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Profa.

Kelly Tafari Catelam


Operações Unitárias
Tecnologia em Biocombustíveis
IFSP Matão
Mecanismo de Secagem
Secagem
 A secagem tem a finalidade de eliminar um líquido
volátil contido num corpo não volátil, através de
evaporação.
 Portanto, a secagem de nosso interesse é
caracterizada pela evaporação da ÁGUA do material
biológico.
 Durante a secagem é necessário um fornecimento de
calor para evaporar a umidade do material
 Este processo, de fornecimento de calor da fonte
quente para o material úmido que promoverá a
evaporação da água do material e em seguida a
transferência de massa arrastará o vapor formado.
Ar de Secagem

 Paralelo ao leito de secagem


 Perpendicular ao leito de secagem
Como consequências...

 Conservação do produto através da eliminação de água

 Redução das taxas das reações químicas e microbiológicas

 Redução custo de embalagem e transporte

 Longos períodos de estocagem

 Diferentes métodos

 Características finais dos produtos como sorção de água,


porosidade e cor dependem do método de secagem
utilizado.
 Bagaço de cana  caldeira
 Secagem de biomassa (cavacos de madeiras, resíduos
florestais, turfa, etc)  secador de discos
 Secagem de óleos  para produção de biocombustíveis
 Secagem de sementes de mamona
 Obtenção de biomassa de microalgas
 Conservação
 Ruptura celular das microalgas para liberação de metabólitos de
interesse.

 Spray dryer (muito caro)


 Secador de tambor
 Liofilização (escala laboratorial – testes)
 Secagem ao sol (mais comum)

 etc.
Mecanismo de Secagem

 Transferência de massa do PRODUTO para o


AR

 Transferência de calor do meio circundante para


o PRODUTO
TIPOS DE SECADORES
A técnica mais conveniente de secagem deve
ser escolhida em função das:

 características físicas, químicas e biológicas do produto e


da matéria prima,
 econômicas,
 volume de produção,
 tipo de pós-processamento, etc.
Secadores

 Spray dryer

 Secador de bandejas

 Secador fluidizado

 Liofilizador

 etc
Critérios para classificação de um secador
Métodos de transporte na secagem
Classificação dos secadores baseada no método de operação
1. Pastas, pré-moldados, dura, granulares, 9. Líquidos, lama e pastas;
fibrosos e folhas; 10. Pastas, pré-moldado, dura, granulares
2. Líquidos, lama, pastas e granulares; e
3. Pastas, pré-moldado, dura, granulares, fibrosos;
fibrosos e folhas; 11. Pastas, pré-moldado, dura, granulares e
4. Pré-moldado, granulares e fibrosos; fibrosos;
5. Pré-moldado, granulares e fibrosos; 12. Granulares e fibrosos;
6. Lama e pastas; 13. Pastas, pré-moldado, dura e folhas;
7. Líquidos, lama, pastas e folhas; 14. Pastas, pré-moldado, dura, granulares,
8. Dura, granulares e fibrosos; fibrosos e folhas;
15. Pré-moldado, granulares e fibrosos.
Classificação dos secadores baseada na forma física da alimentação
Classificação dos secadores
baseada na escala de
produção.
Secador por Atomização (“Spray Dryer”)

 equipamento mais importante para a secagem


de produtos líquidos ou pastosos

 altos custos de operação e grande consumo


de energia
Secador Fluidizado

Figura 2: Secador pulso-fluidizado


Liofilizador

 Liofilização: processo de separação por sublimação

 água ou substância aquosa passa da fase sólida direto


para fase vapor

 preserva a qualidade do produto

 minimiza reações de degradação que ocorrem durante a


secagem
Liofilizador
 produto seco, com estrutura porosa e com pequeno
ou nenhum encolhimento

 reidratado rapidamente antes de usado

 pode ser armazenado e transportado à temperatura


ambiente

 alto custo  compensado pela não necessidade de


manuseio e estocagem do produto em local
refrigerado e quando o produto tem um alto valor
agregado
Figura 3: Liofilizador
Secador de discos
Definições
Umidade em base úmida: U (bu)
 Utilizada na avaliação da umidade de um produto

𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎á𝑔𝑢𝑎 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎á𝑔𝑢𝑎
% 𝑈 𝑏𝑢 = ∗ 100 = ∗ 100
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎á𝑔𝑢𝑎 + 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎𝑠ó𝑙𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑠𝑒𝑐𝑜𝑠

Umidade em base seca: U (bs)


 Utilizada em processos como secagem, absorção
de água, etc.

