Você está na página 1de 108

Objetivos Gerais:

Conhecer os princípios básicos do acompanhamento do idoso na alimentação por forma


a ter uma atitude pró-ativa na melhoria da qualidade dos Cuidados;

Compreender os princípios básicos para promover a autonomia e independência do


idoso na alimentação;
Objetivos Gerais:
Compreender normas e/ou procedimentos referentes à atividade de vida
(alimentação), reconhecendo as suas competências, assim como, quando
à necessidade de encaminhamento para outro profissional de saúde;

Reconhecer como atuar segundo as normal de segurança, higiene e saúde


na realização dos cuidados no âmbito da alimentação;
Objetivos Específicos:
Reconhecer as alterações das necessidades nutricionais do idoso;

Identificar os fatores que dificultam a alimentação no idoso, por forma a


prestar cuidados tendo em conta os mesmos;

Reconhecer os diferentes cuidados inerentes à alimentação de acordo


com o grau de independência/dependência do idoso;

Apreender as técnicas de preparo e higienização na alimentação;


Alimentação Saudável
• Uma alimentação deve ser equilibrada , ou seja, fornecer energia e
todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do nosso
organismo;

• A quantidade de calorias (energia) vai variar de pessoa para pessoa,


de acordo com o sexo, idade, peso, altura, atividade de vida, estado
fisiológico ou patológico (presença de doenças) e condições do
paciente (mastigação, deglutição e digestão).
Alimentação Saudável – Recordar:
• Proteínas: constroem e conservam o organismo;

• Gorduras: além de fornecerem energia para o corpo, ajudam o


transporte das vitaminas A, D, E e K através do organismo;

• Hidratos de carbono: fornecem energia para o corpo, por isso são


chamados também de energéticos;
Alimentação Saudável – Recordar:

• Vitaminas e sais minerais: são reguladores, ajudam no bom funcionamento


do organismo;

• Água: hidrata o organismo e transporta nutrientes;

• Fibras: auxiliam o bom funcionamento intestinal e na prevenção e


tratamento do colesterol;

Não existe nenhum alimento que, sozinho, contenha todos os nutrientes


necessários ao organismo – Alimentação variada e equilibrada;
Alimentação Saudável – Recordar:
• 1º passo: Aumentar e variar o consumo de frutas, legumes e
verduras. 5 vezes por dia. As frutas e verduras são ricas em
vitaminas, minerais e fibras.

• Comer, pelo menos, 4 colheres de sopa de vegetais (verduras e


legumes) 2 vezes por dia. Começar com 1 fruta ou 1 fatia de fruta no
café da manhã e acrescentar mais 1 nos lanches da manhã e da tarde.
Alimentação Saudável – Recordar:

• 2º passo: Comer feijão pelo menos 1 vez por dia, no mínimo 4 vezes
por semana.

• O feijão é um alimento rico em ferro. Na hora das refeições, colocar 1


concha de feijão no prato, assim evita a anemia.
Alimentação Saudável – Recordar:
• 3º passo: Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, como carne
com gordura aparente, salsicha, mortadela, frituras e salgadinhos,
para no máximo 1 vez por semana.

• 4º passo: Reduzir o consumo de sal. Tirar o saleiro da mesa. O sal da


cozinha é a maior fonte de sódio da nossa alimentação. O sódio é
essencial para o funcionamento do nosso corpo, mas o excesso pode
levar a hipertensão.
Alimentação Saudável – Recordar:

• 5º passo: Fazer pelo menos 3 refeições e 1 lanche por dia. Não pular
as refeições. Para lanche e sobremesa preferir frutas. Fazer todas as
refeições, evitar que o estômago fique vazio por muito tempo,
diminuindo o risco de ter gastrite e de exagerar na quantidade
quando for comer.

• 6º passo: Reduzir o consumo de doces, bolos, biscoitos e outros


alimentos ricos em açúcar para no máximo 2 vezes por semana.
Alimentação Saudável – Recordar:
• 7º passo: Reduzir o consumo de
álcool e refrigerantes. Evitar o
consumo diário. A melhor bebida é
a água.

• 8º passo: Apreciar a refeição. Comer


devagar.
Alimentação Saudável – Recordar:

• 9º passo: Manter o peso dentro de


limites saudáveis – ver no serviço de
saúde se o IMC está entre 18,5 e 24,9
kg/m2. O IMC (índice de massa
corporal) mostra se o peso está
adequado para a altura.

