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Como conquistar sua própria

felicidade, reflexões sobre a


TREC de Albert Ellis
Marcelo da Rocha Carvalho
Instituto Psicológico de Controle do Stress
Marilda Novaes Lipp de São Paulo
Professor e Supervisor do IPq – HC – FMUSP
Terapia Racional Emotiva
Comportamental(TREC)
 É uma abordagem cognitiva para a
intervenção em psicoterapia.
 É de fácil manejo clínico e aproxima
rapidamente terapeuta e paciente para o
trabalho colaborativo.
 É uma “ferramenta” clínica que em curto
espaço de tempo pode promover melhora
ao paciente em Terapia motivando para
mudança cognitiva e a resolução de seus
problemas.
Como complicar a vida...

 Há pessoas que além de sofrer com a


depressão e ansiedade, dedicam parte do
seu tempo se auto-condenando quanto ao
seus problemas. Ou seja “criando um
sintoma neurótico em relação a seus
sintomas”.(pág. 11)
 Mudar, inicialmente, significa aceitar sua
condição.
A complexidade das autoavalições

 Existe uma pessoa perfeita? “Não, você é


simplesmente uma pessoa, que ora
acerta, ora erra; é uma pessoa que tem
pensamentos, sentimentos e atitudes que
são positivos, negativos e neutros”.(pág.
12)
 A TREC ensina as pessoas “a classificar
cada ação individualmente e não a si
mesmo como um todo”. (pág. 12)
Como ficar perturbado?

 Mesmo a tendência a distúrbios é


parcialmente inata. Como indivíduos,
possuímos tendências naturais que podem
nos deixar ansiosos(angustiados),
deprimidos(horrorizados ante eventos
pesarosos) ou revoltados(amaldiçoando a
nós mesmos por atos reprováveis).
 Mas inato não significa permanente.
Premissas teóricas
 Descontentamento com a Clínica
Psicanalítica.
 Valorização de conceitos de Alfred Adler e
Karen Horney.
 Respostas do campo da Filosofia para o
entendimento da realidade do homem.
 Estudos da Semântica influenciando a
Psicologia.
 Desenvolvimento do Cognitivismo.
 Encontro com o Behaviorismo e a Técnicas
Comportamentais.
Terapias Cognitivas

 A. Ellis e A. T. Beck propuseram métodos


psicoterápicos de caráter cognitivo no
início dos anos 60, mas o devido respaldo
teórico, só surgiu a partir da Teoria da
Aprendizagem Social de A. Bandura (Zarb,
1992).
Validade terapêutica

 O número de estudos experimentais ou


não que validam a REBT (Rimm e Master,
1983) são mais significativos que os
relatos que indicam a sua restrição ou
ineficácia (Gossette e O’Brien, 1993).
O início

 A Terapia Racional-Emotiva foi fundada


em 1955, por um então psicanalista norte-
americano chamado Albert Ellis, após a
concretização de uma ampla pesquisa
intitulada “O caso de liberação sexual”,
que começara a ser desenvolvida em 1940
(Ellis e Dryden, 1987).
Sexologia e TREC

 Apesar de suam formação psicanalítica,


Ellis partiu para a criação de uma nova
forma de atuação terapêutica baseando-se
em sua experiência com casais e
distúrbios sexuais, tendo como base a
psicoterapia psicanalítica e eclética.
Estudos filosóficos
 Cansado dos inúmeros insucessos
psicoterápicos e com a demora dos primeiros
resultados, a busca de uma nova forma de
atuação iniciou-se pelo resgate de uma
posição humanista, principalmente na obra
de Kant (Ellis e Dryden, 1987; Ellis, 1973).
Kant escreveu sobre o poder e limitações das
cognições e idéias sobre o comportamento
humano, sendo que suas idéias foram
desenvolvidas nestes tópicos principalmente
por Spinoza e Schopenhauer, que em suas
teses reforçaram a visão kantiana (Ellis e
Dryden, 1987).
Natureza do Mundo

 A influência filosófica contou ainda com


Popper, Reichenbach e Russel, filósofos da
Ciência, que produziram vários estudos
que ajudaram Ellis na concepção da
natureza do mundo que atua como ponto
de referência da REBT.
Ciência e Saúde Mental

 A prática da REBT pode ser considerada


um reflexo da metodologia científica,
contrapondo-se a dogmas e absolutismos
da cultura humana (Ellis e dryden, 1987;
Ellis, 1973) que Popper denominaria de
pseudociência psicanalítica (Eynseck,
1993).
Contingências

 Como origem do mundo psicológico, Ellis


nunca descartou a influência do meio
ambiente na formação e manutenção
deste mundo, que para ele é basicamente
cognitivo. Corroborava, assim, com a visão
filosófica metodológica behaviorista
skinneriana de que a “psique” é fruto de
um processo de aprendizagem (Ellis,
1962).
Psicanálise e dissidência

