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CURSO:

Segurança e
Higiene no
Trabalho
Junho.2014
Apresentação:

1. Como gosta de ser chamado?


2. O que é para si a coisa mais difícil de fazer?
3. O que gostaria de ser?
4. Quais são os seus maiores defeitos e maiores
virtudes?
5. Qual a sua viagem de sonho? Porquê?
6. Qual o seu prato preferido? Porquê?
7. Se fosse um animal, qual gostaria de ser e porquê?
8. Quais as suas expectativas para esta formação?
2
Objectivos:
• Utilizar proteção no corpo e nas máquinas,
selecionando o equipamento e solução de
proteção adequados

• Conhecer as medidas de prevenção, tendo em


consideração as exigências do processo
produtivo no âmbito da HST

• Reconhecer a importância da SHST como fator


d e promoção de qualidade de vida.
3
Conteúdos:
1. Enquadramento legal da SHST
2. Direitos, obrigações e Responsabilidades
3. Conceitos e definições no âmbito da SHST
4. Medidas de prevenção e minimização de
riscos
5. Equipamentos de Proteção Individual
6. Ergonomia no Posto de Trabalho

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Atividade:
Porque se deve aprender ?

Responda às seguintes perguntas:


• Quais as vantagens decorrentes de possuir
maior consciência e competência em matéria
de SHST?

• Quais as dificuldades ou desvantagens


decorrentes do fraco conhecimento dos
métodos e práticas de segurança no local de
trabalho? 55
Trabalho
Para o Homem o trabalho representa:

 Uma necessidade económica;

 Uma vocação;

 Uma satisfação;

 Um direito e um dever.

66
Organização Internacional do Trabalho
(OIT)

Fundada em 1919, propõem uma séria e rigorosa


legislação, com o objectivo de regular as condições
de trabalho, preservando os direitos dos
trabalhadores.

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Conceitos Básicos
Legislação HST

8
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Higiene no Trabalho
• integra o conjunto de metodologias não médicas
necessárias à prevenção das doenças profissionais,
tendo como principal campo de acção o controlo dos
agentes físicos, químicos e biológicos presentes nos
componentes materiais do trabalho.

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Segurança no Trabalho
• integra um conjunto de metodologias adequadas à
prevenção de acidentes de trabalho, tendo como
principal campo de acção o reconhecimento e o
controlo dos riscos associados ao local de trabalho e
ao processo produtivo ( materiais, equipamentos e
modos operatórios).

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10
Saúde no Trabalho
• Medicina do trabalho ou medicina
ocupacional é uma especialidade médica que
se ocupa da promoção e preservação da
saúde do trabalhador.

• O médico do trabalho avalia a capacidade do


candidato a determinado trabalho e realiza
reavaliações periódicas de sua saúde, dando
ênfase aos riscos ocupacionais aos quais este
trabalhador trabalha exposto 11
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LEI 07/2009
de 12 de Fevereiro

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SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Princípios gerais

• O trabalhador tem direito à prestação de


trabalho em condições de segurança,
higiene e saúde asseguradas pelo
empregador.

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SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Princípios gerais (Cont.)

• O empregador é obrigado a organizar as


actividades de segurança, higiene e saúde
no trabalho que visem a prevenção de
riscos profissionais e a promoção do
trabalhador.

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Obrigações da Entidade Empregadora

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Obrigações gerais do Empregador
• O princípio geral que preside ao tema da formação é o
de que todos os trabalhadores têm direito à prestação
de trabalho em condições de segurança, higiene e de
protecção da saúde.

• Sempre que cabe ao empregador uma obrigação,

• cabe aos trabalhadores um direito (e vice versa) em


matéria de Higiene, Segurança e Saúde.

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16
Obrigações Gerais do Empregador

• “o empregador é obrigado a assegurar aos


trabalhadores condições de segurança,
higiene e saúde em todos os aspectos
relacionados com o trabalho”.

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SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO
destinadas a assegurar a segurança e saúde no
trabalho assenta nos seguintes princípios de
prevenção:
• Planificação e organização da prevenção de
riscos profissionais;
• Eliminação dos factores de risco e acidente;
• Avaliação e controlo de riscos profissionais;
• Informação, formação, consulta e participação
dos trabalhadores ou seus representantes;
• Promoção e vigilância da saúde dos
trabalhadores.

