Você está na página 1de 110

OBJETIVO

Formar auditores internos capacitados em


realizar auditorias da NBR ISO 9001:2015
ISO 9001 História
ISO 9001 História

• ISO 9001 2015 – quarta revisão.


Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições
Termos e Definições

AUDITORIA:
“processo sistemático, documentado e
independente para obter evidência de auditoria e
avaliá-la, objetivamente, para determinar a extensão
na qual os critérios de auditoria são atendidos”

ESCOPO DE AUDITORIA:
“abrangência e limites de uma auditoria”
Termos e Definições

CRITÉRIO DE AUDITORIA:
“conjunto de políticas, procedimentos ou requisitos
usados como uma referência na qual a evidencia de
auditoria é comparada”
Termos e Definições

EVIDÊNCIA DE AUDITORIA:
“registros, apresentação de fatos ou outras
informações, pertinentes aos critérios de auditoria e
verificáveis”
Termos e Definições

CONSTATAÇÕES DE AUDITORIA:
“resultados da avaliação da evidência de auditoria
coletada, comparada com os critérios de auditoria”
Termos e Definições

CONCLUSÃO DE AUDITORIA:
“resultado de uma auditoria, após levar em
consideração os objetivos de auditoria e todas as
constatações de auditoria”
Termos e Definições
Termos e Definições
Normas da Família ISO
Princípios de Gestão da Qualidade

A ISO 9001:2015 se baseia em 7 princípios de


gestão da qualidade, todos fundamentados
em boas práticas de negócios. Quando são
totalmente adotados, estes princípios ajudam
a melhorar o seu desenvolvimento
organizacional
Princípio 1: Foco no Cliente

O foco principal da gestão da


qualidade é atender as
necessidades dos clientes e
empenhar-se em exceder as
expectativas dos clientes
Princípio 1: Foco no Cliente
Princípio 2: Liderança

Líderes em todos os níveis


estabelecem uma unidade de
propósito e direcionamento e criam
condições para que as pessoas
estejam engajadas para alcançar os
objetivos da qualidade da
organização
Princípio 2: Liderança
Princípio 3: Engajamento das pessoas

Pessoas competentes, com


poder e engajadas, em todos
os níveis na organização, são
essenciais para aumentar a
capacidade da organização em
criar e entregar o valor
Princípio 3: Engajamento das pessoas
Princípio 4: Abordagem de processo

Resultados consistentes e previsíveis são


alcançados de forma mais eficaz e eficiente quando
as atividades são compreendidadas e gerenciadas
como processos inter-relacionados que funcionam
como um sistema coerente
Princípio 4: Abordagem de processo
Princípio 4: Abordagem de processo
Princípio 4: Abordagem de processo
Princípio 5: Melhoria

As organizações de sucesso
têm um foco contínuo na
melhoria
Princípio 5: Melhoria

5
Princípio 6: Tomada de decisão com base em evidência

Decisões com base na análise


e avaliação de dados e
informações são mais
propensas a produzir
resultados desejados
Princípio 6: Tomada de decisão com base em evidência

6
Princípio 7: Gestão de relacionamento

Para o sucesso sustentado, as


organizações gerenciam seus
relacionamentos com as
partes interessadas
pertinentes, como
provedores.
Princípio 7: Gestão de relacionamento

7
O PDCA - História
O PDCA - História
O PDCA - História
O ciclo PDCA na ISO 9001:2015
O ciclo PDCA na ISO 9001:2015
Plan Do Check Act

4 – Contexto da 9 – Avaliação de
5 – Liderança 6 – Planejamento 7 – Apoio 8 – Operação 10 – Melhoria
organização desempenho

9.1 –Monitoramento,
4.1 – Entendendo o 5.1 – Liderança e 6.1 – Ações para abordar 8.1 – Planejamento e
7.1 – Recursos medição, análise e 10.1 – Generalidades
contexto da organização comprometimento riscos e oportunidades controle operacionais
avaliação

4.2 – Entendendo as
6.2 – Objetivos da
necessidades e 8.2 – Requisitos para 10.2 – Não conformidade e
5.2 – Política qualidade e planejamento 7.2 – Competência 9.2 – Auditoria interna
expectativas das partes produtos e serviços ação corretiva
para alcançá-los
interessadas