 Alfred Adler foi um dos importantes


influenciadores da REBT, pois foi o
primeiro psicólogo a se preocupar com os
sentimentos de inferioridade existentes na
ansiedade do homem (Ellis, 1962),
indicando que o homem, ao contrário dos
outros animais, possui a característica de
avaliar o mundo em que vive.
TREC

 O nome original da linha proposta por


Albert Ellis foi Terapia Racional, depois
passando a ser Terapia Racional-Emotiva
até 1993, quando seu criador alterou o
nome da abordagem para Terapia
Racional-Emotiva-Comportamental em
razão do forte caráter comportamentalista
do processo terapêutico na REBT.
Irracionalidade e suas
conseqüências
 A REBT pressupõe que a causa dos
problemas humanos estão nas idéias
irracionais que levam o ser humano a um
estado de desadaptação de seu meio
ambiente (Gorayeb e Rangé, 1988).
Diferenças entre métodos
 Terapia Cognitiva: Beck e os
pensamentos disfuncionais.
 Maior complexidade, ligado aos
transtornos psiquiátricos e menos
embativa.
 Terapia Racional Emotiva
Comportamental: Ellis e as crenças
irracionais.
 Menor complexidade, mais embativo e
ligado a questões de neuroticismo.
Três preposições fundamentais
da TC:
 A atividade cognitiva influencia o
comportamento.
 A atividade cognitiva pode ser monitorada
e alterada.
 O comportamento desejado pode ser
influenciado mediante a mudança
cognitiva.
(Dobson, 2001; apud Knapp, 2004)
Paradigma de Ellis

ABC
A(evento ativador)  B(Crenças)  C(Conseqüências)
A(ativanting event)  B(Beliefs)  C(Consequences)
O princípio do Tratamento

 (...) “esqueça o conceito de cura. A


condição humana não tem cura. Você
sempre, sempre será falível, passível de
erros e sujeito a pensamentos e atitudes
derrotistas.” (Como conquistar sua própria
felicidade, página 70)
E lembre-se...

 “Não espere muito das pessoas – pois elas


também têm seus próprios problemas e
estão mais preocupadas com eles do que
os seus.” (Como conquistar sua própria
felicidade, página 69)
Mudando o Pensamento

 “A TCER orienta a assumir a


responsabilidade, não pelas coisas
indesejáveis que lhe acontecem (A), mas
pelas suas Convicções (B)”.(Como
conquistar sua própria felicidade, página
54)
Valores da TREC

 Conscientizar as pessoas de que são elas


mesmas que criam, em grande parte, suas
próprias perturbações psicológicas e que,
embora as condições ambientais possam
contribuir para seus problemas, têm , em
geral, uma importância secundária no
processo de mudança.
Valores da TREC

 Estimular as pessoas a reconhecer


claramente que possuem a capacidade de
modificar de uma maneira significativa
estas perturbações psicológicas.
Valores da TREC

 Proporcionar a compreensão de que


perturbações emocionais
comportamentais provêm, em grande
parte, de crenças irracionais, dogmáticas e
absolutistas.
Valores da TREC

 Estimular a descoberta das crenças


irracionais e discriminar entre elas suas
alternativas racionais.
Valores da TREC

 Questionar estas crenças irracionais


utilizando os métodos lógico-empíricos da
ciência.
Valores da TREC

 Trabalhar no intuito de internalizar suas


novas crenças racionais, empregando
métodos cognitivos, emocionais e
comportamentais de mudança.
Valores da TREC

 Continuar este processo de refutação das


idéias irracionais e utilizar métodos
multimodais para mudanças durante o
resto de suas vidas.
“Entretanto, nascemos com uma
tendência de freqüentemente pensar,
sentir e agir, de uma maneira derrotista
e socialmente reprovável. Sim, isso pode
acontecer com freqüência! E essa
tendência normalmente é alimentada
pelo mundo exterior, especialmente por
nossos pais e por nossa cultura.”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 21)
“Tais pensamentos têm, em parte, o
objetivo de obrigá-lo a se mexer. No
entanto, eles acabam levando você a
acreditar que é uma pessoa totalmente
imprestável, que não vale nada.”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 22)
Expectativas conflituosas

