Você está na página 1de 46

ESPECIALIZAÇÃO EM CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA

BUCO-MAXILO-FACIAL

Sedação e Anestesia Geral em


Odontologia

Alunos: Marcelo Cardoso


Jean Carlo Alexandre
Conceitos

 Os conceitos de
dor, medo e
ansiedade sempre
estiveram ligados à
pratica
odontológica por
se tratar de
procedimentos
invasivos e, muitas
vezes, traumáticos.
Conceitos

 Dor: Experiência sensorial ou


emocional desagradável, associada a
lesão real ou potencial tecidual.
Conceitos

 Ansiedade: Sensação de receio e


apresentação, sem causa evidente, e
que se agregam valores somáticos
como taquicardia, sudorese, etc.
Conceitos

 Medo: Perturbação resultante da ideia


de um perigo real ou aparente ou da
presença de alguma coisa estranha
ou perigosa
Conceitos

 Sedação Consciente
 Sedação Profunda Depressão do SNC
 Anestesia Geral
Conceitos

 ANALGESIA CONSCIENTE
 É um grau de depressão mínima de
consciência na qual o paciente
mantém a respiração espontânea e
contínua e responde apropriadamente
a estimulação física ou comando
verbal como “abra os olhos” é
mantida. Proteção laringofaríngea
mantida
Conceitos
 SEDAÇÃO PROFUNDA
 É um estado controlado de depressão
da consciência ou inconsciência do
qual o paciente não é despertado
facilmente. Pode estar acompanhado
por uma perda parcial ou completa
dos reflexos protetores.
Conceitos
 ANESTESIA GERAL
 É um estado controlado de
inconsciência acompanhado pela
perda dos reflexos protetores
incluindo a habilidade de manter a
respiração espontânea e responder
adequadamente à estimulação ou
comando verbal.
Histórico da Anestesia
 Joseph Priestley (1772),
Químico descobriu e
identificou o óxido nitroso
e o oxigênio
 Humphrey Davy 1798,
aprendiz de farmácia, Joseph Priestley
experimentou os efeitos (1733-1804)
no N20 a 100% ao sofrer
uma
pericoronarite.Relatou
supressão da dor, euforia
e vontade de rir
 Gardner Quincy Colton, Humphrey Davy
médico, demonstração (1778-1829)
pública do “gás
hilariante”, voluntário se
machucou durante o
espetáculo e não sentiu
dor, chamou a atenção
de um espectador Horace
Wells, cirurgião-dentista
Gardner Q. Colton
(1814-1898)
Histórico da Anestesia

 Wells se interessou pelo N2O


, estudou e difundiu a
técnica. Porêm em uma
apresentação à estudantes e
professores da faculdade de
medicina de Harvard onde
administrou N2O a 100% à
um paciente etilista, obeso,
para realizar uma extração, o
paciente gritou (não sentiu
dor) Wells foi humilhado e
vaiado, entrou em
depressão, se viciou em
clorofórmio e cometeu
suicídio em 1848.
Horace Wells( 1789-1869)
Histórico da Anestesia

 A partir de 1860 o óxido nitroso foi


muito utilizado em Odontologia com
20% de oxigênio na mistura, mas
somente foi aceito na Medicina
quando Colton se deparou com o seu
uso na cadeira do Cirurgião-Dentista.
Histórico da Anestesia

 Willian Thomas
Green Morton
cirurgião-dentista
e acadêmico de
medicina, que
fora aluno de
Wells iniciou seus
trabalhos com
éter e anestesiou
um paciente para
remoção de
tumor no
pescoço em 1846
Primeira demonstração pública de anestesia, num quadro de
Robert Hinckley 1846
Histórico da Anestesia

 Wells, enlouqueceu e cometeu


suicídio, Jackson Long, (éter) também
ficou louco e Morton morreu
amargurado, impopular, pobre e
infeliz falecendo de apoplexia
 A anestesia continuou se
desenvolvendo com novos gases,
medicamentos e máquinas com
diversos precursores.
Sedação Consciente