4.3 – Determinando o 5.3 – Papéis,


8.3 – Projeto e
escopo do sistema de responsabilidades e 6.3 – Planejamento de 9.3 – Análise crítica pela
7.3 – Conscientização desenvolvimento de 10.3 – Melhoria contínua
gestão autoridades mudanças direção
produtos e serviços
organizacionais

4.4 – Sistema de gestão 8.4 – Controle de


da qualidade e seus processos, produtos e
7.4 – Comunicação
processos serviços providos
externamente

7.5 – Informação 8.5 – Produção e


documentada prestação de serviços

8.6 – Liberação de
produtos e serviços

8.7 – Controle de saídas


não conformes
Mentalidade de risco
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE

Oração do Auditor

• São Murphy, protetor dos auditores, te rogo mais


um dia de trabalho inspirado, sem auditados
escondendo os fatos.

• E se puder te fazer mais um pedido, caso algo tenha


dado errado, mesmo que por uma vez, uma única vez,
faça com que eu a encontre.

• Mas conceda-me a graça de não sorrir...


INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE

A auditoria da Qualidade pode ser definida como uma atividade de investigação


minuciosa, formal e documentada, executada por pessoal habilitado e qualificado
e que não possui responsabilidade direta sobre as atividades em avaliação, que se
utiliza da coleta de evidencias objetivas e imparciais para verificar a eficácia do
Sistema de Gestão da Qualidade de uma organização.
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE

Existem três tipos de Auditorias da Qualidade:

• Internas ou de 1ª Parte

• Externas de 2ª Parte

• Externas de 3ª Parte
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE

Auditorias internas ou de 1º parte

São conduzidas pela própria organização, para análise critica pela


direção e outros propósitos internos, e podem formar base para
uma autodeclaração de conformidade da organização.
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE

Auditorias externas de 2º parte

Auditorias de segunda parte são realizadas por partes que têm um


interesse na organização, tais como clientes, ou por outras pessoas
em seu nome.

Habitualmente são realizadas nas seguintes situações:

• Em caso de quebra de confiança no fornecedor,


• Quando o fornecedor não tem um SGQ certificado ou quando os
produtos a adquirir estão fora do escopo da certificação,
• Em âmbito de um fornecimento específico
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE

Auditorias externas de 3º parte

Auditorias de terceira parte são realizadas por organizações


externas de auditoria independente, para fins de certificação
INTRODUÇÃO À AUDITORIAS DA QUALIDADE

Aspectos Éticos da Auditoria

• Postura da Equipe
• Comunicação
• Imparcialidade
• Adaptabilidade
• Conflitos
• Confidencialidade de informações
PRINCÍPIOS DE AUDITORIA
GERENCIANDO UM PROGRAMA DE AUDITORIA
PROGRAMAÇÃO DAS AUDITORIAS

• Freqüência da Auditoria
• Duração da Auditoria
• Qual o processo
• Planejado x Implementado
EXEMPLO DE PROGRAMA DE AUDITORIA

ELABORADO POR: Carina Bonfim


PROGRAMA DE AUDITORIA INTERNA
DATA: 11/01/2016 REVISÃO: 00

Objetivos do programa de auditoria: Verificar se o sistema de gestão da qualidade está conforme as disposições
planejadas e se está mantido e implementado eficazmente.
Critério de auditoria: ABNT NBR ISO 9001:2008 e requisitos do sistema de gestão da qualidade Ibrav.
Abrangência: Escopo técnico - Manutenção de válvulas industriais; Escopo geográfico - Ibrav Matriz - Rua Benedito
Germano de Araújo n 49, Distrito Industrial, Iperó, SP
Riscos do programa de auditoria: Foram avaliados os riscos, e implementadas ações para previnir falha no
planejamento do programa de auditoria, falta de recursos para realização da auditoria, competência inadequada da
equipe auditora, falha na implementação e comunicação do programa de auditoria, salvaguarda inadequada dos
registros da auditoria, monitoramento e análise crítica ineficaz do programa de auditoria.
Método de auditoria: No local com interação humana
Membros da equipe auditora: Renato Anselmo Junior / Carina Bonfim
Responsabilidades do auditor líder: Elaborar o plano da auditoria, conduzir as reuniões de abertura e encerramento,
atribuir responsabilidades à equipe auditora, conduzir a equipe de auditoria para alcançar as conclusões da auditoria,
comunicar o progresso da auditoria e qualquer outras questões ao auditado durante o processo de auditoria, preparar o
relatório da auditoria relatando os resultados.
Procedimento: PQ 53 - Auditoria Interna
Cronograma
Processos Requisitos/Documentos Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Escopo de certificação
Produtos e Serviços
Clientes
Direção