 A REBT escreve que os distúrbios da


personalidade começam com a pessoa
determinando altos objetivos(metas) para
si próprio, em um tipo de meio ambiente
que possui um ponto de criação de
eventos e atividades que acabam por
ajudar a arquivar ou bloquear o acesso às
metas estipuladas.
Encontro de “neuroses”: a
educação
 “Nós nascemos exigentes? Provavelmente, sim.
Quando éramos crianças, precisávamos de
cuidados, alimento e proteção. Se não
tivéssemos tido tudo isso, não estaríamos vivos
hoje, exigindo, cobrando, reclamando.” (Como
conquistar sua própria felicidade, página 28)
 “Além disso, geralmente as crianças pequenas
são mimadas – conseguem tudo o que querem
sem muito esforço.” (Como conquistar sua
própria felicidade, página 28)
Continuando...
 (...)“que ela deve ter todos aqueles brinquedos
maravilhosos e caros, tomar todos os sorvetes
que tiver vontade, ser a mais bonita, a mais
esperta, a mais talentosa, da rua, ou do edifício,
ou da escola, e que ela pode ter tudo o que
quiser.” (Como conquistar sua própria felicidade,
página 28)
 “As tendências para a grandiosidade, portanto,
nascem e são cultivadas.” (Como conquistar sua
própria felicidade, página 28)
 (...)“elas estão mais preocupadas em agradar a
si mesmas”(...) (Como conquistar sua própria
felicidade, página 28)
Mas...
“Sinceramente, o universo não liga a mínima
para os seus anseios e aspirações, não
tem o menor interesse em você, nem em
ninguém. O cosmos não ama nem odeia
ninguém – ele simplesmente segue o seu
curso, com seus altos e baixos, às vezes
bom, às vezes mau, às vezes calmo, às
vezes turbulento.” (Como conquistar sua
própria felicidade, página 29)
Falta de sintonia com o Mundo

“Mas quando você acha que precisa ter,


precisa fazer, quando você faz questão
absoluta de conseguir ou de realizar
alguma coisa, tome cuidado. Suas
expectativas inflexíveis muito
provavelmente resultarão em
desapontamento, desilusão, frustração e
“horror”.” (Como conquistar sua própria
felicidade, página 29)
E assim sofremos...
 “É isso que as imposições dogmáticas e
absolutas criam – o pessimismo, a
intolerância e a insatisfação condigo
mesmo e com os outros.” (Como
conquistar sua própria felicidade, página
30)
 “E a sua cultura ensina que você merece
tudo” (Como conquistar sua própria
felicidade, página 30)
Como mudar?

(...)”quando você se sentir e agir de


maneira destrutiva, você pode descobrir
suas exigências, e depois Desafiá-las e
transformá-las em preferências ou
Novas Filosofias Eficazes.”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 31)
Pergunte a si mesmo

“Desafiando o Horror: ‘Por que é tão horrível


e cruel eu não ter sucesso, ou as pessoas
não me tratarem bem, ou as
circunstâncias não me serem favoráveis?’”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 31)
Transtornos Emocionais e a TREC
 Originam-se através de três influências:
 Nossas tendências inatas de pensar,
sentir e agir;
 As circunstâncias ambientais e culturais
nas quais nos criamos e
 As maneiras de agir que escolhemos, ou
como nos condicionamos às coisas que
experimentamos.
In.: ELLIS, A. – How to live with a neurotic at
home and at work.
Transtornos Emocionais e a TREC

 São “doenças sociais”: “contraímos


em parte com nossos pais, e em parte
com aqueles que convivemos. As pessoas
que nos criam nos ensinam
comportamentos neuróticos. Mas, também
podemos aceitar ou, ocasionalmente
rejeitar esses ensinamentos prejudiciais”.
Aprendendo o irracional
 (...)“Contraímos atitudes irracionais,
acreditando que certas condições(tais
como receber amor ou ter sucesso)
PRECISAM ou DEVEM existir, e que outras
condições(como ficar frustrado ou se
sentir forçado a agir sozinho) NÃO
PRECISAM ou NÃO DEVEM EXISTIR. Por
causa dessas idéias irrealistas, geralmente
acabamos odiando a nós e aos outros”.
(Ellis, 1976)
Aprendendo o irracional
 “O conceito que temos de nós e dos outros,
originalmente obtivemos ou aprendemos dos
pais ou de pessoas que exerceram influências
sobre nós nos primeiros anos de nossas vidas”.
 “Muito do que chamamos nosso eu não
procede exclusivamente de nós; se origina
parcialmente de nosso relacionamento com
outros indivíduos: nosso eu social. Sabemos
que possuímos certas qualidades que nos
distinguem dos outros, e que aprendemos isto
através dessas outras pessoas”.
Aprendendo o irracional

