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Metodologia do Ensino da Música

Prof.Me Ivan Veras Gonçalves

São Luís-2018
A música nos séculos XVI e XVII:

Os registros iniciais de atividade musical


coincidem com a chegada dos padres da
Companhia de Jesus em 1549.

A partir de 1550 eles começaram criar


aldeamentos para os índios chamados
Reduções ou Missões

Quando os Jesuítas chegaram a Região das Missões,


perceberam a importância da música no processo de
integração cultural e mensagem para evangelizar os índios.
O Brasil Setecentista:

O Brasil do século XVIII produziu riquezas difícil de ser


mensurada por falta de dados precisos. No período colonial
Pernambuco alcançou grande destaque.

Na Sé de Olinda e nas capelas do Recife ouvia-se música trazida


de Portugal ou produzida na região. Infelizmente, quase toda essa
produção se perdeu.

Entre as obras que se salvaram e chegaram até os nossos dias até os nossos
dias destaca-se o trabalho de Luís Alvares Pinto. Compositor e mestre-de-
capela, ele foi também o primeiro grande nome do ensino de música no Brasil.
O Brasil Setecentista:

O seu trabalho pedagógico foi registrado em duas


obras que chegaram até os nossos dias.

“ A arte de solfejar “(1761)


e
“ O Músico e o moderno sistema para solfejar sem confusão”
(1776)

Luís Alvares Pinto se tornou o primeiro autor a citar o


solfejo Heptacordal
O Brasil Setecentista:

O Sistema Hexacordal se o tratarmos de forma simplificada, sem


adentrarmos muito no terreno da História da Música e da Teoria da
Música, pode ser exemplificada da seguinte forma: Tomemos a Escala
Padrão ou Natural de Dó Maior e dela excluímos o 7º grau ( si) o que
teremos será:
O Brasil Setecentista:

Outro nome importante do período é o Pe. Caetano de Melo Jesus.

Que também usa o solfejo Heptacordal em sua obra


“ A Escola do Canto de Orgão “ (1759-1760)

A importância do trabalho do Pe. Caetano e de Luís Alvares Pinto


se deve ao fato de que na época ensinava-se música usando o
Modelo Aretino de Solmização, elaborado no século XI pelo
monge beneditino Guido de Arezzo e que se baseava no
Hexacorde.
A música no Brasil: do século XVIII ao final do século XIX.:

Nos séculos XVII e XVIII, Itália, península Ibérica e


Alemanha desfrutavam da beleza da estética barroca.
A música barroca era profusa de informações em
todos os aspectos, tanto no aspecto simbólico como
no seu apelo coletivo pelo emocional e, também, em
sua teatralidade.
A música no Brasil do século XVIII embora estivesse fortemente
influenciada por essa estética, não pode ser considerada como
tal.
Ela conservou muitos dos elementos do Barroco, tais como: o emocional, o
simbólico e o desenvolvimento melódico.
A música no Brasil: do século XVIII ao final do século XIX.:

Com a descoberta do Ouro das Minas Gerais, irá surgir uma


sociedade enriquecida e com essa riqueza virá cultura, arte
e, é claro, música.

Em Minas Gerais vemos surgir pela primeira vez no Brasil uma classe de
músicos profissionais de qualidade, empregados pelas irmandades religiosas.

O mais expressivo representante da música colonial mineira


foi José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita. Ele além de
compositor e mestre-de-capela foi também professor.
Surgido na Europa o estilo Pré-Clássico ou ”Estilo de meados do século” se
tornou o estilo principal executado nas Minas Gerais.
A música no Brasil: do século XVIII ao final do século XIX.:

O Rio de Janeiro nas últimas décadas do século XVIII ainda não havia
alcançado o mesmo nível de qualidade musical que outros centros do país,
estando muito aquém de Minas e dos centros nordestinos.