Fornecedores
Requisitos de mercado
Exclusões
5.1 a 5.6 Responsabilidade da Direção
EXEMPLO DE PROGRAMA DE AUDITORIA
4.1 Requisitos gerais

Gestão da
Qualidade
4.2 Requisitos de documentação
8.2.2 Auditoria interna
8.2.3 Monitoramento e medição de processos
8.3 Controle de produto não conforme
8.5 Melhoria
Comercial
Marketing

7.2 Processos relacionados a clientes


8.2.1 Satisfação do cliente

6.3 Infra estrutura


6.4 Ambiente de trabalho
Manufatura

7.1 Planejamento da realização do produto


7.4.3 Verificação do produto adquirido
7.5 Produção e prestação de serviço
8.2.4 Monitoramento e medição do produto.
Tecnologia Aquisição

7.4.1 Processo de aquisição


7.4.2 Informações de aquisição

7.3 Projeto e desenvolvimento do produto


Recursos
Humanos

6.2 Competência, treinamento e conscientização

Legenda: Planejado Realizado


EXECUTANDO UMA AUDITORIA
POSTURA DA EQUIPE AUDITORA

A postura é fator decisório na escolha de pessoal para exercer a


função auditoria. Não adianta o elemento ser tecnicamente
excelente, se sua postura não é adequada. E postura é
característica pessoal dificilmente modificada com treinamento.
Portanto, o auditor deve ter tendências para uma postura adequada,
e ai sim pode receber orientação de como aperfeiçoar-se.
COMUNICAÇÃO

Uma comunicação eficaz é fundamental. Porém, isto não significa


que o auditor deva ter tendências a apresentador de televisão das
tardes de domingo! No aspecto comunicação, o auditor não pode
ser introvertido, nem excessivamente extrovertido. O adjetivo
“eficaz” define bem a questão:conseguir manter o nível adequado
de comunicação para atender aos objetivos da auditoria, sem
bloquear o auditado, e conseguindo dele informações suficientes
para fundamentar as constatações.
IMPARCIALIDADE

• É fundamental que toda a constatação esteja baseada em fatos não


destorcidos.O auditor deve ser totalmente imparcial nessa
análise.Deve evitar tanto forçar um fato quanto omiti-lo.Devemos
conhecer nossas falhas e perceber que muitas vezes o limiar entre
forçar um fato ou omiti-lo está em nosso subconsciente, por razões
tais como:

• Simpatia ou antipatia que sentimos pelo auditado;


• Concordamos ou não com o aspecto técnico em análise, da forma
como é previsto no procedimento;
• Termos boas ou más referências da marca de um equipamento ou
instrumento.
ADAPTABILIDADE

O auditor deve adequar-se aos costumes da organização que está


sendo auditada, em aspectos tais como:

• Horários de entrada, saída e refeições;


• Uso de equipamentos de segurança ou roupas especificas;
• Identificação, crachás, etc.;
• Transito sem acompanhamento só em locais permitidos;
• Não interromper funcionários em trabalho sem autorização;
• Uso de estacionamentos conforme determinado;
• etc....
CONFLITOS

Podem ocorrer conflitos entre auditor e auditado, e entre membros


da equipe de auditoria. Em qualquer hipótese, o conflito deve ser
administrado com bom senso, objetividade e respeito mútuo. No
caso de os envolvidos não conseguirem consenso, o líder da
equipe auditora deve ser notificado para procurar a solução
adequada, que pode ser, em casos extremos, a substituição de um
auditor
O AUDITOR

Um bom auditor se caracteriza por ser:

• Diplomático, Bom Juiz, Trabalhador, Analítico


• Paciente, Auto Disciplinado, Inquisitivo, Profissional
• Bom Comunicador, Imparcial, Honesto
• Interessado, Treinado, Animado
HABILIDADES DO AUDITOR

• Administração do tempo
• Apuração dos fatos
• Fazer Relatórios
ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO

Apresentações

• Pausas para cafezinho e refeições


• Papo amigável sobre assuntos de interesse mútuo
• Pistas falsas e detalhes não importantes
• Ser conduzido a áreas distantes
APURAÇÃO DOS FATOS