• É calculado dividindo-se o peso, em


kg, pela altura, em metros, elevado
ao quadrado.
Alimentação Saudável – Recordar:

• 10º passo: Ser ativo. Acumular 30 minutos de


atividade física todos os dias. Caminhar. Subir
escadas. Não passar muitas horas em sedentarismo.
Componentes de uma avaliação nutricional
• História
• Sintomas relacionados com a deglutição, aparelho gastrointestinal e a eliminação;
• Estado funcional;
• Apoio social;
• Estado psicológico;
• Capacidade de comprar alimentos;

• Avaliação física
• Altura;
• Peso habitual;
• Peso atual;
Auxiliar nas refeições
O auxílio nas refeições passa por ter em conta quais as restrições físicas e
patológicas dos doentes e assim poder dar o apoio que estes necessitam
dependendo do grau de dependência.
Alimentação - Idosos independentes
Os idosos independentes são aqueles que ainda são
capazes de realizar as atividades de vida diária
sozinhos , incluindo a alimentação , será apenas
necessário fazer a vigilância enquanto estes
realizam as refeições tendo em conta alguns passos
como:

• Dar alimentos tendo em conta a sua preferência e


gosto.

• Ter em conta a condição de saúde, oferecendo


alimentos adequados.
Alimentação - Idosos independentes

• Estimular a alimentação saudável, oferecendo


alimentos nutritivos.

• Estimular a hidratação , oferecendo sempre água


(Chá, sumos naturais).

• Dar o tempo necessário para que o utente realize a


sua refeição .
Alimentação – Idosos semi-
dependentes
Classifica-se de utentes semi-dependentes quando o
doente apresenta alguma limitação física que o
impossibilita de efetuar as refeições sozinho, ou tem
dificuldades em mastigar e engolir, então além de
supervisionar é necessário apoiar no que o doente
precisa como:
Alimentação – Idosos semi-
dependentes

• Ajudar a cortar os alimentos ou a triturá-los;

• Auxiliar o doente a alimentar-se;

• Estimular a hidratação;

• Dar preferência a pratos coloridos, á temperatura


adequada e cheirosos favorecendo assim a alimentação
saudável.
Alimentação - Idosos dependentes
Classifica-se de utente dependente quando este é
incapaz de se alimentar sozinho devido a limitações
físicas graves ou mentais, ou usa sonda nasogástrica,
sendo assim é necessário prestar apoio mais
personalizado e ter em atenção a qualquer facto que
ocorra .
Alimentação - Idosos dependentes

• Estes doentes podem necessitar de serem


alimentados de várias formas como:

• Dar alimentos á boca.


• Dar alimentação por sonda nasogástrica
• Estimular a hidratação
• Dar preferência a pratos coloridos, a temperatura
adequada e cheirosos favorecendo assim a alimentação
saudável.
Alimentação - Idosos Acamados
• Nos idosos acamados a alimentação segue um
padrão de normas e cuidados específicos visto estes
estarem debilitados e mesmo com restrições físicas.

• A que ter em conta que o paciente deve de fazer as


suas refeições sozinho sempre que possível.

• Deve-se colocar a cama em posição semi-fowler.

• Estimular uma alimentação saudável.


Alimentação - Idosos Acamados

• Oferecer pequenas quantidades de alimentos e ir ao


encontro das preferências do doente.

• No caso de existir imobilidade tem de se dar o


alimento a boca ou mesmo alimentá-lo por sonda
nasogástrica.

• Estimular sempre a hidratação.


ASPETOS QUE PODEM DIFICULTAR

• Dentição em mau estado de conservação


• Fraqueza da musculatura da boca ou das mãos
• Tremor das mãos
• Perda da coordenação motora
• Déficits cognitivos
• Distúrbios de comportamento
ATENÇÃO: O idoso pode não se lembrar se já comeu ou não e ainda
pode não se comportar da maneira adequada à mesa.

O ideal é que o idoso se alimente como o de costume juntamente


com seus familiares.
Dicas na alimentação do idoso
• Lembrar-se que sempre que possível o idoso deve ser responsável pela
escolha do alimento e do horário das refeições de acordo com seus hábitos
e rotinas.

• Estimular a independência do idoso na realização de todas as etapas da


atividade de alimentação.

• Garantir um ambiente seguro, confortável e agradável durante as refeições.

• Sempre que possível levar o idoso à mesa.


Dicas na alimentação do idoso
• Certificar-se que a temperatura está adequada (nem muito quente, nem
muito fria) e que a quantidade será suficiente.

