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Moisés:

da escravidão à liberdade no deserto


Êxodo

O Êxodo é uma Palavra de Deus para você.


É um eixo da história da salvação.
E é nesta perspectiva que devemos ler este livro que é o
segunda da Bíblia

Êxodo = saída

Reflete sobre a saída do povo hebreu do Egito sob a


liderança de Moisés e Aarão.

06/08/2008 a 6º encontro
12/08/2008
Moisés:
da escravidão à liberdade
Êxodo

Um menino é salvo das águas:

Moisés
Novamente as água significam a
morte de que é salvo Moisés.

A filha do Faraó acolhe este


menino que assim cresce
na corte.

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da escravidão à liberdade
Êxodo

Moisés, já adulto descobre a opressão a que é submetido o seu povo


e um dia, mata um egípcio que estava maltratando um hebreu.
Depois, procura colocar paz entre dois hebreus e é mandado embora.
Tem que fugir porque torna conhecido que ele matara um egípcio.
Foge para Madiã e casa-se com a filha de Jetro.

Um dia Deus lhe aparece através de


uma sarça que arde e não se consome.

Ouve uma voz que lhe diz:


_ Tira as sandálias porque este
lugar onde pisas é sagrado.

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Êxodo

Depois de 40 anos (tempo de permanência do povo hebreu no Egito), Deus


aparece novamente.

Moisés lhe pergunta:


_ Quem és?

E Deus lhe diz:


_ EU SOU AQUELE QUE SOU. (Eu sou aquele que serei; eu
sou aquele que me manifestarei; você saberá quem sou através
daquilo que farei).

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Moisés:
da escravidão à liberdade
Êxodo

Moisés recebe a missão de salvar seu povo da escravidão, para que


vá ao deserto render culto a seu Deus. Porém ele se recusa ir,
dizendo-se gago.

Porque Deus
escolhe a
mim, que sou
assim e
assim?

Outra coisa importante da eleição: Deus escolhe quem ele quer.

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da escravidão à liberdade
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Em seguida recebe como ajudante seu irmão Aarão e é


convencido por uma série de prodígios que Deus faz com
que ele faça:
lançar um bastão que se torna serpente;
colocar a mão no bolso e puxá-la para fora cheia
de lepra, etc.
E, sobretudo Deus lhe diz:
_ Eu falarei por você, Eu estarei com você.

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da escravidão à liberdade
Êxodo

Moisés volta ao Egito e pede ao Faraó que deixe ir o povo ao deserto


para render culto ao seu Deus. A opressão era também religiosa.

Era a época das festas de primavera, a festa da Páscoa (passagem de


morte do inverno para a vida da primavera).

Moisés pede três dias para ir ao deserto celebrar estas festas. O faraó
lhe nega e Moisés faz prodígios para convencê-lo. Deus opera em
favor de seu povo. A última desgraça é a morte de todos os
primogênitos egípcios, homens e animais.

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da escravidão à liberdade
Êxodo

DEUS ATUA COM PRODÍGIOS PARA ROMPER ESTE CÍRCULO DE


ESCRAVIDÃO QUE PRENDE O POVO.
Imaginem o que isso pressupõe: que uns escravos que eram a base
da economia nacional, possam sair livremente do país. Humanamente
é impossível romper este círculo. DEUS ROMPE EM FAVOR DO SEU
POVO. Os egípcios ficam espantados e lhe dão até dinheiro para irem
embora.

Sabem como Deus manda ao povo que celebre esta festa da Páscoa?
(da passagem de Deus que tira o seu povo da escravidão)
Com os rins cingidos e na pressa.

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da escravidão à liberdade
Êxodo

ESTA NOITE É A PASSAGEM DE JAVÉ. NESTA NOITE JAVÉ PASSA


COM A MÃO PODEROSA E BRAÇO ESTENDIDO PARA LIBERTAR
SEU POVO E DESTRUIR O INIMIGO.

Lembrem os detalhes da festa: o primeiro


cordeiro do ano; o pão ázimo feito com as
primeiras espigas; o sangue do cordeiro sobre
os umbrais das portas nas aberturas das
tendas. Passa o cordeiro de Javé, matando todos os primogênitos dos
filhos egípcios e poupando todas as casas dos hebreus.

