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As Instituições: para que servem

São provenientes do que Michel Foucault chama de vontade de verdade


nas palavras do próprio autor:
(...). Há sem dúvida uma vontade de verdade no século XIX que não coincide nem
pelas formas que põe o jogo, nem pelos domínios de objeto aos quais se dirige, nem
pelas técnicas sobre as quais se apoia, com a vontade de saber que caracteriza a
cultura clássica (...). Essa vontade de verdade, como os outros sistemas de exclusão,
apoia-se sobre um suporte institucional: é ao mesmo tempo reforçada e
reconduzida por todo um compacto conjunto de práticas como a pedagogia, é claro,
como o sistema dos livros, da edição, das bibliotecas, como as sociedades de sábios
de outrora, (...). Mas ela é reconduzida, mais profundamente sem dúvida, pelo
modo como o saber é aplicado em uma sociedade, como é valorizado, distribuído,
repartido e de certo modo atribuído. (FOUCAULT, 1971, p.16-17)
As Instituições: para que servem
São provenientes do que Michel Foucault chama de vontade de verdade
nas palavras do próprio autor:
(...). Há sem dúvida uma vontade de verdade no século XIX que não coincide nem
pelas formas que põe o jogo, nem pelos domínios de objeto aos quais se dirige, nem
pelas técnicas sobre as quais se apoia, com a vontade de saber que caracteriza a
cultura clássica (...). Essa vontade de verdade, como os outros sistemas de exclusão,
apoia-se sobre um suporte institucional: é ao mesmo tempo reforçada e
reconduzida por todo um compacto conjunto de práticas como a pedagogia, é claro,
como o sistema dos livros, da edição, das bibliotecas, como as sociedades de sábios
de outrora, (...). Mas ela é reconduzida, mais profundamente sem dúvida, pelo
modo como o saber é aplicado em uma sociedade, como é valorizado, distribuído,
repartido e de certo modo atribuído. (FOUCAULT, 1971, p.16-17)
-> As instituições atribuem materialidade ao documento bem como às
enunciações, por constituir-se como fonte de “massa, energia e força”. Em suas
palavras:
Se nós concebermos documentos como enunciações, ou como feixe de
enunciações, então quando usamos o conceito de Foucault da
materialidade das enunciações - ou seja, uma materialidade da disposição
a instituição, como ele coloca- vemos que os documentos que fluem por
meio e entre as instituições têm uma materialidade marcante.
(FROHMANN, 1995, p.3)
-> O próprio Frohmann (1995) exemplifica através do fluxo de documentos
de um registro psiquiátrico que, não só possuem massa, peso e inércia,
mas possuem também energia a qual pode ser medida pelas
consequências ou efeitos que causa dentro das instituições. Ele conclui
que a materialidade dos documentos é revelada ao se traçar sua vida
institucional, conferindo à instituição a responsabilidade pela materialidade
dos documentos.
A influência da pós-modernidade
-> Centralidade na História (fonte legitimadora e formadora);
-> Necessidade custodial para legitimação e reprodução do discurso histórico e
ideológico a fim de preservar a identidade nacional e manter o mercado de bens
materiais;
operacionalização extremamente tecnicista do acesso aos documentos e
artefatos culturais através de técnicas e procedimentos empíricos e
científicos (SILVA, 2006).
-> certo modo(vontade de ver de “perspectivar os documentos e a
informação pelas instituições memorialísticas e custodiadoras geradas pelo
Estado Nação e após a Segunda Grande Guerra incorporadas ao Estado
Cultural” (SILVA, 2006).
-> Atenta-se para a importância de se perceber um novo
objeto de estudo voltado às relações entre os discursos, as
áreas de conhecimento e documentos, em relação a
possíveis perspectivas ou pontos de acesso de distintas
comunidades discursivas (HJORLAND, 2003 apud
CAPURRO, 2007, p.16).
-> Secundariza-se assim, a preocupação pela custódia do
documento em detrimento do estudo científico e intervenção
teórico-prática na produção, no fluxo, na difusão, e no
acesso à informação (segunda industrialização e boom das
tecnologias).
Como as instituições são concebidas neste contexto que alguns teóricos têm
chamado de pós-modernidade?
Milanesi (1983) mostra que a partir do século XIX com advento da
Revolução industrial a “biblioteca/museu” (da Igreja e do Estado), deixa de
ser possibilidade singular de coleção pública, e passa a constituir-se como
biblioteca/serviço oferecido ao público. Para ele, essa concepção se
expande em virtude do crescimento da classe operária, para a qual a nova
biblioteca teria uma função Educativa, a qual se caracterizava como “um
presente filantrópico que se dava aos segmentos populares, os mais
necessitados de ilustração” (MILANESI, 1983, p.21-22).
A exemplo desse pressuposto na concepção de Edson Nery da Fonseca as
bibliotecas são:

Menos uma coleção de livros e de outros documentos devidamente,


classificados e catalogados, do que assembleia de usuários da informação
(FONSECA, 2007, p.50).
Agrega-se outros elementos envolvidos no conceito de biblioteca embora sua
finalidade primeira perpetua-se no atendimento ao usuário, segundo Targino
(1983):
[...]o local onde uma coleção organizada e constituída de acordo com a demanda e necessidade
dos usuários efetivos e potenciais a que se destina (tanto no que concerne ao tipo de material
como à diversificação dos assuntos), está à disposição dos interessados, para suprir as suas
necessidades informativas, educacionais ou recreativas. Para tanto, requer recursos humanos,
materiais e financeiros que assegurem a continuidade e a atualização dos seus serviços.
(TARGINO, 1983, p. 88)
Conceitos de teóricos internacionais

-> Latino-americano e bibliotecário, Professor Doutor Edgardo Civallero


da universidade de Córdoba na Argentina para quem:
“Uma biblioteca é, antes de tudo, uma unidade de informação:
qualquer espaço (físico ou virtual) em que converge um repositório
organizado e profissionais que os, através de ferramentas
específicas de classificação, análise e distribuição da informação- e
que servem como "intermediárias" para aqueles que desejam
acesso armazenado a uma seção específica do que o
conhecimento.”(CIVALLERO, 2006; on line)
E ainda:
“A biblioteca pode organizar liberdades e direitos humanos tão básicos como a
educação, a informação, a livre expressão, a identidade e o trabalho[...] E
também pode ensinar a ler: as leis que nos protegem e os contratos injustos que
intentam em nos explorar, e a história verdadeira das lutas do nosso povo, e as
técnicas para sanar nossas carências [...] Na realidade, uma biblioteca pode
ensinar o que desejar, porque possui a arma mais potente que existe sobre a
Terra. essa arma não é carregada com pólvora nem cospe fogo e morte:
funciona a base de informação, e dela florescem ideias, compreensão, saber,
inteligência e cultura. (CIVALLERO, 2006, on line).”[tradução dos autores]
Ghiso (2001) relativiza a perspectiva de bibliotecas como “lugar de acesso à
informação”, a qual pressupõe um “consumo passivo da informação” quando
aponta que:

Uma biblioteca popular, habitualmente reproduz relações subalternas nas


pessoas marginalizadas e excluídas do saber, ao manter e oferecer
informação desatualizada, ao manejar bases de dados pobres para os
pobres. [...] Informação que não autoriza ou potencializa os sujeitos sociais,
individuais ou coletivos, por sua falta de pertinência; ou porque, ainda que
disponham de informação atualizada ou adequada, os usuários não estão
em condições de se apropriar dela, devido a deficiências nos processos de
aprendizagem. (GHISO, 2001, p.3)[tradução dos autores]
O conceito mais amplo que é o de Bibliotecas híbridas, apresentado por Le
Deuff(2010), em seu artigo “La bibliothèque 2.0. Genèse et évolutions d’un
concept” no qual:

“[...]a expressão de bibliotecas híbridas melhor corresponde à realidade.