 Finalidade:
 Pacientes com ansiedade e medo do
tratamento
 Prevenir complicações
sistêmicas(ansiedade)
 Manter cooperação do paciente
 Reduzir reflexos indesejáveis
 Potencializar o efeito anestésico
Sedação Consciente

 Vias de Administração mais utilizadas:

 Endovenosa
 Inalatória
Sedação Consciente

 Endovenosa:

Midazolan
 Ação e eliminação rápidas e de grande potência
 Promove sedação, relaxamento, quebra da
ansiedade e amnésia
 Pode ser revertido com lanexate
 Dose 0,3 a 0,5mg/kg
Sedação Consciente

 Meperidina (Dolantina)

 Opióide analgésico
 0,5 a mg/kg
 Apresenta-se em ampolas de
100mg/2ml
Sedação consciente

 Via inalatória:

Óxido Nitroso
Óxido Nitroso
 É o agente anestésico inalatório
mais utilizado em todo mundo.
 1 kg = 540litros
 É um gás inodoro insípido, não
explosivo utilizado para induzir
a sedação consciente de curta
duração.
 Controle de titulação rápido e
seguro
 Mínimo de 30% de oxigênio na
mistura (ar possui aprox 20%
de Oxigênio)
 É obtido apenas analgesia, e
um pequeno bloqueio da
resposta neuro-humoral ao
stress
Efeitos no SNC
 Ativação das vias
descendentes inibitórias
da dor
 O efeito anestésico
parece ser mediado por
várias vias, incluindo
receptores opióides,
noradrenérgicos
gabaérgicos, porem não
está bem estabelecido
 Aumento do fluxo
sanguíneo cerebral
Efeitos no sistema respiratório e
circulatório
 Os anestésicos volatéis
produzem depressão
respiratória
dose/dependente.
 Queda na Pressão
Sanguínea
 Vasodilatação periférica
Metabolismo
 99,996% é eliminado de
forma inalterada pela
respiração
 0,004% é metabolizado
pelas bactérias anaeróbias
do intestino
(pseudomonas)
 A eliminação ocorre por via
respiratória em 3 a 5 min
após a administração
 Os anestésicos voláteis
halotano, enflurano,
isoflurano são
metabolizados
principalmente no fígado.
Contra-Indicações

 Pacientes com histórico de AVC


(aumento do FVC)
 Obstruções das vias aéreas sup.
 Doenças Ateroescleróticas avançadas
 DPOC
 Insuficiência Ventricular
 Pneumotórax/distensão intestinal
Equipamentos necessários

 Cilindros
 Mangueiras conectoras (encaixe
exclusivo)
 Fluxômetro com manômetros
 Bolsa reservatória
 Traquéias
 Máscaras
 Oxímetro
Sedação Consciente
 Anamnese bem realizada
 Avaliar sinais vitais
 Estabelecer fluxo de 6l/min de 100% de Oxigênio
e adaptar a mascara
 Adaptar o fluxo à capacidade pulmonar do
paciente
 Gradualmente aumentar a concentração de N2O
de 10% em 10% a cada minuto. Até que o nível
de sedação esteja adequado (geralmente 30 a
40% de N2O)
 Pode diminuir-se a concentração de N2O durante
o procedimento
 Terminar o procedimento com 100% de Oxigênio
por 5 min.
Sinais e Sintomas

 Nível I (baixa porcentagem de N2O,


alto nível de O2)
 Relaxamento, contente e confortável
 Respostas claras
 Formigamento de estremidades
 Paciente sente-se quente, conforme
ocorre a vasodilatação
 Olhos vidrados e brilhantes
 Sorriso largo e franco (monalisa)
Sedação Consciente

