Você está na página 1de 16

Marat (Sebastião ), 2008

Artes Plásticas – Vik Muniz « Linguagem Gráfica.htm


LITERATURAS DE LÍNGUA
PORTUGUESA

CURSO PDE/2011

Profª Adenize Franco


POS-MODERNISMO

(...) um estilo de cultura que reflete um


pouco essa mudança memorável por meio
de uma arte superficial, descentrada,
infundada, auto-reflexiva, divertida,
caudatária, eclética e pluralista, que
obscurece as entre a arte e a experiência
cotidiana. (EAGLETON, 1998, p. 07)
Considerada como um “movimento” estético e filosófico,
a pós-modernidade começou no fim do século XIX (com
Nietzsche, para Vattimo), no fim dos anos 50 (para
Lyotard, Forster e outros), nos anos 60 (para Jameson),
e “em algum ponto entre 1968 e 1972” (para Harvey)
etc. Há, entretanto, um certo consenso: começou depois
da Segunda Guerra Mundial, manifestou-se mais
claramente na arquitetura, generalizou-se no discurso
teórico a partir do “pós-estruturalismo” francês e tornou-
se discurso dominante nos meios acadêmicos norte-
americanos. (PERRONE-MOISÉS, 1998, p.181)
(...) A definição do pós-moderno
oscila conforme a atitude do teórico
diante do fenômeno, que pode ser a
de um elogio-adesão (Vattimo), de
simpatia moderada (Hutcheon), de
constatação mais ou menos crítica
(Lyotard, Harvey), de crítica negativa
mesclada ao fascínio (Jameson), de
rejeição (Habermas, Eagleton).
(PERRONE-MOISÉS, 1998, p.181)
Thomas Bonnici (2005) vê o pós-modernismo a
partir de dois arquivos:

• 1) período - denota o momento marcado pela


atual conjuntura econômica e pela crescente
comunicação de massa
• 2) gênero ou estilo estético - corresponde ao
“termo analítico-descritivo com suas próprias
convenções, técnicas e metodologias (...)
aplicáveis a todos os produtos culturais (...) num
contexto transnacional”.
Essa passagem do autor apóia-se nas
considerações teóricas já referidas por Leyla
Perrone-Moisés (Hassan, Wilson e Hutcheon).
TRAÇOS PÓS-MODERNOS
• heterogeneidade,
• diferença,
• fragmentação,
• indeterminação,
• relativismo,
• desconfiança dos discursos universais,
• dos metarrelatos totalizantes,
• abandono das utopias artísticas e
políticas.
(PERRONE-MOISÉS, 1998, p.183)
• Estilo de época < Ciclo estético > Ciclo
histórico

Trata-se de uma questão de modulação e


de gradação de espaços semânticos que
atende à nossa necessidade humana de
dividir para compreender. (PROENÇA
FILHO, 1995, p.13)
Opera de Sydney (1973) tem cerca de 1000 divisões,
incluindo 5 teatros, 5 estúdios de ensaio, 2 auditórios,
4 restaurantes, 6 bares e numerosas lojas de
recordações.
PÓS-MODERNISMO NA
LITERATURA
• 1) Intensificação do ludismo na criação
literária – concepção lúdica da arte –
decorrem daí o pastiche e a parodia

• 2) Presentifica-se uma tendência à


utilização deliberada da intertextualidade
(Ex: O nome da Rosa)

• 3) Na prosa, o ecletismo estilístico


• 4) exercício da metalinguagem – o texto literário
volta-se para si mesmo, enquanto linguagem ou
enquanto processo

• 5) configura-se no texto literário uma figuração


alegórica de tipo hiper-real e metonímico

• 6) fragmentarismo textual – associação de


fragmentos de textos colocados em sequência,
sem qualquer relacionamento explícito entre a
significação de ambos – montagem
cinematográfica
• 7) Na narrativa, intensificam-se os elementos de
autoconsciência e auto-reflexão;
metalinguagem; radicalizam-se posições anti-
racionalistas e antiburguesas; assume-se uma
‘posição cultural aristocrática’ - o que contribui
para a pouca popularidade da narrativa; o
narrador distancia-se ainda mais da matéria
narrada

• A NARRATIVA POS-MODERNA INSCREVE-SE


EM CHEIO NA CIVILIZAÇÃO DA IMAGEM
• Centramento na linguagem = configuração do
Real
• Exaltação do prazer e a presença do humor

• 8) Na poesia: 3 posicionamentos que se


superpõem

• A)confessional altamente personalizada,poesia


baseada em componentes objetivos e poesia da
imagem profunda
• B) preferência por elementos de caráter
pessoal, social e antiformal

• C) tentativa de oralização do poema com


forte preocupação com a comunicação à
comunidade
• Nas três últimas décadas, a
cultura brasileira tem vivido sob o
signo da multiplicidade, seja na
área da política, social ou
artística. (PROENÇA FILHO)

Você também pode gostar