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SISTEMA DE ABASTECIMENTO E

DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
MIAF – 6º AULA

PROF.ª: ALCIONE GALVÃO


SISTEMA DE ABASTECIMENTO
• Constitui-se no conjunto de obras, instalações e serviços, destinado a
produzir e a distribuir água a uma comunidade, em quantidade e qualidade
compatíveis com as necessidades de população, para fins de consumo
doméstico, serviços, consumo industrial, entre outros usos.

• Tecnicamente, podemos descrever um Sistema como sendo formado pelas


seguintes etapas:

 captação,
 adução de água bruta,
 tratamento, reservação,
 distribuição da água tratada,
 medição/fornecimento ao usuário.
SISTEMA DE ABASTECIMENTO

• Abastecimento Público:
através da concessionária
responsável pela
distribuição
SISTEMA DE ABASTECIMENTO

• Abastecimento Público: por


fontes particulares (poços
artesianos)
SISTEMA DE ABASTECIMENTO

• Abastecimento Público: por


uma sistema misto que
combine as duas formas de
abastecimento.
SISTEMA DE ABASTECIMENTO
• O abastecimento de água
em edificações é feto por
meio de uma ligação predial
que corresponde aos dois
trechos a baixo:
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO
• SISTEMA DIRETO
Aquele em que todas as pecas de utilização do edifício são ligadas
diretamente a rede publica, através de uma rede de distribuição.
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO
• Vantagens • Desvantagens

 Não necessita de reservatório;  Confiabilidade no fornecimento


 Maior economia de espaço; contínuo e com pressão
 Economia de energia elétrica; adequada pela concessionária de
água;
 Menor carregamento estrutural.
 Interrupção de fornecimento
devido à necessidade de
manutenção.
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO
• Sistema Indireto por Gravidade : A rede de distribuição do edifício é
alimentada a partir de um reservatório elevado.
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO
• Desvantagens
• Vantagens

 Armazenamento de água para  Maior carregamento estrutural;


suprimento contínuo;
 Manutenção periódica do
 Minimiza o risco de refluxo de reservatório (6 em 6 meses).
água na rede de abastecimento.
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO
• Sistema Indireto Hidropneumático: A rede de distribuição é pressurizada
através de um tanque de pressão com água e ar. Sua instalação é cara, e
só é recomendada em casos especiais (gabarito crítico ou para aliviar a
estrutura).
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO
Sistema Indireto Hidropneumático
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO
Escolha do sistema e de abastecimento:
SISTEMA DE DISTRUBUIÇÃO

• A Norma recomenda como mais conveniente, para as condições médias


brasileiras, o sistema de distribuição indireta por gravidade.

• •A utilização dos sistemas de distribuição direta ou indireta


hidropneumática deve ser convenientemente justificada.
SISTEMA DE MEDIÇÃO
• Hidrômetro: Aparelho que efetua a medição de consumo de água potável.
SISTEMA DE MEDIÇÃO
• Medição Coletiva
SISTEMA DE MEDIÇÃO
• Medição Individualizada
Hidrômetros Individuais nos Pavimentos
SISTEMA DE MEDIÇÃO
• Medição Individualizada
Hidrômetros Individuais no Barrilete
SISTEMA DE MEDIÇÃO
• Medição Individualizada
Hidrômetros Individuais no Térreo
NOÇÕES DE HIDRÁULICA,

MIAF – 7º AULA

PROF.ª: ALCIONE GALVÃO


RELEMBRANDO.....

GRANDEZAS FÍSICAS E UNIDADES DE MEDIDAS


RELEMBRANDO.....
• Grandeza é a denominação que se dá a uma quantidade física.
Exemplos: comprimento, massa, temperatura, tempo.
• Unidades são nomes arbitrários relacionados às grandezas físicas adotadas
como padrões.
Exemplos: metro, tonelada, galão, polegada, segundo.

Tabela 1- Principais grandezas utilizadas na hidráulica.