Maness considerando que a biblioteca 2.0 é apenas uma mistura de
diferentes aplicações e possibilidades, em suma: ‘Biblioteca 2.0’ é um
híbrido de blogs, wikis, streaming media, de ‘agregadores de conteúdo,
mensagens instantâneas e redes sociais’. (LE DEUFF, 2010, on line)
[tradução da autora]
O que evoluiu não foi a estrutura da instituição biblioteca no fenômeno da web
2.0, mas sim os profissionais que trabalham lá, bem como usuários. Portanto,
podemos perceber que é um conceito muito mais de “desenvolvimento
profissional” e com a emergência de novos perfis de usuários. Trata-se das
interações no âmbito da “blogosfera de informação-documentação”, que
rapidamente despertou o interesse na Web 2.0 da biblioteca “devido ao fato de
que muitos profissionais já foram questionados sobre a evolução proporcionada
pela web no campo do conhecimento e as implicações para a instituição
biblioteca”(LE DEUFF, 2010, on line).
Algumas variam em forma ou extensão - certamente haverá desentendimentos
sobre partes da imagem inteira -, mas há uma compreensão crescente de que
as bibliotecas passaram de edifícios silenciosos com quartos altos para edifícios
ruidosos com salas silenciosas. As bibliotecas passaram de um lugar para reunir
conhecimento para um lugar para criar e transmitir conhecimento. Eles
passaram há muito tempo além dos livros - primeiro a outros meios de
comunicação, mas agora a idéias, especialistas e serviços sem elemento de
recursos. No entanto, os bibliotecários muitas vezes se esforçaram por fazê-lo
de forma discreta ou de forma a evitar o debate potencialmente renal entre
outros bibliotecários e a comunidade atendida. No entanto, veja o que aconteceu
quando os bibliotecários não eram silenciosos e passivos em seus ideais. Olhe
para questões de liberdade de expressão, acesso e privacidade dos
membros.Aqui os bibliotecários estavam longe de ficar quieto e entraram em
brigas. Em vez de prejudicar a comunidade, eu argumentaria que, nessas áreas,
ganhamos respeito. Eu estava apresentando algumas dessas idéias. (LANKES,
2011, p. 28 )
-> Um conceito da American Library Association (ALA):
->Uma biblioteca é uma coleção de recursos em uma
variedade de formatos que é (1) organizado por
profissionais de informação ou outros especialistas que (2)
fornecem acesso físico, digital, bibliográfico ou intelectual
conveniente e (3) oferecem serviços e programas
direcionados ( 4) com a missão de educar, informar ou
divertir uma variedade de públicos (5) e o objetivo de
estimular a aprendizagem individual e promover a
sociedade como um todo . (EBEHART, 2010, p.1)
-> de Kranich (2001) em seu artigo “Libraries create social capital” sobre a biblioteca
pública de Nova York, corroborada por Toni Samek (2007), em seu livro “
Librarianship and the human rights” que consolida uma visão na qual perceberam
que
"A maré do século 21 levou os americanos a um engajamento cada vez mais profundo na vida
de suas comunidades. Os ataques terroristas em 11 de setembro de 2001 aceleraram
acentuadamente esse movimento. [...] A troca gratuita de idéias e informações e a
oportunidade para as pessoas se conectarem são o coração de uma sociedade civil", disse
Paul LeClerc, presidente da New York Public Library (NYPL), logo após o ataque. "Estes
valores são reafirmados todos os dias através das coleções, serviços e programas fornecidos
nas bibliotecas em toda a América", acrescentou.[...] As bibliotecas, em Nova York e em todo o
país, proporcionaram conforto, comunhão, notícias e recursos durante este período difícil. As
bibliotecas escolares, públicas e acadêmicas ficaram abertas para fornecer abrigo para
residentes deslocados e solitários que precisam de ajuda e a solidão dos outros. Bancos de
internet e telefone foram configurados para se conectar com a família e amigos e para ver as
atualizações de notícias. Os sites da biblioteca ligam os cidadãos a informações sobre
desastres e recuperação, organizações de caridade e recursos úteis para acalmar crianças e
adultos.(KRANICH, 2001, on line)
As Bibliotecas

-> Flusser(1983) defende uma visão “não tradicional de biblioteca”. Ele próprio
explica que para concepção e estabelecimento de uma “biblioteca ação cultural”
de modo que