• Rastreabilidade
• Ler, Observar, Ouvir, Perguntar
• Amostragem sobre o produto, registros, documentos
• Bom relacionamento com auditados
DIRETRIZES DO AUDITOR

• Operar em uma atmosfera de sinceridade – sem segredos ou


mistérios sobre a auditoria;
• Estabelecer comunicação de duas vias; Não questionar como um
promotor publico;
• Anotar os erros e ter os erros confirmados, mas não colocar ênfase
indevida sobre os erros;
• Não atacar os indivíduos – manter a avaliação focalizada no
sistema e no produto;
• Quando errar, admitir o engano;
• Respeitar os canais organizacionais;
• Promover uma atmosfera para auxiliar a identificar áreas para
melhoria;
• Acreditar nas declarações, mas exigir evidencias;
DIRETRIZES DO AUDITOR

• Relatar como é, de maneira direta, sem rodeios


• Considerar quaisquer interrupções que você esteja causando e
garantir que estas sejam necessárias antes de continuar;
• Respeitar o conhecimento; você pode não ser tão instruído quanto o
auditado na área que você está investigando;
• Saiba lidar com frustração;
• Oferecer sugestões se apropriado, mas deixe claro que é
responsabilidade do auditado determinar as ações corretivas
apropriadas
• Reconhecer que como auditor suas declarações podem ser
parecidas como requisitos; garanta que o auditado reconheça a
diferença entre uma recomendação e um requisito.
PLANEJAMENTO

• Grupo Auditor
• Responsabilidade do Auditor Lider
• Plano de Auditoria
DEFINIÇÃO DO GRUPO AUDITOR

Critérios a serem considerados na escolha dos auditores :

• Independência na relação aos processos ou atividades a serem


auditadas;
• Terem sido treinados no Sistema de Gestão da qualidade e técnicas
de auditoria;
• Comunicação hábil, tanto verbal quanto escrita;
• Conhecimento das atividades a serem auditadas e capacidade de
análise da documentação de referência;
• Experiência na realização de auditorias;
RESPONSABILIDADES DO AUDITOR LIDER

• Coordenar todo o desenvolvimento da auditoria, orientando os


demais participantes;
• Manter controle sobre o desenvolvimento dos trabalhos, frente aos
tempos inicialmente previstos;
• Conduzir as reuniões pré e pós auditoria;
• Coordenar a comunicação e arranjos entre o Grupo Auditor e a
organização auditada.
• Toda documentação de referencia
PLANO DE AUDITORIA

• Objetivos e Escopo da Auditoria


• Definir os processos / Atividades a serem auditadas
• Definir os setores a serem notificados
• Definir a duração provável das atividades de preparação, execução
e elaboração de relatórios.
EXEMPLO DE PLANO DE AUDITORIA

Data / Hora Processos Requisitos Auditores Envolvidos


07/10/2015 Renato / Gestores dos
Reunião de Abertura -
08:30 Carina / Victor Processos
Escopo de Certificação
Produtos e Serviços
Clientes
Fornecedores Edmilson /
09:00 Direção Renato
Requisitos de Mercado Carina
Exclusões
5.1 a 5.6 Responsabilidade da
Direção
4.1 Requisitos gerais
4.2 Requisitos de documentação
8.2.2 Auditoria interna
8.2.3 Monitoramento e medição de
10:00 S.G.Q Victor Carina
processos
8.3 Controle de produto não
conforme
8.5 Melhoria
7.2 Processos relacionados à
Renato / Adriana /
11:00 Comercial clientes
Carina Renata
8.2.1 Satisfação do cliente

12:00 Almoço - - -

Renato /
13:00 P.C.P / Estoque 7.5 Produção e prestação de serviço Elizael / Edson
Carina
PREPARAÇÃO

• Estudo de documentos
• Dividir as tarefas
• Check-list
PROCESSO DE AUDITORIA

Atividades de execução de Auditoria

• Reunião de abertura
• Execução da auditoria
• Reunião da equipe auditora
• Reunião final.
REUNIÃO DE ABERTURA

• Conduzida pelo auditor líder


• Estabelecer o clima adequado para o desenvolvimento dos
trabalhos
• Apresentar a si mesmo a sua equipe
• Escopo
• Padrão Normativo
• Declarar a confidencialidade das informações
• Confirmar os objetos abrangência e profundidade
• Confirmar a documentação base da auditoria
REUNIÃO DE ABERTURA

