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SITUAÇÃO ATUAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

NO ESTADO DO PARÁ, MARCOS LEGAIS E


AS INICIATIVAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROFº PAULO FERNANDO NORAT CARNEIRO

SEIDURB
UNIVERSIDADE
FEDERAL DO PARÁ
SITUAÇÃO ATUAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO
ESTADO DO PARÁ
O SETOR DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE
RESÍDUOS SÓLIDOS
Não atende toda a população paraense
Pesquisa Nacional de 70,52% dos domicílios paraenses
Saneamento Básico tinham os resíduos sólidos
(2008) coletados
16,89% menor do que o valor
médio nacional (87,41%)
100
Brasil: 87,41
Percentual (%)

75

50

25

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (2010).


O SETOR DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE
RESÍDUOS SÓLIDOS
Os municípios paraenses
SNIS (2010) apresentam déficit de 52% na
coleta de RSU
A população urbana produz
NÃO APRESENTA 1.465.169Ton./ano
INFORMAÇÕES DE
TODOS OS MUNICÍPIOS Apenas 707.121,1 ton./ano são
coletados
Cobertura de coleta de resíduos sólidos no Estado do Pará considerando os dados do SNIS no
ano 2010
Produzido Coletado
Déficit de Coleta**
Prestador do serviço (Urbano)* [SNIS, 2012]
Ton./ano Ton./ano Ton./ano %
Prefeitura 220.518,2
Empresas 479.250,5
1.465.169 758.047,9 51,74%
Assoc. catadores c/apoio Pref. 7.352,4
Outro executor 0
Total 1.465.169 707.121,1 758.047,9 51,74%
* Para o cálculo da quantidade de resíduos sólidos produzido foi considerada per capita de 0,8
kg/Hab.dia, valor apresentado para o Estado do Pará no relatório SNIS 2010 de resíduos sólidos.
Fonte: BRASIL (2012).
• A maior parte do volume coletado de resíduos sólidos
não é reciclado e nem encaminhado para unidades
adequadas de condicionamento, tratamento e destino
final, fazendo com que o serviço de manejo de resíduos
sólidos não tenha a eficiência desejada pela população
do Estado do Pará.
Número de municípios paraenses com coleta de resíduos sólidos, por tipo de
constituição jurídica das entidades prestadoras de serviço de manejo de resíduos
sólidos.
Natureza jurídica das entidades prestadoras de serviço Nº de Entidades Percentual
Administração direta do poder público 136 86,62
Autarquia 1 0,64
Empresa pública - -
Sociedade de economia mista - -
Consórcio público - -
Empresa com participação majoritária do poder público - -
Empresa privada 19 12,1
Fundação - -
Associação - -
Outra 1 0,64
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
MARCOS LEGAIS
LEI Nº 12.305 – 02/08/2010
DECRETO Nº 7.404 – 23/12/2010

Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS))

Contempla todo tipo de RS menos o radioativo 


CNEN
POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PNRS)

LEI Nº 12.305 – 02/08/2010


DECRETO Nº 7.404 – 23/12/2010
1989 – PRIMEIROS PASSOS NO BRASIL
1991 – PRIMEIRA PROPOSTA (Inicio da Tramitação no
Congresso Nacional)  19 anos
2007 – Proposição: setembro
2010 – 7 de julho – Aprovação no Senado
2010 – 2 de agosto – Sanção do Presidente da República
(sem vetos)
Obs: Existem críticas pontuais – benefícios são muito
maiores
LEI Nº 12.305, DE 02.08.2010
Art. 3º

XVI - resíduos sólidos:

material, substância, objeto ou bem descartado resultante de


atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final
se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a
proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como
gases contidos em recipientes e líquidos cujas
particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede
pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para
isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face
da melhor tecnologia disponível.
CLASSIFICAÇÃO: QUANTO A ORIGEM
LEI Nº 12.305, DE 2.08.2010: Art. 13

a) Domiciliares
b) De limpeza urbana
c) Urbanos: domiciliares e de limpeza urbana
d) De estabelecimentos comerciais e prestadores de
serviços
e) Dos serviços públicos de saneamento básico
f) Industriais
g) De serviços de saúde
h) Da construção civil
i) Agrossilvopastoris
j) De serviços de transportes
k) De mineração
CLASSIFICAÇÃO: QUANTO A PERICULOSIDADE
LEI Nº 12.305, DE 02.08.2010: Art. 13
a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas
características de inflamabilidade, corrosividade,
reatividade, toxicidade, patogenicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade,
apresentam significativo risco à saúde pública ou à
qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou
norma técnica;

b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na


alínea “a”.
GERENCIAMENTO DE RS

Conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas


etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e
destinação final ambientalmente adequada dos
resíduos sólidos e disposição final ambientalmente
adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal
de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de
gerenciamento de resíduos sólidos.
GESTÃO INTEGRADA DE RS

Conjunto de ações voltadas para a busca de soluções


para os resíduos sólidos, de forma a considerar as
dimensões política, econômica, ambiental, cultural e
social, com controle social e sob a premissa do
desenvolvimento sustentável.