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18
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Obrigações gerais do empregador


• O empregador é obrigado a assegurar aos
trabalhadores condições de segurança, higiene e saúde
em todos os aspectos relacionados com o trabalho,
tendo em conta:
1. A concepção das instalações;

2. O conjunto das actividades da empresa;

3. O armazenamento de agentes químicos, físicos e


biológicos;

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19
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO
Obrigações gerais do empregador (cont.)
4. Não só a presença dos trabalhadores como a de
terceiros;

5. Dar prioridade à protecção colectiva em relação às


medidas de protecção individual;

6. Organizar o trabalho, eliminando os efeitos


nocivos do trabalho monótono e cadenciado;

7. Assegurar a vigilância;

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SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Obrigações gerais do empregador (cont.)


8. Estabelecer, em matéria de primeiros socorros, de
combate a incêndios e de evacuação de
trabalhadores, as medidas que devem ser
adoptadas e a identificação dos trabalhadores
responsáveis pela sua aplicação, bem como
assegurar os contactos necessários com as
entidades exteriores competentes para realizar
aquelas operações e as de emergência médica;

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SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Obrigações gerais do empregador (cont.)

9. As zonas de risco grave – aptidão, formação, período;

10. Substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo;

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22
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO
Informação e consulta dos trabalhadores
Os trabalhadores, assim como os seus
representantes na empresa, devem dispor de
informação actualizada sobre:
• Os riscos para a segurança e saúde , bem como as
medidas de protecção e de prevenção;
• As medidas e instruções a adoptar em caso de
perigo eminente;
• As medidas de primeiros socorros, de combate a
incêndios e de evacuação dos trabalhadores em caso
de sinistro, bem como os trabalhadores ou serviços
encarregados de as pôr em prática.

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23
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Informação e consulta dos trabalhadores (Cont.)


Esta informação, sem prejuízo da formação
adequada, deve ser proporcionada nos seguintes
casos:
• Admissão na empresa;
• Mudança de posto de trabalho ou função;
• Introdução / alteração de equipamentos;
• Adopção de nova tecnologia;
• Actividades que envolvam trabalhadores de diversas
empresas.

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24
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Formação dos trabalhadores


• O trabalhador deve receber uma formação
adequada no domínio da segurança, higiene e saúde
no trabalho, tendo em atenção o posto de trabalho e
o exercício de actividades de risco elevado.

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25
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Inspecção
• A fiscalização do cumprimento da legislação relativa
a SHST, assim como a aplicação das correspondentes
sanções, compete à Autoridade para as Condições
de Trabalho, sem prejuízo de competência
fiscalizadora específica atribuída a outras entidades;
• Compete à Autoridade para as Condições de
Trabalho a realização de inquéritos em caso de
acidente de trabalho mortal ou que evidencie uma
situação particularmente grave.

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26
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Inspecção (Cont.)
• Nos casos de doença profissional ou de quaisquer
outros danos para a saúde ocorridos durante o
trabalho ou com ele relacionados, a Direcção-Geral
da Saúde, através das autoridades de saúde, bem
como o Centro Nacional de Protecção contra os
Riscos Profissionais, podem, igualmente, promover a
realização de inquéritos;
27
27
Obrigações dos Trabalhadores

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28
• Cumprir as
prescrições de HSST e
as instruções do
empregador sobre
esta matéria;

29
29
• Zelar pela sua
segurança e saúde e
de outras pessoas
que possam ser
afectadas pelas suas
acções ou omissões
no trabalho;

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30
Utilizar correctamente e segundo as
instruções transmitidas pelo empregador:

• máquinas;
• aparelhos;
• instrumentos ;
• substancias perigosas;
• equipamentos de protecção colectiva e
individual.

31
31
• Cumprir os procedimentos de trabalho
estabelecidos;

• Cooperar para a melhoria do sistema de HSST;

32
32
• Comunicar imediatamente avarias e deficiências
por si detectadas que se lhe afiguram susceptíveis
de originarem perigo grave e iminente, assim
como qualquer defeito verificado nos sistemas de
protecção;

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33
• Em caso de perigo grave e
iminente adoptar as medidas e
instruções estabelecidas para
tal situação.

