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VINCULAÇÃO

ADMINISTRATIVA
• COMPETÊNCIA
• FINALIDADE
ATOS ADMINISTRATIVOS • FORMA
VINCULADOS
• MOTIVO
• OBJETO

NA VINCULAÇÃO, TODOS OS ELEMENTOS DE UM ATO ADMINISTRATIVO ESTÃO EXPRESSAMENTE


PREVISTOS EM LEI.
SEGUNDO MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO:
“A ATUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICO NO EXERCÍCIO DA
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA É VINCULADA QUANDO A LEI
ESTABELECE A ÚNICA SOLUÇÃO POSSÍVEL DIANTE DE
DETERMINADA SITUAÇÃO DE FATO; ELA FIXA TODOS OS
REQUISITOS, CUJA EXISTÊNCA A ADMINISTRAÇÃO DEVE
LIMITAR-SE A CONSTATAR, SEM QUALQUER MARGEM DE
APRECIAÇÃO SUBJETIVA.”
VINCULAÇÃO X DISCRICIONARIEDADE
GRAU DE LIBERDADE EM SUA PRÁTICA

VINCULAÇÃO DISCRICIONARIEDADE

MOTIVO E OBJETO

PREVISTO CONVENIÊNCIA E
OPORTUNIDADE
EM LEI (MÉRITO ADMINISTRATIVO)
A VINCULAÇÃO ADMINISTRATIVA É
PURAMENTE VINCULADA À LEI?
SEGUNDO HELY LOPES MEIRELLES:
“ABSOLUTAMENTE, NÃO. (...) NOS ATOS VINCULADOS (...) O
ADMINISTRADOR TERÁ DE DECIDIR SOBRE A CONVENIÊNCIA DE
SUA PRÁTICA, ESCOLHENDO A MELHOR OPORTUNIDADE E
ATENDENDO A TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS QUE CONDUZAM A
ATIVIDADE ADMINISTRATIVA AO SEU VERDADEIRO E ÚNICO
OBJETIVO – O BEM COMUM. (...) O QUE NÃO LHE É LÍCITO É
DESATENDER ÀS IMPOSIÇÕES LEGAIS OU REGULAMENTARES QUE
REGRAM O ATO E BITOLAM [LIMITAM] SUA PRÁTICA.”
ENTÃO SE O ADMINISTRADOR, NO
CUMPRIMENTO DE ATOS VINCULADOS,
NÃO É TOTALMENTE CEGO E EXECUTOR
DA LEI, AO QUE ELE DEVE OBSERVAR?
VINCULAÇÃO ADMINISTRATIVA
EVOLUÇÃO DE SEU ENTENDIMENTO

C.F. DE 1891 C.F. DE 1934 C.F. DE 1988


A ADMINISTRAÇÃO PODE FAZER A ADMINISTRAÇÃO SÓ PODE A ADMINISTRAÇÃO NÃO SE SUBMETE
TUDO O QUE A LEI NÃO PROÍBE FAZER O QUE A LEI PERMITE À LEI EM SENTIDO PURAMENTE
(VINCULAÇÃO NEGATIVA) (VINCULAÇÃO POSITIVA) FORMAL, MAS AO DIREITO.

SEGUNDO O ENTENDIMENTO DE MARIA SYLVIA Z. DI PIETRO, A C.F. DE 1988, COM A


IDEIA DE UM ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, VINCULOU A LEI AOS IDEAIS DE
JUSTIÇA. SENDO ASSIM, A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DEVE OBEDIÊNCIA NÃO SÓ À LEI,
MAS AO DIREITO.
CUMPRIMENTO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS VINCULADOS

SUBMISSÃO PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


AO DIREITO EXPRESSOS E IMPLÍCITOS NA C.F. DE 1988

VINCULAÇÃO
ADMINISTRATIVA

PREVISÃO
LEGAL
PRINCÍPIO DA JURIDICIDADE ADMINISTRATIVA

SUBMISSÃO PREVISÃO PRINCÍPIO DA JURIDICIDADE


AO DIREITO LEGAL ADMINISTRATIVA

OS ATOS VINCULADOS PASSAM A RESPEITAR A UM BLOCO DE LEGALIDADE


DENOMINADO PRINCÍPIO DA JURICIDADE ADMINISTRATIVA.