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Assim este povo sai da escravidão do Egito e inicia um caminho da


libertação. Caminham com todos os animais e os seus bens. Não
sabem para onde vão. São conduzidos por Moisés. Não é um só
homem que caminha:
É UM POVO INTEIRO QUE CAMINHA EM CARAVANA, PARA
LIBERDADE, COM UM LÍDER NO MEIO DELES.

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da escravidão à liberdade
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O Faraó começa a pensar naquilo que aconteceu: quem fará agora os
tijolos e as construções das casas? Além do mais está encolerizado
pela desgraça que sofreu por causa deste povo. Organiza o exército e
vai procurá-los para obrigá-los a voltar.
O povo se encontra entre o Mar Vermelho e o exército do Faraó. Não
tem saída. Já ouvem o ruído dos carros. Novamente se encontram
circundados. O povo começa a se desesperar e murmura contra Deus
e contra Moisés:
_ Desgraçado!
_ Assassino!
_ Criminoso!
_ Tu nos tiraste do Egito para fazer-nos morrer a todos aqui?
_ Se antes estávamos mal, o que será agora quando nos
prenderem novamente?
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da escravidão à liberdade
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Querem apedrejar Moisés. Coitado de Moisés, quererão matá-lo


muitas vezes, porque o povo duvidará sempre, não acreditará nunca
em nada. Moisés recorreu a Deus e Deus lhe diz:
_ Toca com a vara o mar e as águas se abrirão para que possam passar.

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E aconteceu: O MAR SE ABRE.


Este povo é tipo da humanidade.

Tudo aquilo que aconteceu a este povo acontecerá à humanidade.

É um povo que constitui um exemplo, em que Deus atuará de maneira


prodigiosa. Deus se deixará conhecer por esse povo, porque este
povo será uma Palavra de Deus.

Abrindo-se o mar se está cumprindo a promessa feita por Deus a


Noé, que nunca mais permitiria que as água destruíssem a
humanidade.

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da escravidão à liberdade
Êxodo
Deus ABRE CAMINHOS NO MEIO
DAS ÁGUAS e eles passam.

O exército do Faraó não encontrou o


povo porque Deus mandou uma
espessa névoa para que não os
vissem e estes tivessem tempo
de passar. Quando todo o povo
havia passado o exército egípcio
quis passar também, porém
quando se encontravam no meio
do mar, as águas se fecharam
novamente, e destruíram o
exército todo: cavalo e cavaleiro.

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da escravidão à liberdade
Êxodo

O povo contempla tudo isso surpreendido, estando na margem do mar


e Moisés e os filhos de Israel cantam um cântico a Deus (Ex 15):
“Deus se cobriu de glória, porque destruiu o cavaleiro, cavalo e carro.”
“Deus salvou o seu povo e afogou seus inimigos.”

Agora o povo está definitivamente livre da escravidão do Egito, mas se


encontra no deserto. Todos os seus inimigos foram sepultados. O
cântico de Moisés é importante porque diz:
Nós não fizemos nada: o mar foi aberto por Deus
Não fomos nós que lutamos com o faraó, e sim Deus.

Eles unicamente são testemunhas deste prodígio operado por Deus.

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Só, que eles se encontram no deserto e não têm idéia para onde
prosseguir. É Deus, que em forma de nuvem e de coluna luminosa os
guia. Quando a nuvem pára, eles param e quando ela se coloca a
caminho, eles também se colocam a caminho. Mas começam as
dificuldades. Têm fome e no deserto não tem pão. Então murmuraram
de novo:
_ Este fulano é maluco, nos arrastou a todos para
que morramos aqui.

Então Deus lhe dá o maná. (Nm 11,7)

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O Maná: “pão dos anjos” (Sl 78,25) ou “pão do céu” (Sl 105,40) –
Tinha gosto de mel, e tornou-se um alimento capaz de satisfazer a
todos os paladares, tornando todos os sabores desejáveis, o próprio
símbolo da doçura de Deus. (Sb 16, 20-21)

Mais tarde, porém se cansam do maná e querem carne. Lembram-se


dos alhos e das cebolas do Egito. Moisés tem que invocar novamente
a Deus, porque o povo recomeça a murmurar. Deus lhes manda
codornizes até que a carne lhes sai pelas narinas.