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34
• Os trabalhadores só
serão prejudicados
se agirem com dolo
ou negligência grave.

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35
Acidentes de Trabalho

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36
Atividade:
O Preço da Segurança

Uma companhia de seguros pediu-lhe que


indicasse qual a indemnização a que se acha
com direito em caso de perda, ou de
inutilização, de várias partes do seu corpo.

Discutam o assunto e cheguem a uma conclusão


sobre os valores das indemnizações. Procedam à
eleição de um porta-voz e preparem-se para
apresentar os vossos números
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37
Acidente de Trabalho
• “é acidente de trabalho aquele que se
verifique no local e no tempo de trabalho e
produza, directa ou indirectamente, lesão
corporal, perturbação funcional ou doença de
que resulte redução na capacidade de
trabalho ou de ganho ou a morte.”

Lei 100/97, de 13 de Setembro

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38
Local de Trabalho
• ”todo o lugar em que o trabalhador se
encontra ou deva dirigir-se em virtude do seu
trabalho, e em que esteja, directa ou
indirectamente, sujeito ao controlo do
empregador

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39
No Tempo de Trabalho…
• incluí-se “além do período normal de
laboração, o que preceder o seu inicio, em
actos de preparação ou com ele relacionados,
e o que se lhe seguir, em actos também com
ele relacionados, e ainda as interrupções
normais ou forçosas de trabalho”.

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40
É também Acidente de Trabalho:
• No trajecto de ida e volta para o local de
trabalho

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41
É também Acidente de Trabalho:
• Quando o trabalhador esteja a executar
serviços que não lhe foram ordenados pela
entidade patronal, mas dos quais ela possa
tirar proveito económico;

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42
É também Acidente de Trabalho:
• Nas situações em que, como representante
dos trabalhadores, esteja a exercer o direito
de reunião ou outras actividades permitidas
por lei.

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43
É também Acidente de Trabalho:
• Nas situações em que, como representante
dos trabalhadores, esteja a exercer o direito
de reunião ou outras actividades permitidas
por lei

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44
É também Acidente de Trabalho:
• No decorrer de uma acção de formação
profissional, no local de trabalho ou, fora dele,
nos casos em que tenha sido autorizada pela
entidade patronal;

45
45
É também Acidente de Trabalho:
• Durante a execução de trabalhos fora das
instalações da empresa, quando tenham sido
ordenados pela entidade patronal ou por ela
autorizados;

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46
É também Acidente de Trabalho:
• Quando o trabalhador em processo de
cessação de contrato de trabalho
(despedimento colectivo ou extinção de posto
de trabalho, por exemplo) esteja à procura de
emprego durante o tempo que a lei lhe
concede para isso;

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47
É também Acidente de Trabalho:
• Quando o trabalhador se encontre a receber
assistência ou tratamento devido a um
acidente de trabalho anterior, bem como a
deslocação entre a sua casa e o local onde é
tratado.

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48
Actividade:
Registo de Acidentes

Faça uma lista de todos os acidentes (que


aconteceram ou que estiveram prestes a
acontecer), lesões, dores e situações que se
lhe depararam, quer no trabalho, quer em
casa.

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49
Consequências:
Identifica o conjunto de sequelas humanas e
materiais que ocorrem do acidente.

• Morte;
• Incapacidade Permanente;
• Incapacidade Temporária;
• Outros casos

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50
A incapacidade pode ser:
• permanente, isto é, para toda a vida, ou
• temporária.

Por outro lado, pode ser


• absoluta, quando o trabalhador está incapacitado para
trabalhar, ou
• parcial, que se verifica nos casos em que as suas condições
físicas e mentais apenas lhe permitem continuar a
trabalhar de forma limitada, impossibilitando-o de
produzir o mesmo rendimento.
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DIREITOS DOS TRABALHADORES

EM CASO DE
ACIDENTE DE TRABALHO

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O direito à reparação compreende as
seguintes prestações:

Em espécie:
• Prestação de natureza médica ;
• Cirúrgica;
• Farmacêutica e hospitalar;
• Outras acessórias ou complementares;

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54
Em dinheiro:
• Indemnizações por incapacidade
temporária para o trabalhador;
• Indemnizações por incapacidade
permanente;
• Pensões aos familiares da vítima;
• Despesas de funeral no caso de morte.