• Se o idoso estiver com tremores ou déficits motores que dificultem a


realização da atividade, adaptações podem ser providenciadas como por
exemplo engrossador do cabo do talher, ventosas no prato e copo
adaptado.

• Em caso de confusão ou déficit cognitivo, uma boa opção é dividir a


atividade em etapas e orientar de forma simples, clara e pausadamente
uma a uma. “pegue a colher” “coloque a comida” “leve a boca”
“mastigue” “engula”
Dicas na alimentação do idoso
• Em alguns casos, o idoso pode recusar-se a comer. É
importante que se preocupe com a aparência da
comida, procurando colocar alimentos com cores
bem alegres e dispostos harmonicamente no prato.

• Nunca alimentar um idoso na posição deitada!


Mesmo que não seja possível leva-lo à mesa, coloca-
lo na posição sentada e com a cabeça ereta na hora
da alimentação.
Dicas na alimentação do idoso

• Dar ao idoso o tempo que ele necessitar para se


alimentar. Não o apressar e lembrar-se que a alimentação
deve ser um momento agradável e tranquilo.

• Estar sempre atento às orientações do médico e da


nutricionista e só dar ao idoso alimentos adequados.

• Procurar orientações em relação a doenças que levam à


restrições da alimentação, como a Diabetes e a
Hipertensão.
Dicas na alimentação do idoso

• Se o idoso se recusar a comer, não forçar, tentar


convencê-lo da importância da alimentação e que a
comida está boa, mas nunca colocar a comida na
boca do idoso de maneira brusca.

• Se não conseguir convencê-lo a comer, procurar a


ajuda de um médico. Em casos avançados da Doença
de Alzheimer, por exemplo, pode ser necessário o
uso de sondas.
Orientação alimentar para
aliviar sintomas
Náuseas e vômitos

• Oferecer à pessoa com vômitos, 2 a 3 litros de


líquidos por dia em pequenas quantidades, de
preferência nos intervalos das refeições.

• Oferecer refeições menores 7 a 8 vezes ao dia.

• Os alimentos muito quentes podem libertar cheiros e


isso pode agravar a náusea. Os alimentos secos e em
temperaturas mais frias são mais bem aceitos.
Tipos de Vómitos
• Vómitos alimentares: a matéria vem do estômago,
contendo suco gástrico e restos de alimentos intactos
ou pouco digeridos.

• Vómitos biliosos: a matéria vem do intestino delgado


e o seu aspeto apresenta, devido à bílis, um tom
esverdeado.

• Vómitos fecalóides: a matéria vem do intestino


grosso e tem um aspeto acastanhado, pois contém
matéria fecal.
Tipos de Vómitos

• Vómitos hemáticos (hematémese): contêm restos de


sangue provenientes de uma hemorragia digestiva,
podendo tratar-se de sangue fresco de cor vermelha
viva, sempre que a hemorragia se localize na parte
superior do tubo digestivo;

• OU de uma matéria escura e granulada, com aspeto


de sedimento de café, sempre que o sangue venha
de sectores mais inferiores do tubo digestivo e já se
encontre parcialmente digerido.
Idoso com alterações da deglutição
Avaliação inicial:

• Verificar o nível de consciência do idoso;

• Se se baba, se tem problemas com a fala e se se


engasga.

Estes fatores indicam que há pouco


controle oral e podem colocar o
doente em risco de aspiração;
Idoso com alterações da deglutição
Avaliação inicial:

• Verificar a capacidade do idoso para tossir quando se


lhe pede, se se engasga e tosse quando a parte
posterior da garganta é tocada com uma espátula ou
cotonete molhado;

A ausência destas funções indicam


que o cliente corre grande risco de
aspiração ao deglutir;
Idoso com alterações da deglutição
Avaliação inicial:

• Verificar a capacidade do idoso para tossir quando se


lhe pede, se se engasga e tosse quando a parte
posterior da garganta é tocada com uma espátula ou
cotonete molhado;

A ausência destas funções indicam


que o cliente corre grande risco de
aspiração ao deglutir;
Idoso com alterações da deglutição
Avaliação inicial:

• Verificar se o idoso tem reflexo de


deglutição antes de o alimentar,
pondo-lhe os dedos no pescoço, ao
nível da laringe e depois pedindo-lhe
que engula a saliva;

• O movimento da laringe deve ser


palpável;
Dificuldade para engolir (disfagia)

• Oferecer as refeições em quantidades menores de 7 a 8


vezes por dia.

• Oferecer líquidos nos intervalos das refeições, em


pequenas quantidades e através de canudos.