% 𝑈 𝑏𝑠 =
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎á𝑔𝑢𝑎
∗ 100
U(bs) > U(bu)
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎𝑠ó𝑙𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑠𝑒𝑐𝑜𝑠
Mudança de Base

𝑈 (𝑏𝑠)
% 𝑈 𝑏𝑢 = ∗ 100
100 + 𝑈 (𝑏𝑠)

𝑈 (𝑏𝑢)
% 𝑈 𝑏𝑠 = ∗ 100
100 − 𝑈 (𝑏𝑢)
Exercício

 Uma massa de soja foi pesada em um béquer


de vidro. Calcule a umidade em base seca e
base úmida a partir dos dados da Tabela.
Massa béquer Massa béquer + Massa béquer +
amostra amostra seca
274,22 g 374,33 360,84 g
Atividade de água (aw)

𝑃 𝑈𝑅𝐸
𝑎𝑤 = =
𝑃𝑜 100

à mesma Temperatura
P = pressão de vapor da água em
equilíbrio sobre o alimento
Po = pressão de vapor da água pura
URE = umidade relativa de equilíbrio
Umidade Relativa (UR)

 Em determinada T, o ar só pode conter uma certa


quantidade de água  atingido este valor, tem-se
ar saturado (100% UR)

𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒_𝑑𝑒_𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟_𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑒
% 𝑈𝑅 = *100
𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒_𝑑𝑒_𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟_𝑛𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑎_𝑝𝑎𝑟𝑎_𝑠𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎𝑟

Exemplo: 1 m3 de ar pode conter 17 g de água a


20°C
 Se ele contiver 8,5 g, sua UR a 20°C será de 50%
UR
 Quanto > T  maior a quantidade de água
necessária para saturar um volume de ar.
°C -10 0 5 10 12 15 20 40 100

G de vapor 2,16 4,8 6,8 9,4 11 13 17 51 600


de água/m3

 UR varia muito durante o dia.


 Quanto > T  menor a UR
 Geralmente a UR do ar é > a noite que de
manhã
24 horas
Medição da UR
 Termohigrômetros  medem T e UR

 Psicrômetros ou higrômetros de evaporação


 Dois termômetros:
 Bulbo seco  termômetro comum
 Bulbo úmido  termômetro revestido com tecido saturado em
água

T bulbo seco (T bs) > T bulbo úmido (T bu)

 Quanto mais seco o ar, mais intensa a evaporação da água do


termômetro de bulbo úmido  ocorre devido a retirada de calor
do bulbo umedecido que deste modo, indicará uma T mais baixa.
 Ar saturado (100% UR)  T bu = T bs
 Quanto < UR, mais seco o ar  > diferença entre T bu e T bs 
diferença psicrométrica (diferença entre T bs e T bu)
Diagrama Psicrométrico
Umidade Absoluta

 Quantidade de água (massa) por massa de ar.


 Também chamado razão da mistura
𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎
𝐻=
𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜
ou,
𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎
𝐻=
𝑚3 𝑑𝑒 𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜
Umidade de Equilíbrio
 Teor de umidade que o produto atinge após
deixado por tempo suficientemente longo em
condições constantes de T e UR do ar.

Dessorção  perda de água


SORÇÃO
Adsorção  ganho de água de água

 Equilíbrio  produto não troca mais umidade


com o ambiente
Umidade de equilíbrio

Importância:

 Secagem
 Armazenamento (grãos)
 Manuseio
 Operações unitárias
Condensação e Armazenamento de Grãos

 Condensação  ocorre quando ar quente


entra em contato com uma superfície fria, a
uma T abaixo do seu ponto de orvalho.

 Proliferação de mo’s.

 Ocorre mais em silos metálicos que nos de


concreto
Determinação de Umidade
Métodos diretos Métodos indiretos

 Estufa com circulação de ar  Resistência elétrica


 Destilação em tolueno da  Método dielétrico
amostra triturada até
retirada total da água
 Fontes de erro destes
métodos: aparelho
 Fontes de erro destes descalibrado; pode
métodos: secagem considerar na análise
incompleta, oxidação do susbtâncias com
material, erros de caracaterísticas
amostragem, erros de semelhantes à da água.
pesagem, erros do
observador.
Grãos

 Brasil  máximo 13% de umidade

Umidade > 13% 


 desenvolvimento de fungos,
 contaminação,
 comercialização (comprador compra “água” ao
invés de produto)

Como conservar?
 Secagem
 Congelamento
 Aumento da [sólidos solúveis]
Gráfico de umidade (X) em bs versus tempo de
secagem
Secagem sementes de mamona
Taxa de Secagem (R)

 R = massa de água evaporada por tempo e por


área de secagem.

 Wsu = massa de sólidos secos


 X = umidade (bs)
 A = área de secagem
 t = tempo de secagem.
Taxa de secagem x Umidade Taxa de secagem x tempo
Períodos de taxa constante e decrescente

Taxa de secagem
constante

Taxa de secagem
decrescente
Ponto crítico

 C = ponto crítico (R
deixa de ser constante)
C

 Xi = umidade inicial
 Xc = umidade crítica
 Xe = umidade de
Xc
equilíbrio.
Xe Xi
Exercício

Um sólido deve ser seco por uma corrente de ar com


umidade de 0,028 kg de água/kg ar seco, a 50°C e
3000 kg/h.m2. O ar escoa paralelamente ao sólido. Se
o sólido estiver no início da secagem com umidade
maior do que a umidade crítica, determinar:
a) A velocidade de secagem no período de
velocidade constante.
b) Se apenas o fluxo de ar for alterado para 6000
kg/h.m2, qual a nova velocidade (taxa) de
secagem constante?
c) Em relação ao item a, se a umidade do ar fosse
0,02 kg de água/kg de ar seco, qual o valor da
velocidade de secagem constante?
OBRIGADA!!!!!!!!!!!!

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