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Trabalhos Práticos de Investigação Quantitativa

ANÁLISE DO ESTUDO
O H (GRANDE) DA DISCRIMINAÇÃO

Docente: Susana Coimbra


Discentes: Ana Filipa Rodrigues | Ana Cordeiro | André Carvalho |
António Cabral | Carla Ramos | Marta Sofia Costa

Ano letivo 2017/2018


ÍNDICE

• Hipóteses de investigação
• Método
• 1. Amostra
• 2. Instrumentos e suas qualidades psicométricas
• 3. Procedimento
• Resultados
• Discussão, limitações e implicações
HIPÓTESES

Homens com profissões / cursos


estereotipicamente femininas sentem-
se mais discriminados do que homens
que possuem profissões / cursos
estereotipicamente masculinas.

Mulheres com profissões / cursos


estereotipicamente masculinas sentem-se
mais discriminadas do que mulheres que
possuem profissões / cursos
estereotipicamente femininas.
Modelo teórico Estudo de
Estudo de
“escada rolante Pullen e
Sappleton
de vidro” Simpson
A maioria dos sujeitos tem
Os homens que pertencem a Proprietários homens no setor consciência de como são
empregos estereotipicamente dominado pelas mulheres
femininos, relatam que sentem sentem uma maior vistos nas suas profissões.
necessidade de refutar discriminação de género por afirmam serem expostos a
acusações ou expectativas de todas as cinco fontes diversos desafios na sua
hipermasculinidade. declaradas. profissão só por ser
rotulados segundo o seu
sexo.
MÉTODO
AMOSTRA

• Amostra por conveniência


• Distribuição de um questionário a estudantes e
trabalhadores de Portugal
• 233 questionários 129 trabalhadores e 83 estudantes

O que é que esta


imagem quer dizer?
INSTRUMENTO

Questionário

Escala de Discriminação Quotidiana

Tratamento Injusto Rejeição Pessoal

Dados Biográficos

Género Profissão / Curso


QUALIDADES PSICOMÉTRICAS

Trabalhadores

Rejeição Pessoal (d3, d4, d5,d6) Tratamento Injusto (d1, d2, d7, d8)

α =.714 – boa consistência interna (>.65) α =.793 – boa consistência interna (>.65)
Estudantes

Rejeição Pessoal (d3, d4, d5, d6) Tratamento Injusto (d1, d2, d7, d8)

α =.618 – má consistência interna (< . 65) α =.719 – boa consistência interna (>.65)
PROCEDIMENTO

233 questionários

83 estudantes 129 trabalhadores


Análise da consistência interna da escala
• Escala de Discriminação Quotidiana

Recodificação de variáveis
• Tratamento injusto, rejeição pessoal, profissões e género

Teste t amostras independentes


• Discriminação: tratamento injusto e rejeição pessoal
 Lista de profissões e cursos típicos de cada género

 profissões de saúde  construção


humana  transporte armazenamento
 apoio social  captação, tratamento e
distribuição de água
 educação
 atividade de informação e
 proteção social comunicação
 ciências sociais  engenharia
 comércio  indústria transformadora
 direito carreiras militares e policiais,
 educadores de infância  pilotos,
 apoio administrativo  canalizadores, carpinteiros,
 limpezas  pintores
 eletricistas
 cosmética
 lavradores
 mecânicos,
 pedreiros
 pescadores
RESULTADOS

TRABALHADORES DO GÉNERO TRABALHADORES DO GÉNERO


FEMININO N=64 MASCULINO N=65

Tratamento Injusto Tratamento Injusto


• t(62)=.54; p=.59; d=.14 ; IC [- • t(63)=.63; p=.53; d=.16 ; IC [-.258;
.273;.473] .496]
Rejeição Pessoal Rejeição Pessoal
• t(62)=.27; p=.79; d=.07 ; IC [-.356; • t(63)=-.21; p=.84; d=-.05; IC [-.44;
.469] .357]
ESTUDANTES DO GÉNERO ESTUDANTES DO GÉNERO
FEMININO N=40 MASCULINO N=42

