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FONTES DO DIREITO

INTERNACIONAL PRIVADO
Quais as fontes do DIPr?

Há hierarquia entre as fontes ?

Qual a fonte mais importante para o DIPr?


• Sinônimos de Direito Internacional Privado:
• - DIPr;
• - Direito Interespacial;
• - Direito Universal;
• -Direito Universal dos Estrangeiros;
• - Direito Privado Externo.
Fontes do Direito Internacional
• Enquanto o Direito Internacional Público baseia-
se em regras produzidas por fontes
supranacionais, no Direito Internacional Privado
preponderam as regras das fontes internas, quais
sejam, pela ordem de importância:
• 1. Lei
• 2. Tratados
• 3. Jurisprudência
• 4. Doutrina
• 5. Costumes
• As fontes são divididas em fontes:
• - Fontes formais: processo legislativo,
costumes, princípios gerais do direito;

• - Fontes materiais: decorrem de fatores


sociológicos, econômicos e culturais.
• A lei é a fonte primária do direito
internacional privado na grande maioria dos
países. E é esta que, se existente, na prática,
deve ser consultada em primeiro lugar diante
de uma relação jurídica de direito privado com
conexão internacional.
• Exemplos no Brasil:
• - Constituição Federal (art. 5, 12, 14, 22, 102, I,
“g” e 105, I “i”)

• Código Tributário Nacional: (art. 98 e 100).


• Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de
Justiça:
• I - processar e julgar, originariamente:
• (...) i) a homologação de sentenças
estrangeiras e a concessão de exequatur às
cartas rogatórias.”
• “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal
Federal, precipuamente, a guarda da
Constituição, cabendo-lhe:
• I - processar e julgar, originariamente:
• (...)
• g) a extradição solicitada por Estado
estrangeiro;”
• Exemplos de Legislação Brasileira:

• - Lei de Introdução às normas do Direito


Brasileiro (art. 7 a 19);

• - Estatuto do Estrangeiro.
• No Brasil, as regras básicas do direito
internacional privado estão disciplinadas na
Lei de Introdução às normas do Direito
brasileiro, e isso de acordo com a Lei n.
12.376, de 30-12-2010, que alterou a ementa
do Decreto-Lei n. 4.657, de 4-9-1942. Antes de
sua vigência, a denominação oficial desse
diploma legal era Lei de Introdução ao Código
Civil brasileiro (LICC) (Dec.-Lei n. 4.657, de 4-9-
1942).
• A celebração de tratados internacionais faz
parte das relações internacionais do Estado. A
expressão “tratado internacional” significa um
acordo internacional, concluído por escrito
entre Estados e regido pelo Direito
Internacional.
• Exemplo: o Código de Direito Internacional
Privado que foi um tratado celebrado entre os
países da América Latina, conhecido como
Código de Bustamante – promulgado no Brasil
em 1929 – Decreto n. 18.871.
• Na prática quase não é utilizado.

• O que predomina são as Conferências


Especializadas Interamericanas de Direito
Internacional Privado.
• A jurisprudência é reconhecida,
tradicionalmente, como fonte jurídica no
direito internacional privado.
• É utilizada para preencher as lacunas da
ausência da lei interna sobre o assunto.

• Jurisprudência internacional é pouco usada,


sendo a mais famosa a Corte Europeia de
Justiça que influenciam os Estados-membros
da União Europeia.
• A doutrina é outra fonte reconhecida de
direito internacional privado, tendo muito
influenciado a evolução da nossa disciplina em
todas as partes do mundo.

• Indica caminhos que conduzem às soluções


adequadas e justas.
• O direito costumeiro é fonte jurídica, porém
cada vez menos utilizada. Nesse caso pode ser
tanto costumes internos como externos.

• É utilizado em caso de omissão legal.


• Brasileiro que se casa com uma alemã na
França, qual a legislação aplicável ao
casamento?

• A venda de soja e sua exportação por


produtor brasileiro para compradores
chineses, qual a legislação aplicável?
Elementos de conexão
• Elemento de conexão é a parte da norma de
Direito Internacional Privado que determina o
direito aplicável, seja o nacional (do julgador),
seja o estrangeiro.
• São elementos de uma relação jurídica que
vinculam uma determinada relação aos
diversos ordenamentos.
• “A parte da norma de Direito Internacional
Privado que determina o direito aplicável, seja
o nacional (do julgador), seja o estrangeiro.”
(Floribal Del’olmo).
• Objeto de conexão:

• Refere-se a uma norma indicativa ou indireta


de Direito Internacional Privado. Ocupa-se de
questões jurídicas vinculadas a fatos ou
elementos de fatores sociais com conexão
internacional como: capacidade jurídica e o
nome de uma pessoa.
• Elementos de conexão:

• É a parte que torna possível a determinação


do direito aplicável como a nacionalidade e o
domicílio.
• São classificados em:
• - Pessoas;
• - Reais;
• - Institucionais;
• Haroldo Valladão.
• A) Pessoais: religião, origem, costumes tribais,
domicílio e nacionalidade.

• Religião: países islâmicos como o Irã.

• Origem: cantões suiços.


• Costume tribal – alguns países da África.

• Domicílio – adotado pelo Brasil, Lei de


Introdução às Normas do Direito Brasileiro, é o
que predomina na maioria dos países.

• Nacionalidade – vínculo jurídico entre a


pessoa e o Estado , utilizada entre os países
europeus.
• o que determina as regras sobre o começo e o
fim da personalidade é a lei do local onde a
pessoa for domiciliada (Lex domicili).

• “Art. 7o A lei do país em que domiciliada a


pessoa determina as regras sobre o começo e
o fim da personalidade, o nome, a capacidade
e os direitos de família.”
• B) Reais: o local da situação da coisa, nos
termos do artigo 8 da LINDB.
• C) Conexões voluntárias-institucionais – lugar
da execução do contrato em caso de
negligência e mora.

• Art. 9, da LINDB.
• A autonomia da vontade era prevista na Lei de
Introdução ao Código Civil de 1916, mas foi
omissa na LINDB.
• são aplicáveis como regra geral para reger as
obrigações, sendo que a regra geral é a lei do país onde
as obrigações foram constituídas.

• “Art. 9o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-


se-á a lei do país em que se constituirem.
• § 1o Destinando-se a obrigação a ser executada no
Brasil e dependendo de forma essencial, será esta
observada, admitidas as peculiaridades da lei
estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.
• § 2o A obrigação resultante do contrato reputa-se
constituida no lugar em que residir o proponente.”
• a norma que é aplicada aos casos de
responsabilidade civil extracontratual é a lei
do lugar onde se manifestaram as
consequências do ato ilícito, para reger a
obrigação de indenizar.