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55
O QUE NÃO É CONSIDERADO ACIDENTE
DE TRABALHO
• Quando é provocado intencionalmente pelo
trabalhador ou pela violação injustificada das
normas de segurança estabelecidas pela E.E.
ou pela lei.

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56
O QUE NÃO É CONSIDERADO ACIDENTE
DE TRABALHO
• Por negligência do trabalhador

• Por motivos de força maior (ex. terramotos,


tempestades), a menos que se trate de um
trabalho ordenado pela E.E. em condições de
perigo evidente

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57
CUSTOS DOS
ACIDENTES DE
TRABALHO
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58
CUSTOS

1. DIRECTOS 2. INDIRECTOS

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59
CUSTOS
1- DIRECTOS

• Salários,
• Indemnizações,
• Gastos em assistência médica

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60
CUSTOS
2- INDIRECTOS

• Tempo perdido pelo


acidentado e por outros
colaboradores
• Tempo necessário à selecção e
formação de 1 substituto do
acidentado
• Perdas para a produção por
impressão causada nos outros
colaboradores

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CUSTOS
• Perdas por reparação
• Perdas por produtos defeituosos
• Perdas no nível de eficiência e
rendimento do trabalhador lesionado
quando regressa ao trabalho
• Perdas do tipo comercial por não ser
possível satisfazer prazos de entrega
estabelecidos

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CUSTOS
• Perdas resultantes da deterioração da imagem da
empresa

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Debate:
Em 2006,

Então o porquê desta situação? 64


Os Recursos Humanos …
• Sabe-se que existem 2 determinantes para o
acidente de trabalho:

As condições inseguras

O acto inseguro

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65
• As condições inseguras podem ser eliminadas
através :

– da consciencialização do empresário
– aprimoramento dos mecanismos materiais de
segurança na fábrica

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66
• O acto inseguro porém, é algo mais complexo.

3 razões fundamentais para os


comportamentos inadequados no trabalho

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67
• O HOMEM NÃO PODE
COMPORTAR-SE DE MANEIRA
DIFERENTE

Combate-se através da selecção de


pessoal onde factores como aptidões,
personalidade e história anterior do
indivíduo são analisadas com a
finalidade de colocá-lo na função mais
adequada

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68
• O HOMEM NÃO SABE
COMPORTAR-SE DE
OUTRO MODO

Pode ser contornado pelo


levantamento de
necessidades de
formação profissional

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69
• O HOMEM NÃO QUER
COMPORTAR-SE ASSIM

É mais complexo, no entanto


pode ser contornado através
do reforço e da punição

70
70
Um comportamento tende a ser
extinguido ou a aumentar de
frequência, conforme o reforço
que recebe do ambiente

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71
Medicina no Trabalho

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72
A LEI…
• NO CAMPO DA SAÚDE, OS EMPREGADORES DEVEM
PROMOVER A REALIZAÇÃO DE EXAMES MÉDICOS, A FIM
DE SE VERIFICAR A APTIDÃO FÍSICA E PSÍQUICA DO
TRABALHADOR PARA O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO, BEM
COMO A REPERCUSSÃO DO TRABALHO NA SUA SAÚDE.

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ASSIM,
CADA TRABALHADOR DEVE FAZER UM EXAME
ANTES DE SER ADMITIDO E EXAMES
PERIÓDICOS DE 2 EM 2 ANOS (ANUAIS PARA
OS MENORES DE 18 E PARA OS MAIORES DE
50)

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Riscos Profissionais

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Actividade:
A sua profissão é segura??

Responda à seguinte pergunta:


• Considera que o ambiente e o local de
trabalho onde exerce a sua profissão
apresenta mais ou menos perigos para a SHST
do que outros tipos ou ambientes de
trabalho? Dê exemplos

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Análise de Riscos
• Constitui a 1ª abordagem de um problema de
segurança de trabalho

• OBJECTIVO:
– Levantamento de todos os factores do sistema de
trabalho Homem / Máquina / Ambiente que
podem causar acidentes.

