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O VIOLÃO E A PRÁTICA DA

MÚSICA ANTIGA
Por Amadeu Rosa
Breve Trajetória

 Iniciação musical | Conservatório


 Primeiro contato com música antiga | Madrigal
 Estudos de ornamentação e transcrições | TCC
 Curso de extensão Alemanha | Contato com música antiga
 Ornamentação Barroca aplicada ao Violão | Unirio
 Violão de 11 cordas e instrumentos antigos
 Ideal com o violão de 6 cordas
CONTEÚDO DO CURSO

 ESTRUTURA DO CURSO

- Aulas coletivas em grupo

- Aulas individuais

- Grupo de discussão
Objetivos

 Entendimento das diversas variáveis que compreendem a interpretação da música


antiga

 Contextualização do violão moderno na prática da música antiga

 Soluções técnicas para permitir a contextualização


Aulas

 Performance histórica: Teoria e prática.


 Instrumentos de cordas dedilhadas antigas.
 Notação antiga / tablatura.
 Ornamentação Barroca: Técnicas e digitações.
 A Música do Barroco: Estética e danças.
 A escolha de boas edições de estudo e o processo de produção de arranjos e
transcrições.
Aula 1: Performance histórica: Teoria e
prática

 A Música do Passado: É possível experimentar a música do passado da maneira que


experimentamos a música atual?

 Por que á Música do passado parece tão distante? Registros | Fontes | Gravações.
COMO ERA TRATADA A MÚSICA ANTIGA
ATÉ O SÉCULO XIX

 Manuscritos antigos e livros impressos eram coisas de antiquários, historiadores e esnobes;


os instrumentos musicais antigos, a menos que fossem violinos, estavam fora de moda e
eram enfadonhos; e a idéia de incluir uma simples peça de música antiga no programa
de um concerto seria considerada antiquada e excêntrica. (DART, 2000, p. 207).

 A música antiga era considerada como uma etapa preparatória, no melhor dos casos
como material de estudo; ou ainda mais raramente, usada para alguma execução
especial, quando seria rearranjada. Nestas raras execuções de música antiga – no século
XVIII, por exemplo, - considerava-se imprescindível uma certa modernização.
(HARNONCOURT, 1998, pg. 17)
SÉCULO XIX

 A partir da pesquisa pioneira de Arnold Dolmetsch (1858-1940), iniciada ao final do século


XIX (e levada adiante por seu filho Carl e a Dolmetsch Foundation), as pesquisas em
práticas de 22 performance históricas levaram a uma direção diametralmente oposta ao
gosto romântico (BORÉM, 2004, p. 47).

 Período de consolidação do violão moderno. Necessidade de repertório.


E AGORA, O QUE FAZER?

 Olhar moderno sobre os sistemas de notação | Precisão do Sistema de notação atual


(Evolução – Transformação). Distanciamento do passado

 Três correntes da interpretação da música antiga.

- Modernização da música antiga


Cravo bem temperado ao piano e suítes para alaúde ao violão (Respeitando estritamente o
idioma do instrumento)

- Interpretação autêntica
Réplica

- Interpretação historicamente informada (Apresentar os problemas)


Exemplos concretos: Thurston Dart

 “Hoje, a indicação de um compasso 3/2 é apenas uma indicação de compasso. No


Século XV, indicava tanto andamento como estrutura métrica das músicas”.
 “Hoje uma sarabanda é lenta. Na primeira metade do século XVII era uma dança muito
rápida” (Apresentar Ressalvas)
Diferenças ornamentais
Pista dada por Thurston Dart

 “Antes de mais nada, precisamos conhecer os símbolos exatos usados pelo compositor,
depois devemos descobrir o que significavam à época em que foram escritos; por fim,
devemos expressar nossas conclusões, pois vivemos no século XX e não no século XVIII ou
XV.”
Possíveis caminhos teóricos

 Texto musical de época (Partitura – Tablatura).


 Conhecer as tradições (Tecnicas composicionais, ornamentação)
 Período – Região
 Contexto histórico
 Função da música
 Paralelo com as outras artes
Caminhos práticos

 Tocar o repertório diretamente em instrumento de época (Scott Ross)

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