• A pessoa com dificuldade para engolir aceita melhor os


alimentos mais leves e macios, os líquidos engrossados
com leite em pó, cereais, amido de milho, os alimentos
pastosos como as gelatinas, pudins, vitaminas de frutas
espessas, sopas tipo creme batidas no liquidificador, purê
de frutas, etc.
Dificuldade para engolir (disfagia)

• Manter a pessoa sentada ou em posição reclinada com


ajuda de travesseiros nas costas, para evitar que a pessoa
engasgue.

• As sopas podem ser engrossadas com macarrão, inhame


e aveia etc.

• Evitar alimentos de consistência dura, farinhentos e secos


como as bolachas. O pão francês e as torradas devem ser
oferecidos sem côdia, molhados no leite.
Dificuldade para engolir (disfagia)

• Adicionar espessante aos líquidos até terem


consistência de puré de batata;

• Colocar ½ a 1 colher de alimentos no lado não


afetado da boca, tocando a boca ou a língua;

• Colocar a mão no pescoço delicadamente, para sentir


ou não se há deglutição. Geralmente é preciso
deglutir duas vezes para esvaziar a faringe;
Dificuldade para engolir (disfagia)

• Dar indicações verbais enquanto alimenta o idoso:

• Abra a boca;
• Sinta os alimentos na boca;
• Mastigue e saboreie os alimentos;
• Levante a língua até ao céu da boca;
• Pense em engolir;
• Feche a boca e engula;
• Engula outra vez;
• Tussa para limpar a gargante.
Dificuldade para engolir (disfagia)

• Dar um reforço positivo ao idoso – aumenta confiança e


segurança;

• Proporcionar períodos de descanso durante a refeição, se


necessário, evitar a fadiga;

• Proporcionar cuidados de higiene oral após a


alimentação;

• Progredir com uma dieta com alimentos mais


consistentes que exijam mais mastigação e finalmente
para os líquidos ralos, conforme a tolerância;
Disfagia – Resultados inesperados
O idoso começa a tossir, a engasgar-se ou a ficar
cianosado:

• Parar de alimentar;

• Posicionar em fowler alto ou, se não for possível, em


decúbito lateral;

• Aspirar as vias aéreas até ficarem livres;

• Colocar oxigénio, se a coloração da pele e mucosas não


estiver normalizado;
Disfagia – Resultados inesperados
Durante a refeição surgem alimentos e/ou líquidos
pelo nariz do idoso:

• Parar de alimentar o idoso;

• Aspiração nasofaringe – Enfermeiro;

• Terminar a refeição com maior flexão da cabeça;


Disfagia – Resultados inesperados
Ao inspecionar a boca do idoso encontra comida
acumulada dos lados:

• Ensinar o idoso a usar a língua, ou massajar-lhe a


face externa da bochecha para uma área da boca
mais funcionante;
A quem recorrer quando disfagia
Dietista e/ou ao terapeuta da fala –
poderão orientar para a progressão
da dieta.
Intestino preso (obstipação intestinal)

• O intestino funciona melhor quando


a pessoa mantém horários para se
alimentar e evacuar.

• Os alimentos ricos em fibras como o


arroz e pão integrais, aveia, verduras
e legumes, frutas como laranja,
abacaxi, ameixa, grãos em geral etc,
ajudam o intestino a funcionar.
Intestino preso (obstipação intestinal)

• Quando a pessoa está com intestino “preso” evitar


oferecer banana, caju, goiaba, maçã, chá preto, pois
esses alimentos são ricos em tanino e prendem o
intestino.

• Cuidador, ofereça à pessoa uma vitamina laxativa


feita com 1 copo de suco de laranja, 1 ameixa seca, 1
pedaço de mamão, 1 colher de sopa de creme de
leite, 1 colher de sopa de farelo de aveia, milho, trigo,
soja. O farelo de arroz deve ser evitado, pois resseca
o intestino.
Diarreia

• Aumentar a ingestão de líquidos (2 a 3 litros). A oferta de


líquidos deve ser em pequenas proporções, várias vezes
ao dia;

• Refeições menores com maior fracionamento (7 a 8


vezes/dia). Evitar o uso de cafeína;

• Utilizar alimentos para prender o intestino (água de


arroz, maça sem casca, goiaba sem casca e sem
sementes, aveia, banana, etc.;
Diarreia

• Evitar o consumo de alimentos laxantes: verduras cruas e


cozidas, cereais integrais, amendoim, frutas como:
laranja, mamão, ameixa, abacate, leite integral e
derivados (queijos gordos, doce de leite, creme de leite,
etc.);

• Procurar ingerir leite sem lactose ou com teor de lactose


reduzido (cado haja boa tolerância);

• Evitar alimentos gordurosos, açucar (refinado,


mascavado), mel etc.;
Alimentação Entérica
• A nutrição artificial pode ser efetuada através de uma sonda que é
introduzida pelo nariz ou parede abdominal e cuja ponta é colocada no
estômago ou no início do intestino delgado e então chama-se ENTÉRICA.