Tratamento Injusto Tratamento Injusto


• t(38)=-2.47 ; p=.02.; d=-.8 ; IC [- • t(40)=.59 ; p=.56; d=.18 ; IC [-.36;
.72; -.07] .65]
Rejeição Pessoal Rejeição Pessoal
• t(38)=-.15 ; p=.89; d=-.05 ; IC [- • t(40)=.62 ; p=.54; d=.2 ; IC [-.33;
.43; .37] .63]
CONCLUSÃO

Homens com profissões / cursos


estereotipicamente femininas sentem-
se mais discriminados do que homens
que possuem profissões / cursos
estereotipicamente masculinas.

Mulheres com profissões / cursos


estereotipicamente masculinas sentem-se
mais discriminadas do que mulheres que
possuem profissões / cursos
estereotipicamente femininas.
LIMITAÇÕES

GERAL

Dificuldades na seleção da informação obtida e,


consequentemente, na definição de (só) uma linha
condutora do trabalho;
LIMITAÇÕES

Tipo de design do estudo - Transversal ou cross-section :

Mais difícil
Dificuldade para
Recolha de dados estabelecer uma
investigar condições
num único momento relação temporal
de baixa prevalência
entre os eventos
LIMITAÇÕES

Amostra

Distribuição não
Não probabilística Eliminação de alguns equitativa entre
por conveniência participantes trabalhadores e
estudantes
LIMITAÇÕES

Dificuldades na classificação nos itens de tipicidade quer


da profissão, quer da frequência do curso

Ausência de fidedignidade num dos grupos


(estudantes – rejeição pessoal)
IMPLICAÇÕES

Investigação
• Contribuir para aumentar o conhecimento sobre a discriminação
de género, especialmente a que é dirigida aos homens no contexto
do trabalho;

• Abrir a discussão e incentivar o aparecimento de outros estudos


que retratem situações de desigualdade de género em áreas
distintas da abordada (parentalidade, relações íntimas/familiares,
saúde…) - Exemplo: investimento em estudos qualitativos que
explorem características internas dos participantes
IMPLICAÇÕES

Formação
• Criação de grupos de trabalho compostos por estudantes de
psicologia em articulação com estudantes de outros cursos
(economia, gestão, direito, saúde…) que promovam ações de
combate à discriminação de género;

• Proceder a uma revisão da matriz curricular do curso de psicologia e


propor a inclusão de algumas Unidades Curriculares optativas como
de frequência obrigatória (ex: Psicologia da Diversidade Social e
Cultural…).
IMPLICAÇÕES

Intervenção
• Colaborar com escolas, lares, hospitais, centros de
saúde (…) na implementação de ações de
formação/sensibilização para o tema e de projetos
comunitários que promovam uma cultura de igualdade
de género;

• Promoção de campanhas de sensibilização para a


discriminação de género através dos diversos meios de
comunicação social.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• Comissão para a igualdade de no trabalho e do emprego. (2011). Atividade, emprego e desemprego.


Disponível em : http://cite.gov.pt/pt/acite/mulheresehomens03.html

• Furtado, I. (2013). Género e profissões: uma análise empírica para Portugal. (Dissertação de mestrado
em ciências económicas e empresariais). Universidade dos Açores, Portugal.

• Pullen, A. &, Simpson, R. (2009). Managing difference in feminized work: Men, otherness and social
practice. Human Relations, 62(4), 561-587. doi: 10.1177/0018726708101989

• Sappleton, N. (2013). When the “Manny” is the Boss. An Exploratory Study into Discrimination and
Preferential Treatment Perceived by Men Childcare Business Owners. Recherches sociologiques et
anthropologiques, 44(2), 93-113. doi:10.4000/rsa.1066