 Esta aprendizagem é relativa ou acidental,


já que podemos aprender um número
ilimitado de conceitos conforme a
configuração social e existencial de cada
ser humano.
Aprendendo o irracional
 “Portanto, as atitudes que temos para
conosco, nossos próprios conceitos
tendem a depender dos conceitos
predominantes da comunidade, da região
e da família na qual nos criamos”.
 “O fato de termos inteligência ou beleza
nada tem a ver com o julgamento de nós
mesmos, pois podemos inconscientemente
aceitar os conceitos dos outros, embora
estes conceitos possam conter pouca ou
até nenhuma verdade”.
Aprendendo o irracional
 “Em outras palavras, os primeiros conceitos
que temos de nós, em geral, dependem das
atitudes dos outros para conosco ou da
propaganda que eles criam em torno da nossa
pessoa. Se aqueles que consideramos
importantes, costumam a nos culpar,
provavelmente nos culparemos. Se nos
aceitam, tenderemos a nos aceitar. Isto não
quer dizer que os primeiros conceitos
permanecem definitivos e cruciais. Podemos,
mais tarde, mudá-los para melhor ou pior. Mas
esses conceitos possuem uma importância
considerável, e , de fato, há uma tendência a
transformá-los em modelos para nossas
atitudes e comportamentos futuros”.
Concluindo erroneamente
 Prejuízo da educação com “NÃOS” e crítica
aos comportamentos inadequados.
 (...)“Uma vez que os humanos tendem a
confundir suas características com eles
próprios e a concluírem falsamente ‘se
minha característica cheira mal, também
cheiro mal’ muitas crianças acabam com
péssimos conceitos sobre si próprias”.
(Ellis, 1976)
Má educação

 Ao controlar o comportamento das


crianças não batendo nem as punindo,
mas explicando para elas que alguns dos
seus atos parecem “desagradáveis” ou
“maus” e que ninguém, especialmente
seus pais, as amará ou as aprovará se
continuarem a agir assim. Elas podem
concluir...
Má educação
 Como as crianças(e os adultos) facilmente
supergeneralizam as coisas, deste modo,
estamos ajudando-os a aceitar várias
proposições falsas:
 Que devem agir bem e assim considerarem-
se “bons”;
 Que devem achar desastroso caso se
comportem “mal”;
 Que precisam ganhar amor e aprovação de
todos e
 Que devem se sentir miseráveis se não
conseguirem isto.
Princípios da TREC

 Mostrar aos clientes que eles não


necessitam daquilo que querem, não
precisam ter aquilo que desejam e
podem suportar o que não gostam.
Desafiando o pensamento
dogmático
“Primeira resposta: ‘Não é! Se fosse horrível,
seria muito pior do que é, seria 100%
ruim. Eu poderia falhar ainda mais e as
pessoas e tudo à minha volta poderiam
me afetar mais do que estão me afetando.
Na verdade, nada é totalmente 100%
ruim.’”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 31)
Desafiando o pensamento
dogmático
“Segunda resposta: ‘Quando vejo alguma
coisa como horrível, ou cruel, ou injusta,
sempre presumo que seja mais do que
ruim, que seja 101% ruim. Mas nada pode
ser mais do que 100% ruim.’“
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 31)
Desafiando o pensamento
dogmático
“Terceira resposta: ‘...e uma vez que tudo o
que existe tem de existir, nada é, de fato,
terrível, nem cruel, nem injusto –
adjetivos que têm um significado muito
negativo.’”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 31)
Há sempre um limite administrável

“No entanto, por piores que sejam, as coisas


podem ser simplesmente extremamente
lamentáveis e/ou muito inconvenientes.”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 31)
Definindo e sofrendo
“Quarta resposta: “Se eu definir fracasso e
rejeição como experiências terríveis, em
vez de ruins e lamentáveis, o que eu
ganharei com isso? Normalmente,
resultados terríveis! Vou ficar inclinado a
odiar a mim mesmo, as pessoas e o
mundo, e vou me sentir mais infeliz do
que se eu encarasse de outra forma. Uma
depressão profunda, é isso que eu vou
ganhar.”
Redefinindo as percepções

“Desafiando o ‘Não agüento’”: ‘Em que eu


me baseio para achar que não posso
agüentar situações extremamente
desconfortáveis, frustrantes ou injustas?’”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 32)
Porque na verdade...
“Resposta: ‘Não me baseio em nada! Isso é
coisa da minha cabeça. Se eu realmente
não conseguisse suportar, eu morreria.
Mas é muito improvável que eu morra de
desconforto, frustração ou injustiça –
embora eu pudesse cometer a asneira de
me matar porque acho que não consigo
agüentar.’”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 32)
Desafiando a auto-condenação
“Desafiando a inclinação de condenar a si
mesmo e os outros: ‘Sob que aspecto eu
sou uma pessoa imprestável ou
inadequada se eu não me desempenhar
tão bem quanto preciso? Sob que
aspectos as pessoas passam a não ser
boas ou se tornam desprezíveis se não me
tratarem do jeito que deveriam tratar?’”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 32)
A importância de desafiar
 “Desafiar as Convicções Irracionais e derrotistas
é um dos métodos principais e mais eficazes da
TREC”.(Como conquistar sua própria felicidade,
página 33)
 “Porém , os sentimentos de horror e
abominação que você vivencia por causa dessas
perturbações emocionais e físicas são criados
por voe mesmo – são resultado do seu modo de
pensar.”(Como conquistar sua própria felicidade,
página 33)
Fontes internas de Stress

