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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

ESCOLA DE QUÍMICA E ALIMENTOS


OPERAÇÕES UNITÁRIAS I - 02421

AULA 1 -

CARACTERIZAÇÃO DE
SÓLIDOS
PARTICULADOS

1
O que é um sólido particulado?
Um material composto de
materiais sólidos de tamanho
reduzido (partículas).

O tamanho pequeno das


partículas pode ser uma
característica natural do
material ou pode ser devido
a um processo prévio de
fragmentação.
2
Importância Redução de
tamanho

Fluidização
O conhecimento das
propriedades dos sólidos Transporte
Pneumático
particulados é fundamental
para o estudo de muitas
operações unitárias como: Centrifugação

Decantação
Sedimentação

Filtração

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PROPRIEDADES DOS SÓLIDOS PARTICULADOS

A) as que dependem da natureza das partículas:


o tamanho, a forma, a dureza, a densidade, o calor
específico e a condutividade.
B) as que dependem do sistema (leito poroso):
a densidade aparente, a área específica,
a porosidade, o ângulo de talude, entre outras.
Neste caso, a propriedade passa a ser uma
característica do conjunto de partículas (leito)
e não mais do sólido em si.

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Tamanho de Partículas
Granulometria é o termo usado para caracterizar o
tamanho das partículas de um material.

Pós 1 μm até 0,5 mm

Sólidos Granulares 0,5 a 10 mm


Distinguem-se pelo
tamanho cinco tipos de Blocos Pequenos 1 a 5 cm
sólidos particulados:

Blocos Médios 5 a 15 cm

Blocos Grandes > 15 cm


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FORMA E COMPOSIÇÃO DAS PARTÍCULAS
A forma e composição das partículas é determinada pelo
sistema cristalino dos sólidos naturais e no caso dos
produtos industriais pelo processo de fabricação. A forma
é uma variável importante.
A) Esfericidade e Diâmetro
Equivalente

B) Densidade

C) Dureza
Os parâmetros mais utilizados
são os seguintes:
D) Fragilidade

E) Aspereza

F) Porosidade (e)

G) Densidade Aparente
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A) Esfericidade e Diâmetro Equivalente

A forma de uma partícula pode ser expressa pela esfericidade (),


que mede o afastamento da forma esférica.

Superfície da esfera de igual volume da partícula



Superfície externa da partícula real

Logo = 1 para uma partícula esférica


< 1 para qualquer outra forma

0   1
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A) Esfericidade e Diâmetro Equivalente

Seja uma partícula de volume Vp e área Ap:

Volume da esfera

Ap    d eq 2

Por definição:

  d eq
2


Ap

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A) Esfericidade e Diâmetro Equivalente

  d eq
2


Ap

9
A) Esfericidade e Diâmetro Equivalente

  d eq2

Ap

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A) Esfericidade e Diâmetro Equivalente

Número de partículas
Dada uma massa (m) de partículas, de densidade s e Volume
Vp, o número total de partículas (N) pode ser calculado como:

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A) Esfericidade e Diâmetro Equivalente

Se todas as partículas têm o mesmo volume (Vp) e a mesma forma,


a área total das partículas = número de partículas x área da partícula

Pode ser calculada a área por unidade de massa (área específica)


se conhecemos o diâmetro equivalente para uma partícula i:

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B) Densidade

Permite classificar os sólidos nas seguintes classes:


- Leves (<500 kg/m3) = serragem, turfa, coque
- Médios (1000 ≦  ≦ 2000 kg/m3) = areia, minérios leves
- Muito Pesados ( > 2000 kg/m3) = minérios pesados
- Intermediários (550<  <1100 kg/m3) = produtos agrícolas

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C) Dureza

Esta propriedade costuma ter dois significados. Nos plásticos e metais


corresponde a resistência ao corte, enquanto que no caso dos minerais
é a resistência que eles oferecem ao serem riscados por outros
minerais.
A escala de dureza que se emprega nos minerais a Escala de Mohr,
que vai de um a dez e cujos minerais representativos são:

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D) Fragilidade
Mede-se pela facilidade à fratura por torção ou impacto. Muitas vezes
não tem relação com a dureza. Os plásticos podem ser pouco duros
(moles) mas não são frágeis.

E) Aspereza
Determina a maior ou menor dificuldade de escorregamento das partículas.

F) Porosidade (e)
É a propriedade da partícula que mais influencia as propriedades do
conjunto (leito poroso)

É a proporção de espaços vazios. Quanto mais a partícula se afastar


da forma esférica, mais poroso será o leito. 15
F) Porosidade (e)

Quanto maior a esfericidade menor a porosidade


do leito.

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G) Densidade Aparente (a)

É a densidade do leito poroso, ou seja, a massa total do


leito poroso dividida pelo volume total do leito poroso.
Pode-se calcular por meio de um balanço de massa a
partir das densidades do sólido e do fluido, que muitas
vezes é o ar.
Densidade do
Proporção de
Sólido Porosidade
Sólido
Densidade
do Fluido

ρa = (1- ε).ρp + ε.ρf

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O tamanho da partícula de materiais homogêneos
(com partículas uniformes) pode ser obtido:

1. Com o auxílio de um microscópio


2. Por peneiramento: fazer passar por
malhas progressivamente menores, até
que fique retida a maior porção. O
tamanho corresponde ao tamanho da
peneira o a média das peneiras.
3. Decantação: o material é posto numa
suspensão que se deixa em repouso
durante um certo tempo, findo o qual o
nível dos sólidos decantados terá descido.
A partir das frações de massa separadas,
calcula-se o tamanho da partícula.
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4. Elutriação:
O princípio empregado é o mesmo, porém a suspensão é
mantida em escoamento ascendente através de um tubo.
Variando-se a velocidade de escoamento, descobre-se o
valor necessário para evitar a decantação das partículas. Esta
será a velocidade de decantação do material.

