26,5 kV Verde

Classe IV 36 kV Laranja

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WS

11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI


Proteção dos membros superiores

Luva de cobertura Luva de proteção Luva de proteção


para proteção em raspa em vaqueta
de luva de borracha e vaqueta

Luvas de cobertura

Recomenda-se luvas de cobertura confeccionadas com materiais


mais maleáveis tal qual do tipo luva de motociclista. [OSEHC]

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WS

11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI


Proteção dos membros superiores

Manga de proteção Creme protetor para a pele


isolante de borracha
EPI:
Grau de proteção de acordo com a pessoa
Higiênico (germes)
Econômico (controle de consumo)

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11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI

Proteção da cabeça

Capacetes de proteção Capacete de proteção Capacete de proteção


tipo aba total tipo aba frontal tipo aba frontal
com viseira (jóquei)

OSEHC 00.00/07 – Recomenda-se o uso de capacetes confeccionados com


material anti-chama e carbonizante incluindo aí a carneira e o prendedor jugular.

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11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI
Proteção dos olhos

Óculos de segurança para proteção Óculos de segurança para proteção


(lente incolor) (lente com tonalidade escura)

Óculos de segurança para proteção com lente em tonalidade escura para


trabalhos com exposição direta ao sol tal como substituição de fusíveis de
média tensão com bastão de manobra.
Nos casos em que o trabalhador tem alternância contínua de tarefas ao sol e a
sombra, é interessante a utilização de lentes fotocromáticas que escurecem
naturalmente quando expostas ao sol. [OSEHC]

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11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI

Proteção auditiva

Protetor auditivo Protetor auditivo


tipo concha tipo inserção (plug)

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11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI

Proteção respiratória

Respirador purificador Respirador purificador Respirador de adução


de ar (descartável) de ar (com filtro) de ar (máscara autônoma)

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WS

11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI


Proteção dos membros inferiores

Bota de couro cano médio para


locais úmidos e vegetação rasteira

Botina de couro
uso geral

Bota de couro cano longo para serviços no campo em


locais sujeito a animais peçonhentos

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WS

11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI

Proteção dos membros inferiores

Calçado de proteção Calçado de proteção Perneira de segurança


tipo bota de borracha cano tipo condutivo
longo

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11. Equipamentos de Proteção Individual - EPI
Proteção contra quedas com diferença de nível

Cinto de segurança
tipo paraquedista

Dispositivo trava quedas

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12. Posturas e Vestuário de Trabalho

As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades,


devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e
influências eletromagnéticas.
(I=4) [10.2.9.2]

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12. Posturas e Vestuário de Trabalho
Adornos pessoais
É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com
instalações elétricas ou em suas proximidades. (I=1) [10.2.9.3]

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13. Segurança com veículos e transporte de pessoas materiais e
equipamentos

O material transportado, como ferramentas e equipamentos, deve


estar acondicionado em compartimentos separados dos
trabalhadores, de forma a não causar lesões aos mesmos numa
eventual ocorrência de acidente com o veículo.
[NR-18.25.5.e]

Veículos, a título precário para transporte de passageiros, somente em


vias que não apresentem condições de tráfego para ônibus.
[18.25.5]

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13. Segurança com veículos e transporte de pessoas materiais e
equipamentos

O transporte coletivo de trabalhadores em veículos automotores


dentro ou fora do canteiro deve observar as normas de segurança
vigentes.
[18.25.1]

O transporte coletivo dos trabalhadores deve ser feito através de


meios de transportes normalizados pelas entidades competentes e
adequados às características do percurso.
[18.25.2]

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13. Segurança com veículos e transporte de pessoas materiais e
equipamentos
Direção Solidária:

• Ter tranquilidade e cordialidade ao dirigir.

• Ter empatia no trânsito.

• Dar a preferência.

• Alternar a preferência em cruzamentos.

• Não acelerar ao ser ultrapassado.

• Evitar briga do farol alto que pode ser fatal


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13. Segurança com veículos
Direção Segura:

• Dirija com segurança e não com confiança.

• Cuidado com excesso de confiança.

• Mantenha-se a na faixa à direita.

• Evite irritar os irritáveis.

• Outros motoristas não são oponentes.

• Em “lombadas” observe rota de fuga (acostamento).

• Ao ultrapassar caminhões evite demorar na ultrapassagem.

• Não transite em acostamento para permitir ultrapassagem.