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Riscos associados:

• Atropelamento
• Esmagamento
• Quedas
• Lesões dorso-lombares

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Solução??

PREVENÇÃO

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ATROPELAMENTO
• O Operador, para além de ter que ter em
atenção a sua segurança tem também de zelar
pela segurança:
– Restantes trabalhadores
– Observadores
– Pessoas que inadvertidamente se expõem ao
perigo para satisfazer a sua curiosidade
– Transeuntes em geral, que involuntariamente
podem estar expostos ao perigo

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Lesões Dorso-Lombares
Normalmente associadas a:

•Posturas de trabalho incorrectas

•Movimentação de Cargas

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Lesões Dorso-Lombares

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Lesões Dorso-Lombares

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Lesões Dorso-Lombares
PROCEDIMENTOS BÁSICOS QUANDO
LEVANTAR SACOS:

1 Manter a cabeça e 3
costas em linha recta; Apoiar o saco sobre o
Segurar o saco com a ombro, e;
palma da mão;

2 Levantar com esforço 4 Segurar com firmeza e


das pernas, deixando- iniciar o transporte com
as com abertura as costas direitas.
adequada;
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84
Lesões Dorso-Lombares
PROCEDIMENTOS BÁSICOS
QUANDO LEVANTAR CAIXAS:

1 Usar o esforço das 3


pernas deixando-as Centralizar a carga...
com abertura
adequada...

2 4
Estender os braços... Mantê-la próxima
ao corpo.

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85
Lesões Dorso-Lombares

LESÕES INCAPACIDADE
•Cortes/ Perfurações; •Parcial
•Dores lombares (lombalgias); •Total
•Entorse; •Temporária
•Distensões musculares; •Permanente
•Hérnias, ETC. •Morte

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86
Lesões Dorso-Lombares
PROCEDIMENTOS BÁSICOS
REGRAS GERAIS:
Nunca dobrar as costas;

•Posicionar-se sempre próximo a carga;

•Não torcer o corpo para pegar ou movimentar


cargas;

•Usar sempre a musculatura das pernas;

•Aproximar bem a carga do corpo; 87


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Prevenção de Riscos

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PREVENÇÃO DE RISCOS
• MEDIDAS COLECTIVAS

• MEDIDAS INDIVIDUAIS

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• IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS

– Regras de segurança
– Sinalização de segurança
– Equipamentos de protecção individual

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PREVENÇÃO DE RISCOS

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

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PREVENÇÃO DE RISCOS
• Sinalização de Segurança:

– É aquela que, relacionada com um objecto, uma


actividade ou uma situação determinada, fornece
uma indicação ou uma prescrição relativa à
segurança ou à saúde no trabalho, ou a ambas.

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PREVENÇÃO DE RISCOS
• Sinalização de Segurança:
– No mundo do trabalho a sinalização desempenha
um papel importante como forma de informar os
trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas
actividades, conduzindo-os a atitudes preventivas
e de protecção, reduzindo o risco de acidentes.

93
PREVENÇÃO DE RISCOS
• Sinalização de Segurança:
– Compete ao empregador a existência de
sinalização de segurança e saúde no trabalho, de
acordo com a legislação em vigor, sempre que os
riscos não puderem ser evitados ou
suficientemente diminuídos com meios técnicos
de protecção colectiva ou com medidas, métodos
ou processos de organização do trabalho.

94
PREVENÇÃO DE RISCOS
• Sinalização de Segurança – Objectivo:

– Chamar a atenção, de uma forma rápida e


inteligível, para objectos e situações susceptíveis
de provocar determinados riscos;

95
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Sinalização de Segurança – Requisitos:

 Atrair atenção dos trabalhadores;

 Dar a conhecer o risco ou a informação que se


pretende transmitir, com a antecedência suficiente,
para que o trabalhador possa actuar;

 Ter uma única interpretação, ser clara, nomeadamente


não afixando um número excessivo de sinais, ou
utilizando sinalização que possa confundir-se;

96
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Sinalização de Segurança – Requisitos:

– Indicar a maneira correcta de actuar em cada caso


concreto;

– Ser regularmente limpos, mantidos, verificados e


reparados ou substituídos para conservar as suas
qualidades intrínsecas;

– Estar em número e localização conforme a importância


dos riscos, dos perigos e do local onde estes se
circunscrevem.
97
PREVENÇÃO DE RISCOS
• Sinalização de Segurança – Requisitos:
– Ter as dimensões e as características colorimétricas e
fotométricas da sinalização, garantindo uma boa visibilidade
e compreensão do seu significado;

– Estar instalados em local bem iluminado, a uma altura e


posição apropriadas;

– Ser de materiais que ofereçam resistência a choques,


intempéries e agressões do meio ambiente

– Ser retirados sempre que a situação que os justificava deixe


de se verificar.
98
PREVENÇÃO DE RISCOS
• Sinalização de Segurança – Definição:

– Sinal de Proibição – Proíbe um comportamento


susceptível de provocar ou expor a um perigo;
– Sinal de Aviso – Adverte sobre um perigo ou risco;
– Sinal de Obrigação – Impõe um comportamento
determinado;
– Sinal de Salvamento ou de Socorro – Dá indicações
sobre saídas de emergência ou meios de socorro ou
salvamento;

99
PREVENÇÃO DE RISCOS
COR SIGNIFICADO INDICAÇÕES
Sinal de Atitudes
proibição perigosas
Perigo-alarme Stop, pausa,
dispositivos de
corte de
emergência
Evacuação
Material e Identificação e
equipamento de localização
combate a
incêndios

100
PREVENÇÃO DE RISCOS
COR SIGNIFICADO INDICAÇÕES
Sinal de aviso Atenção, precaução
Verificação
Sinal de Obrigação Comportamento ou
acção específicos
Obrigação de utilizar
EPI’S
Sinal de salvamento Portas, saídas, vias,
ou socorro material, postos,
locais específicos
Situação de Regresso à
segurança normalidade

101
OBRIGAÇÃO
Fundo: azul; pictograma: branco

102
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Os trabalhadores no local de
trabalho devem utilizar botas de
protecção
– Água – Material plastico;
– Queda de objectos - Biqueira de aço;
– Choque – Sapato

• PROIBIDO UTILIZAR SAPATOS ABERTOS


OU OUTROS QUE NÃO TENHAM SIDO
DEFINIDOS PELA EMPRESA

103
PREVENÇÃO DE RISCOS

• O trabalhador quando
exposto a níveis de ruído
elevados (85dB(A)) são
obrigados a utilizar
protecção adequado, nos
locais onde exista
sinalização

104
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Quando na manipulação de
substâncias perigosas, ou em
contacto com produtos químicos o
trabalhador é obrigado a utilizar
máscara de protecção.

• De acordo com o produto químico


ou e acordo com o local de
trabalho a mascara de protecção a
utilizar deve ser a mais adequada.

105
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Quando na execução de tarefas em


trabalhos em altura (mais ou menos 2m);

• Utilização de equipamento de acesso


(escadas) fixas e com um ângulo de
segurança (mais ou menos 45 º);

• Utilização de equipamento
complementar:
– Grua com tabuleiro;
– Tapete;
– Cinto;
– Arnês.

106
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Na execução da sua actividade o


trabalhador é obrigado a utilizar
o vestuário de trabalho mais
adequado e que lhe foi
distribuído;

• De acordo com a tarefa o


vestuário de trabalho pode ser
especifico:
– Pintura
– Metalização
– Soldadura

107
PREVENÇÃO DE RISCOS

• A manipulação de
substâncias, a execução de
tarefas que coloquem em
risco o trabalhador, são
obrigados a utilizar luvas de
protecção:

– Risco de corte
– Manipulação de ácidos
– Temperaturas elevadas
– Contacto com químicos

108
PREVENÇÃO DE RISCOS

• A manipulação de substâncias,
a execução de tarefas que
coloquem em risco o
trabalhador (soldadura) , são
obrigados a utilizar óculos de
protecção:

– Projecção de limalhas
– Salpicos na manipulação de ácidos
– Contacto com químicos

109
PROIBIÇÃO
Fundo: branco; pictograma: preto; cor de contraste: vermelho

110
PREVENÇÃO DE RISCOS

 PROIBIÇÃO DE FUMAR

 O objectivo é proteger a saúde das pessoas nos locais de


trabalho onde o fumo de tabaco pode ser nocivo;

 Salas de grande ocupação de trabalhadores, salas de


reunião, refeitórios, hospitais e postos clínicos, escolas,
salas de espera, recintos desportivos fechados e locais mal
arejados ou confinados como elevadores.