 Nível II (altas porcentagens de


N2O/moderados níveis de O2)
 Estados relaxados podem evoluir para
acessos de risos descontrolados e vertigem
 Sente o calor aumentar e ficar
desconfortável
 Leveza, sensação de flutuar
 (Diminuir as concentrações de N20 neste
ponto)
Sinais e Sintomas

 Estágio III (altas porcentagens de


N2O e baixos níveis de O2)
 Não é recomendado e nem necessário
 Pode ocorrer alucinação
 Podem ocorrer náuseas
 Pode evoluir para inconsciência
ANESTESIA GERAL
Anestesia Geral

 Estado reversível de inconsciência


produzida por agentes anestésicos,
com abolição da sensibilidade
dolorosa por todo o corpo
 A indicação deve ser precisa e o
paciente bem preparado
 Existem pequenas cirurgias porêm
não existe anestesia geral pequena.
Indicações

 Intervenções cirúrgicas em paciente


não colaboradores
 Cirurgias muito extensas ou
demoradas
 Processos infecciosos que
impossibilitam a anestesia local
Anestesia Geral

 A anestesia geral é obtida pela


combinação de no mínimo quatro
elementos:
 Hipnose
 Analgesia
 Relaxamento Muscular
 Bloqueio da resposta neuro-humoral
ao stress.
Anestesia Geral

 Necessária
instalações
hospitalares
 Médico anestesista
 Equipamentos e
pessoal auxiliar
treinado
Preparo do Paciente

 Exames pré-operatórios :
 Pacientes saudáveis abaixo de 40 anos:
 Hemograma, coagulograma, glicemia,
uréia, creatinina
 Pacientes acima de 40 anos com alguma
doença ou fumantes em qualquer idade:
 Alem dos exames acima, solicitar Rx de
tórax (PA e Perfil), eletrocardiograma e
risco cirúrgico
Preparo do paciente

 Monitor cardíaco
(posicionamento dos
eletrodos)
 Venopunção
 Oxímetria
 Indução endovenosa
(antes da intubação)
Intubação
 É a introdução de um tubo na
traquéia para a anestesia
geral
 Pode ser Nasotraqueal:
quando há necessidade de
intervenção em cavidade oral
onde a oclusão será avaliada
 Orotraqueal: quando a
cavidade nasal será abordada
 Submentoniana ou
traqueostomia quando a
cavidade nasal e bucal serão Material para intubação
manipuladas
(politraumatismos)

Anestesia Geral
a
 Intubação.MOV

Intubação.MOV
Preparo do Paciente

Proteção dos olhos Suporte para o tubo


Estágios da Anestesia Geral
Plano de Guedel
 Estágio I – Analgesia
 -Respiração normal
 -Movimento normal e voluntário dos
olhos
 -Reflexos de proteção intactos
 -Amnésia
Estágios da Anestesia Geral
Plano de Guedel
 Estágio II – Excitação
 Respiração irregular
 Globo ocular oscila involuntariamente
 Pupilas fotoreativas
 Musculatura rígida
 Reflexos laringofaríngeos
 Pupilas não reativas
 Na indução venosa geralmente não
acontece
Estágios da Anestesia Geral
Plano de Guedel
 Estágio III – Anestésia Cirúrgica
 Respiração rítmica e regular
 Ausência de reflexos protetores
laringofaríngeos
 Pupilas centralizadas e dilatadas
 Atividade do diafragma diminui até
paralisar a respiração espontânea
diminuição do tônus muscular
Estágios da Anestesia Geral
Plano de Guedel
 Estágio IV – Paralisia Medular
 Começa com a parada respiratória e
termina com a parada cardíaca.
 É o estágio da morte clínica reversível
 Raramente solicitado intencionalmente
Término da anestesia
 A anestesia geral
termina com a
extubação do paciente
após o término do
efeito dos anestésicos
ou reversão da
anestesia.

Extubação.MOV
Obrigado

 Ode aos
anestesistas.avi