RELEMBRANDO.....
• Força é sinônimo de esforço. Por exemplo, o esforço feito para se empurrar
um carro. A unidade de medida de força, no sistema técnico, é o quilograma-
força [kgf]. No Sistema Internacional de Unidades (SI), é o Newton [N]. Sua
expressão é dada por:
F = m.a (massa x aceleração) kg/ ms2 = N

• Peso é a força com que os objetos são atraídos para o centro da Terra, com
aceleração gravitacional (g). Portanto Peso é Força, pois apresenta a mesma
dimensão: quilograma-força ou Newton.

Aceleração gravitacional = 9, 80 ms2


RELEMBRANDO.....
• Pressão é uma força aplicada sobre uma área, independe do seu volume.
Portanto, quanto maior a área de contato menor será pressão. A Pressão e
expressa pela equação:
Pressão = força
Área

• A unidade de medida da Pressão pode ser: quilograma força por centímetro


quadrado (Kgf/cm2), Pascal (Pa) ou Metros de coluna d´água (m.c.a.).

Onde: 1kgf/cm2 = 10 m.c.a. = 100 kPa


RELEMBRANDO.....
• Exemplo: um reservatório em que o nível de água esta a 3m de altura em
relação ao solo, a pressão exercida na base será de 3m de força para cada
cm2.
RELEMBRANDO.....
De acordo com a Norma NBR 5626, o mais importante nas instalações prediais é
prever a pressão que proporcione o bom funcionamento dos aparelhos. Para
que isso ocorra devem-se considerar as pressões conforme a norma:

• Hidrostática – é a pressão da água quando está parada dentro da tubulação.


É medida pelo desnível do ponto de consumo até o nível do reservatório.
Conforme a norma, ele não pode ser superior a 400 KPa ou m.c.a.

• Dinâmica: é a pressão com a água em movimento, descontada a perda de


carga. A norma estabelece que ela não devera ser inferior a 10 KPa ou 1
m.c.a. nos pontos de utilização. Contudo existem duas exceções:

 Pontos para caixas de descarga: podem ter pressão mínima de 5 KPa ou 0,5
m.c.a.
 Ponto de válvula de descarga: deve ter pressão mínima de 15 KPa ou m.c.a.
RELEMBRANDO.....
Assim, a pressão máxima a que uma tubulação dever ser submetida, conforme a
norma NBR 5626 é de 60 m.c.a.
RELEMBRANDO.....
Para determinar a pressão disponível nos vários trechos no momento de
dimensionamento da instalação, é necessário estimar a perda de energia que o
liquido era despender para escoar, ou seja, a perda de carga.
Dimensionamento da perda de carga
• A perda de carga deve ser verificada nos tubos e também nas conexões.

a) Nos tubos
Para determinação da perda de carga em tubos, a NBR 5626:1998 estabelece
que podem ser utilizadas as expressões de Fair-Whipple-Hsiao.

• No caso de tubos rugosos (tubos de aço-carbono, galvanizado ou não),


utiliza-se a equação.
J = 20,2 105 Q1,88 D-4,88

• No caso de tubos lisos (tubos de plástico, cobre ou liga de cobre), utiliza-se a