Foram nesses últimos anos do século XVIII que


nasceu José Maurício Nunes Garcia ( 1767-1830)

Em 1784, J. M. Nunes Garcia funda com outros músicos a Irmandade de


Santa Cecília, a Irmandade não era apenas um grupo de amantes da
música, era na verdade uma confraria de professores de música que teve
durantes vários anos o monopólio as atividade no Rio de Janeiro. Ela
atuava nos moldes das modernas entidades de classe e vetava o exercício
da profissão para profissionais que não fizessem parte dela.
A música no Brasil: do século XVIII ao final do século XIX.:

Em Março de 1808 a família real instala-se no Rio de Janeiro, essa mudança


da Corte portuguesa representou uma mudança inevitável nos parâmetros
estéticos brasileiros e uma transformação radical na vida musical.

Em relação ao ensino de música o fato mais expressivo ocorrido no século


XIX foi, sem dúvida alguma, a criação em 1841 do Imperial Conservatório
de Música.
Outras instituições de ensino de ensino
musical criadas no século XIX foram:
Conservatório Carlos Gomes em Belém do Pará
fundado em 1895.
Instituto de Música da Bahia fundado em 1897.
A música no Brasil: do século XVIII ao final do século XIX.:

Após a proclamação da república o Imperial Conservatório de Música


deu lugar ao Instituto Nacional de Música (1890). Na década de 30 do
século XX, o instituto muda de nome mais uma vez passando a se
chamar Escola Nacional de Música em 1937.

Em 1965, durante a Ditadura Militar, ouve outra mudança


de nome, por força do Decreto Nº 4759 ela passou a se
chamar Escola de Música da Universidade Federal do Rio
de Janeiro
A Música no século XX:

O século XX começou, musicalmente, da mesma maneira que havia terminado


o século XIX no Brasil. Nos primeiros anos do século desponta no cenário
musical brasileiro a figura do compositor Heitor Villa-Lobos.

Villa-Lobos foi casado com a pianista Lucília Guimarães,


importante interprete da sua obra e que foi precursora do ensino
de música e do canto em escolas públicas do Brasil

No Brasil a primeira tentativa dessa prática ocorreu no começo do século XX


em São Paulo com João Gomes Junior que formou um orfeão na Escola
Normal de São Paulo.
A Música no século XX:

Em 1931, convidado pelo educador Anísio Teixeira que era Superintendente


do Ensino Público do Distrito Federal Villa Lobos assume o cargo de diretor do
ensino artístico da Prefeitura do Distrito Federal.

Com isso, o ensino da disciplina Canto Orfeônico passou a ser


obrigatório no Distrito Federal, sendo a prática estendida a todo
território nacional através das Leis Orgânicas do Ensino que instituía o
Canto Orfeônico como parte do currículo escolar com a denominação
“Música e Canto Orfeônico”.
A Música no século XX:

No início de 1932 Villa-Lobos recebeu a incumbência de criar e dirigir a


SEMA-Superintendência de Educação Musical e Artística, que tinha como
missão institucional realizar a orientação, o planejamento e o
desenvolvimento do estudo da música nas escolas em todos os níveis,
conjugando disciplina, civismo e educação artística.

O Plano Geral de Orientação da SEMA era especialmente voltado para a


formação de professores com os cursos de: Declamação rítmica e califonia,
Preparação ao ensino do canto orfeônico, música e canto orfeônico e
Prática do canto orfeônico.
A Música no século XX:

Em 1961 o Canto Orfeônico foi substituído na grade curricular da


Educação Básica como determinou a Lei nº4.024/61, mas a influência
do trabalho de Villa-Lobos ainda era evidente pois os professores que
passaram a ministrar a nova disciplina eram basicamente os mesmos
que haviam trabalhado com o Canto Orfeônico.

Vamos ressaltar alguns aspectos à cerca da atividade educativo-musical


do maestro Heitor Villa-Lobos. Um desses aspectos, e o mais importante,
é que ele concebeu a ideia da prática do canto orfeônico como a principal
ferramenta para a musicalização.
Métodos Ativos para Educação Musical

O que são os Métodos Ativos?