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Em seguida têm sede: ali não tem água. Então renegam novamente a
Deus e a Moisés e vão lhe dizer:
_ Ou nos dá água agora mesmo ou te matamos.
Moisés se zanga com eles e diz:
_ Tenham um pouco de paciência: não viram tudo aquilo que
Deus fez até o dia de hoje para nós?
Eles lhe dizem:
_ Nada, foi tudo por acaso.
_ Não sabemos de que Deus está falando: ninguém o viu.
_ Este Deus não existe.
_ Pensem, estão roubando a glória de Deus.
Moisés tem que ir novamente para Deus que lhe diz:
_ Dá um golpe com a vara nesta rocha e sairá água.

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Diz que Moisés duvidou e deu dois golpes. Ao segundo golpe saiu a
água. Por duvidar Moisés não entrou na Terra Prometida. Podemos
perceber então, como o povo do deserto é constantemente tentado e
sempre renega a Deus e a Moisés.

Assim chegam ao Monte Sinai, onde Moisés sobe para receber a Lei
pela mão de Deus. Na mesma hora o povo nega novamente e constrói
um ídolo: um grande bezerro de ouro. Já estão cansados do fato de
que Deus não possa ser representado de maneira nenhuma e
fabricam para si mesmos o seu próprio ídolo, atribuindo-lhe todas as
maravilhas que Deus fez com eles.

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Deus manda Moisés destruir o bezerro de ouro e finalmente, no Sinai,


Deus faz uma Aliança com eles e ficam constituídos como seu povo:
recebem a Lei.

Em seguida chegam às montanha. Mandam homens embaixadores


para explorarem a terra. Quando estes voltam, trazem cachos de uvas
gigantes, leite e mel em abundância. Dizem que a terra de Canaã é
muito fértil, mas é habitada por sete nações de homens gigantes e
fortes. O povo murmura de novo e diz:
_ Como entrar na terra prometida com estas pessoas tão
poderosas?
_ Matar-nos-ão a todos.

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Êxodo

Deus agora verdadeiramente se cansou


deles e os fez voltar para o deserto por
40 anos. Somente os filhos daqueles que
saíram do Egito entrarão na terra prome-
tida, sob a chefia de Josué e Caleb.

O caminho que Deus traçara era curto:


teriam recebido a terra logo, mas pela
falta de fé, pelas murmurações terão
que aprender, dando voltas no deserto.

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da escravidão à liberdade
Êxodo

No final dos 40 anos entram na terra: Deus vence as sete


nações e lhes dá a Terra Prometida em possessão.
Esta é uma Palavra de Deus para nós:
o Êxodo
Esta Palavra é tão forte que o Israel da Judéia baseia a
sua liturgia na festa da Páscoa, onde celebram e tornam
presente a passagem da escravidão do Egito à liberdade
da Terra Prometida; e a celebram com pão que representa
a escravidão e a miséria, uma taça de vinho que significa a
liberdade e a alegria.
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da escravidão à liberdade
Êxodo
Deserto

Tempo de provação Tempo de purificação Tempo de desapego

Sinai
Mar Aliança
Vermelho

Moisés Deserto
Egito
Pão Páscoa
Milagre Vida
Ídolo Liberdade
Morte e
escravidão

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Êxodo
LEITURAS:

Ex 1-20. 23,10-33. 24. 32-34. 39,16-38


Nm 9. 11-14. 20-21,4-9
Dt 1,9-40. 4-11. 26. 29-32
Lv 25-26,1-13
Js 1-8. 23-24

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da escravidão à liberdade
Êxodo MÚSICA:

O povo de Deus no deserto andava

O povo de deus no deserto andava,/ mas à sua frente alguém caminhava./


O povo de Deus era rico de nada,/ só tinha esperança e o pó da estrada.
Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada./
Somente tua graça / me basta e mais nada.
O povo de Deus também vacilava,/às vezes custava a crer no amor./
O povo de Deus chorando rezava,/ pedia perdão e recomeçava.
Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada./
Perdoa se, às vezes, / não creio em mais nada.
O povo de Deus também teve fome,/ e tu lhe mandaste o pão lá do céu./
O povo de Deus, cantando deu graças,/ provou teu amor, teu amor que não passa.
Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada./
Tu és alimento na longa jornada.
O povo de Deus ao longe avistou/ a terra querida, que o amor preparou./
O povo de Deus corria e cantava,/ e nos seus louvores teu poder proclamava.
Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada,/
cada dia mais perto da terra esperada.

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