• Neste caso, a alimentação é administrada várias vezes ao longo do dia


através de uma seringa ou então através de um sistema “gota-a-gota”, em
contínuo.

• A nutrição entérica é habitualmente a primeira opção, pois é mais


aproximada do normal, mas implica que o tubo digestivo esteja a funcionar
para poder digerir e absorver os nutrientes.
Alimentação Entérica
Alimentação por Sonda Nasogástrica
Alimentação por Sonda Nasogástrica
• A alimentação por sonda nasogástrica é usada em
várias situações, de convalescença.

• Um dos objetivos da sonda nasogástrica é


administrar alimentos e medicamentos. Esta é
recomendada quando há dificuldade para engolir.
Alimentação por Sonda Nasogástrica
• Uma sonda nasogástrica é uma sonda
de plástico fino que é introduzida
suavemente pelo nariz e através da
garanta até atingir o estômago ou o
intestino delgado. Se a alimentação
por sonda for por um longo período
esta pode ser colocada diretamente
no estômago ou no intestino delgado
através duma pequena incisão na
parede abdominal.
Indicações
• INCAPACIDADE DE ALIMENTAÇÃO POR VIA ORAL

• OBSTRUÇÃO OU ESTREITAMENTO DE ESÔFAGO E GARGANTA

• DIFICULDADE DE DEGLUTIR ALIMENTOS POR VIA ORAL

• PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS DE GRANDE PORTE


Objetivos da SNG

• DRENAR O CONTEÚDO GÁSTRICO

• REALIZAR LAVAGEM GÁSTRICA

• ADMINISTRAR MEDICAMENTOS

• ADMINISTRAR DIETAS
Considerações sobre a delegação
• A administração por sonda é um procedimento que pode
ser delegado no pessoal auxiliar;

• O enfermeiro deve verificar o posicionamento da sonda


antes da alimentação e estabelecer a permeabilidade da
sonda com água;

• O enfermeiro deve garantir que o idoso esta sentado e


ensinar o pessoal auxiliar a introduzir a alimentação
lentamente;

• O pessoal auxiliar deve ser alertado para comunicar


qualquer dificuldade na infusão da alimentação ou
algum desconforto verbalizado pelo idoso;
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica
• Lave as mãos antes de manipular a sonda;

• Sempre que é retirado o espigão (o que fecha o orifício


da sonda), deverá clampar manualmente a sonda;

• Inspecionar a cavidade oral para verificar se a sonda


está dobrada ou obstruída e tentar lavar com 30 ml de
água;

• Antes de iniciar a alimentação, deve aspirar o conteúdo


gástrico com o auxílio da seringa;
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica

Verificar o volume residual –


Avalia a absorção e tolerância à
ultima alimentação ou pode
indicar o atraso no
esvaziamento gástrico;
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica

• Se o conteúdo for inferior a 150 a 200 ml deve


voltar a introduzir e pode dar a alimentação;

• Se o conteúdo for superior a 150 a 200ml deve


voltar a introduzir e esperar cerca de 1 hora
para verificar se ainda tem ou não conteúdo;

• No caso de diminuir poderá retomar a


alimentação;
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica
• Se o volume gástrico não diminuiu deve aspirar o
conteúdo e avisar o enfermeiro do centro de saúde;

• Ao longo do dia deve ser administrada regularmente


água, cerca de 1,5 L;

• Sempre que for possível o doente deverá ser


alimentado pela sonda e o que tolerar pela boca.

• Os intervalos entre as refeições devem ser curtos, não


excedendo as 3 horas, exceto durante a noite.
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica

• As secreções gástricas geralmente variam de verde,


castanho ou acastanhado a esbranquiçado;
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica
• Manter o idoso sentado ou com travesseiros nas costas
formando um ângulo de no mínimo de 15 graus para
receber a dieta, nunca deitado para evitar vômitos e
aspiração da dieta para os pulmões (o que é muito
perigoso);

• O idoso deverá ser mantido em decúbito elevado durante


toda a infusão da dieta e 30 minutos após o término;

• Infundir a dieta lentamente para evitar diarréia, distensão


abdominal, vômitos e má absorção.
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica

• Fracionar a dieta durante o dia (de acordo com


orientação da Nutricionista);

• O volume em cada horário, não deve ultrapassar de


350ml.