“Essas Convicções Irracionais irão exacerbar


e multiplicar o mal-estar já existente,
deixando-o ainda mais deprimido que
antes”.
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 34)
Mas não interromper o
pensamento...
“‘Aquilo não deveria ter acontecido comigo! Foi muito
injusto, foi horrível, e eu não posso suportar nem
me lembrar disso! As pessoas que abusaram de mim
são cruéis! Vou passar o resto da vida odiando-as e
me vingando delas, nem que seja a última coisa que
eu faça! Devo ter sido muito tolo para permitir que
isso acontecesse’. Essas Convicções Irracionais
manterão vivo o seu sofrimento original, em vez de
deixá-lo e esvaziar-se pouco a pouco, como
naturalmente acontece quando a pessoa não fica
continuamente se atormentando e reforçando o
próprio tormento com sua maneira distorcida de
pensar.”
(Como conquistar sua própria felicidade, página 34)
Percepção seletiva

 A teoria racional-emotivo comportamental


postula que o coração gerador dos
distúrbios psicológicos é a tendência que o
ser humano possui para perceber sua
realidade de forma absoluta e parcial, por
meio da percepção seletiva (Ellis, 1962).
Distorções cognitivas
As distorções cognitivas levam a distúrbios
psicológicos, que podem aparecer da
seguinte forma:
 Racionalização na busca de explicações
sobre o nosso fracasso;
 Apressando conclusões sobre os
eventos;
 Crenças na fortuna como realização de
todos os objetivos e metas;
 Enfocando apenas o lado negativo dos
eventos;
Distorções cognitivas
 Desqualificando o lado positivo quando
estes são contrários às nossas
expectativas;
 Atingir tudo ou não ter nada;
 Minimização dos eventos contrários às
nossas expectativas;
 Ressonância emocional;
 Redução e supergeneralização;
 Personalização;
 consumo; e
 perfeccionismo.
Saúde Mental: critérios
fundamentais
Desta forma, Ellis (Ellis e Dryden, 1987)
definiu os treze critérios fundamentais
papa que ocorra a saúde mental.
 Auto-interesse;
 Interesse social;
 Auto-direção;
 Alta tolerância à frustração;
 Flexibilidade;
 Aceitação da incerteza;
Saúde Mental: critérios
fundamentais

 Procura de alternativas criativas para os


problemas;
 Pensamento científico;
 Auto-aceitação;
 Aceitação dos fatores de risco;
 Hedonismo;
 Não-autopiedade;
 Auto-responsabilidade para assumir o
próprio distúrbio emocional.
Tirania do Dever
 Aspectos verbais como “dever”, “precisar”,
“sempre” são indicadores de mediações
irracionais que o terapeuta deve observar
no relato verbal de seus clientes. A REBT
denomina este tipo de pensamento de
“Masturbatório do dever”(Musturbation),
originário do verbo must, em inglês, que
significa “dever”, sendo um sinal vigoroso
de irracionalidade a presença do “eu
deveria” no relato do cliente.
Terapia e técnica
Para avaliar o grau e tipo de distúrbio emocional e
cognitivo que o cliente apresenta (Ellis e Dryden,
1987), o terapeuta deve:
 Determinar o quanto é serio o problema e quais
as técnicas a serem utilizadas;
 Qual será a “resistência” ou dificuldade que o
cliente irá apresentar durante o processo
terapêutico;
 Qual tipo de conduta terapêutica é mais
adequada e séria no tratamento a ser
executado; e
 Qual o tipo de deficiência que o cliente possui e
qual tipo de treinamento irá eliminar o déficit
apresentado.
Vantagens da TREC
As vantagens da avaliação comportamental-cognitiva são
inúmeras, mas se destacam por:
 permitir ao cliente ir “trabalhando” sua problemática
durante a fase de avaliação;
 facilitar, pela reação às técnicas de avaliação, quais
serão as intervenções terapêuticas mais adequadas;
 fornecer um padrão exato da auto-imagem do cliente;