[Bibliotecas] não serão mais supermercados ou fontes de cultura, mas sim


núcleos de uma expressão cultural viva. Sua função não será mais de dar,
oferecer cultural a um grupo de pessoas. mas a de propiciar e desenvolver
uma dinâmica cultural, de favorecer uma ação cultural com um grupo de
pessoas (não para um um grupo, mas com ele.)[...](FLUSSER, 1983,
p.165)
-> As instituições atribuem materialidade ao documento bem como às
enunciações, por constituir-se como fonte de “massa, energia e força”. Em suas
palavras:
Se nós concebermos documentos como enunciações, ou como feixe de
enunciações, então quando usamos o conceito de Foucault da
materialidade das enunciações - ou seja, uma materialidade da disposição
a instituição, como ele coloca- vemos que os documentos que fluem por
meio e entre as instituições têm uma materialidade marcante.
(FROHMANN, 1995, p.3)
-> O próprio Frohmann (1995) exemplifica através do fluxo de documentos
de um registro psiquiátrico que, não só possuem massa, peso e inércia,
mas possuem também energia a qual pode ser medida pelas
consequências ou efeitos que causa dentro das instituições. Ele conclui
que a materialidade dos documentos é revelada ao se traçar sua vida
institucional, conferindo à instituição a responsabilidade pela materialidade
dos documentos.
A influência da pós-modernidade
-> Centralidade na História (fonte legitimadora e formadora);
-> Necessidade custodial para legitimação e reprodução do discurso histórico e
ideológico a fim de preservar a identidade nacional e manter o mercado de bens
materiais;
operacionalização extremamente tecnicista do acesso aos documentos e
artefatos culturais através de técnicas e procedimentos empíricos e
científicos (SILVA, 2006).
-> certo modo(vontade de ver de “perspectivar os documentos e a
informação pelas instituições memorialísticas e custodiadoras geradas pelo
Estado Nação e após a Segunda Grande Guerra incorporadas ao Estado
Cultural” (SILVA, 2006).
-> Atenta-se para a importância de se perceber um novo
objeto de estudo voltado às relações entre os discursos, as
áreas de conhecimento e documentos, em relação a
possíveis perspectivas ou pontos de acesso de distintas
comunidades discursivas (HJORLAND, 2003 apud
CAPURRO, 2007, p.16).
-> Secundariza-se assim, a preocupação pela custódia do
documento em detrimento do estudo científico e intervenção
teórico-prática na produção, no fluxo, na difusão, e no
acesso à informação (segunda industrialização e boom das
tecnologias).
Como as instituições são concebidas neste contexto que alguns teóricos têm
chamado de pós-modernidade?
Milanesi (1983) mostra que a partir do século XIX com advento da
Revolução industrial a “biblioteca/museu” (da Igreja e do Estado), deixa de
ser possibilidade singular de coleção pública, e passa a constituir-se como
biblioteca/serviço oferecido ao público. Para ele, essa concepção se
expande em virtude do crescimento da classe operária, para a qual a nova
biblioteca teria uma função Educativa, a qual se caracterizava como “um
presente filantrópico que se dava aos segmentos populares, os mais
necessitados de ilustração” (MILANESI, 1983, p.21-22).
A exemplo desse pressuposto na concepção de Edson Nery da Fonseca as
bibliotecas são:

Menos uma coleção de livros e de outros documentos devidamente,


classificados e catalogados, do que assembleia de usuários da informação
(FONSECA, 2007, p.50).
Agrega-se outros elementos envolvidos no conceito de biblioteca embora sua
finalidade primeira perpetua-se no atendimento ao usuário, segundo Targino
(1983):
[...]o local onde uma coleção organizada e constituída de acordo com a demanda e necessidade
dos usuários efetivos e potenciais a que se destina (tanto no que concerne ao tipo de material
como à diversificação dos assuntos), está à disposição dos interessados, para suprir as suas
necessidades informativas, educacionais ou recreativas. Para tanto, requer recursos humanos,
materiais e financeiros que assegurem a continuidade e a atualização dos seus serviços.
(TARGINO, 1983, p. 88)
Conceitos de teóricos internacionais

-> Latino-americano e bibliotecário, Professor Doutor Edgardo Civallero


da universidade de Córdoba na Argentina para quem:
“Uma biblioteca é, antes de tudo, uma unidade de informação:
qualquer espaço (físico ou virtual) em que converge um repositório
organizado e profissionais que os, através de ferramentas
específicas de classificação, análise e distribuição da informação- e
que servem como "intermediárias" para aqueles que desejam
acesso armazenado a uma seção específica do que o
conhecimento.”(CIVALLERO, 2006; on line)
E ainda:
“A biblioteca pode organizar liberdades e direitos humanos tão básicos como a
educação, a informação, a livre expressão, a identidade e o trabalho[...] E
também pode ensinar a ler: as leis que nos protegem e os contratos injustos que
intentam em nos explorar, e a história verdadeira das lutas do nosso povo, e as
técnicas para sanar nossas carências [...] Na realidade, uma biblioteca pode
ensinar o que desejar, porque possui a arma mais potente que existe sobre a
Terra. essa arma não é carregada com pólvora nem cospe fogo e morte:
funciona a base de informação, e dela florescem ideias, compreensão, saber,
inteligência e cultura. (CIVALLERO, 2006, on line).”[tradução dos autores]
Ghiso (2001) relativiza a perspectiva de bibliotecas como “lugar de acesso à
informação”, a qual pressupõe um “consumo passivo da informação” quando
aponta que:

Uma biblioteca popular, habitualmente reproduz relações subalternas nas


pessoas marginalizadas e excluídas do saber, ao manter e oferecer
informação desatualizada, ao manejar bases de dados pobres para os
pobres. [...] Informação que não autoriza ou potencializa os sujeitos sociais,
individuais ou coletivos, por sua falta de pertinência; ou porque, ainda que
disponham de informação atualizada ou adequada, os usuários não estão
em condições de se apropriar dela, devido a deficiências nos processos de
aprendizagem. (GHISO, 2001, p.3)[tradução dos autores]
O conceito mais amplo que é o de Bibliotecas híbridas, apresentado por Le
Deuff(2010), em seu artigo “La bibliothèque 2.0. Genèse et évolutions d’un
concept” no qual:

“[...]a expressão de bibliotecas híbridas melhor corresponde à realidade.