• Infundir água filtrada e fervida (que deverá ser


fornecida em temperatura ambiente) nos intervalos
entre os horários da dieta – quantidade a ser definida
pelo Médico ou pela Nutricionista – através da
seringa;
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica

• Após administrar cada dieta, passar pela sonda cerca de 20ml de água
filtrada e fervida, para evitar acúmulo de resíduos e entupimento da
mesma;

• Manter a sonda fechada quando não estiver em uso;

• A dieta deverá ser oferecida ao idoso em temperatura ambiente.


Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica

• Não aquecer a dieta em banho-maria ou em microondas.

• Caso o idoso puxe a sonda (ou ocorra um acidente na mobilização) e


esta saia “para fora”, não tentar recolocá-la.

• Dependendo do tipo de sonda ela pode ser utilizada por até 6 meses,
desde que não obstrua ou fure ou vaze.
Como alimentar o utente por sonda
nasogástrica
• O interior do nariz deve ser limpo diariamente
com um cotonete embebido em soro fisiológico;

• O adesivo deve ser mudado no regularmente,


tendo o cuidado de não deslocar a sonda;

• Mesmo que o doente seja exclusivamente


alimentado pela sonda nasogástrica é essencial
que preste os cuidados de higiene à boca.
CUIDADOS - Atenção
• Não administrar alimentação se houver
dúvidas quanto à posição da sonda – chamar
um enfermeiro para verificar o
posicionamento;

• Administrar a alimentação de forma lenta e à


temperatura ambiente;

• Lavar a sonda de 4h/4h e antes e depois de


cada administração de alimentos ou
medicamentos;
Avaliação após alimentação:
• Avaliar o grau de conforto do idoso a cada alimentação. Náuseas e
vómitos podem indicar necessidade de alteração do ritmo de
administração;

• Observar se o idoso tem dispneia (dificuldade em respirar), baixa


saturação de oxigénio e presença de líquido da cor da alimentação
nas vias respiratórias;
Avaliação após alimentação:
• Vigiar a quantidade de volume residual aspirado para avaliação da
absorção vs. mobilidade gástrica diminuída;
Resultados Inesperados:
Impossível aspirar ou injetar ar ou agua pela sonda:

• Numa sonda acabada de colocar, comunicar ao enfermeiro;

• Tentar lavar com a seringa grande e água morna (evitar seringas


pequenas porque criam grande pressão que pode romper a sonda;

• Comunicar o enfermeiro se não conseguir desobstruir a sonda;


Cuidados na alimentação do idoso

• Um dos segredos da alimentação via sonda é a


fluidez da dieta, devendo-se adicionar a água usada
para cozinhar os alimentos, pois nela ficam retidos
muitos nutrientes como vitaminas e minerais.

• Uma outra opção é acrescentar leite, que é um


alimento nutritivo, além de ser líquido.
Cuidados na alimentação do idoso

• Lembramos que numa dieta por sonda, a pessoa não sente o sabor
dos alimentos, logo o mais importante é que ela seja o mais completa
e nutritiva possível.

• Os alimentos que compuserem a dieta devem ser sempre muito bem


cozidos, batidos (de preferência num liquidificador) e coados, duas a
três vezes, logo em seguida, para garantir que fique bem fluida e não
entupa a sonda.
Considerações geriátricas:
• Avaliar se o idoso tem hiperglicémia, pois estes podem ser mais
sensíveis à alta concentração de glicose dos preparados da
alimentação entérica;

• Verificar frequentemente o volume residual, porque os idosos podem


ter um trânsito mais lento, o que faz com qua a alimentação demore
nais tempo no estômago;

• O uso de sondas de alimentação intestinais pode reduzir o risco de


aspiração da alimentação nos idosos;
Técnicas de preparo e higienização:
• Lavar as mãos cuidadosamente com água e sabão antes de
preparar a dieta.

• Lavar o local de preparo com água e sabão e passar álcool.


Reservar os utensílios somente para o preparo da dieta.

• Pesar e medir corretamente todos os ingredientes da dieta.


Seguir rigorosamente as instruções de preparo. Utilizar
sempre água filtrada e fervida.

• Os utensílios utilizados deverão ser lavados com água corrente


e sabão.

• Seringa deverá ser lavada com água a ferver.