De forma simples podemos classificar os Métodos


Ativos como aqueles que proporcionam , dentro do
processo de aprendizagem musical uma participação
direta e efetiva do aluno.

O foco não é mais a teoria musical e as práticas fora do


contexto, que
desestimulam o aluno e são vistas, por muitos, como
experiências musicais sem validade.
Métodos Ativos para Educação Musical

Esses métodos chegaram ao Brasil a partir da década de 1950 depois


de terem sido aplicados em seus países pelos seus criadores.

E quem foram esses pioneiros?


Émile Jacques-Dalcroze (Suíça,1865-1950) - Dalcroze apresentou uma
proposta de educação musical que relacionava a música ao movimento do
corpo. Seu sistema de educação musical inicialmente
pensado para seus alunos do conservatório, foi chamado de Rythmique.
Nesse sistema a música não é mais
vista como algo exterior ao corpo, mas
como integrado a ele, unificando
música, corpo e movimento.
Métodos Ativos para Educação Musical

Edgar Willems (Suíça, 1890-1978)- Desenvolveu sua metodologia pensando


em crianças a partir de 3 anos, procurou estabelecer uma relação entre a
Psicologia e a Educação Musical Suas pesquisas tentaram estabelecer uma
relação intima entre o som e a natureza humana a partir dos aspectos:
sensorial, afetivo e mental.
Zoltán Kodály (Hungria, 1882-1967)- Diferente de outros métodos ele criou e
desenvolveu uma proposta de educação musical que não era dirigida só para
estudantes de música e nem para ser usada restritamente no ambiente
escolar, mas poderia ser aplicado nos ambientes mais diversos a todas
as pessoas.
Métodos Ativos para Educação Musical

Carl Orff (Alemanha, 1895-1982) -Sua proposta metodológica buscava


combinar a música e a dança, o ritmo ligado a fala, atividades em grupo,
tendo como ponto principal a improvisação e a criação musical.

Shinichi Suzuki (Japão, 1898-1998)-Sua proposta pedagógica se baseava na


aquisição da língua materna pelas crianças, ele dizia que se as crianças
aprendem a falar apenas ouvindo em casa, o aprendizado de música poderia
efetivado da mesma forma.
Métodos Ativos para Educação Musical

A partir desses pioneiros muitas outras propostas, algumas baseadas em


estudos profundos a cerca do trabalho dos teóricos que citamos
surgiram no final do século XX e começo do século XXI, são propostas
inovadoras e que estão demonstrando eficácia.
Destacam-se os educadores:

Raimond Murray Schafer ( Canadá, 1933 - )

Jonh Paynter ( Inglaterra,1931-2010)

Keith Swanwick (Inglaterra ,1937- )


Métodos Ativos para Educação Musical

A utilização dos métodos ativos em sala de aula não pode ser uma escolha
impositiva. Cada professor irá escolher aquele mais adequado ao tipo de
trabalho que ele pretende fazer.

Cada professor deve escolher um dos métodos, estudá-lo


e, a partir dessa preparação aplicá-lo com seus alunos.

Como vimos esses métodos possuem semelhanças e diferenças evidentes além,


é claro, do fato que alguns são voltados apenas para a formação do
instrumentista, outros possuem uma visão mais ampla podendo ser usados em
vários cenários de educação musical.
Métodos Ativos para Educação Musical

No trabalho em sala de aula devemos estar sempre focados no que


determina os Parâmetros Curriculares acerca da função da música no
ambiente escolar, mas não podemos perder de vista uma verdade que os
currículos não nos mostram ou preferem deixar latente, a sensibilização
do aluno ao mesmo tempo que irá desenvolver a criança integralmente,
tanto nas dimensões afetiva, cognitiva, motora e social

Pensando no que vocês possam pretender com


cada método é importante dar uma repassada nas
características de cada um deles no material da
Unidade III e lógico analisar cada um deles.
BONS ESTUDOS E ATÉ A PRÓXIMA