Maness considerando que a biblioteca 2.0 é apenas uma mistura de
diferentes aplicações e possibilidades, em suma: ‘Biblioteca 2.0’ é um
híbrido de blogs, wikis, streaming media, de ‘agregadores de conteúdo,
mensagens instantâneas e redes sociais’. (LE DEUFF, 2010, on line)
[tradução da autora]
Algumas variam em forma ou extensão - certamente haverá desentendimentos
sobre partes da imagem inteira -, mas há uma compreensão crescente de que
as bibliotecas passaram de edifícios silenciosos com quartos altos para edifícios
ruidosos com salas silenciosas. As bibliotecas passaram de um lugar para reunir
conhecimento para um lugar para criar e transmitir conhecimento. Eles
passaram há muito tempo além dos livros - primeiro a outros meios de
comunicação, mas agora a idéias, especialistas e serviços sem elemento de
recursos. No entanto, os bibliotecários muitas vezes se esforçaram por fazê-lo
de forma discreta ou de forma a evitar o debate potencialmente renal entre
outros bibliotecários e a comunidade atendida. No entanto, veja o que aconteceu
quando os bibliotecários não eram silenciosos e passivos em seus ideais. Olhe
para questões de liberdade de expressão, acesso e privacidade dos
membros.Aqui os bibliotecários estavam longe de ficar quieto e entraram em
brigas. Em vez de prejudicar a comunidade, eu argumentaria que, nessas áreas,
ganhamos respeito. Eu estava apresentando algumas dessas idéias. (LANKES,
2011, p. 28 )
-> Um conceito da American Library Association (ALA):
->Uma biblioteca é uma coleção de recursos em uma
variedade de formatos que é (1) organizado por
profissionais de informação ou outros especialistas que (2)
fornecem acesso físico, digital, bibliográfico ou intelectual
conveniente e (3) oferecem serviços e programas
direcionados ( 4) com a missão de educar, informar ou
divertir uma variedade de públicos (5) e o objetivo de
estimular a aprendizagem individual e promover a
sociedade como um todo . (EBEHART, 2010, p.1)
-> de Kranich (2001) em seu artigo “Libraries create social capital” sobre a biblioteca
pública de Nova York, corroborada por Toni Samek (2007), em seu livro “
Librarianship and the human rights” que consolida uma visão na qual perceberam
que
"A maré do século 21 levou os americanos a um engajamento cada vez mais profundo na vida
de suas comunidades. Os ataques terroristas em 11 de setembro de 2001 aceleraram
acentuadamente esse movimento. [...] A troca gratuita de idéias e informações e a
oportunidade para as pessoas se conectarem são o coração de uma sociedade civil", disse
Paul LeClerc, presidente da New York Public Library (NYPL), logo após o ataque. "Estes
valores são reafirmados todos os dias através das coleções, serviços e programas fornecidos
nas bibliotecas em toda a América", acrescentou.[...] As bibliotecas, em Nova York e em todo o
país, proporcionaram conforto, comunhão, notícias e recursos durante este período difícil. As
bibliotecas escolares, públicas e acadêmicas ficaram abertas para fornecer abrigo para
residentes deslocados e solitários que precisam de ajuda e a solidão dos outros. Bancos de
internet e telefone foram configurados para se conectar com a família e amigos e para ver as
atualizações de notícias. Os sites da biblioteca ligam os cidadãos a informações sobre
desastres e recuperação, organizações de caridade e recursos úteis para acalmar crianças e
adultos.(KRANICH, 2001, on line)
As Bibliotecas

-> Flusser(1983) defende uma visão “não tradicional de biblioteca”. Ele próprio
explica que para concepção e estabelecimento de uma “biblioteca ação cultural”
de modo que

[Bibliotecas] não serão mais supermercados ou fontes de cultura, mas sim


núcleos de uma expressão cultural viva. Sua função não será mais de dar,
oferecer cultural a um grupo de pessoas. mas a de propiciar e desenvolver
uma dinâmica cultural, de favorecer uma ação cultural com um grupo de
pessoas (não para um um grupo, mas com ele.)[...](FLUSSER, 1983,
p.165)