• Método da auditoria
• Explicar o que é uma não conformidade
• Assegurar a disponibilidade dos guias nos departamentos
• Confirmar o acesso as instalações e registros
• Colocar-se à disposição para esclarecimento
PROCESSO DE AUDITORIA

Você procura por evidencias objetivas de conformidades

• Permitem você decidir se há ou não :

• Atendimento aos requisitos estabelecidos


• Efetivo controle sobre as atividades que afetam o SGQ
• Documentação que evidencie o funcionamento do SGQ
PROCESSO DE AUDITORIA

• Evite perguntas fechadas “ Sim ou Não”


• Tenho seis servos que me ajudam como ninguém, são eles: O Que,
Quem, Onde, Quando, Como, Por quê e devemos adicionar o
mostre-me. Estes são bons ajudantes do auditor.
• Discuta as não conformidades com o auditado.
• Ouça, verifique, olhe, não se envolva em polêmicas
• Anote.
PROCESSO DE AUDITORIA

• Anote as deficiências e não conformidades, suportadas por


evidencias objetivas, à medida que as encontre.Isto lhe será útil na
apresentação da reunião final e na confecção do relatório da
auditoria.

• Na coleta de evidências objetivas, procure assegurar que não serão


levantadas dúvidas quanto a existência ou descrição da mesma.
Garanta um adequado registro de suas observações.
PROCESSO DE AUDITORIA

• Nunca interrompa a atividade que está auditando. Falhas


encontradas que requeiram ação corretiva imediata devem ser
imediatamente comunicadas ao responsável pelo auditado que o
acompanha.
FORMALIZAÇÃO

• Não conformidade: Verbalmente no ato e no relatório


• Identifique os requisitos
• Evidencias factuais
• Redigir não conformidades

• Requisito – Natureza - Evidencia


FORMALIZAÇÃO

Identifique quais são os requisitos:

Isto pode ser feito através das seguintes fontes:

• O que a ISO 9001:2015 exige;


• O que o Manual da Qualidade, procedimentos e instruções de
trabalho estabelecem;
• O que um gerente, que responda pela organização afirma ser
prática aprovada;
• Quais são os requisitos de um contrato, pedido, lei, norma nacional
adotada ou aplicável, etc.
EVIDENCIAS FACTUAIS

Evidências podem ser:

• Algo que você tenha visto;


• Algo que algum gerente tenha lhe dito ser política ou pratica
aprovada pela companhia;
• Algo que lhe tenha sido dito por um operador, descrevendo seu
próprio entendimento sobre a prática ou política da companhia.
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
Problemas comportamentais
REDIGINDO NÃO CONFORMIDADES

Ao redigir uma não conformidade, revise todas as anotações


realizadas por você e por quem o acompanhou , e identifique:

• O requisito a ser auditado;


• A natureza da não conformidade;
• A evidencia factual da não conformidade, através de documentos,
contratos, registros, etc.
REDIGINDO NÃO CONFORMIDADES

É fundamental uma adequada e clara redação de não conformidade,


pois:

• Nelas estarão baseadas as conclusões sobre a auditoria;


• É através delas que se identifica as falhas do Sistema de Gestão da
Qualidade em atender requisitos estabelecidos;
• É através delas que se inicia o processo de ação corretiva por parte
do auditado.
REDIGINDO NÃO CONFORMIDADES

Após redigir uma não conformidade:

• Verifique se está correta


• Verifique se está completa
• Verifique se está clara
RELATÓRIO DE AUDITORIA

O relatório de auditoria deve conter as seguintes informações:


• Objetivo da auditoria
• Relação de documentos utilizados como base (referência) para as
avaliações
• Relação de membros da equipe auditora
• Uma descrição sucinta do resultado da auditoria, com indicação das
conclusões, e ênfase para as deficiências detectadas
• Observações para aperfeiçoamento dos aspectos considerados e
sobre o acompanhamento das ações corretivas propostas
• O relatório de auditoria deve ser preciso, conciso e objetivo
OBS: De maneira geral, consideramos que a auditoria está concluída
quando o relatório de auditoria é submetido ao auditado
REUNIÃO DE ENCERRAMENTO

• Apresentações (para quem não esteve na reunião de abertura)