 eliminar as dificuldades das avaliações mais tradicionais


(testes) que visam mais os sintomas i dinamismos que
as causas dos problemas;
 os clientes tendem a procurar sabotar o diagnóstico, pois
o que eles desejam é a psicoterapia. Na REBT, o
processo terapêutico começa pelo diagnóstico.
Os principais aspectos
psicoterápicos da REBT
 A associação entre pensamentos irracionais e
sentimentos irracionais é básica para o desajustamento
do indivíduo;
 Distinguir entre os problemas primários e secundários
ajuda o cliente, pois muitas vezes este não sabe
diferenciar e identificar o foco de seu problema. Em
termos de ansiedade, por exemplo, o problema está no
fato de o sujeito acreditar que ele é ansioso,
demonstrando uma característica de sua
“personalidade”;
 O insight intelectual não é importante e suficiente para
desencadear o processo de mudança. Se não for
reestruturado o aspecto emocional, por meio da
associação entre a razão e a emoção, não se ativará o
processo de mudança.
“Mesmo a tendência a distúrbios é
parcialmente inata. Como indivíduos,
possuímos tendências naturais que
podemos nos deixar ansiosos
(angustiados), deprimidos
(horrorizados ante eventos
pesarosos) ou revoltados
(amaldiçoando a nós mesmos por
atos reprováveis).”(Como conquistar
sua própria felicidade, página 16)
Principais suposições da TREC
 Distúrbios comportamentais e emocionais
possuem, por via da regra, antecedentes
cognitivos;
 As pessoas têm a medida de sua
autodeterminação. Não são escravos de suas
bases biológicas;
 As pessoas podem implementar algo para
melhorar ou maximizar sua liberdade para ativar
e mudar seus pensamentos irracionais.
 O uso de técnicas comportamentais são
requeridas para um auxílio mais imediato ao
cliente, como as tarefas para casa, biblioterapia,
dessensibilização sistemática, entre outras.
Auto-aceitação
 “Aceite a si mesmo e aos outros
incondicionalmente. Não o que você faz, ou o
que os outros fazem. É comum errar, cometer
uma gafe, fazer papel de bobo ou comportar-se
de maneira inadequada; isso acontece com você
e com todo mundo. Não rotule, não julgue, não
condene, nem a você mesmo nem aos outros,
não meça o seu valor essencial, ou de seja lá
quem for. Aceite o pecador, mas não o pecado.”
(Como conquistar sua própria felicidade, página
69).
Auto-aceitação
 “Reconheça que você nasceu e foi criado com fortes
tendências tanto a realizações como a derrotas” (Como
conquistar sua própria felicidade, página 69).
 “Mas você também tem limitações, comete erros, insiste
para que todos o tratem bem e também sabota a si
mesmo e aos outros”
 “Quando a gente se acostuma a comportamentos
destrutivos, torna-se difícil de mudá-los.”
 (...) “esqueça o conceito de cura. A condição humana
não tem cura. Você sempre, sempre será falível, passível
de erros e sujeito a pensamentos e atitudes derrotistas.”
(Como conquistar sua própria felicidade, página 70)
 “Tente o seu melhor, em vez de o melhor. Você nunca
será totalmente racional, são e sensato.” (Como
conquistar sua própria felicidade, página 71)
Karen Horney

 Em “Nossos conflitos interiores” divide as


pessoas neuróticas em três grupos:
 As que se aproximam das pessoas.
 As que se opõe as pessoas.
 As que se afastam as pessoas.
As três crenças principais...

 Porque seria muitíssimo


importante que eu fosse
excepcionalmente competente e
amado pelos outros, eu devo
fazer de tudo para ser assim, e
tenho absolutamente que
conseguir isto a qualquer preço.
As três crenças principais...
 Porque é muito importante que os
outros me tratem com
consideração e lealdade, assim eles
devem absolutamente fazê-lo e
têm que fazer, do contrário são
pessoas detestáveis ou execráveis,
e merecem ser literalmente
condenadas quando não me tratam
assim.
As três crenças principais...

 Porque é preferível experimentar


prazer do que dor, o mundo tem
absolutamente de me
proporcionar prazer e não dor, e
a vida é horrenda, e não consigo
suportar, quando o mundo não é
desta maneira.
Para Ellis...
 “As pessoas, em geral, utilizam uma, duas ou
três dessas noções para se lamuriar e reclamar
das Adversidades e torna-se altamente ansiosas
e deprimidas. Se você pensar bem, verá que
essas três Crenças irracionais são formas
arrogantes de lamúria: “Se eu não agir como
deveria, serei uma pessoa sem valor e infeliz!”;
“Se as pessoas não me tratarem como
deveriam, serão todas cruéis e desprezíveis”;
“Se as condições de minha vida não forem
favoráveis como deveriam ser, o mundo será um
lugar horrível para uma pessoa patética como
eu!” (Como conquistar sua própria felicidade,
página 106)
Mais três pensamentos
enlouquecedores!
 Catastrofização.

 Pensamento absolutista.
 Racionalização.
Vivendo em perigo
 “Se achar que deve controlar todos os eventos
perigosos, você acabará por limitar sua vida e
sua liberdade. Portanto, se você evita viajar de
avião porque tem medo de um desastre, ainda
existirá a possibilidade de sofrer um grave
acidente de carro. Caso permaneça em seu
apartamento para se proteger, ainda assim
poderá ficar preso num incêndio. Por mais
restrita que seja a sua vida, você poderá ser
vítima de um vírus ou de uma bactéria. Mas não
há como controlar o destino!” (Como conquistar
sua própria felicidade, página 103)
Viva bem a vida, é o que temos!