Administração de terapêutica por sonda
• Medicamentos líquidos e xaropes são a
melhor escolha;

• A maioria dos comprimidos podem ser


triturados;

• Os de absorção sublingual pressupõem


proteção entérica ou libertação retardada, e
não devem ser administrados por sonda;

• As cápsulas (exceto as de ação retardada)


podem ser esvaziadas do pó ou a gelatina
aspirada, dissolvidas e administradas pela
sonda;
Administração de terapêutica por sonda

• Os medicamentos não devem


ser misturados com a
alimentação, por causa a
eventuais interrupções,
derramamento, atraso a
absorção ou possível
precipitação do medicamento;
Administração de terapêutica por sonda

• Comprimidos – triturar o
comprimido (se possível na sua
embalagem) com um almofariz.
Dissolver o pó em 15 a 30 ml de
água (morna);

• Cápsulas – Abrir e dissolver o


conteúdo em 15 a 30 ml de água
(morna);
Administração de terapêutica por sonda

• Cápsulas gelatinosas - aspirar com


a seringa ou dissolver em água
morna durante uns minutos. Depois
da cápsula dissolvida, retirar a
camada externa de gelatina;

• Perde-se menos medicamento se a


cápsula for dissolvida em água
morna, mas pode precisar de 15 a
20 min antes de administrar;
Administração de terapêutica por sonda
• Aspirar o volume residual – para verificar – se superior
a 100 ml suspender a medicação e avisar o médico;

• Deitar a medicação na seringa e deixar entrar por


gravidade na sonda;

• Lavar com 10ml de água após cada medicamento;

• Administrar 30 a 60 ml de água a seguir à medicação,


para lavar a sonda;
Administração de terapêutica por sonda
Avaliação de resultados:

• Observar os efeitos desejados dentro do


tempo, conforme a medicação
administrada;

• Observar a permeabilidade da sonda,


antes e depois da administração de
terapêutica;
Resultados inesperados
O idoso não pode fazer a medicação porque
a sonda está obstruída:

• Tentar lavar a sonda com água morna para


eliminar a obstrução;

• Se não for possível, contactar o médico ou


enfermeiro para eventual substituição da
sonda ou via da administração. Se não for
possível adiar a terapêutica e até à
colocação de nova sonda;
Alimentação Parentérica
• Quando há contraindicação para efetuar nutrição entérica (por
exemplo vómitos/diarreia que que não se conseguem controlar) é
necessário administrar os alimentos direcamente numa veia – trata-se
então de nutrição PARENTÉRICA.

• Esta é administrada através de bolsas preparadas em farmácias


especializadas, nas quais os nutrientes se encontram totalmente
digeridos e prontos para serem absorvidos. A sua administração
ocorre geralmente durante 24h.
Alimentação Parentérica
Cuidados na
gastroenterite
• A gastroenterite é uma inflamação aguda
que compromete os órgãos do sistema
gastrointestinal. O problema é mais comum
no verão e em locais sem tratamento de
água, rede de esgoto, água encanada e
destino adequado.
Causas:
• A gastroenterite pode ser provocada por vírus, bactérias e parasitas,
que podem ser transmitidos pelo ar, pela mão em contato com a boca
e por intoxicação alimentar.

• Uma das bactérias mais comuns é a Salmonella, encontrada em


frango e ovos crus.
Sintomas de Gastroenterite

Entre os sintomas comuns da gastroenterite estão:


• Febre
• Enjoo
• Diarreia
• Vômitos
• Dores abdominais
• Perda de peso
• Perda de apetite
• Desidratação.
Tratamento de Gastroenterite
• Se for causada por vírus, a gastroenterite pode passar
sozinha e o tratamento serve apenas para amenizar
sintomas e repor a perda de líquidos. O mesmo acontece
em alguns tipos de bactérias. Mas é importante lembrar
que medicamentos que combatem a diarreia só podem
ser tomados com orientação médica.

• Dependendo do tipo de bactéria, pode ser necessário


tomar antibióticos ou outros medicamentos e - em casos
mais graves –

• Pessoas com hidratação em grau moderado a grave


também podem precisar de tratamento intravenoso para
repor líquidos no organismo.
Alimentação na Gastrenterite

• A duração desta dieta para gastroenterite é muito


variável e resume-se às regras a serem seguidas após
uma intoxicação alimentar.