• Agradecimento à todos
• Reconfirmar o escopo da auditoria
• Comentar sobre os pontos positivos
• Resumo das não conformidades o observações
• Combinar prazos para ações corretivas necessárias
• Apresentação das conclusões e constatações da auditoria de tal
modo que elas sejam conhecidas e entendidas pela direção do
auditado
• Advertir que a evidência da auditoria coletada foi baseada na
amostragem das informações disponíveis
ATIVIDADES PÓS AUDITORIA

As conclusões da auditoria podem, dependendo dos objetivos da


auditoria, indicar a necessidade para as correções ou ações
corretivas, preventivas ou de melhoria. Tais ações são normalmente
decididas e realizadas pelo auditado dentro de um período de
tempo acordado. Se apropriado, convém que o auditado mantenha
a pessoa que gerencia o programa da auditoria e a equipe de
auditoria informadas da situação dessas ações.
Convém que sejam verificadas a completeza e a eficácia das
ações. Esta verificação pode ser parte de uma auditoria
subsequente.
ETAPAS DO PROCESSO DE AUDITORIA

Planejamento Execução Pós auditoria

Definição da
Reunião inicial Relatório da
Equipe
auditoria

Avaliação
Planejamento

Reuniões
Definição da intermediarias Follow-up
Equipe

Reuniões da
equipe auditora
Notificação

Reunião Final
ENFOQUE DA AUDITORIA

• Auditar sempre com enfoque de melhoria para o Sistema de Gestão


da Qualidade
• Auditar sempre com enfoque de prevenção
• Justificar a melhoria conseguida com a correção de uma não
conformidade identificada no Sistema
• Comprovar a satisfação do cliente
• Auditar buscando o enfoque de eficiência
• Evidenciar a melhoria continua dos processos
• Apresentar os benefícios de um Sistema de Gestão da Qualidade
ABNT NBR ISO 9001:2015

ABNT NBR ISO 9001:2015


ABNT NBR ISO 9001:2015

Objetivos-chave para a ISO 9001:2015


• Atualizar a ISO 9001 para refletir as práticas empresariais
modernas, mudanças do ambiente de negócios, e tecnologia ( por
exemplo, tecnologia da informação)
• Manter a “abordagem de processo”
• Incorporar mudanças nas práticas e tecnologia de SGQ desde a
última grande revisão (no ano 2000)
• Proporcionar maior ênfase na obtenção de conformidade do
produto
• Melhorar a compatibilidade com outras normas de sistemas de
gestão
ABNT NBR ISO 9001:2015

Alguns dos tópicos abordados na mudança.


• Integração do “pensamento baseado em risco”
• Mais ênfase nos Princípios de estão da Qualidade
• Melhor alinhamento com os processos de gestão de negócios
• Output matters! (Conformidade do produto e eficácia do
processo)
• Gestão do conhecimento
• Melhoria e inovação
• Tempo / velocidade / agilidade
• Tecnologia
ABNT NBR ISO 9001:2015

Alinhamento das normas de sistemas de gestão.


• Visão conjunta para as normas de sistemas de gestão
• Estrutura de alto nível para todas as normas ISO de sistemas
de gestão (anexo SL)
• Títulos idênticos dos itens sob a estrutura de alto nível
• Texto comum (aproximadamente 30% de cada norma terá
texto idêntico)
• Vocabulário núcleo genérico para normas de sistemas de
gestão
ABNT NBR ISO 9001:2015

• A “ ESTRUTURA DE ALTO NÍVEL ”, foi criada com o objetivo de


intensificar a consistência e o alinhamento das normas ISO de
sistemas de gestão, para que sejam compatíveis entre si,
facilitem a sua integração e aumentem o seu valor para os
usuários.
• Com este objetivo, a ESTRUTURA DE ALTO NÍVEL possui títulos
de subcláusulas e texto essencial idênticos , termos comuns e
definições essenciais.
• O anexo SL considera que as normas devem, a partir da
ESTRUTURA DE ALTO NÍVEL, adicionar requisitos de
disciplinas especificas (qualidade, meio ambiente, saúde e
segurança do trabalho, energia, ativos), conforme requerido.
ABNT NBR ISO 9001:2015

ESTRUTURA DE ALTO NÍVEL


1. Escopo
2. Referências normativas
3. Termos e definições
4. Contexto da organização
5. Liderança
6. Planejamento
7. Apoio Requisitos
8. Operação
9. Avaliação de desempenho
10. Melhoria