“ Modelo de Gestão de Resíduos Sólidos  Conjunto


de referências político-estratégicas, institucionais, legais,
financeiras e ambientais capaz de orientar a organização
do setor “
Funções da Gestão de Serviço Público de Saneamento
Básico
Serviços públicos de saneamento básico

Gestão Manejo de Manejo


Abastecimento Esgotamento
resíduos das águas
de água sanitário
sólidos pluviais

Planejamento Indelegável

Direta ou delegável à entidade reguladora construída


Regulação
dentro dos limites do respectivo Estado

Fiscalização Direta ou delegável a órgão ou ente público

Direta (lei 8.666, no caso de terceirização)ou delegada (leis


Prestação
8.987, 11.079, 11.107)

Controle Social Indelegável

EQUIPE CONSULTORES
MMA SRHU / DAU
PNRS - Princípios: Art. 6o
I - a prevenção e a precaução;
II - o poluidor-pagador e o protetor-recebedor;
III - a visão sistêmica na gestão dos resíduos sólidos;
IV - o desenvolvimento sustentável;
V - a ecoeficiência;
VI - a cooperação entre poder público, setor empresarial e
demais segmentos da sociedade;
VII - a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
vida dos produtos;
VIII - o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e
reciclável como um bem econômico e de valor social;
IX - o respeito às diversidades locais e regionais;
X - o direito da sociedade à informação e ao controle
social;
XI - a razoabilidade e a proporcionalidade.
GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
LOGISTICA REVERSA – LR
OBRIGATORIEDADE
Agrotóxicos (resíduos e embalagens) – Cadeia Modelo
Pilhas e Baterias
Pneus
Óleos Lubrificantes
Lâmpadas Fluorescentes (vapor de sódio e mercúrio)
Produtos eletroeletrônicos e seus componentes
EXEMPLO: INPEV (Instituto Nacional de Embalagens Vazias), reúne
os fabricantes de embalagens - Comanda a Cadeia.
AGRICULTOR, lava, armazena em local adequado e entrega no
posto de recolhimento.
PODE PÚBLICO, fiscaliza.
PRECEITO DA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
Prioridades no Manejo: Art. 9o

não geração,

redução,

reutilização,

reciclagem,

tratamento dos resíduos sólidos e

disposição final ambientalmente adequada dos


rejeitos.
Planos de Resíduos Sólidos
(Art. 14)

I - Plano Nacional de resíduos sólidos;


II - Planos estaduais de resíduos sólidos;
III - Planos microrregionais de resíduos sólidos e os
planos de resíduos sólidos de regiões
metropolitanas ou aglomerações urbanas;
IV - Planos intermunicipais de resíduos sólidos;
V - Planos municipais de gestão integrada de resíduos
sólidos;
VI - Planos de gerenciamento de resíduos sólidos.
PNRS - Priorização no acesso aos recursos da União

I - Soluções consorciadas intermunicipais ;

II – Coleta seletiva com a participação de cooperativas ou


outras formas de associação de catadores de
materiais reutilizáveis e recicláveis.
PNRS - Prazos definidos

Art. 54. A disposição final ambientalmente adequada


dos rejeitos, observado o disposto no § 1o do art. 9o,
deverá ser implantada em até 4 (quatro) anos após a
data de publicação desta Lei.

Art. 55. O disposto nos arts.16 e 18 entra em vigor 2


(dois) anos após a data de publicação desta
Lei. (Planos estaduais e municipais)
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

SINIR (PNRS)

SINISA (PNSB)
Suasa
SINIMA (PNMA)
GESTÃO ADEQUADA PARA O BRASIL

 Criação de uma política pública adequada;

 Racionalização dos recursos para evitar desperdício;


 Iniciativas que devem ser tomadas em todos os
níveis de governo;
Maximizar os recursos com a priorização e o esforço
integrado de toda a comunidade;
 Adotar tecnologias limpas (futuro não muito próximo);
Criar alternativas para a disposição final no caso das
grandes cidades e regiões metropolitanas;
 Recuperação de áreas já degradadas pelos RS.
INICIATIVAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

Poder público:
E A À sociedade:

Às Cabe participar
empresas: dos programas
Planos para o
manejo correto de coleta
dos materiais seletiva e
(com adoção de incorporar
Compete o mudanças de
processos
recolhiment hábitos para
participativos na
o dos reduzir o
sua elaboração
produtos consumo e a
e de tecnologias
após o uso consequente
apropriadas)
geração
PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

1- Diagnóstico da
situação atual dos
EA diferentes tipos de EA
resíduos (Capítulo 1);

3- diretrizes e 2- cenários
metas para o macroeconômicos
manejo adequado e institucionais
de resíduos (Capítulo 2);
sólidos no Brasil
(Capítulos 3 e 4).
• enfoque
humanista,
holístico,
democrático e
participativo;

PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO • pluralismo de


AMBIENTAL idéias e concepções
pedagógicas, na
BRASILEIRA - PNEA.
perspectiva da inter,
multi e
transdisciplinaridade;

• garantia de
continuidade e
permanência do
processo educativo;
SETE OBJETIVOS
FUNDAMENTAIS PARA A • garantia de
EDUCAÇAO AMBIENTAL democratização • compreensão
das informações integrada do
ambientais; meio ambiente
• estímulo à cooperação entre as diversas regiões do em suas
País, em níveis micro e macrorregionais (para múltiplas e
construir uma sociedade ambientalmente equilibrada, complexas
• estímulo e
fundada nos princípios da liberdade, igualdade, relações (inclui
fortalecimento de uma
solidariedade, democracia, justiça social, aspectos
consciência crítica
responsabilidade e sustentabilidade); ecológicos,
sobre a problemática
psicológicos,
ambiental e social;
legais, políticos,
sociais,
econômicos,
• fomento e fortalecimento científicos,
da integração com a ciência culturais e
e a tecnologia; éticos);
• incentivo à participação individual
e coletiva, permanente e
responsável, na conservação do
equilíbrio do meio ambiente (defesa
da qualidade ambiental como um
• fortalecimento da cidadania, valor inseparável do exercício da
autodeterminação dos povos e cidadania);
solidariedade como fundamentos
para o
futuro da humanidade.
CATADORES DE MATERIAL RECICLÁVEL

LEI Nº 11.445 DE 2007 LEI Nº 12.305 DE 2010

Priorizam a coleta seletiva formal nos municípios por meio


da contratação das organizações de catadores de materiais
recicláveis para a prestação de serviços.

Fortalecem as organizações de catadores buscando integrá-


las aos sistemas municipais de gestão de resíduos sólidos ,
visando à geração de renda e de postos de trabalho.
CATADORES DE MATERIAL RECICLÁVEL

Ongs e as agencias
Governo federal
de fomento

investindo em Contribuíram para melhorar


projetos e programas as condições de trabalho
de inclusão social dos catadores no país, ao
agregar valor aos recicláveis
e ao melhorar a posição das
cooperativas e associações
na cadeia produtiva da
reciclagem.

A sustentabilidade da coleta seletiva no Brasil, além dos outros


fatores , se destaca pelo componente social que é a inclusão social
dos catadores de materiais recicláveis.
IMPORTÂNCIA DOS CATADORES DE MATERIAL
RECICLÁVEL

O Catador é um sujeito que, historicamente, tira do lixo o seu


sustento. Seja através da prática da coleta seletiva junto a
alguns parceiros que doam o seu lixo ou, melhor ainda, seus
recicláveis selecionados na fonte; seja caçando recicláveis pelas
ruas e lixões, sacando os recicláveis do lixo misturado que o
gerador não teve a decência de separar e colocou no mesmo
saco o que pode e o que não pode ser reaproveitado.

Devido ao “trabalho” dos catadores, a companhia de limpeza


urbana deixa de pagar inúmeros kilos que seriam coletados e
dispostos em aterro ou lixão. Na pior das hipóteses é uma
economia. É um serviço a população já que esses materiais
coletados pelos catadores vão evitar o consumo de matéria
prima virgem – recursos naturais esgotáveis – além da economia
com coleta e disposição final.
IMPORTÂNCIA DOS CATADORES DE MATERIAL
RECICLÁVEL

Assim a incorporação da dimensão participativa nas políticas


públicas para a construção da sustentabilidade deve ser
entendida não como simples busca da concordância da
população a modelos pré-definidos, mas como busca
conseqüente de uma verdadeira responsabilização de todos os
atores envolvidos no processo.

A dimensão participativa deve ser considerada como pré-


requisito para a viabilidade de soluções encontradas e para a
sustentabilidade dos procedimentos operativos e técnicos
escolhidos, tendo em vista que tais aspectos dependem
basicamente da capacidade organizativa, mobilizadora e
comunicativa dos grupos sociais e instituições envolvidas nos
mesmos.
RESPONSABILIDADE

O COMPROMISSO COM A GESTÃO DO RS É UM DEVER


DE TODOS: SETORES PÚBLICOS, INICIATIVA PRIVADA,
SEGMENTOS ORGANIZADOS DA SOCIEDADE CIVIL,
CABENDO AOS GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAIS O
PAPEL DE DEFINIR PARA O SETOR UMA POLÍTICA
EFICIENTE E COMPATÍVEL COM A NOSSA REALIDADE

“DO BERÇO AO TÚMULO”


Fonte: Lixos e Entulhos Fonte: Lixo em Belém Fonte: Acúmulo de lixo e
nas Ruas de Belém chuva em Belém

Fonte: Lixo e Esgoto em Fonte: Alagamento na Capital Fonte: Lixo e os Canais de


Belém Belém