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CURSO DE INFANTARIA

INTRODUÇÃO
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A História Militar se
ocupa da guerra, mas
vai muito além da
narrativa do fenômeno
propriamente dito.
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História Militar é um estudo


profundo e amplo das guerras
passadas, de como as nações se
prepararam para elas, ou de como as
evitaram, das suas causas, das
operações militares, dos seus
resultados, de suas conseqüências e
reflexos, enfim, de todos os
ensinamentos que delas se pode tirar
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História Militar tem também


por escopo estudar a Ciência
da Guerra, no passado, ou seja,
a maneira como os exércitos se
preparavam para a guerra e a
influência do nível de
preparação sobre os resultados
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A guerra, como arte de


caráter experimental e de
execução, tem na história -
relato dos acontecimentos e
análise crítica deles - seu mais
poderoso instrumento de
pesquisa para a formação de
sua teoria
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DOUTRINA MILITAR
São as maneiras pelas qual uma
força militar é organizada, equipada,
instruída, empregada e
desenvolvidas suas forças morais
da guerra. (O porquê lutar ou
instruir-se. A convicção na justiça da
causa pela qual se luta).
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Uma Doutrina Militar se


desenvolve em cinco campos:
1) Ciência da Guerra
Organização
Equipamento
Instrução e preparo para a Guerra
Desenvolvimento das Forças
Morais
2) Arte da Guerra
Emprego
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Fonte de história:
É todo elemento que
proporciona ao historiador
subsídios para a
reconstituição histórica.
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Fonte pertinente:
É toda fonte relacionada
com o fato histórico a ser
reconstituído.
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Fonte utilizável:
É todo elemento,
relacionado com a
reconstituição histórica, que
a crítica respectiva assegura
ser autêntica, fidedigna e
íntegra
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Valor da fonte:
É função de seu maior ou menor
grau de influência na reconstituição
histórica e também de sua autenticidade,
fidedignidade e integridade. Assim, de
duas fontes igualmente autênticas,
fidedignas e integras, terá maior valor
aquela que estiver mais relacionada com
o fato pesquisado
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Fontes preferidas
(primordiais ou primárias):
São as originais, de primeira mão,
como os documentos públicos,
impressos ou manuscritos da época.
Partes de combate e cartas topográficas
utilizadas em determinada Campanha
Militar são exemplos de fontes
primárias. São utilizadas para a
reconstituição histórica.
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Fontes secundárias:
São as que não se enquadram no caso
anterior. Livros e artigos, embora
importantes, costumam ser classificados
como fontes secundárias. Um livro sobre a
participação de uma unidade militar em
determinada Campanha é um exemplo de
fonte-secundária. São utilizadas, em
princípio, para ambientação. Estas fontes, no
entanto, após um trabalho de crítica histórica,
poderão ser utilizadas como fontes
primordiais, no todo ou em parte.
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Tipos de fonte quanto ao meio de


comunicação para sua transmissão.
Fonte oral: lendas, anedotas, provérbios.
Fonte escrita: inventários, códigos,
regulamentos, documentos, obras históricas e
literárias.
Fonte plástica: "slides", retratos, quadros,
mapas, cartas, filmes.
Arquivos informatizados.
O historiador deve ter especial cuidado
para não utilizar, como fontes, documentos
falsos ou forjados.
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Bloch, Marc Lepold Benjamim. Apologia da historia ou oficio de historiador.


Tradução André Telles. Rio de janeiro: Jorge Zahar Ed,2001

Ocupamo-nos ao mesmo tempo do estudo do homem individual, e isso


será a filosofia,e do estudo do homem social, e isso será a historia.[...] A historia
não é a acumulação dos acontecimentos, de qualquer natureza, que se tenham
produzido no passado. Ela é a ciência das sociedades humanas. (p.54.)

Nunca se explica plenamente um fenômeno histórico fora do estudo de


seu momento.[...] Os homens se parecem mais com sua época do que com seus
pais. (p.60.)

A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do


passado. Mas talvez não seja menos vão esgotar-se em compreender o passado
se nada se sabe do presente.
O presente e o passado se interpenetram. A tal ponto que seus elos,
quanto a prática do ofício de historiador, são de sentido duplo. Se para quem quer
compreender mesmo o presente, a ignorância do passado deve ser funesta, a
recíproca – embora não se esteja sempre tão nitidamente alertado – não é menos
verdadeira. (p.65.)
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Bodei, Remo. A historia tem um sentido? Tradução de Reginaldo Di Piero. Bauru ,SP
EDUSC,2001

Hoje são poucos os que crêem, por raciocínio e não por fé, que a historia tenha
um sentido. Duvida-se devido ao declínio das pretensões apresentados, às vezes
inconscientemente, por aquelas filosofias da história, que dominavam o nosso panorama
mental. A sua promessa de desvendar o curso dos acontecimentos passados e as metas
futuras de fato embateu-se com o imprevisto e tornou-se vã devido e uma realidade
obstimada, indócil aos prognósticos. (p.13.)
Se a historia tem um sentido,não é porque ela deriva de uma lógica racional
interna aos acontecimentos,mas porque a eles vem ordem da imaginação,depois
progressivamente estabilizada e ''racionalizada'' mediante ulteriores mitos,ritos,fórmulas
jurídicas e obrigação morais. (p.28.)
A ''história não é, pois um ''homogeneizador'' de todos as histórias locais ou
daquelas dos vários povos.[...] O sentido da história não é portanto dado por quem
comanda, por quem tem condições de reconduzir as diferenças a unidade, mas pela
polifonia, pela pluralidade de significados que provém da soma das contribuição anônimas
que cada povo é capaz de trazer para as vicissitudes do mundo. (p.45.)

O passado é uma construção do presente. São as condições de produção do discurso da


história no presente.
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CONCLUSÃO