equação
J = 8,69 105 Q1,75 D-4,75

Observação: Tanto a velocidade quanto a perda de carga podem ser determinadas através da
utilização dos ábacos de Fair-Whipple-Hsiao,
ábacos de Fair-Whipple-Hsiao
ábacos de Fair-Whipple-Hsiao
Dimensionamento da perda de carga
b) Nas conexões
• A perda de carga nas conexões que ligam os tubos, formando as
tubulações, deve ser expressa em termos de comprimento equivalente
desses tubos. A Tabela 1 apresenta esses comprimentos equivalentes para
diferentes conexões em função do diâmetro nominal de tubos rugosos
(tubos de aço-carbono, galvanizado ou não).
Dimensionamento da perda de carga
A Tabela 2 apresenta esses comprimentos equivalentes para diferentes
conexões em função do diâmetro nominal de tubos lisos (tubos de plástico,
cobre ou liga de cobre).
Dimensionamento da perda de carga
• A NBR 5626:1998 estabelece que quando for impraticável prever os tipos
e números de conexões a serem utilizadas, um procedimento alternativo
consiste em estimar uma porcentagem do comprimento real da tubulação
como o comprimento equivalente necessário para cobrir as perdas de
carga em todas as conexões. Essa porcentagem varia de 10% a 40% do
comprimento real, dependendo da complexidade de desenho da
tubulação, sendo que o valor utilizado depende da experiência do
projetista.
GOLPE DE ARIETE
• Quando a água ao descer com velocidade elevada pela tubulação, é
bruscamente interrompida, os equipamentos da instalação ficam sujeitos a
golpes de grande intensidade (elevação de pressão).
GOLPE DE ARIETE
• Logo, denominados de golpe de ariete à variação da pressão acima e
abaixo do valor de funcionamento normal dos condutos forçados, em
consequência das mudanças de velocidade da água, decorrentes de
manobras dos registros de regulagem de vazões. O fenômeno vem
normalmente acompanhado de som que faz lembrar marteladas, fato que
justifica o seu nome. Além do ruído desagradável, o golpe de ariete pode
romper tubulações e danificar aparelhos.
GOLPE DE ARIETE
• Nas instalações prediais, alguns tipos de válvulas de descarga e registro de
fechamento rápido provocam o efeito de golpe de ariete, porém, no Brasil
já existem algumas marcas de válvula de descarga que possuem
dispositivos anti-golpe de ariete, os quais fazem com que o fechamento da
válvula de torne mais suave, amenizando quase que totalmente os efeitos
desse fenômeno.
Consumo Predial
• Para fins de cálculo do consumo diário, não havendo outras indicações,
deve-se considerar as seguintes taxas de consumo:

• Tabela 1
• Prédio Consumo (litros/cabeça)
Casas populares ou rurais 120
Residências 150
Apartamentos 200
Hotéis 120
Escolas 50
Quartéis 150
ALIMENTADOR PREDIAL

MIAF 8ª AULA
ALIMENTADOR PREDIAL
O abastecimento da rede deve ser contínuo e suficiente para atender ao
consumo diário do prédio no período de 24 horas.

Q = Cd / 86.400
onde :
Q = vazão mínima, m3/s
Cd = consumo diário, m3/d
Velocidade máxima : 1.0 m/s
Velocidade mínima : 0.6 m/s

•Pela equação da continuidade, Q = V . A, determina-se o diâmetro do


alimentador predial.

Q = V . ( p . D2 ) / 4
Dmin = ¾ " ou 25 mm
RAMAL PREDIAL
Segundo a NBR 5626/98, o dimensionamento do ramal predial segue os
seguintes passos:
• somam-se os pesos dos pontos de utilização alimentados pelo ramal
(tabela)
• calcula-se a vazão através da fórmula:

(l/s)
• calcula-se o diâmetro do ramal pela equação da continuidade: Q = V.A.
Como a norma restringe a velocidade máxima em qualquer ponto da
instalação a 3 m/s, o diâmetro do ramal será dado por:
instalação elevatória
• Sistema destinado a elevar a pressão da água em uma instalação predial
de água fria, quando a pressão disponível na fonte de abasteci- mento for
insuficiente, para abastecimento do tipo direto, ou para suprimento do
reservatório elevado no caso de abastecimento do tipo indireto. Inclui
também o caso onde um equipamento é usado para elevar a pressão em
pontos de utilização localizados.
instalação elevatória
• Uma instalação elevatória consiste no bombeamento de água de um
reservatório inferior para um reservatório superior ou para um
reservatório hidropneumático.

• Na definição do tipo de instalação elevatória e na localização dos


reservatórios e bombas hidráulicas, deve- se considerar o uso mais eficaz
da pressão disponível, tendo em vista a conservação de energia

• As instalações elevatórias devem possuir no mí- nimo duas unidades de


elevação de pressão, indepen- dentes, com vistas a garantir o
abastecimento de água no caso de falha de uma das unidades.
instalação elevatória