• Durante as primeiras 12 horas não se deve ingerir


alimentos sólidos e a hidratação é primordial.
Alimentação na Gastrenterite

• Café da manhã e lanches


• Chá calmante como de camomila
• Torrada com geleia

• Almoço e jantar
• Sopa de arroz com cenoura e peixe magro cozido ou
purê de batata e cenoura com frango cozido
• Maçã assada ou banana
Alimentação na Gastrenterite
O tratamento para gastroenterite envolve descanso,
hidratação e alguma restrição alimentar para que a
mucosa gástrica e intestinal possam recuperar, por isso os
alimentos proibidos durante a crise de gastroenterite são:

• Leite e derivados;
• alimentos integrais;
• frutas e verduras cruas;
• amêndoas e nozes;
• refrigerantes;
• café.
Prevenção

• Lavar as mãos cuidadosamente é uma das principais formas de evitar


a transmissão da gastroenterite. Frutas e vegetais também precisam
ser bem lavados antes do consumo.

• É importante evitar consumir alimentos em restaurantes e


estabelecimentos que não tenham higiene adequada.

• Alimentos devem ser consumidos preferencialmente cozidos,


principalmente ovos. A higiene da casca também é indicada para
evitar contaminação.
O que é Intoxicação alimentar?
A intoxicação alimentar ocorre ao ingerir alimentos ou água
contaminados com certos tipos de bactérias, parasitas, vírus
ou toxinas.

A maioria dos casos de intoxicação alimentar é provocada


por bactérias comuns como Staphylococcus ou Escherichia
coli (E. coli).
Causas

• A intoxicação alimentar ocorre com mais frequência


após o indivíduo comer em piqueniques, refeitórios,
grandes eventos sociais ou restaurantes. Uma ou
mais pessoas podem ficar doentes.

• A intoxicação alimentar é causada por certas


bactérias, vírus, parasitas ou toxinas.
As bactérias podem ficar na comida de diferentes
maneiras:

• A carne vermelha ou branca pode entrar em contato com as bactérias


dos intestinos durante o processamento;

• A água usada durante a produção ou o envio pode conter dejetos


animais ou humanos;

• Manutenção ou preparação inadequados do alimento;


A intoxicação alimentar geralmente ocorre por
meio da ingestão de:

• Qualquer alimento preparado por alguém que não seguiu


as técnicas adequadas de higiene das mãos

• Qualquer alimento preparado com utensílios, tábuas de


cortar ou outros itens sujos

• Laticínios ou alimentos que contêm maionese (como


salada de repolho ou de batatas) que foram mantidos
fora da geladeira por muito tempo

• Alimentos congelados ou refrigerados que não foram


armazenados na temperatura adequada ou não foram
reaquecidos de forma apropriada
A intoxicação alimentar geralmente ocorre por
meio da ingestão de:

• Peixe cru ou ostra

• Frutas ou vegetais crus que não foram bem lavados

• Vegetais crus ou sucos de fruta e laticínios

• Carne ou ovos mal cozidos

• Água de poço, rio ou de uma região sem tratamento


Tratamento de Intoxicação alimentar
• Caso diarreia e não consegir beber líquidos (por exemplo, devido à
náusea e ao vômito), procurar atendimento médico para receber
fluidos por meio via intravenosa.

• Se tomar medicamentos diuréticos, é preciso tratar a diarreia com


cautela. Falar com seu médico - talvez seja preciso interromper a
medicação diurética, enquanto estiver com diarreia.

• Nunca interromper ou alterar os medicamentos sem comunicar a um


médico e obter instruções específicas.
Tratamento de Intoxicação alimentar
• A recuperação na maioria dos tipos de intoxicação alimentar se dá em
2 dias.

• Não comer alimentos sólidos até que a diarreia tenha passado, e evite
produtos de laticínios, que podem piorar o quadro de diarreia (devido
a um estado temporário de intolerância à lactose).

• Beber líquidos (exceto leite e bebidas cafeinadas) para repor os


líquidos perdidos devido à diarreia e ao vômito.
Tratamento de Intoxicação alimentar
• A maioria das pessoas recuperam dos tipos mais comuns
de intoxicação alimentar dentro de 12 a 48 horas. No
entanto, é possível haver complicações sérias, em alguns
tipos de intoxicação alimentar.

• A desidratação é a complicação mais comum. Ela pode


ocorrer em qualquer um dos casos de intoxicação
alimentar.

• As complicações menos comuns e mais sérias dependem


da bactéria causadora da intoxicação alimentar. Elas
podem incluir artrite, problemas de sangramento,
problemas nos rins, danos ao sistema nervoso e inchaço
ou irritação do tecido em torno do coração.
Obrigado pela vossa
atenção

Você também pode gostar