NO CONCEITO CLÁSSICO DE LEGALIDADE, A ADMINISTRAÇÃO ESTAVA VINCULADA


UNICAMENTE AOS DITAMES DA LEI. COM A JURIDICIDADE, ALÉM DA SUBMISSÃO À
LEI, DEVE A ADMINISTRAÇÃO OBSERVAR OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E OS
REGULAMENTOS QUE ELA MESMA PRODUZ, AUMENTANDO A POSSIBILIDADE DE
REVISÃO JUDICIAL DE SEUS ATOS.
O MINISTRO DO STF RICARDO LEWANDOWSKI, EM SEU DIRCURSO DE POSSE PARA A
PRESIDÊNCIA DA SUPREMA CORTE, RESSALTOU A IMPORTÂNCIA DA JURIDICIDADE NA
APLICAÇÃO DO DIREITO, IN VERBIS:

“(...)O JUDICIÁRIO, SUPERANDO UMA POSTURA HERMENÊUTICA MAIS ORTODOXA,


QUE DESVENDAVA O DIREITO APENAS A PARTIR DE REGRAS JURÍDICAS POSITIVADAS
NA CONSTITUIÇÃO E NAS LEIS, PASSOU A FAZÊ-LO TAMBÉM COM BASE EM PRINCÍPIOS,
SUPERANDO A VISÃO TRADICIONAL QUE SE TINHA DELES, CONSIDERADOS PRECEITOS
DE CARÁTER MERAMENTE INDICATIVO OU PROGRAMÁTICO. OS JUÍZES COMEÇARAM A
EXTRAIR CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANO, DEMOCRÁTICO E
FEDERATIVO, BEM ASSIM DOS POSTULADOS DA ISONOMIA, DA RAZOABILIDADE, DA
PROPORCIONALIDADE, DA MORALIDADE, DA IMPESSOALIDADE, DA EFICIÊNCIA E DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, AMPLIANDO ASSIM O ESPECTRO DE SUAS
DECISÕES. (...)”
ATO ADMINISTRATIVO VINCULADO INVÁLIDO

HELY LOPES MEIRELLES DEFINE MUITO BEM A SITUAÇÃO DE INVALIDEZ NA


VINCULAÇÃO ADMINISTRATIVA, IN VERBIS: “O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
IMPÕE QUE O AGENTE PÚBLICO OBSERVE, FIELMENTE TODOS OS REQUISITOS
EXPRESSOS NA LEI COMO DA ESSÊNCIA DO ATO VINCULADO [SUBMISSÃO AO
DIREITO]. O SEU PODER ADMINISTRATIVO RESTRINGE-SE (...) AO DE PRATICAR
OS ATOS COM TODAS AS MINÚCIAS ESPECIFICADAS NA LEI. OMITINDO-AS OU
DIVERSIFICANDO-AS NA SUA SUBSTÂNCIA, NOS MOTIVOS, NA FINALIDADE,
NO TEMPO, NA FORMA OU NO MODO INDICADOS, O ATO É INVÁLIDO, E
ASSIM PODE SER RECONHECIDO PELA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO OU PELO
JUDICIÁRIO, SE O REQUERER O INTERESSADO.”
CONCLUSÃO
O DIREITO É TEMPORAL E POR ISSO ELE DEVE ACOMPANHAR AS MUDANÇAS QUE
OCORREM DENTRO DE UMA SOCIEDADE. A ANTIGA NOÇÃO DE VINCULAÇÃO
ADMINISTRATIVA QUE SUBMETIA O ADMINISTRADOR PÚBLICO SOMENTE AOS
DITAMES EXPRESSOS DA LEI ESTÁ ULTRAPASSADA. O ESTADO DEVE PRIORIZAR O BEM
COMUM E DIANTE DE UMA LEGISLAÇÃO QUE, MUITAS VEZES, É INSUFICIENTE, ELE
NÃO PODE SE RESTRINGIR SOMENTE A ELA. A SUBMISSÃO AO DIREITO, TENDO COMO
NORTE OS PRÍNCIPIOS CONSTITUCIONAIS, APARECE COMO UMA FERRAMENTA DE
EVOLUÇÃO DO NOSSO DIREITO ADMINISTRATIVO.

E PARA DEFINIR EM POUCAS PALAVRAS O ESTUDO DO PRESENTE TRABALHO, GUSTAVO


BINENBOJM NOS ENSINA QUE “A VINCULAÇÃO AO DIREITO NÃO PLASMADO NA LEI,
MARCA A SUPERAÇÃO DO POSITIVISMO LEGALISTA E ABRE CAMINHO PARA UM
MODELO JURÍDICO BASEADO EM PRINCÍPIOS E REGRAS, E NÃO APENAS NESTAS
ÚLTIMAS.”