 “Quando razoavelmente precavido e


vigilante, mas ainda aceitando as
contingências, você dará a si mesmo a
oportunidade de aproveitar a vida que
tem. As pessoas que realmente sabem
que irão morrer um dia optam por curtir a
si mesmas enquanto estão vivas”
(Como conquistar sua própria felicidade,
página 103)
Eu não agüento!!!
 “Quando você “não agüenta” pessoas que
não se comportam como você acha que
deveriam se comportar, você fica com
raiva delas conclui que elas não valem
absolutamente nada e corre o risco de
boicotá-las completamente, ignorando
suas qualidades. Você se torna tão
intolerante e precavido contra elas que
verá más intenções até nas atitudes boas
ou neutras.” (Como conquistar sua própria
felicidade, página 94)
Não “agüentite”
 “A “não-agüentite” tende a deturpar o seu modo
de pensar, o seu bom senso e discernimento,
levando-o a agir inadequadamente diante de
pessoas ou eventos que o desagradam. Se você
“não agüenta” pessoas críticas, você ficará com
raiva delas, verá a “parte ruim” delas
exageradamente magnificada, bloqueará sua
própria capacidade de ser assertivo e se
queixará delas exageradamente.” (Como
conquistar sua própria felicidade, página 93)
Pensar é acreditar, é descobrir!

 “Não agüento essa Adversidade” implica


não tolerar sequer pensar no assunto. Se
for assim, como você poderá encontrar
uma solução?” (Como conquistar sua
própria felicidade, página 93)
Apresentação Racional

 Explicar com algum detalhe racional


do processo a seguir, que deverá
incluir uma descrição do modelo ABC e
do modo como as cognições e crenças
interagem com as situações e
emoções.
 Procurar que o paciente compreenda a
distinção entre situações,
pensamentos e emoções.
Apresentação Racional

 Especificar a natureza colaborativa do


tratamento.
 Apresentar uma descrição clara dos
processos de tratamento com particular
realce para o trabalho cognitivo,
emocional e comportamental.
CONFRONTO RACIONAL

 Transformar crenças em afirmações:


 “Tenho medo de pessoas”, para “As pessoas
são temíveis.”
 Definir as crenças
 Aqui materiais como inventários ou
bibliografia podem ajudar.
 Atitudes de distanciamento.
Atitudes de distanciamento

1. Lidar com os fatos no lugar das


opiniões.
2. Aceitar os fatos que foram
comprovados mesmo contradizendo
os sentimentos.
3. Evitar conclusões dogmáticas
baseadas em evidências limitadas.
4. Reconhecer a diferenças entre
hipóteses e fatos.
Atitudes de distanciamento

5. Permanecer sem reposta até que seja


encontrada uma.
6. Não aceitar a priori ou de modo
permanente qualquer teoria.
7. Não rejeitar a priori ou de forma
permanente qualquer teoria.
Atitudes de distanciamento

8. Procurar com igual esforço, evidência e


contra-evidência para as teorias
pessoais.
9. Abandonar as teorias que não possam vir
a ser formuladas em termos de hipóteses
testáveis.
Análise das evidências
 Qual a racionalidade que apóia esta
crença?
 Existe evidência do contrário?
 Existe como verificar esta evidência?
 De forma realista e objetiva, qual é a
probabilidade de que isto aconteça?
 O que pode acontecer se você continuar a
pensar assim?
Estabelecimento das conclusões

 Com base no uso do método descrito, o


paciente deverá procurar formulações
racionais que mostrem alternativas as
crenças irracionais identificadas.
Técnica de confronto

 É a busca de forma de pensar antagônicas


as crenças irracionais, que serão
investigadas no repertório do paciente e
estimuladas pelo terapeuta.
Técnica de confronto

 Ajudar ao paciente a identificar


pensamento questionadores para as
crenças irracionais encontradas.
 Assegurar que estes pensamentos
“confrontativos” são realistas e
lógicos(desde que o sejam).
Técnica de confronto
 Instruir o paciente na disputa e
enfrentamento das crenças irracionais
com estes pensamentos
“confrontativos” de forma maciça e
freqüente.
 Assegurar ao paciente eu cada solução
encontrada pode ter uma modalidade
idêntica sobre outras crenças
irracionais.
Metáforas racionais

 Anticatastróficas.
 Racionais.
 Utilitários.
 Humorísticos.
Crenças Irracionais
 A idéia de que ser amado ou aprovado
por todos por qualquer coisa que faça,
seja um uma triste necessidade para o
adulto – ao invés de se concentrar no
seu auto-respeito, em obter
aprovação para fins necessários
(como ser promovido no emprego,
por exemplo), e em amar mais do
que ser amado.
Crenças Irracionais
 A idéia de que certos atos são errados,
maus ou infames e que as pessoas que
cometem tais atos deveriam ser
severamente castigadas – ao invés da
idéia de que certos atos não são
apropriados ou são anti-sociais, e
que pessoas que cometem tais atos
são invariavelmente estúpidas,
ignorantes ou emocionalmente
perturbadas.
Crenças Irracionais
 A idéia de que é terrível, horrível e catastrófico
quando as coisas não são o que desejaríamos
que eles fossem – ao invés da idéia de que
é uma pena que as coisas não sejam do
modo que nós gostaríamos que fossem e
que se deveria certamente tentar mudar
ou controlar as condições para que elas
sejam mais satisfatórias, mas que se
mudar ou controlar situações
inconfortáveis é impossível, será melhor
nos resignarmos com a sua existência e
parar de dizer a si mesmo quão horríveis
são.
Crenças Irracionais