111
PREVENÇÃO DE RISCOS

 PROIBIÇÃO DE FUMAR

 Locais de trabalho onde é indispensável que o ar ambiente


tenha um grau de pureza elevado, como é o caso da
indústria farmacêutica;

 Pretende evitar que , ao fumar, se ingiram produtos


perigosos manipulados pelos trabalhadores.

112
PREVENÇÃO DE RISCOS
 PROIBIÇÃO FAZER LUME E DE FUMAR

 Deve ser usado em locais onde o perigo pode resultar da


utilização de uma chama, prevenindo assim os riscos de
incêndio, explosão ou decomposição química pelo Calor;

 Locais de armazenamento de líquidos inflamáveis, onde se


utilizam solventes clorados, tintas, vernizes ou ainda na
proximidade de gases de petróleo liquefeito armazenados em
reservatórios fixos e móveis.

113
AVISO
Fundo: amarelo; pictograma e cor de contraste: preto

114
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Em locais onde se processem a manipulação de


objectos, como cargas, descargas, arrumação,
empilhamento onde se utilize a movimentação, é
colocada a sinalização como sinal de alerta a
quem utiliza o local da possibilidade de deparar
com empilhadores ou monta cargas eléctricos;

• Deve ser assinalada a passagem de peões e de


empilhadores;

• Os empilhadores devem circular a uma


velocidade mínima para evitar acidentes
(atropelamento) e serem dotados de meios de
identificação (sonoros e luminosos).

115
PREVENÇÃO DE RISCOS
• Os locais onde se evidência a utilização de corrente
eléctrica, á excepção das tomadas, são sinalizadas
com identificação de perigo dada a intensidade
eléctrica.

• Identificação junto a quadros eléctricos e postos


de transformação, devendo estes estar afastados
de saídas de água;

• Junto a estes locais utilizar extintor adequado e em


bom estado (revisão e identificação dos rótulos);

• Em caso de acidente
– Não tocar na vitima directamente com as mãos;
– Desligar a fonte eléctrica;
– Contactar o responsável pelos primeiros socorros

116
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Quando se executem processos, tarefas ou


actividades em altura é necessário que estas
sejam efectuadas em segurança;

• Recurso a equipamento automático de


elevação e movimentação de cargas

• Verificar o seu estado de manutenção


(carretos, espias, e outros)

• Identificar as zonais onde são efectuados esses


trabalhos para que os colaboradores tomem
consciência do risco a que estão expostos e do
uso de equipamento de protecção individual
mais adequado

117
SALVAMENTO OU DE SOCORRO
Fundo: verde; pictograma e cor de contraste: branco

118
PREVENÇÃO DE RISCOS

• A sinalização de segurança deve


permitir aos trabalhadores a sua
evacuação em condições
adversas:
– Falha de luz eléctrica
– Desconhecimento das instalações
– Rapidez da evacuação

• O trabalhador deve seguir as


instruções que lhe são dadas e as
orientações definidas,
abandonando o seu local de
trabalho de um modo ordeiro.

119
PREVENÇÃO DE RISCOS
• Em caso de situação de
emergência os trabalhadores
evacuados devem seguir as
indicações anteriores e
concentrarem-se em locais
destinados á sua reunião.

• Analisar:
– Todos os colaboradores foram
evacuados;
– Existência de baixas ou
ausências nos grupos.

120
COMBATE A INCÊNDIOS
Fundo: vermelho; pictograma: branco

121
PREVENÇÃO DE RISCOS

• O combate a incêndios é
efectuada de acordo com
o tipo de agente a
extinguir:

– Água
– Extintor

122
PREVENÇÃO DE RISCOS

• O recurso a meios de
extinção cuja utilização é a
agua, nomeadamente na
instalação em geral.