5. Centrifugação:
A força gravitacional é substituída por uma força centrífuga
cujo valor pode ser bastante grande. É útil principalmente
quando as partículas são muito pequenas e, por
conseqüência, têm uma decantação natural muito lenta.

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MATERIAIS HETEROGÊNEOS
Neste caso o material terá que ser separado em frações
com partículas uniformes por qualquer um dos
métodos de decantação, elutriação ou centrifugação
anteriormente citados.
O meio mais prático, no entanto, é o tamisamento,
consiste em passar o material através de uma série de
peneiras com malhas progressivamente menores, cada
uma das quais retém uma parte da amostra.
Esta operação, conhecida como análise granulométrica,
é aplicável a partículas de diâmetros compreendidos
entre 7 cm e 40 µm.
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MATERIAIS HETEROGÊNEOS

A análise granulométrica é realizada com


peneiras padronizadas quanto à abertura das
malhas e à espessura dos fios de que são
feitas.
Séries de Peneiras mais Importantes
British Standard (BS)
Institute of Mining and Metallurgy (IMM)
National Bureau of Standards - Washington
Tyler (Série Tyler) – A mais usada no Brasil

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MATERIAIS HETEROGÊNEOS
O sistema Tyler é constituído de quatorze
peneiras e tem como base uma peneira de
200 fios por polegada (200 mesh), feita
com fios de 0,053 mm de espessura, o que
dá uma abertura livre de 0,074 mm.
As demais peneiras, apresentam 150, 100,
65, 48, 35, 28, 20, 14, 10, 8, 6, 4 e 3 mesh.

Quando se passa de uma peneira para a


imediatamente superior (por exemplo da
de 200 mesh para a de 150 mesh), a área da
abertura é multiplicada por dois e,
portanto, o lado da malha é multiplicado
por
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MATERIAIS HETEROGÊNEOS
O ensaio consiste em colocar a amostra
sobre a peneira mais grossa a ser
utilizada e agitar em ensaio padronizado
o conjunto de peneiras colocadas umas
sobre as outras na ordem decrescente da
abertura das malhas.
Abaixo da última peneira há uma panela
que recolhe a fração mais fina que
consegue passar através de todas as
peneiras da série.

23
MATERIAIS HETEROGÊNEOS

24
MATERIAIS HETEROGÊNEOS

As quantidades retidas nas


peneiras e na panela são pesadas.

A fração de cada tamanho se


calcula dividindo a massa pela
massa total da amostra.

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MATERIAIS HETEROGÊNEOS
Esta fração poderá ser caracterizada de dois modos:
1) Como a fração que passou pela peneira i-1 e ficou retida na peneira i.
Se estas forem as peneiras 14 e 20, respectivamente,
será a fração 14/20 ou –14+20.
2) A fração será representada pelas partículas de diâmetro igual a média
aritmética das aberturas das malhas das peneiras i e i-1.
No caso que estamos exemplificando, será a fração com partículas de
tamanho:

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MATERIAIS HETEROGÊNEOS
Quando temos uma mistura de partículas de diversos
diâmetros, podemos definir um diâmetro médio que
represente esse material. Uma mistura que contem
frações com Ni partículas de diâmetro equivalente deq
(se forem esféricas seria dpi) pode apresentar uma
distribuição granulométrica com a seguinte forma:

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MATERIAIS HETEROGÊNEOS

28
29
MATERIAIS HETEROGÊNEOS
É o diâmetro da partícula de volume médio.

Multiplicando o volume desta partícula pelo número de partículas da


amostra, obtém-se o volume total do sólido.

O volume desta partícula é a média aritmética dos volumes de todas


as partículas da amostra. Admite-se uma densidade igual para todas
as partículas:

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Exercícios
Sólidos Particulados

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1) Calcule a esfericidade de um anel de Raschig de ½”
- diâmetro externo = ½”
- altura = ½”
Espessura
- espessura de parede = ⅛”

Vp.6
deq  3
 Altura

 .deq 2

Ap
Diâmetro
RESPOSTA: ᶲ = 0,577 externo

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2) Compare a esfericidade de duas partículas de
mesmo volume e de mesmo material, sendo, uma
esférica e a outra cilíndrica.
A relação diâmetro/comprimento do cilindro é 1/3.
Prove que, neste caso, deq da partícula cilíndrica é
igual ao deq da partícula esférica.

 .deq 2
deq  3
Vp.6

Ap 

RESPOSTA:
ᶲ partícula esférica= 1
ᶲ partícula cilíndrica= 0,778
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3) Grãos de pipoca não estourados possuem
diâmetro equivalente de 6 mm e esfericidade
aproximada de 1.
Já, os grãos de pipoca estourados, apresentam
diâmetro equivalente de 12 mm e esfericidade
de 0,85.
Obtenha o volume da partícula para o grão não
estourado e para o grão estourado.

Vp.6  .deq 2
deq  3 
 Ap
RESPOSTA:
Volume grão não estourado = 1,13.10-7 m3
Volume pipoca = 9,048.10-7 m3
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Modelos Matemáticos
 RRB
 Parâmetros d´ e n
 EQUAÇÃO PARA CALCULO DO DIÂMETRO MÉDIO

 GGS
 Parâmetros K e m
 EQUAÇÃO PARA CALCULO DO DIÂMETRO MÉDIO

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