 A idéia de que a infelicidade humana é


causada externamente e somos forçados a
aceitá-la por pessoas de fora e por
eventos – ao invés da idéia de que
virtualmente toda infelicidade
humana é causada ou sustentada
pela visão que temos das coisas no
lugar das próprias coisas.
Crenças Irracionais
 A idéia de que se alguma coisa é o pode
ser perigosa e aterrorizante deveríamos nos
preocupar terrivelmente com ela – ao
invés da idéia de que se alguma coisa
é ou pode ser aterrorizante
deveríamos enfrentá-la francamente e
tentar torná-la não perigosa, e,
quando isto é impossível, pensar em
outras coisas e parar de dizer a si
mesmo em que terrível situação nos
encontramos ou poderemos nos
encontrar.
Crenças Irracionais

 A idéia de que é mais fácil evitar do que


enfrentar as dificuldades da vida e as
próprias responsabilidades – ao invés da
idéia de que o assim chamado
caminho fácil é invariavelmente mais
duro no final de contas e que, a única
maneira de resolver problemas
difíceis é enfrentá-los com firmeza.
Crenças Irracionais
 A idéia de que necessitamos de algo
diferente, mais forte ou maior que nós
mesmos para nos apoiarmos – ao
invés da idéia de que geralmente
é muito melhor apoiar-se sobre os
próprios pés e ter fé em si mesmo
e na capacidade que temos de
enfrentar as difíceis
circunstâncias da vida.
Crenças Irracionais
 A idéia de que deveríamos ser
absolutamente competentes, adequados,
inteligentes e auto-realizadores em todos
os aspectos possíveis – ao invés da
idéia de que deveríamos fazer
preferivelmente a sempre tentar
fazer bem e que deveríamos nos
aceitar como uma criatura bastante
imperfeita, que possui limitações
humanas gerais e falhas específicas.
Crenças Irracionais
 A idéia de que algo deveria afetar
indefinidamente a nossa vida porque
uma vez afetou-a intensamente –
ao invés da idéia de que
deveríamos aprender pela nossa
experiência passada, mas não
nos deveríamos ligar demasiado
a ela ou ser prejudicados pela
mesma.
Crenças Irracionais
 A idéia de que é vitalmente importante
para a nossa existência aquilo que as
outras pessoas fazem, e que deveríamos
despender grandes esforços para
modificá-las na direção em que
gostaríamos que fossem – ao invés da
idéia de que as deficiências das
outras pessoas são, em grande parte,
seu problema e que pressioná-las
para que mudem geralmente não as
ajudará em nada.
Crenças Irracionais

 A idéia de que a felicidade humana


pode ser alcançada pela inércia e
inatividade – ao invés da idéia de
que os homens tendem a ser
mais felizes quando estão ativa
e vitalmente absorvidos em
ocupações criativas, ou quando
estão se devotando a pessoas
ou projetos fora de si mesmo.
Crenças Irracionais

 A idéia de não possuímos virtualmente


nenhum controle sobre nossas emoções e
que não podemos deixar de sentir certos
sentimentos – ao invés da idéia de que
temos um enorme controle sobre
nossas emoções se optarmos por
trabalhar para controlá-los e praticar
dizendo os tipos de sentenças certas
para si mesmo.
Bibliografia
 Beck e col. – TERAPIA COGNITIVA DA
DEPRESSÃO. Artmed, 1997.
 Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE
TERAPIA E MODIFICAÇÃO DO
COMPORTAMENTO. Ed. Santos, 1996.
 Ellis, A. e Becker, I. – A CONQUISTA DA
FELICIDADE. Record, 1982.
 Ellis, Albert – COMO VIVER COM UM
NEURÓTICO: em casa e no trabalho.
Artenova, 1976.
Bibliografia
 Ellis, Abert – COMO CONQUISTAR SUA
PRÓPRIA FELICIDADE. Ed. Best Seller, 2001.
 Ellis, A. & Lange, A. – FIQUE FRIO! Ed. Best
Seller, 1997.
 Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS:
teorias e práticas. Biblioteca das Ciências do
Homem, 2000.
 Knapp, P. – TERAPIA COGNITIVO-
COMPORTAMENTAL NA PRÁTICA
PSIQUIÁTRICA. Artmed, 2004.