• O sistema deve ser


autónomo e funcionar
mesmo que haja o corte
eléctrico total na empresa.

123
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Tipo de sinalização
– Planos
– Panorâmicos

• Facilitar a sua
visualização

124
PREVENÇÃO DE RISCOS

• Como meios
complementares pode
possuir o accionamento
eléctrico e de alarme
da detecção a
incêndios
( alarme sonoro).

125
DESLOCAR, LEVANTAR E TRANSPORTAR
CARGAS MANUAIS
PROCEDIMENTOS BÁSICOS
REGRAS GERAIS:
•Centralizar a carga em relação as pernas;

•Observar quais Equipamentos de Proteção Individual que a carga exige;

•Jamais tentar transportar quando a carga tiver peso, tamanho ou forma


adversas;

•Lembre-se que outros colegas de trabalho, poderão auxiliá-lo quando


necessário, e;

•Existem limites para o deslocar, levantar e transportar CARGAS MANUAIS.


Existem outros meios e máquinas disponibilizadas para o transporte de
cargas.

126
126
Tipos de Equipamentos de Protecção
Individual

127
127
Existem vários tipos de EPI’s:
• Protecção de:
– Cabeça
– Olhos e Rosto
– Vias Respiratórias
– Ouvidos
– Tronco
– Pés e Membros Inferiores
– Mãos e Membros Superiores
– Contra Quedas
128
128
Protecção da Cabeça
• A cabeça deverá ser protegida perante o risco
de queda de objectos pesados, pancadas
violentas ou projecção de partículas.

Uso do CAPACETE de PROTECÇÃO

Elevada resistência ao impacto e à penetração.


129
129
Protecção de Olhos e Rosto
• necessário proteger contra vários riscos.
- Acções Mecânicas, através de poeiras, partículas ou
aparas.
- Acções Ópticas, através de luz visível (natural ou artificial),
invisível (radiação ultravioleta ou infravermelho) ou ainda
raios laser.
- Acções Químicas, através de produtos corrosivos (ácidos e
bases) no estado sólido, líquido ou gasoso.
- Acções Térmicas, devidas a temperaturas extremas.

130
130
Protecção de Olhos e Rosto
• Os olhos e também o rosto protegem-se com
óculos e viseiras apropriados, cujos vidros
deverão resistir:
– Ao choque
– À corrosão e às radiações

Os óculos de protecção devem ajustar-se


correctamente e não devem limitar
excessivamente o campo de visão (no máx.
20%)
131
131
Protecção das Vias Respiratórias
• a atmosfera dos locais de trabalho encontra-
se, muitas vezes, contaminada com agentes
químicos agressivos, tais como: gases,
vapores, neblinas, fibras, poeiras.

132
132
Protecção dos Ouvidos
• em casos de ser susceptível a existência de
níveis de ruído acima dos 80 dB(A), de acordo
com o Decreto Lei nº 182/2006, de 6 de
Setembro.

133
133
Protecção dos Tronco
• é protegido pelo vestuário de trabalho que
deve ser cingido ao corpo para evitar que se
prenda pelos órgãos em movimento das
máquinas e equipamentos.

134
134
Protecção dos Pés e Membros
Inferiores
• deve ser considerada quando há possibilidade
de lesões a partir de efeitos mecânicos,
térmicos, químicos ou eléctricos.

135
135
Protecção dos Mãos e Membros
Superiores
• deve ser considerada quando há possibilidade
de lesões a partir de efeitos mecânicos,
térmicos, químicos ou eléctricos.

136
136
A SEGURANÇA É UM DIREITO DE TODOS OS
TRABALHADORES

E UM DEVER DE CADA UM ACTUAR EM SUA


SEGURANÇA PARA SI E PARA O PROXIMO

A ACTUAÇÃO DE ACORDO COM OS PROCEDIMENTOS


DE SEGURANÇA E O USO DE EQUIPAMENTO DE
PROTECÇÃO INDIVIDUAL SÃO FUNDAMENTAIS PARA
GARANTIRMOS A NOSSA SEGURANÇA

137
Acompanhamos o seu crescimento

Mais informações:

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