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WS

14. Sinalização e Isolamento de Áreas de Trabalho

Sinalização de Segurança

a) identificação de circuitos elétricos; (I=2)


b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de
manobra e comandos; (I=2)
c) restrições e impedimentos de acesso; (I=2)
d) delimitações de áreas; (I=2)
e) sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de
veículos e de movimentação de cargas; (I=2)
f) sinalização de impedimento de energização; (I=2)
g) identificação de equipamento ou circuito impedido. (I=2)
[10.10.1]

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WS

15. Liberação de Instalação para Serviço e para Operação e Uso

Em todas as intervenções em instalações elétricas devem

ser adotadas medidas preventivas de controle do risco

elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de

análise de risco

[10.2.1]

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WS

15. Liberação de Instalação para Serviço e para Operação e Uso


Segurança em instalações elétricas desenergizadas
Somente serão consideradas desenergizadas e liberadas para
trabalho se obedecida a seqüência abaixo:

a) seccionamento; (I=2)
b) impedimento de reenergização; (I=2)
c) constatação da ausência de tensão; (I=2)
d) instalação de aterramento temporário com
equipotencialização dos condutores dos circuitos; (I=2)
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona
controlada (Anexo I); (I=2)
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.
(I=2)
[10.5.1]
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15. Liberação de Instalação para Serviço e para Operação e Uso

As medidas relativas a desenergização podem ser alteradas,


substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função de cada
situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado
e mediante justificativa técnica previamente formalizada,
desde que seja mantido o mesmo nível de segurança ...
[10.5.3]

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WS

15. Liberação de Instalação para Serviço e para Operação e Uso

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS

BLOQUEIO DE RELIGADORES AUTOMÁTICOS

A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT


dentro dos limites estabelecidos como zona de risco, conforme
Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a
desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos
e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou
equipamento. (I-4) [10.7.7]

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16. Treinamentos em Técnicas de Remoção, atendimento e
transporte de acidentados

Plano de emergência da empresa

As ações de emergência que


envolvam as instalações ou
serviços com eletricidade
devem constar do plano
de emergência da empresa.
Fonte: NR 10 - 10.12.1

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16. Treinamentos em Técnicas de Remoção, atendimento e
transporte de acidentados

Os trabalhadores autorizados devem estar aptos


a executar o resgate e prestar primeiros
socorros a acidentados, especialmente por meio
de reanimação cardiorrespiratória.
[NR10 - 10.12.2 ]

Os que trabalharem em serviços de


eletricidade ou instalações elétricas devem
estar familiarizados com os métodos de
socorro a acidentados por choque elétrico.
Fonte: Lei nº 6514, de 22/12/1977
CLT - Art.181 - Seção IX

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16. Treinamentos em Técnicas de Remoção, atendimento e
transporte de acidentados

Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a


manusear e operar equipamentos de prevenção e combate
a incêndio existentes nas instalações elétricas.

Fonte: NR 10 - 10.12.4

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17. Acidentes Típicos – Análise, discussão e medidas de
proteção

Algumas causas que podem gerar acidentes:

• Excesso de confiança

• Inexperiência

• Imperícia

• Displicência

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WS

18. Responsabilidades

As responsabilidades quanto ao
cumprimento desta NR são solidárias
aos contratantes e contratados
envolvidos.
[10.13.1]

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18. Responsabilidades

Responsabilidade do profissional

É de responsabilidade dos profissionais conhecer suas


atribuições para não incorrer no exercício ilegal da profissão

Responsabilidade dos superiores hierárquicos e do


empregador

É de responsabilidade dos superiores hierárquicos e do


empregador não exigir por coação ou constrangimento o
exercício ilegal da profissão de seus subordinados.
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Anexos - parte I

ANEXO I

TABELA ANSI / IEC 61850

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ANEXO II

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Trabalho em alturas – Amarração da Linha de Vida

Amarração simples

Amarração dupla
para escalada em estrutura
ou poste

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Corda/Linha de Vida

Instalação da corda à distância

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Trabalho em poste

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Anexo V - Multas

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Tabela C.2 - NBR5410- Valores da tensão de contato limite UL (V)

Natureza da corrente Situação 1 Situação 2 Situação 3

Alternada, 15 Hz a 1 000 Hz 50 25 12

Contínua sem ondulação 120 60 30

Situação 1 – áreas normais secas.


Situação 2 - áreas externas (jardins, feiras etc.) dependências interiores
molhadas em uso normal
Situação 3 - Corpo imerso (banheiros e piscinas)

Na tensão contínua "sem ondulação“ o valor de crista não deve ultrapassar:


140 V de pico para 120 V nominais.
70 V de pico para 60 V nominais.
Tensão de contato limite é máxima tensão que uma massa pode ter no momento de
um curto circuito fase massa. Não é a tensão de trabalho do circuito. [5.1.2.2.4.1.a]

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Dispositivo DR em sistema TN-S

Situação 1 – Local seco


Situação 2 – Local molhado
Situação 3 - Submerso

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Obrigado por sua participação.
Profº Alex F. Ferreira

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