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Os desafios da

implementação da Base
Nacional Comum
Curricular
Virgínia Maria Pereira de Melo
Dirigente Municipal de Educação de Anápolis/ GO
Presidente da Undime/ GO e da Undime Região Centro-Oeste
Por que construir uma Base
Nacional Comum Curricular?

Para além das determinações legais, a BNCC é um documento


estruturante, que a Undime entende ser instrumento de
equidade, assegurando que todo estudante brasileiro, em
todas as regiões do país, tenha garantido o acesso à
aprendizagem de conhecimentos fundamentais para seu
desenvolvimento frente ao projeto de vida que desejar.

Também possibilita maior coerência em todo o sistema


educacional, garantindo a inserção de especificidades culturais
locais e regionais.

= Corrigir desigualdades respeitando as diferenças.


Por que construir uma Base
Nacional Comum Curricular?

Sem uma BNCC, as redes de ensino, principalmente as dos


pequenos municípios, enfrentam dificuldades, tais como:

 indefinição sobre as especificidades dos programas de


formação inicial dos professores;

 divergência entre os conteúdos desenvolvidos pelos


professores com os alunos e aqueles aferidos pelas
avaliações externas; e

 insuficiência de capacidade técnica para o


desenvolvimento e definição de currículos próprios.
E após a aprovação da Base
Nacional Comum Curricular?

Para implementar uma Base Nacional Comum Curricular em


nosso país, é preciso apreender o que de fato ela significa. Ou
seja, é necessário compreende-la como um norte que irá
sinalizar possíveis caminhos para elaborar os currículos
nas diversas redes de ensino do Brasil, assumindo um papel de
instrumento de gestão pedagógica.
Por que construir uma Base
Nacional Comum Curricular?

A Base não é currículo.

A Base é um documento que registra os conteúdos que são


direito do aluno aprender ao final de cada etapa da Educação.
A BNCC de fato é uma base sobre a qual os currículos serão
elaborados, mas sempre respeitando as especificidades,
peculiaridades e as diversidades das regiões, das redes e das
escolas em si.
E após a aprovação da Base
Nacional Comum Curricular?
Ao ser implementada, “(...) espera-se que a BNCC seja
balizadora do direito dos/as estudantes da Educação Básica,
numa perspectiva inclusiva, de aprender e de se desenvolver”
2ª versão BNCC – p. 25

Após aprovação da BNCC, estados e municípios vão revisitar


seus currículos e integrar a parte comum à diversificada.

A implementação deve ser acompanhada, pois uma mesma


política, com implementação diferente gera resultados
diferentes.
Impactos da implementação da
BNCC
Impactos da implementação da
BNCC
“As quatro políticas que
decorrem da BNCC articulam-
se para garantir as
condições que geram a
qualidade na Educação
Básica, ou seja, o direito de
aprender e de se desenvolver
dos/das estudantes da
Educação Básica, acolhidos em
sua diversidade e em uma
perspectiva inclusiva.” 2º Versão
BNCC p.26
Impactos da implementação da
BNCC

“(...)a existência de uma base comum para os currículos


demandará ações articuladas das políticas dela
decorrentes, sem as quais ela não cumprirá seu papel de
contribuir para a melhoria da qualidade da Educação Básica
brasileira e para a construção de um Sistema Nacional
de Educação” 2º Versão BNCC p.26
Impactos da implementação da
BNCC
Sabendo do papel da BNCC de orientar os sistemas na
elaboração de suas propostas curriculares, uma vez
sancionada a lei de criação da Base, é necessário
repensar/revisitar:

• Currículos de formação inicial nas licenciaturas


• Formação continuada dos professores
• Conteúdos dos materiais didáticos
• Avaliações do Inep: ANA, Prova Brasil, Enem...
• Avaliações internas
• Articulação política entre os sistemas de ensino.
• ...
Riscos a serem avaliados:

Regulação excessiva: retirar do professor e da escola o


protagonismo da ação docente, caso haja o entendimento de
que a BNCC representa o conhecimento oficial, um currículo a
ser seguido.

Possibilidade de que os 60% de conteúdo curricular comum


sejam na prática os 100% efetivamente ministrados, seja
pelas condições reais das escolas ou porque serão a base do
que será considerado nos exames nacionais.
Riscos a serem avaliados:

 Adesão acrítica dos sistemas de ensino à utilização de


materiais didáticos uniformizados.

 Aprofundamento das desigualdades quando as condições


estruturais básicas para sua implementação não forem
providas.

 Perda da diversidade e riqueza cultural locais.


CONCLUINDO...

Assim, consideramos que o grande desafio da implementação


está em manter aberto o diálogo entre todos os participantes
do processo, para podermos avaliar como a Base vai
conversar com o que já existe e avançar a partir daí para
concretizarmos um projeto de educação pública, gratuita,
laica, de qualidade socialmente referenciada, condizente com
o projeto de sociedade e de país que merecemos.
Obrigada!
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